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YouTube Kids não é tão seguro para crianças quanto os pais pensam

Piratas driblam filtro do YouTube Kids e app para crianças acaba com vários vídeos que imitam produções famosas, mas com conteúdo inapropriado

3 anos atrás

Uma pesquisa da BBC revelou que o app Youtube Kids, que também tem uma versão em português, voltado para fornecer conteúdo seguro para crianças não é um ambiente tão salutar como se pensava: há uma série de vídeos com conteúdos violentos e/ou controversos, que driblam os filtros, e são erroneamente classificados como adequados para os pequenos.

Como se o Google e o YouTube já não tivessem problemas suficientes, especialmente após o êxodo de centenas de anunciantes, que não querem seus nomes ligados a sites e vídeos com conteúdo extremista ou que faça apologia ao terrorismo.

youtube-kids / reprodução

Tudo começou quando a jornalista Laura June teve uma experiência desagradável ao assistir um episódio da Peppa Pig junto com sua filha de três anos: sem que ela percebesse (seja por pura inabilidade de identificar o canal oficial ou outros motivos) ela acabou executando um episódio de um canal pirata, em que a personagem era drogada e tinha os dentes arrancados.

Algo assim não deveria ser direcionado para crianças, mas a pesquisa da emissora britânica revelou que isso nem de longe é um caso isolado: há uma grande quantidade de vídeos e canais no YouTube que imitam shows infantis (além da porquinha rosa há versões piratas hardcore de Frozen, da franquia Minions e outros) ou possuem uma estética cartunesca para se passar por programas para crianças e, dessa forma, acabarem catalogados como conteúdo do app Kids.

O pior é verificar que alguns desses canais fazem muito sucesso, esses vídeos piratas possuem, às vezes, milhões de visualizações e muitas das crianças são tapeadas para pensar que se trata do produto original.

O que acontece é que, para variar, o filtro do YouTube Kids é automático: sem um humano por trás para verificar o que está sendo aprovado como conteúdo adequado para crianças, o algoritmo se deixa enganar pelas tramoias desses canais e libera vídeos com conteúdos gráficos bem fortes, totalmente inadequados para crianças como vídeos inofensivos.

E essa não é a primeira que o app se mete em controvérsia: pouco tempo depois de ser lançado, o Google foi acusado de entupir a plataforma de propaganda. Inclusive com ads de alimentos que não podem ser veiculados para menores, como da rede McDonald's.

Desde a denúncia, o YouTube vem apagando vários desses vídeos piratas. O conselho mais adequado, nesse caso, é o mais óbvio: pais, monitorem o que seus filhos assistem e não deixem eles acessarem qualquer coisa. Mesmo um app, voltado para eles, não está livre de conteúdos inadequados.

Fonte: BBC

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