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Um software que identifica placebos

Placebos são ótimos, placebos servem pra tudo, mas quando você está testando a eficácia de novos medicamentos, placebo é um efeito que atrapalha. Felizmente um grupo de cientistas desenvolveu uma técnica que identifica via ressonância magnética se o cérebro do sujeito está se enganando ou se o remédio faz efeito. Infelizmente essa tecnologia não funciona em comentaristas de portal.

4 anos atrás

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Placebo é um efeito muito interessante, fruto da foxmulderização do ser humano. É a base da Homeopatia, Quiropatia e outras técnicas criadas para tirar dinheiro de patos. O conceito é simples: você toma algo que acha ser um remédio, seu corpo reage de acordo, mas o negócio é só açúcar. Ou farinha.

A beleza do placebo é que o cérebro acha que ele deveria funcionar, e faz sua parte, mas não é “psicológico”, há efeitos fisiológicos reais, até porque o corpo é ótimo em se curar. Um placebo tomado no lugar de um analgésico irá funcionar pois o sujeito além de achar que está se sentindo melhor, está liberando analgésicos naturais, pra ajudar. Isso funciona com todo tipo de remédio.

O Efeito Placebo funciona tão bem que mesmo quando o paciente é informado que está tomando um placebo, o efeito ainda aparece, pois o sujeito fica na dúvida se o médico falou a verdade. Há também o Efeito Nocebo, onde o paciente acredita que a medicação está errada, ou é um placebo, e mesmo com a substância na dosagem correta o efeito é bem menor.

Agora uma que é, como diz uma amiga minha, de cair o fiofó da bunda: o Efeito Placebo está presente inclusive em animais. Um estudo com cães epiléticos mostrou que 78% dos cachorros demonstraram redução no número de crises, após administração do placebo. Teoriza-se que cachorros percebem emoções e intuem quando o humano está fazendo algo benéfico a eles.

O único problema do placebo é que é uma bela porcaria quanto se está testando drogas novas. O efeito gera um ruído imenso nas estatísticas, é preciso um universo muito maior de humanos para chegar a resultados significativos, e testes em pessoas custam muito mais caro do que nos velhos tempos da Unidade 731.

Eis que um grupo de cientistas britânicos e norte-americanos publicou um trabalho onde usaram Ressonância Magnética Funcional, aquela técnica onde escaneiam o cérebro em alta velocidade detectando áreas de atividade.

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Os cientistas analisaram dados de oito outros estudos de analgésicos comprovadamente eficientes. Na fase de testes, as cobaias tomavam ou o analgésico ou um placebo, sem saber. Os padrões de atividade cerebral a princípio eram semelhantes, mas comparando os pacientes dos oito estudos e utilizando um algoritmo específico os padrões surgiram.

Os resultados corretos ficaram entre 57% e 83%, com 0% de falsos positivos, ou seja: ele erra pra segurança, diz que uma droga não funciona mas nunca não diz que o placebo funciona.

Essa pesquisa pode facilitar e baratear muito a pesquisa, permitindo que mais medicamentos sejam testados e descartados muito mais rapidamente, o que significa que drogas melhores chegarão mais rápido aos hospitais, exceto no caso da Emergência Alternativa:

danielstx1820 — Plantão Médico Homeopático

Fonte: PS.

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