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Jogos de RPG das antigas para PC que são bons até hoje

Ah, a nostalgia… Quem nunca teve que garimpar jogos de RPG no passado não sabe o que é quest de verdade

31 semanas atrás

Jogos de RPG de mesa, com um mestre narrando uma aventura e os jogadores tentando acertar aquele crítico para abrir um cofre, sem libertar as hordas dos infernos no processo, tiveram um boom na década de 80 (Stranger Things mostrou isso bem) e têm muitos fãs até hoje. A grande virada de mesa (com perdão do trocadilho), no entanto, foi adaptar essa mecânica de interpretação de personagens para os computadores e videogames.

Aí o que já era popular, para um público nerd mais hardcore, tomou proporções épicas. The Legend of Zelda, Chrono Trigger, Baldur’s Gate, Eye of the Beholder, são apenas alguns dos vários exemplos de games que ajudaram a aquecer o caldeirão do gênero e abriram as portas das masmorras para todos os The Elder Scrolls, The Witchers e Dragon Quests da vida.

Dungeons_and_Dragons_game / reprodução

Mas onde eu quero chegar com isso? Você deve estar se perguntando… Particularmente, sempre amei jogos de RPG. Cheguei a participar de alguns grupos que jogavam D&D (Dungeons and Dragons - saudades da minha Druida Necromante) e, principalmente, Vampiro: A Máscara. Minha Ravno está há uns 8 anos esperando um barco, no porto de Marselha, para fugir de uma galera que ela sacaneou. Não terminei de jogar a campanha até hoje.

A correria da rotina de estudos e/ou trabalho são algumas das pedras no caminho de quem ama RPG e não encontra tempo para se reunir com os amigos (os que ainda jogam). Achar um bom mestre então… Quest de titãs! Tem um pessoal que conheço que ainda se reúne online para jogar. É uma alternativa. Quem sabe um dia eu faça isso também. Sério, preciso voltar a jogar Vampiro e resgatar minha Ravno, coitada.

rpg dados / reprodução

Bom, minha solução, ou melhor, o consolo que encontrei foi matar minha vontade de RPG jogando no PC, na época. Depois migrei para o videogame também. Para minha surpresa e satisfação, o catálogo, vamos assim dizer, de games do tipo para computador (principalmente) sempre foi muito bom.

Agora vem o momento de denunciar a idade: antes mesmo do Steam chegar, em 2003, e abençoar nossas vidas, eu precisava garimpar na internet, com amigos ou nas prateleiras mais esquecidas de lojas de games alguma coisa de RPG. Ao menos nas lojas perto da minha casa sempre foi um parto conseguir algo que não fosse só “corre e atira”.

Por isso…

(Olha só... Finalmente cheguei ao ponto que queria! Parece até que estou mestrando uma campanha e criando a história de fundo para induzir vocês a entrar na Torre de Luskan e gritar: “go to hell, mages!”)

…resolvi reunir alguns dos games de RPG para PC que mais amei jogar desde a Dark Age, ou seja, na época antes do Steam ou do GoG, ou quando tudo era mato. Felizmente, dá para jogá-los hoje em dia ainda (vou colocar os links). Alguns desses títulos eu ainda tenho na caixinha e vou postar a foto para vocês verem.

stranger things rpg / reprodução

Stranger Things é um exemplo de RPG Live Action que fugiu (um pouquinho) do controle do mestre.

Vale a pena jogar de novo (ou pela primeira vez)

Alguns dos exemplos, a seguir, nem são tããão antigos assim (eu já sei disso!), mas procurei conciliar games que curti mais a possibilidade de encontrá-los (de forma politicamente correta) para jogar, caso alguém se interesse.

 

1. Neverwinter Nights 1 e 2

neverwinter nights 1 e 2 box / vivi werneck

A série Neverwinter Nights é uma das maiores consumidoras de vida já programadas na história da humanidade. O primeiro jogo, lançado em 2002, quando a BioWare ainda podia brincar no parquinho sem pedir permissão para a EA, é uma obra de arte em narrativa. O título é todo baseado na terceira edição de Dungeons and Dragons. Ele é imenso e tem muita, mas muuuita coisa para ler. Bom, é um D&D afinal de contas. Só tenho amor por esse jogo!

Uma das coisas que mais chama a atenção na série é que você realmente é punido se tomar decisões que saiam do seu alinhamento. Digamos que sua classe é Paladino (mééé…) e, de repente, você surta e incendeia um mosteiro! Suuuper irado, porém, o jogo vai te punir por isso. Por um tempo, ou até se “redimir”, você não poderá usar algumas habilidades da sua classe, por exemplo.

Neverwinter Nights 2 já caiu no colo da Obsidian Entertainment. Alguns gostaram e outros odiaram. Eu gostei, especialmente da expansão Mask of the Betrayer. Ah, falando em conteúdo extra, ambos os jogos têm expansões tão grandes quanto o jogo base. Vale dar uma olhada nas edições mega blaster ultimate deluxe turbo, com tudo junto, caso queira comprar.

Cheguei a jogar o MMORPG Neverwinter para matar as saudades do Nights. Não é a mesma coisa, mas ao menos o lore é parecido.

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2. Diablo I e II

diablo 2 box / vivi werneck

A coisa mais nostálgica que lembro dos antigos Diablos (se bem que o III já está ficando idoso também) era juntar um pequeno grupo e ficar farmando itens para a classe do outro. Tinha um programa, que agora esqueci o nome, que te ajudava a transferir loot para o jogo do seu amigo.

Também havia algo de copiar e colar o save do jogo para outro personagem, mas não lembro mesmo. Se alguém souber, me avise! Ah, e sempre rolava de fazer uma lan, na casa de alguém, para jogar multiplayer. Era uma verdadeira força-tarefa carregar gabinetes e monitores caixotes para a casa dos outros. Não tinha Uber naquela época, né…

A série Diablo inspirou vários outros jogos com sua estética isométrica e ação point and click. Ah, e Lord of Destruction, expansão de Diablo II, trouxe as classes Assassino e Druida para o game também (mas segui jogando com o Necromante). O legal é saber que tem gente que joga até hoje, alguns modders até implementaram melhorias no jogo.

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3. Fallout (até o New Vegas)

fallout 3 fallout new vegas box / vivi werneck

“War never changes”. Fallout 3 foi meu primeiro contato com a série pós apocalíptica da Bethesda. Aprendendo a amar ou ignorar os bugs, o jogo é incrível (você explodiu Megaton?) e você perde fácil muitas horas só explorando o cenário, revirando caixas e acumulando tranqueiras.

Admito que sou uma “hoarder”, em jogos de mundo aberto, e queria muito ter a bolsa da Hermione para catar tudo pelo caminho sem nunca faltar espaço. Não vou usar nem 20% do que estou carregando, mas vai que…

Jogar esse tipo de game no PC permite a maravilha de poder customizar quase tudo. A comunidade de mods para títulos assim é sempre muito criativa. Um dos mods que eu mais gostava para o Fallout 3 era um que permitia usar uma portal gun.

New Vegas era mais bugado que o 3 (fiquei impressionada), mesmo assim explorar uma Las Vegas detonada, e poder continuar acumulando muambas, era ótimo. Acho que é por isso que algumas pessoas insistem para eu jogar Katamari. Cheguei a comprar (e está na minha biblioteca do Steam) Fallout 1 e o Tactics, mas assim como 70% dos meus games da plataforma, ainda não joguei.

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4. Vampire: The Masquerade - Bloodlines

vampire-bloodlines / reprodução

Disse, mais no início desse artigo, que já joguei Vampiro e a minha Ravno já deve ter virado pó na França (melhor lá do que aqui). Quando encontrei Vampire Bloodlines pela primeira vez surtei… De ódio! O jogo não era bugado... Ele só dava crash o tempo todo e voltava para o desktop. Vários saves foram perdidos e eu, simplesmente, não conseguia avançar da parte da mansão do vampiro maluquinho (acho que era um Malkaviano).

Por um tempo deixei para lá, mas graças aos maravilhosos modders o jogo foi consertado, já que aparentemente a desenvolvedora largou de mão. Hoje em dia dá para jogar de boas e é bem divertido, para quem curte uma pegada mais underground. Você já começa escolhendo o seu clã, dentre os membros da Camarilla (eu jogava de Tremere, mas querendo ser Tzimisce), e montando sua ficha. Vale testar!

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5. The Elder Scrolls IV: Oblivion

the elder scrolls box / vivi werneck

3 anos. Foi o tempo (quase) exato que joguei Oblivion. A versão base que eu tenho na caixinha, e que foi distribuída no Brasil, é em espanhol. Felizmente, o áudio do jogo estava em inglês, mas aprendi um bocado de espanhol só jogando para entender os itens do meu inventário e as missões. Fiquei frustrada, no entanto, quando descobri que “piel de oso”, não era algo macabro como “pele de osso”, mas sim pele de urso. Não tinha Google Tradutor na época que joguei.

40 minutos. Era o tempo médio que eu levava para tentar moldar cada herói que eu criava e dar ao(a) coitado(a) algum resquício de beleza. Em vão, pois todos os personagens eram horrorosos, não importando o que você fazia. A solução era enfiar um elmo na cabeça e ir enfrentar a vida.

Quando você achava que já tinha “visto de tudo”em Oblivion... Boooom! Pé na porta com a expansão Shivering Isles! O conteúdo extra colocava outro mapa imenso no jogo e era sensacional, assim como o game principal. Como, agora, você estava no reino da Loucura dava para ignorar de boa os bugs. Você até achava que o seu cavalo voando fazia parte do roteiro.

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6. Dragon Age: Origins

dragon age origins box / vivi werneck

Cada origem escolhida para seu personagem refletirá no modo como o mundo tratará você. Dragon Age: Origins foi outro game que joguei mais de uma vez para testar todas as possibilidades de diálogo e interação. Você quase não vê dragões, apesar do nome do jogo, mas a sua party… Os NPCs que te acompanham são um bônus agradabilíssimo na imersão que Dragon Age proporciona.

Só dava para levar dois com você, por vez, e quase sempre eu escolhia a bruxa Morrigan (queen diva!) e o Grey Warden Alistair (bobo, mas fofo). O título ganhou a expansão Awakening, que achei bem morna, sendo bem sincera. Os DLCs, por incrível que pareça, foram bem melhores. Destaque aqui para Leliana's Song e Witch Hunt.

“Never follow me, I said” - Morrigan.

PS: Origins também ganhou um porte (muito nas coxas) para PS3 e Xbox 360. Se puderem evitar, é melhor.

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7. Mass Effect (Trilogia Shepard)

A franquia Mass Effect tem uma pegada mais ação que RPG, mas ainda trabalha bem os conceitos de narrativa, escolhas impactando o futuro, conquistar o carisma (e o sexo, às vezes) de alguns NPCs e customização de inventário e habilidades. Joguei cada um dos três ao menos duas vezes, fechando-os com a versão feminina e masculina do Comandante Shepard (e também alternando o alinhamento entre Paragon e Renegade).

Sem criar polêmica (pelamor!), mas a female Shepard dá um banho na versão masculina. Tudo isso se deve ao trabalho incrível da atriz e dubladora Jennifer Hale. Mark Meer, que interpretou o Shepard, estava ótimo, mas Hale foi matadora.

Os famosos discursos que ela (a Shepard) fazia no ápice do jogo, bem no final, para incentivar a tripulação a encarar uma missão suicida (Mass Effect 2), por exemplo, eram de arrepiar. Você quer ir junto com ela, fazer o que não sei, mas quer!

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Menções honrosas:

Só para enfatizar: eu sei que existem vários outros clássicos das antigas do gênero, destaquei apenas alguns. Também não me aprofundei em história e gameplay porque senão esse artigo iria virar um Elder Scroll de tão grande.

E, por fim, quais os RPGs clássicos que marcaram vocês? Têm sugestões de títulos que “não se pode morrer sem jogar”? Alguém ainda joga RPG de mesa? Rolem os dados nos comentários.

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