Nintendo Switch terá controles com tecnologia exclusiva até demais

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Mario Kart 8 Deluxe virá em preço cheio e sem pistas adicionais because fuck you (crédito: Venture Beat)

O tio Laguna considera a Nintendo a rainha dos acessórios para games. A maioria das tecnologias disruptivas associadas aos controles, se não foram inventadas pela Big N, foram popularizadas pela japonesa nos consoles dela e copiadas alegremente pelas concorrentes.

Em seu novo console, o Switch, não podia ser diferente: embora um dos grandes destaques do híbrido seja as várias formas de se usar o console em si, sua maior novidade tecnológica são os Joy-Cons. Na apresentação mundial, realizada na madrugada de quinta para sexta-feira, a Nintendo propagandeou que os novos controles inclusos no Switch combinariam todos os recursos já lançados por ela.

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Joy-Cons e seus respectivos Straps (crédito: The Verge)

Não deixa de ser verdade. O Famicom (NES japonês) também vinha com dois controles inclusos, e cada Joy-Con é um controle de Super Nintendo cuja cruz direcional é substituída por uma alavanca analógica melhor que aquela porcaria que usavam no Nintendo 64. E também têm o NFC do GamePad do Wii U para os Amiibo.

Além disso, ambos os Joy-Cons incluem sensores de movimento, acelerômetro e giroscópio muito mais precisos que os do Wiimote. E cada Joy-Con vem com uma câmera infravermelha que serve para apontar qualquer coisa à frente (no Joy-Con R a janela da câmera, na parte inferior, é mais visível). Algo bem melhor e mais preciso que o sensor infravermelho do Wiimote. E bem mais caro: com todos esses novos recursos, um par extra de Joy-Cons custará 80 dólares, o dobro de um Wiimote lá em 2006.


Family Games — Nintendo Switch Joy Con Controller Color Variations + HD Rumble

Cada Joy-Con extra sairá por 50 dólares, mas na prática os games usarão no mínimo um par, então comprar um único Joy-Con avulso só faria sentido em caso de perda. Ou roubo, algo mais comum aqui na barbárie.

Entretanto a maior novidade dos Joy-Cons é a combinação daquela câmera IR com o motor de vibração, uma combinação que forma o HD Rumble. Com o HD Rumble, teremos nos jogos uma resposta háptica bem precisa, ao ponto de sentirmos a sensação de… bem… ordenhar vacas.

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O Switch será a nova vaca leiteira da Nintendo? (crédito: YouTube)

No Milk, um dos minigames à la WarioWare do Wii Sports do novo console, o 1-2-Switch, sentiremos cada vasilha virtual sendo preenchida com leite. Um conceito bastante japonês, bastante estranho, bastante Nintendo.

Um jogo mais normal, e que pode valer os US$ 60, é o ARMS, uma nova propriedade intelectual da Nintendo e que é basicamente uma versão melhorada e expandida do clássico jogo de boxe Punch-Out. Mas esse game parece usar de forma magistral o HD Rumble.


ARMS – Nintendo Switch Presentation 2017 Trailer

Usando os dois Joy-Cons, a promessa de ARMS é poder socar o oponente online. O HD Rumble é sensível o bastante para sentir cada porrada recebida, além do golpe dado no oponente. O software, com dados do acelerômetro e giroscópio, detecta se você está esquivando do golpe ou se inclina as mãos por estas estarem a cansar.

Pois bem, aparentemente só estes dois jogos utilizarão o HD Rumble ainda em 2017. Ambos first-party. Ainda é cedo para dizer se teremos um novo GamePad do Wii U (impopular) ou um novo Wiimote do Wii (subutilizado), mas o tio Laguna imagina o HD Rumble em usos mais nobres como a realidade virtual. Basta as concorrentes copiarem a ideia da Nintendo, como sempre fizeram.


GamersPrey — Snipperclips – Nintendo Switch Gameplay [HD/60FPS]

Por melhor que o novo recurso seja tecnologicamente, só será mais largamente adotado ou quando o Switch estiver com uma base instalada enorme ou quando a Nintendo seguir a realidade virtual, feature que provavelmente não veremos nesta primeira versão do aparelho. Talvez vejamos a VR num New Switch ou Switch Pro.

Fontes: Engadget, The Verge e Venture Beat.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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