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Vem cá, me mostra esse Motorola One Vision - Hands-on

Ao primeiro olhar, a Motorola conseguiu corrigir os erros da primeira geração e teve ajuda da Samsung pra isso

16/05/2019 às 12:55

Ontem (15) a Motorola resolveu que era hora de mostrar um novo Moto One, que agora tem nome de One Vision e traz melhorias muito importantes pro aparelho que foi lançado no ano passado e que não fez bonito nem no software, muito menos no hardware. Eu senti que tudo isso foi corrigido e conto minha experiência neste hands-on em texto. Bora lá.

Como assim não deu certo?

Pra quem não acompanhou o Moto One no ano passado, ele é um smartphone da Motorola e que vem com o Android One, versão quase-que-pura do Android (sim, existe sim essa coisa chamada de Android puro) e que bateu em um preço de R$ 1,5 mil. Ele parecia boa compra, mas trabalhava com o processador Snapdragon de anos atrás e o Android, mesmo com mais mão do Google do que em outros aparelhos, não foi atualizado com tamanha velocidade que merecia.

Não deu certo. Chamava pouca atenção e a concorrência basicamente fazia melhor em tudo, cobrando menos em alguns casos. Foi isso.

No Moto One Vision temos inovações de verdade, uma cara que distância do desejo de copiar o iPhone e coloca um valor condizente com o mercado - ele é caro, mas não está distante de outros aparelhos, então...é, encaixa e ele vem com duas coisas da Samsung que são ótimas no lado coreano do mundo: processador Exynos e tela IPS LCD porreta.

Em primeiro lugar: tela

A tela tem o formato chamado Infinity-O, o mesmo que está nos Galaxy S10 e S10e - só que com o furo pra câmera frontal no lado esquerdo, contra o direito nos modelos da própria Samsung. Ele coloca um IPS LCD de qualidade que realmente me chamou atenção em uma proporção quase que ignorada pelo mercado: 21:9.

Não é de hoje que a Samsung surpreende até em intermediários com sua tela. Ela tem a mesma proporção do Xperia 1, da Sony e que não será lançado no Brasil - ao menos não de forma oficial. Ou seja, é o primeiro aparelho 21:9 do Brasil.

Existem duas grandes vantagens por aqui e que ficaram claras nos minutos que passei com o celular nas mãos. A primeira é que conteúdo feito em 21:9 (basicamente filmes e seriados) podem preencher toda a tela e não serão cortados, nem apresentarão tarjas pretas. Claro que existe uma verruga em forma de câmera frontal no canto, mas eu me acostumei melhor com isso do que o notch do iPhone (que era exatamente o mesmo do Moto One do ano passado).

A segunda parte positiva ficou clara que é a pegada. Como o aparelho é ainda mais alto do que largo, não é tão impossível segurar o conjunto com uma só mão. Eu senti que alcançar o topo da tela é ainda mais trabalhoso, mas o alcance do dedão na área central do display ficou mais confortável. Curti bastante isso.

Em segundo lugar: as câmeras

O conjunto ótico que a Motorola escolheu vem com 48 megapixels na parte traseira e isso é muito mais resolução do que qualquer pessoa-de-bem pode precisar. O que é bom em tamanha resolução? Duas coisas: você pode dar zoom digital ao cortar o arquivo final (saudades de vocês Nokia 808 PureView e Lumia 1020) e aproximar o objeto sem perder qualidade. Se você aproximar quatro vezes no arquivo final, ele agora tem exatamente a mesma resolução de fotos de qualquer iPhone recente (12 megapixels) e você tem aproximação real sem esticar pixels.

A segunda coisa é que dá pra mesclar quatro pixels em um só, o que também coloca a resolução em 12 megapixels e aumenta o tamanho de cada pixel que gera a imagem (agora são quatro trabalhando como um só). Isso aumenta o nível de detalhe e também de entrada de luz. Pode ser ótimo!

É claro que no evento, como quase sempre, as condições para fotografia são péssimas. Tudo muito escuro, com luzes que piscam e cores nada naturais nos LEDs, então não pude testar no local. Preciso de mais tempo pra ver se essas melhorias vão realmente acontecer.

Mais Samsung pra corrigir erros

Além da tela, o Moto One Vision vem com processador Exynos 9610, que já equipa o Galaxy A50 e equivale ao Snapdragon 660. É cedo demais pra falar se deu certo, mas ao menos não fica a sensação de “processador que estava lá no canto, faz dois anos e a Motorola colocou aqui”, que tinha na geração passada.

O preço final, de R$ 2 mil, fica perto do A50 e que tem basicamente o mesmo hardware. O ponto positivo que pode ser interessante pras pessoas é que no Moto One Vision você tem o dobro de memória interna (128 GB) e a garantia firmada pela própria Motorola de atualizações do Android.

Ela prometeu levar três anos de updates de segurança e duas grandes mudanças do Android. Leia isso como: ele receberá o Android Q e o Android R, no mínimo. Isso é bom, principalmente em intermediário Android, que raramente é atualizado. Parabéns Motorola, mas parabéns de verdade só se cumprir isso, ok?

Enfim, isso foi o que pude sentir e ver durante o evento. Um review completo sairá nas próximas semanas e nele posso contar se esse Moto One Vision é realmente uma boa compra em 2019 - pra quem não quer gastar um rim inteiro em um celular.

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