Com o Workplace, Facebook agora mira no Slack e LinkedIn

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Conforme disseram anteriorme, Mark Zuckerberg está transformando o Facebook em um pato. Ele deseja que sua rede social se torne uma internet à parte, com serviços internos que supram todas as necessidades de seus usuários. Assim, eles não terão a necessidade de consumir notícias, fazer compras online, assistir streaming de eventos e games, conversar via áudio e vídeo com amigos e parentes e etc.

O problema é que o Facebook não executa nenhuma dessas funções direito. Mas Zuck não desiste.

A tal versão da rede social para empresas estava em fase de testes desde o ano passado, mas agora ela foi liberada ao público com um novo nome: Workplace. Ela é voltada ao uso exclusivamente corporativo, tanto que não é possível aos usuários civis utilizarem a rede. Durante os últimos meses mais de mil companhias aderiram ao beta, entre elas algumas grandes, como Starkbucks (a matriz), Danone, Booking.com e Oxfam. Agora, empresas interessadas devem entrar em contato no site oficial para solicitar o acesso.

Como funciona? O empresário irá cadastrar sua companhia e seus funcionários, que terão acesso ao Workplace e ao companion app Work Chat, um Facebook Messenger dedicado. O foco está nas relações de trabalho, facilitando o contato dos colaboradores para a articulação de projetos, de modo que ele dispensaria um e-mail corporativo por exemplo. Ao mesmo tempo ele mantém sua missão de rede social para manter conexões entre profissionais, de uma maneira similar ao LinkedIn e ao Slack (esse último em menor grau, mas é fato que ele também é um alvo).

Todas as ferramentas do Facebook tradicional estão disponíveis: feed, chat, Facebook Live, discussão em grupos, traduções automáticas e ligações de voz e vídeo por IP. No entanto ele não permite alternância entre uma plataforma e outra, a fim de não prejudicar a produtividade.

Em tempo: o Workplace não é gratuito. O Facebook cobra US$ 3,00 por funcionário de empresas com até mil empregados, US$ 2 das empresas com entre 1.001 e 10 mil funcionários e US$ 1 daquelas cujo número de profissionais excede os 10 mil. ONGs e instituições educacionais poderão usar a plataforma gratuitamente, claro que mediante processo de validação (Save the Children já faz parte do projeto). Ao mesmo tempo, o Facebook anunciou um programa de sócios para impulsionar a adoção da plataforma entre agências de publicidade e seus clientes. Deloitte Digital, Edelman, Weber Shandwick e Ketchum estão entre os parceiros.

Resta saber se vai dar certo e o Workplace não será apenas outra ferramenta mais do mesmo do Facebook. Tanto o app principal (iOS, Android) quanto o Work Chat (iOS, Android) já estão disponíveis.

Fonte: Facebook.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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