Rodrigo Ghedin 12 anos atrás
Antes dos sites de compra coletiva, a mania entre os desenvolvedores Web era criar encurtadores de URLs. Ainda hoje existe um punhado, todos buscando um diferencial, mas, na essência, todos fazendo a mesma coisa, ou seja, convertendo URLs loooongas em outras curtinhas, num tamanho otimizado para formulários limitados, aka Twitter.
Como se diferenciar, então? Simples, apelando para o ridículo. Ou para o que está em voga. Ou para tudo isso junto.
O bieber.ly é, você adivinhou, um encurtador de URLs que usa o astro mirim Justin Bieber para... para... para o que mesmo? Ah sim, chamar a atenção. O sistema é simples de tudo, não apresenta sequer estatísticas ao colocar o sinal "+" na frente do endereço, nem tem integração com redes sociais. Come poeira de soluções mais conhecidas e robustas, como migre.me e bit.ly. Mas chamou a atenção...
...inclusive dos advogados de Bieber, que em menos de 24 horas enviaram aos criadores a famosa cartinha extra-judicial "cease and desist". Os criadores da brincadeira, que colocavam no rodapé do site algo como "Essas pessoas se envergonham em admitir que fizeram essa página", acataram o pedido de remoção numa boa, e ainda fizeram chacota: "do lado positivo, minha primeira carta 'cease and desist'. Vou imprimir e fazer um quadro!".
Aliás, como bem notou Alexia Tsotsis, no TechCrunch, por que o site Lesbians who look like Justin Bieber continua de pé?
Voltando ao encurtador, como o bieber.ly não fazia parte do 301Works.org, a Web ganhou mais alguns milhares de URLs curtas quebradas e, portanto, inúteis. Mas, por outro lado, livrou-se de uma infestação de "biebers" no Twitter e afins. No fim, o saldo é positivo.
Fonte: TechCrunch.