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Diablo Immortal e um grupo de fãs ensandecidos

Em mais uma demonstração de que muitos gamers continuam teimando em crescer, após anunciar um Diablo para tablets e smartphones a Blizzard tem sido alvo de inúmeras críticas por parte dos “fãs” da série.

05/11/2018 às 8:33

No último final de semana aconteceu na Califórnia a BlizzCon e um dos maiores destaques do evento foi o anúncio do Diablo Immortal. Desenvolvido em parceria com os chineses da NetEase Games, trata-se de um jogo para tablets e smartphones, mas aquilo que poderia ser visto como uma jogada de mestre por parte da editora, rapidamente começou a ser muito criticado por várias pessoas.

Diablo Immortal

Mesmo com a Blizzard tendo deixado claro anteriormente que não iria anunciar um Diablo IV no evento, os Fãs entupiram fóruns, canais no Youtube e Twitch com as mais variadas reclamações, incluindo aí desde acusações de que a empresa teria “cuspido na cara da comunidade”, até que o Diablo Immortal seria apenas uma versão repaginada de títulos da NetEase, o Crusaders of Light e o Endless of God.

Basta olharmos para o trailer do anúncio para perceber como a situação se alastrou, com mais de 386 mil pessoas tendo o marcado como ”Não gostei”, enquanto apenas 15 mil clicaram em “Gostei”. Pois um dos fundadores da Blizzard, Allen Adham, admitiu durante uma entrevista ao Kotaku que embora uma reação negativa fosse esperada, o tamanho que ela alcançou os surpreendeu.

Nós sabemos que o nosso público aqui é apaixonadamente focado em PC — e em consoles. Nós também já vimos isso antes. Vimos uma resposta parecida quando anunciamos que traríamos o Diablo para os consoles e vimos uma resposta parecida no anúncio do Hearthstone.

 

Eles amam o que amam e querem o que querem. Essa paixão na verdade é o que nos guia e sentimos isso também. É por isso que fazemos jogos e o motivo pelo qual criamos jogos por quase três décadas — e por que a nossa comunidade é tão apaixonada pelas nossas franquias. Eu entendo seus sentimentos e desejo podermos compartilhar mais sobre todas as coisas que estamos fazendo, não apenas com a franquia Diablo, mas na companhia como um todo.

Ainda de acordo com Adham, a paixão dos fãs do Diablo se “manifesta de maneiras interessantes”, além de ter dito que eles sabem exatamente sobre o que esse pessoal gostaria de ver e ouvir durante o evento, numa clara referência ao anúncio do quarto jogo da franquia principal.

O executivo ainda tentou aclamar os ânimos afirmando que o jogo para dispositivos mobile está sendo feito do zero e que vários projetos relacionados a marca estão em desenvolvimento. Por fim, ele garantiu que ao contrário do que muitos podem imaginar, investir no Immortal agora não significa que não estejam trabalhando na criação de títulos que nem foram anunciados — numa nova sutil referência ao Diablo IV.

Quanto a revolta desse grupo que tem considerado quase como uma vergonha ver a sua tão amada série ir parar nos celulares, confesso que não consigo entender o motivo para tanta histeria. É claro que eu já me decepcionei por não ver o anúncio de um jogo que tanto queria e por não gostar de jogar nesses aparelhos, o Diablo Immortal provavelmente é um título no qual nunca tocarei. No entanto, acho impressionante como algumas pessoas são incapazes de entender o conceito de “não gostou, basta não comprar”.

Eu também acho que como estamos falando de uma empresa enorme, que sempre prezou pela qualidade e que deixará boa parte do trabalho nas mãos dos outros, o lançamento do Diablo Immortal não deverá afetar o desenvolvimento do Diablo IV, que diga-se de passagem sabemos que será criticado pelos “fãs” independentemente da sua qualidade. Além disso, se o jogo da NetEase permitirá que um novo público o conheça, como isso pode ser tratado como ruim para a marca?

A verdade é que de tempos em tempos a “comunidade gamer” parece fazer questão de mostrar que é formada por um bando de crianças mimadas, seres que procuram qualquer motivo para fazer pirraça e que a menos que um determinado jogo seja exatamente da maneira como eles querem, adoram utilizar a internet para expressar toda a sua infantilidade.

Particularmente não gosto do termo mimimi, mas em certos casos não há maneira melhor para definir o comportamento de muitos daqueles que se dizem apaixonados por jogos eletrônicos.


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