J.K. Rowling confirma: a saga de Harry Potter chegou ao fim

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Ontem foi um dia especial para os fãs do menino que sobreviveu. Harry Potter está de volta em mais uma história, na forma da peça A Criança Amaldiçoada que estreou nos palcos neste domingo, acompanhada da versão do roteiro lançado como um livro. Claro que todos os pottermaníacos estavam extasiados com esta nova aventura, porém a autora J.K. Rowling foi taxativa: o oitavo livro é a última jornada do herói, pondo fim a uma saga que conquista jovens e adultos desde 1997.

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, a peça de teatro que estreou neste fim de semana é baseada num texto original de Rowling e fora adaptada para os palcos por Jack Thorne e John Tiffany. A história gira em torno não de Harry e sim de seu filho do meio Alvo Severo, que tem de lidar com o legado do pai, aquele que derrotou Lord Voldemort e que hoje é um atarefado funcionário do Ministério da Magia. Enquanto Alvo é obrigado a encarar um peso sobre seus ombros que ele nunca quis, Harry é assombrado por fantasmas do passado que se recusam a permanecer enterrados.

Ambos, pai e filho são então forçados a entender que as trevas podem vir dos lugares mais inesperados.

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada estreou oficialmente em diversas cidades do mundo, de Londres a Nova Iorque e tem sido um sucesso de público, como era de se esperar. A versão de ensaio foi obviamente condensada na forma de um livro lançado neste domingo em inglês, e como se trata de um texto preliminar (antes dos atores e diretores fazerem suas próprias modificações e adaptações) é evidente que uma nova edição definitiva será posteriormente editada e lançada. E já há conversas de uma inevitável versão do compêndio para os cinemas.

Para os fãs brasileiros que não aguentam mais esperar, a Editora Rocco já adiantou que a versão brasileira de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada será lançada no país no dia 31 de outubro, e a pré-venda terá início já no próximo dia 16. Obviamente que conhecendo os fãs é fato que teremos novas ações em livrarias à meia-noite, como é tradição da franquia de livros.

Só que J.K. Rowling foi bem clara quanto ao destino do bruxinho mais famoso do mundo: em entrevista durante o lançamento da peça em Londres a autora declarou que “agora é o momento da geração seguinte” e que não veremos mais Harry Potter e seus companheiros assumirem a frente em novas histórias, dando a vez a seus filhos e sucessores:

Harry passará por uma grande jornada nessas duas peças (A Criança Amaldiçoada é dividida em duas partes), e depois disso, acabou (…). É a vez da nova geração. Estou empolgada ao ver o quanto ele realizou até aqui, mas a era de Harry acabou.”

Rowling obviamente não pretende parar de escrever sobre Hogwarts, o mundo bruxo, sua relação com os incautos trouxas e as novas e inevitáveis ameaças que deverão aparecer em novas mídias, mas é hora de renovar as coisas. Dar a vez a novos personagens e situações, até para manter esse mundo tão rico e diverso quanto sempre foi. Há mais a descobrir desse universo do que apenas a história de um menino que pulverizou Você-Sabe-Quem ainda no berço, o que lhe rendeu sua inconfundível cicatriz em forma de raio na testa.

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O valor de Harry Potter para a literatura mundial é inestimável. As aventuras do bruxinho estimularam uma geração inteira de novos leitores e despertaram crianças e adolescentes para o hábito, por mais que muitos pretensos educadores odeiem a série (no Brasil, com certeza). Você pode até não gostar dos livros, dos filmes ou de J.K. Rowling, pode dizer que é uma cópia dos Livros da Magia de Neil Gaiman (e você está errado), pode continuar repetindo para si mesmo que Tolkien é melhor, mas não pode negar que a autora conseguiu criar um mundo mágico que não só cativou os pequenos, como os fez se identificarem.

Harry Potter, Hermione Granger e Rony Weasley cresceram e amadureceram com seus fãs. Eles começaram sua trajetória como crianças e terminaram como adultos. Os pequenos viram essa transformação e eles próprios a experimentaram, passaram e ver seus heróis como reais, se viram neles. Isso é algo que Stan Lee entendeu lá nos anos 1960, ao criar o Homem-Aranha junto com Steve Ditko: ele não é um exemplo inalcançável de heroismo como o Superman e sim uma pessoa comum, um adolescente mirrado que passa por problemas cotidianos (bullying, falta de dinheiro, ausência dos pais) que de repente recebe poderes, e com eles vêm as responsabilidades.

Por isso só tenho a agradecer à Rowling e a seus personagens, que tornaram o mundo mais divertido e ensinaram a milhões de crianças e jovens que ler é divertido. É claro que sentiremos falta deles, mas a próxima geração está aí e e assumirá as rédeas desse mundo fantástico, que tem tanto a nos mostrar. Quanto à Harry, Mione, Rony e todos aqueles que aprendemos a amar e odiar nos livros terão seu merecido descanso. Eles estarão por aí, mas agora seus sucessores carregarão a tocha, pois não dá para explorar os mesmos protagonistas para sempre.

As boas histórias estarão sempre lá para serem relidas e reassistidas, mas é preciso dar um descanso a nossos heróis. Eles fizeram sua parte, é hora dos novatos assumirem e contarem novas história. Como Q já disse, “all good things must come to an end”.

Portanto Godspeed Harry Potter. Nos vemos do outro lado da plataforma 9 ¾.

Fonte: RadioTimes.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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