Carlos Cardoso 15 anos atrás
Como todo sujeito muito ambicioso tenho vários projetos frustrados, mas nem a Conquista Global ou o Protocolo LV tiveram resultado tão decepcionante quanto o Projeto Scanner.
Como leitor voraz e eterno otimista, queria ter meus livros e gibis em forma eletrônica. Comprei scanner de mesa, software de OCR e descobri que escanear um livro leva uma eternidade, sai com centenas de erros de reconhecimento e no final das contas é uma droga ler na tela do computador, além de nada portátil.
Com meu primeiro notebook a esperança renasceu, apenas para morrer de novo. A altura da tela era pequena demais, notebooks eram pesados demais e ler girando o bicho é uma idéia que assim como o comunismo e o kama sutra só funciona na teoria. O Netbook foi a última tentativa. Talvez a tela de 11 polegadas fosse suficiente, e o peso seria aceitável.
Não era. Os anos passavam e não surgia nenhuma alternativa. Tablets estavam fora de questão, custavam uma fortuna e continuavam trambolhos. Eu estava quase desistindo, quando o futuro chegou.
O iPad tinha o formato, dimensões e funcionalidades ideais para o consumo de ebooks e gibis. Claro, não tinha a autonomia ou definição de um Kindle, mas além da tela ser maior, no tamanho certo para gibis e livros, era colorido, recurso que pode ser opcional para otakus mas não para gente que não dorme com travesseiros de japinhas.

Principais recursos:
Veja como é elegante no layout horizontal a seleção por miniaturas:
A tela de detalhamento de um arquivo: É possível definir configurações individuais de visualização. Não lembro de nenhum outro programa que faça isso.
O Bookman está disponível, digrátis na App Store. Há uma versão para iPhone mas ler gibi no iPhone já é forçar a amizade.
E antes que alguém pergunte, o gibi da 1a imagem é The Boys, do brilhante sociopata Garth Ennis. Para saber mais recomendo este artigo no blog do meu baiano favorito.