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Microsoft remove Office 2019 do Home Use Program para empresas

Home Use Program (HUP) da Microsoft não mais contará com o Office 2019; colaboradores poderão adquirir assinaturas do Office 365 com desconto

13/08/2019 às 9:30

Não é segredo que a Microsoft vem depreciando o Office 2019 em favor do Office 365, já que um plano de assinatura gera mais receita do que uma licença permanente. Tal visão agora se reflete no Home Use Program (HUP) oferecido para empresas, que não mais contará com a versão legada da suíte.

Microsoft Office / Office 2019

O HUP, ou Programa de Uso Doméstico, é um plano voltado a funcionários de empresas parceiras que têm o direito a adquirir licenças do Office com descontos, para usa-las em seus computadores pessoais da mesma maneira que o fazem no trabalho. A meta é viabilizar o trabalho remoto ou permitir que o funcionário possa dar continuidade a suas tarefas de casa, aumentando a produtividade das companhias.

Originalmente, o HUP concedia licenças da versão perpétua do pacote Office, atualmente na versão 2019 com descontos sensíveis, só que em abril a Microsoft incluiu no pacote a possibilidade de adquirir assinaturas do Office 365 nos mesmo termos. Na ocasião, a empresa de Redmond deixou claro que o modelo de licença perpétua estava "obsoleto" e seria descontinuado, favorecendo assim o modelo de assinatura.

Pois foi o que aconteceu. A partir desta semana, o Office 2019 não mais pode ser adquirido através do HUP, que conta apenas com o Office 365. Usuários elegíveis terão direito a um desconto de 30% na assinatura anual, que custa R$ 239 para a versão Personal (um usuário) ou R$ 299 para o Home (seis usuários), que passariam a custar R$ 167,30 e R$ 209,30 respectivamente.

Microsoft Home Use Program / Office 2019

Esta não é a primeira vez que a Microsoft tenta depreciar o Office 2019: em fevereiro, a companhia lançou uma série de comerciais em que exaltava as inúmeras vantagens do Office 365 em detrimento do pacote de licença perpétua, numa tentativa de convencer os consumidores a migrarem para o modelo de assinatura anual. Além dos vários recursos extras, assinantes têm direito a 1 TB de espaço no OneDrive e 60 minutos de ligações mensais do Skype, além do pacote não possuir limite de instalações para os usuários registrados.

O grande problema dessa atitude é a resistência da Microsoft em simplesmente fazer o óbvio, que é matar o Office 2019 de uma vez e manter apenas o pacote Office 365, simplesmente porque o primeiro ainda vende. Caso ele não estivesse mais disponível, os usuários e parceiros corporativos não teriam outra opção para usar Word, Excel e cia. a não ser abrir a carteira todo ano e renovar suas assinaturas. Caso contrário, que se virem com o LibreOffice.

Isso nem é exclusividade da Microsoft: Apple e Google (principalmente a primeira) também incentivam desenvolvedores a preferirem planos de assinatura ao invés de venderem seus apps como licenças únicas, ou abracem o modelo de microtransações para manter o dinheiro circulando, com ambas recolhendo 15% ou 30% do montante.

Pode chegar o dia em que a Microsoft decida encerrar de uma vez o Office como licença permanente (provavelmente o 2019 será o último), mas enquanto ele permanecer disponível, muita gente ainda preferirá ele ao 365, para não ter que morrer com uma boa grana todos os anos para continuar usando-o.

Com informações: Microsoft, Computer World.

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