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Participação brasileira garantida no supertelescópio E-ELT não está mais garantida

Esta notícia prova duas coisas: primeiro, Brasil Odeia Ciência. Segundo, nada muda neste país. A participação brasileira no supertelescópio no Chile está MAIS UMA VEZ ameaçada. Agora a verba que já deveria ter sido liberada vai ficar parada esperando nova análise.

10 anos atrás

Entendedores Entenderão

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Previously, on Battlestar Galactica

Brasil Odeia Ciência. Você sabe disso. Gastamos milhões em foguetes que explodem e bilhões em foguetes imaginários, mas mesquinhamos trocado pra todo o resto.

Pesquisadores precisam esmolar dinheiro em Kickstarter para fazer seu trabalho, a fuga de cérebros é geral. Nossas grandes esperanças sempre acabam em vergonha, como a participação do Brasil na Estação Espacial Internacional. Mesmo assim, insistimos.

Desde o final dos anos 90 a ESO (European Southern Observatory) estava planejando o E-ELT — European Extremely Large Telescope, um megapower telescópio no Chile. O projeto é um consórcio de diversos países, e o Brasil cismou de fazer parte.

Como resultado, em 2012 já estávamos atrasando nossas parcelas do pagamento.

Em 2014 a verba ainda não tinha sido liberada pelo Congresso Nacional.

No começo de 2015 um deputado comunista embargou a verba, só com muita chiadeira acabaram voltando atrás. E ainda precisava ser votado no Senado.

Aprovado, o projeto liberando as verbas foi para a Presidência, mas esbarrou no digníssimo senhor Aldo Rebelo, então Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, autor de uma LEI QUE PROIBIA INOVAÇÃO.

eelt

De lá pra cá o projeto ficou na gaveta da mais digníssima ainda Presidenta da República, que não moveu uma palha para ASSINAR A PORCARIA DO PAPEL. Continuamos devendo parcelas, daqui a pouco vão botar nosso nome no SPC — Serviço de Proteção à Ciência.

Huehue zuera, Não há NENHUMA proteção à Ciência neste país.

Agora o prazo está acabando, empresas brasileiras não têm mais tempo hábil de se candidatar a participar do projeto de construção do E-ELT, a organização só tem 90% da verba de 1,1 bilhão de euros (10% era a parte do Brasil).

O Gloriosíssimo atual Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Cientista Gilberto Kassab disse que há argumentos contra e a favor da adesão na comunidade científica. E disse mais:

Portanto, uma análise aprofundada da questão se faz necessária e, diante da importância do ESO, solicitei aos secretários do MCTIC minucioso parecer para posterior decisão.”

Ou seja: vamos empurrar com a barriga, a verba vai escoar por aqueles sumidouros de Brasília e pagaremos mico em mais um projeto.

Como tudo neste país vira briga partidária, petralhas acusarão coxinhas de empacar o projeto, sem perceber que Kassab está fazendo EXATAMENTE O MESMO que a presidenta deles fez por anos. Sejamos realistas, os indignados com o Temer por interromper as bolsas do Ciência sem Fronteiras no exterior convenientemente esquecerão que essa atitude idiota burra e exemplo de falta de visão acontecia do mesmo jeito no governo Dilma, que cortou 75% da verba do CAPES.

Ciência não ser prioridade, ciência ser considerada despesa a ser cortada é a GRANDE UNANIMIDADE entre nossos políticos, e sejamos realistas, entre nosso povo. Qual a saída? Galeão.

Fonte: Gazeta do Povo.

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