Rapidinhas no cinema: Michael Bay quer dar vida a Lobo e He-Man sem diretor, de novo

A Warner Bros. tentou fazer de Esquadrão Suicida seu próprio Deadpool à força. Quando o filme do mercenário tagarela estreou e encheu os cofres da Fox, a produção da DC Entertainment ganhou cenas extras, outras foram refilmadas de modo a deixa-lo mais leve e bem-humorado. O resultado passou longe do ideal, o filme possui problemas de ritmo e no fim, não rendeu o tanto quanto a Warner queria (nenhum filme da DCEU o fez aliás, porque os executivos loucos chutam valores altos demais).

Só que a DC Films, que está sob nova direção (já chego lá) ainda quer seu próprio filme ao estilo de Deadpool e Michael Bay, o rei das explosões, um dos diretores mais bem-sucedidos de Hollywood (não dá para dizer que seus filmes não fazem dinheiro, né?) e aquele que adora ignorar as leis da Física pode ter a solução: Lobo, o Maioral.

Liga da Justiça pode não ter ido tão mal de bilheteria, ainda que tenha feito menos grana que Mulher-Maravilha ou Batman vs. Superman: A Origem da Justiça ele teve um resultado aceitável se considerarmos a média dos filmes de super-heróis, só que os executivos da Warner esperavam muito mais grana para todas as produções da DC Films. Sabe-se que era esperado uma renda global de US$ 1 bilhão para BvS e DOIS BILHÕES para Liga, jogando com a carta de serem os primeiros filmes a reunirem na tela os maiores heróis dos quadrinhos em todos os tempos.

Pois bem, o dinheiro não entrou e a Warner fez uma dança das cadeiras gigantesca na DC Films, tirando a direção das mãos de Geoff Johns e John Berg e passando o bastão para Walter Hamada, até então produtor executivo da New Line e responsável por consolidar o universo expandido da franquia Invocação do Mal. A ordem é fazer com que o DC Extended Universe funcione, e para isso novas opções estão sendo consideradas.

O que nos leva a Michael Bay. Depois de anos explodindo coisas e comandando a franquia Transformers para a Paramount e Hasbro, o diretor está voltando sua atenção a outros gêneros, como fez com Sem Dor, Sem Ganho e 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi. O filme do Lobo, que está em planejamento desde 2016 estaria na mira do diretor, que está interessado em trabalhar com a Warner pela primeira vez (A Ilha foi distribuído pelo estúdio globalmente, mas é uma produção da DreamWorks).

Segundo informes Bay teria oferecido algumas ideias para o roteiro de Jason Fuchs (Mulher-Maravilha), que serão incorporadas numa próxima revisão do texto. Oficialmente Lobo não tem data de estreia ou elenco escalado mas tanto a Warner quanto a DC querem utilizar o flagelo czarniano como uma resposta direta a Deadpool, uma obra nos mesmos moldes com classificação 18+, recheado de sangue, violência e erotismo. Tudo como o Maioral gosta.

Sabe-se que a Warner havia cogitado nomear Brad Peyton (Terremoto: A Falha de San Andreas) como diretor, bem como Joel Silver (O Livro de Eli) e Akiva Goldsman (A Torre Negra) como produtores. Agora Bay quer a cadeira de comando e dependo de como as negociações prosseguirem, é bem possível que ele seja escolhido. De minha parte eu gostaria que Keith Giffen, co-criador do Lobo e o melhor roteirista que o personagem já teve fosse considerado como co-produtor e/ou consultor, de modo a garantir a fidelidade com o material das HQs de outrora.

E não, aqui nós não comentamos o que aconteceu com o Lobo n‘Os Novos 52. Aquilo não existiu.


Por outro lado, o reboot de Mestres do Universo não dá sinais de que sairá do Development Hell tão cedo. A Sony Pictures tenta desenrolar a produção desde 2007, e em 2015 teria iniciado movimentos mais concretos para finalmente colocar a nova aventura de He-Man nos trilhos. Inicialmente a estreia se daria em julho de 2017, com um roteiro escrito inicialmente por Jeff Wadlow (Pearl Harbor, Kick-Ass 2) que não agradou; Christopher Yost (Thor: Ragnarok) foi contratado para dar um trato no texto, mas ele também não permaneceu.

Já a cadeira de diretor deve estar infestada de formigas: o primeiro cotado foi Jon M. Chu (G.I. Joe: Retaliação), que não ficou muito tempo na posição. Em 2016 a Sony anunciou McG (As Panteras, Exterminador do Futuro: A Salvação), que também aprimoraria outro roteiro (sim, outro) escrito por Alex Litvak e Mike Finch enquanto Todd Black, Jason Blumenthal e Steve Tisch assumiriam a produção. Porém, em abril de 2017 a Sony revelou a “data definitiva” para o lançamento de Mestres do Universo no cinema (18 de dezembro de 2019; sim, junto com Star Wars: Episódio IX) e que McG não estava mais no projeto.

O estúdio então tratou de correr atrás de outro diretor e roteirista (sim, OUTRO) e encontrou David S. Goyer (O Homem de Aço, Batman vs. Superman: A Origem da Justiça), que não só assumiu a história e parece que agora vai, como informes apontavam que também assumiria a direção. E parece que foi isso mesmo que aconteceu, visto que Goyer veio a público informar que não mais atuará como tal no filme (para sair é preciso entrar primeiro, afinal).

Goyer no entanto informa que embora esteja abrindo mão do comando da película para se dedicar à minissérie baseada na Trilogia da Fundação, de Isaac Asimov (tudo indica que desta vez ela vai mesmo acontecer), ele permanecerá como roteirista e produtor executivo de Mestres do Universo; já a Sony Pictures tem pouco tempo para encontrar um novo diretor, escalar o elenco e começar as filmagens se pretende mesmo cumprir com a agenda.

O que eu sinceramente não acredito que vá acontecer.

Fontes: The Wrap e The Hollywood Reporter.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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