O Megaupload Está Morto, e Viva o Novo Mega

Kim Dotcom

Kim Dotcom – não sou apenas um rostinho bonito.

O Megaupload, cuja retirada do ar foi responsável pela maior quebra de links da história da internet, vai voltar em breve, sob o nome Mega e com um sistema de compartilhamento de arquivos que promete ser A dor de cabeça dos caçadores do direito autoral perdido.

Kim Dotcom – que chegou a passar uns 15 minutos preso, depois que os Estados Unidos conseguiram com que a polícia da Nova Zelândia prendesse um holandês em seu território (!) – e seu sócio Mathias Ortmann foram entrevistados pela Wired, onde falam sobre o lançamento do “novo” site.

A princípio, nada de novo, apenas o bom e velho compartilhamento de arquivos ao alcance de um clique. O diabo, porém, está nos detalhes.

O novo sistema irá criptografar o arquivo a ser enviado diretamente no navegador do usuário, que receberá uma senha para poder abrir o mesmo.

O que isso muda?

Do lado do usuário, apenas quem possuir a senha poderá abrir o arquivo, do lado do Mega, o servidor apenas hospeda arquivos criptografados sem a menor referência ao conteúdo, e sem acesso a senha, da qual só o usuário terá conhecimento.

Para as todas poderosas RIAA e MPAA, que representam as indústrias da música e cinema, respectivamente, torna-se impossível rastrear um arquivo depois que ele está no servidor, e é esse o objetivo principal do novo sistema: livrar-se das ameaças legais.

Nada impede, no entanto, que sites de downloads publiquem as senhas de seus arquivos, e é aí que o bicho pega.

No momento em que não é mais possível culpar o hospedeiro, o foco certamente cairá sobre o parasita. Sites de download de maior visibilidade certamente serão pressionados legalmente a retirar os links do ar.

Onde voltamos à questão dA dor de cabeça: criar um blog gratuito e colocá-lo no ar para ganhar uns trocados não toma mais de 5 minutos, e esse conteúdo está ao alcance de um clique na busca do Google.

Enquanto Isso, no Mundo do Torrent…

The Pirate Bay, o maior e mais teimoso site de torrents do mundo, passou toda sua operação para a nuvem essa semana, inicialmente usando servidores de dois países, informa o Torrent Freak (link, em inglês).

Em terra, apenas um roteador em um país e um balanceador de carga – ou load balancer, em português – que não usa HD, estocando tudo em memória, em outro.

Segundo um representante do site:

“Se a polícia decidir atacar nossos servidores novamente, não terão nada para levar, apenas um roteador. Se seguirem a trilha até o próximo país e encontrarem o balanceador, é apenas um servidor sem disco. No caso de encontrarem o provedor de hospedagem na nuvem, tudo que encontrarão são arquivos criptografados”.

Aguardemos o próximo capítulo dessa guerra, que certamente não se estanca por aqui.

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Autor: j. noronha

Blogueiro em tempo integral e gênio nas horas vagas.

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