A concorrência móvel

O mercado brasileiro de telefonia celular está cada vez mais dinâmico. As operadoras parecem cada vez mais sedentas por novas fatias do mercado, vide o dia de ontem que demonstrou claramente tal apetite através de vários leilões públicos no segmento, organizados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Com vários arremates, a Vivo obteve o direito de aumentar sua rede para todo o território nacional. A empresa pagará R$ 85,3 milhões pelas licenças de freqüências de rádio, incluindo mais cidades do interior e na capital de São Paulo, além de freqüências para os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Ela passará a operar, de agora em diante, nos Estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A intenção da empresa parece ser a expansão no padrão GSM, na qual a Vivo ainda é notada, ao contrário de seus concorrentes.

Já a Claro venceu a disputa pelos lotes das cidades de Londrina e Tamarana (PR) e para os Estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima. Ele levou o lote paranaense por quase R$ 6 milhões. O dos estados do Norte foi arrematado por quase R$ 10 milhões.

Com estas aquisições, a Claro ampliará também sua área de atuação, se ausentando apenas da região do Triângulo Mineiro, área dominada pela Oi.

A Oi, aliás, através de dois leilões, obteve o direito de operar em todo o estado de São Paulo – capital inclusive. Na primeira licitação, a empresa carioca pagou R$ 80,56 milhões. Na segunda, adquiriu uma freqüência específica para a região de Franca (interior paulista) por R$ 1,55 milhão, operada pela CTBC.

Segundo a Anatel, atualmente os percentuais de participação no mercado são: Vivo (28,35%), TIM (25,78%), Claro (24,67%) e Oi (13%). Telemig Celular e Brasil Telecom ocupam, respectivamente, o quinto e sexto lugar do mercado com 4,48% e 3,54% de participação.

Ao todo, a Anatel licitou 150 lotes de freqüência distribuídos por todo o país.

Fontes: Globo e Folha de S. Paulo

Autor: Gabriela Bia

Viajante apaixonada, Tenista frustrada, Controller de Crédito, Astrônoma Amadora e Cozinheira nas horas vagas.

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  • rphlfmf

    A Vivo comprou a Telemig Celular, ontem foi liberada a compra, se não me engano. Será que vai mudar tudo aqui em MG?

  • jragomes

    Sim, realmente a concorrência está acirrada. Creio eu que as Empresas estejam de olho na “portabilidade do número”, que começa a valer do próximo mês. Vemos muita gente, ainda, presa a uma operadora, porque perder o número de celular significa perder contratos, contatos, negócios, etc.

    http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=7416

    Espero que com a “portabilidade do número”, a oferta de serviços fique mais abundante e os preços mais baixos. Quem aqui gostaria de usar a internet através do celular levante a mão? \o/

    Claro, não podemos esquecer todas as variáveis econômicas, tributárias e culturais que fazem os serviços serem caros. Mas que as empresas poderiam dar uma mãozinha, isso elas poderiam.

    Viver pouco como um rei ou viver muito como um Zé?
    http://www.jragomes.com

  • Rafael Vasconcelos

    Eu queira que tivesse concorrência na telefônia fixa também.
    Aqui no Ceará, a OI (Antiga Telemar) domina, não tem concorrentes na área de telefonia fixa e os concorrentes na área de banda larga são fracos.
    Resultado, VELOX de 1 mega por 150 reais por mês, enquando no Rio parece que é só uns 30.

    • v1r3d

      Amazonas tá pior, Velox 300K por R$300 😀 felicidade é assim… simples assim…

      • Rafael Vasconcelos

        PUTZ !
        Cara, sabia que banda larga de 1 mega na Europa custa 4 euros ?

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