Canon Rebel T6 — nada de novo

Canon T6

A Canon parou no tempo. Embora ainda domine a maior parte do mercado, os seus lançamentos não empolgam e empresas mais criativas (Nikon e Sony) estão abocanhando uma fatia cada vez maior do bolo. Os equipamentos são ruins? Não, mas deixaram de inovar e não são mais o top do mercado.

Um exemplo desse marasmo é o lançamento da nova Rebel T6 (também conhecida como EOS 1200D em alguns mercados). Ela chega para substituir a T5 como a câmera reflex mais barata da Canon. Tive a oportunidade de brincar com uma T5 algumas semanas atrás. Câmera extremamente leve e bem frágil com seu corpo de plástico industrial. Até nesse ponto a Nikon leva vantagem, pois a linha de entrada da empresa parece ser mais robusta.

A T6 chega ao mercado com o mesmo sensor, mesma resolução, mesmo sistema de foco (com 9 pontos) e mesmo sistema de gravação de vídeo em 1080p de sua antecessora. Dessa forma fica complicado convencer o consumidor a trocar o equipamento, ou simplesmente não escolher uma Nikon D3200 para começar no mundo da fotografia reflex.

Mas, nem tudo é mais do mesmo. A câmera vem com o novo processador DIGIC 4+, um novo visor LCD com 920 mil pontos (contra 460 mil do modelo anterior) e agora também contando com conectividade sem fio Wi-Fi e NFC. A câmera também apresenta um novo modo de equilíbrio de branco chamado “Prioridade de Branco” que visa criar fotos com tons mais neutros ao fotografar com iluminação incandescente. Agora, no botão seletor, existe um novo modo chamado de “Alimentos” que foi criado especificamente para blogueiros (sim, está no release oficial) poderem fotografar e compartilhar fotos de comidas. As fotos vão apresentar cores mais saturadas e realce no brilho.

E é só isso. Um equipamento que deve chegar apenas para tomar o lugar do anterior sem causar muito espanto. Alguns nem vão notar que a câmera foi atualizada. A nova Rebel T6 deve chegar ao mercado em abril de 2016 com a lente 15-55mm do kit e preço de US$ 550,00.

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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