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Ocarina of Time, um jogo pioneiro no uso do Eyefinity

10 anos atrás

Um dos novos recursos dos processadores gráficos Radeon HD5k é o Eyefinity, uma tecnologia de exibição de imagens em múltiplo monitor, que permite a combinação de três ou mais monitores para exibir imagens de altíssima definição, como se os monitores fossem um só, caso os conectores estejam disponíveis nas respectivas placas de vídeo.

Nas atuais placas de vídeo cujas GPUs dedicadas Radeon (HD59x0, HD58x0 e HD57x0, até o presente momento) suportam tal recurso, há, geralmente, quatro conectores de saída de vídeo, sendo dois DVI-I (Dual Link, analógico-digital), um HDMI e um DisplayPort, mas só três deles podem ser utilizados ao mesmo tempo e tal combinação deve, obrigatoriamente, incluir o novato DisplayPort na história.

Há no mercado, inclusive, algumas placas equipadas com 6 (seis!) conectores Mini DisplayPort, semelhantes às utilizadas para demonstrar o Eyefinity num CrossFire X4, uma combinação de hardware que conseguiu exibir, em “apenas” 24 monitores com resolução de 1920x1200 cada, alguns aplicativos tridimensionais de demonstração técnica na distro GNU/Linux Ubuntu 9.04.

Resumindo: o tio Laguna aqui quer deixar bem claro que tal tecnologia é bem recente e que está presente nas linhas mid e high-end de tais processadores gráficos DX11.

Laguna_OoTEyefinity_26nov2009

Agora vem a novidade, ou quase isso: genivf2, um usuário do Youtube, inocentemente foi testar sua nova placa de vídeo, equipada com uma GPU Radeon HD5870.

Como ele tinha três monitores de 24 polegadas e um deles tinha uma entrada DisplayPort, não teve maiores problemas em juntá-los numa área de trabalho com resolução 5760x1200, onde os três LCDs estão dispostos lado a lado, numa configuração ‘ultra-widescreen’ do Windows Sete.

O tal sortudo foi testando diversos jogos, para ver se eram compatíveis com tal recurso. Alguns mais recentes foram até incompatíveis com o Eyefinity, só exibindo as imagens no monitor principal, o do meio.

Então, o garoto de sorte foi testar os jogos que tinha para um determinado emulador do Nintendo 64, aparentemente sem nenhum plugin especial ou outra opção fora do padrão, que ele usaria para rodar o jogo em tela cheia com o Eyefinity (ativado ou não) no Catalyst, nem mesmo ROMs alteradas.

Nenhum jogo do N64 foi compatível até então. Num último e derradeiro teste, ele colocou a ROM do The Legend of Zelda, Ocarina of Time e também ficou arrepiado com a seguinte cena, após o break:

Bom lembrar que este fantástico jogo foi originalmente feito para ser exibido numa resolução quarter-VGA (320x240 ou 76,8 quilopixels decimais), típica das TVs de tubo que usávamos para rodar os jogos do Nintendo 64 (em meio à quinta geração de consoles), e agora vemos o mesmo numa resolução de quase 7 (sete!) megapixels decimais, ou seja, uma resolução 90 (noventa!) vezes maior, com direito a um filtro anisotrópico de 16x e anti-aliasing a 8x.

O Eyefinity, quando funciona bem, mostra uma visão panorâmica das cenas do jogo em que é compatível, mostrando além do que normalmente não é visto numa situação normal de jogo. Notem, no próximo vídeo, que os HUDs do jogo permanecem na tela do meio, tal qual os jogos recentes que utilizam tal recurso, recurso este ainda exclusivo das GPUs Radeon HD5k.

Depois de ver essas cenas, o tio Laguna ficou com os olhos bem lacrimejados, devido à alguns ciscos que lhe caíram nos olhos...

E pensar que Eiji Aonuma, um dos responsáveis pelo Ocarina of Time ser o melhor jogo de todos os tempos (pelo menos na opinião do indivíduo que vos escreve), dizia que um jogador atual, ao jogar tal obra-prima, não acharia o jogo tão bom.

Sinceramente, nós, verdadeiros fãs de Zelda, pedimos para que ele supere o que o Ocarina of Time representou para os videogames no século passado, como ele já prometeu antes, só isso!

Por que um simplório jogo em cartucho de 32 MiB, que completou 11 anos na segunda-feira, ainda apresenta alguma novidade dessas?

Podem me dizer que é fraude, que é um hack muito louco, que o genivf2 fez uma operação ilegal e precisa ser exterminado, enfim, seja o que for, digo o seguinte: se você, caro leitor, não pôde jogar este jogo sem preconceitos, num equipamento adequado, perdeu muita coisa em sua vida de jogador, acredite.

E não, não é apenas pelo uso do Eyefinity: a fantasia, a magia da lenda da princesa Zelda está ali, em seu auge, em toda a sua glória, ao som da melodia de uma Ocarina do Tempo.

[Agradeço a dica do Lucas, o Homem Risonho.]

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