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Pesquisa revela o óbvio: Segurança porca é o mesmo que nada, e o Android sofre com isso.

Um teste feito nos Países Baixos descobriu que a maioria dos celulares é comicamente incapaz de oferecer segurança biométrica com um mínimo de qualidade.

09/01/2019 às 14:15

Hollywood sempre passou uma mensagem ambígua sobre segurança usando biometria; por um lado era algo relacionado com alta segurança, usado quando você absolutamente positivamente decididamente precisava proteger um local ou alguma informação. Por outro lado, 100% das travas biométricas de Hollywood podiam ser vencidas pelo mocinho.

Com a rara exceção da fechadura de código no excelente Quebra de Sigilo, claro.

Hoje temos vários tipos de sensores biométricos, os mais comuns são:

Óbvio que os sensores usados no Pentágono, na CIA e na coleção de sex tapes do Hugh Hefner são topo de linha, e por muito tempo só havia esse tipo, mas agora a tecnologia se popularizou, temos reconhecimento biométrico na palma da mão, às vezes literalmente.

As empresas vendem isso como um avanço de segurança e praticidade e estão certas em 50% do tempo, mas a realidade é que nenhum sistema é infalível. Como bem colocou o xkcd, com uma chave de boca de US$ 5,00 você quebra facilmente qualquer criptografia.

A internet está cheia de vídeos mostrando como quebrar sistemas de biometria, mas sejamos realistas: você é realmente tão importante que alguém vai se dar ao trabalho de construir uma cabeça de látex, roubar suas digitais ou sequestrar seu irmão gêmeo para acessar seus nudes?

Há um equilíbrio a ser achado entre a segurança de um sistema biométrico e sua facilidade de uso. Um sensor de digitais que exigisse cinco dedos, além de inacessível a certos ex-presidentes, levaria tempo demais, anulando a praticidade do recurso.

Por outro lado, é errado vender uma ilusão de segurança, e isso é o que está acontecendo. Enquanto os holofotes se concentram na Apple e na Samsung, um monte de outros fabricantes lança aparelhos com biometria na base do só pra dizer que tem, e o resultado é assustador.

Uma ONG dos Países Baixos testou 110 modelos de celulares e nada menos que 42 deles falharam.

E não é só modelo xing-ling não, literalmente todos os modelos da Sony foram reprovados e os da Nokia também, além da linha P20 da Huawei, os Blackberries, modelos mais baratos da Samsung, LG, Motorola, Xiaomi, Alcatel, Lenovo e Asus.

Todos (aqui a lista completa dos aparelhos) foram desbloqueados com uma simples foto do usuário.

Isso mesmo, algo tão simples quanto botar o nome do sujeito no Google enquanto ele levanta pra ir ao banheiro no boteco, googlar uma foto do cidadão, desbloquear o aparelho, mudar o idioma pra Javanês e bloquear de novo. Não que eu tenha feito algo parecido antes, por favor.

Compreensivelmente as pessoas não querem mais digitar senhas, como se fazia no Egito da quinta dinastia, mas agora acham chato até o sensor de digital? Claro que é mais prático pegar o telefone e apenas olhando pra ele desbloqueá-lo, mas na pressa de fornecer essa solução, os fabricantes ignoraram a segurança, e isso é errado.

Esses fabricantes abriram mão da segurança em nome da comodidade e estão enganando os usuários, que têm a expectativa de que o reconhecimento facial é pelo menos tão seguro quanto o leitor de digitais. Esse tipo de comportamento predatório irá inevitavelmente minar a confiança pública na biometria, em nome do lucro fácil. Isso é uma vergonha!

Fonte: Techspot

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