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Mulher recebe crânio produzido com uma impressora 3D

Por em 28 de março de 2014

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Eu adoro impressão 3D quando utilizada de formas criativas ou preferencialmente, quando proporcionam uma melhora de vida às pessoas. Nós já vimos casos aqui do WREX feito com plástico ABS que devolveu a liberdade de movimentos a uma menina de dois anos, do senhor que teve o rosto reconstruído após um câncer devastador deixar uma cratera em seu rosto, o pai que criou uma mão biônica de dez dólares para o filho baseado em outro projeto sensacional e por aí vai.

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Nosso cérebro está aprendendo a reconhecer emoticons como rostos reais

Por em 17 de fevereiro de 2014

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Nosso cérebro é programado de fábrica a reconhecer rostos. Entretanto ele nem de longe é um computador poderoso e perfeito como muita gente propaga por aí. Devido a maneira como evoluímos, nossa cachola têm a tendência a fabricar imagens e sons, além de forçar uma percepção errada das coisas para suprir suas compulsões, principalmente no que diz respeito à reconhecimento de faces, chegando a converter imagens independente do que os olhos vêem. Se duvida, veja este vídeo e tente impor à sua cabeça que o que você não é o que ela interpreta.

O cérebro também é capaz de identificar coisas conhecidas em elementos não relacionados, além do fato de que podemos ensinar a ele novos truques. Os emoticons por exemplo já são usados por nós há mais de 30 anos e nós sabemos o que significa : – ) ou : – (. Mas seria o cérebro capaz de identificar essas combinações de caracteres como rostos, respondendo da mesma forma ao ver uma face real?

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Coçar seu reflexo no espelho pode aliviar o incômodo

Por em 31 de janeiro de 2014

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Se você assistiu o Nerdologia desta semana, projeto do nosso amigo Atila Iamarino, você entendeu porque é que sentimos aflição quando vemos algo ruim acontecendo com outra pessoa. Isso se dá porque nosso cérebro faz com que a gente se coloque na posição dela, em uma espécie de espelho de empatia.

Não bastasse isso, cientistas descobriram que alguns de nós somos capazes de, em situações de incômodo com algo na pele, erupções cutâneas ou picadas de inseto, encontrar alívio dessa coceira no espelho. Sim, literalmente, um espelho.

Eu não gosto muito da ideia, pois meus espelhos sempre me assustam de alguma forma, mas aparentemente a percepção de nossos próprios corpos pode ser facilmente manipulada usando truques de ilusão. Por exemplo: usar uma mão de borracha, a ponto do cérebro interpretar que é a própria mão!

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Nova droga pode ajudar a “cortar o barato” causado pela maconha

Por em 15 de outubro de 2013

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Recentes estudos tem ajudado a desvilanizar a maconha como droga perigosa, como o que atesta que ela não reduz o QI como se pensava. Ela é utilizada pela humanidade há muito tempo, e de uns tempos para cá seu uso medicinal vem sendo mais difundido.

O problema é o vício: até então não havia nenhum medicamento capaz de cortar o efeito psicotrópico do THC nos receptores de recompensa do cérebro e a indução ao estado de euforia sem anular suas outras propriedades, ou resumindo, não dá para fazer um remédio de cannabis que não “dê um barato” e acabe por viciar o usuário. Entretanto uma recente pesquisa do Instituto Nacional de Abuso de Drogas norte-americano (NIDA) mostrou que esse problema pode ser contornado, ainda que com ressalvas.

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Cientistas conseguem “desligar” o switch no cérebro de ratos que controla o apetite

Por em 1 de outubro de 2013

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Ninguém gosta de sofrer com distúrbios de apetite, causa mais comum de problemas de saúde como obesidade e anorexia e todos os problemas relacionados que eles trazem a tiracolo. Para combater o problema principalmente do excesso de peso (uma das principais causas de morte nos Estados Unidos, na proporção de 1 em cada 5 habitantes) pesquisadores tem estudado os mais diversos métodos, alguns até radicais demais.

Por outro lado controlar o desejo de comer (ou a falta dele) depende de outra abordagem, e uma equipe de cientistas conseguiu a um resultado impressionante em ratos simplesmente estimulando a parte do cérebro responsável, exatamente como ligar e desligar um interruptor.

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Vermes-robôs poderão no futuro comer tumores cerebrais em cirurgias minimamente invasivas

Por em 13 de setembro de 2013

Primeiro protótipo do verme-robôBoa parte das larvas de moscas possuem hábitos saprófagos, isso é, se alimentam de tecidos necrosados, tanto é que um tratamento bastante comum é aplicar larvas esterilizadas em ferimentos, para que elas se encarreguem de livrar todo o tecido infeccionado que poderia evoluir para um quadro mais grave, levando a uma amputação ou até mesmo à morte do paciente.

Esse tratamento deu a J. Marc Simard, neurocirurgião da Escola de Medicina da Universidade de Maryland uma ideia: a técnica poderia ser aplicada no tratamento de tumores cerebrais, mas ao invés de inserir larvas vivas (claro, né?) os pesquisadores decidiram por um modelo robótico similar, que seria minimamente invasivo e de grande ajuda num procedimento cirúrgico.

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Novo composto químico consegue reverter condição similar à Síndrome de Down em ratos

Por em 6 de setembro de 2013

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Depois de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Massachusetts conseguir silenciar o terceiro cromossomo da Síndrome de Down em células-tronco de portadores humanos (o que não significa uma cura, mas uma possibilidade de tratamento mais apurado no futuro), um time de cientistas da Universidade John Hopkins e do Instituto Nacional de Saúde norte-americano conseguiram curar uma condição semelhante à doença em ratos ao administrar um composto químico que estimula a chamada “via de sinalização Sonic Hedgehog”, em referência às proteínas sinalizadoras responsáveis por estimular o desenvolvimento embrionário.

O nome se dá pois durante a pesquisa que primeiro identificou a proteína nas velhas parceiras moscas da família Drosophila (vulgo mosca-das-frutas), a ausência delas formava embriões com dentículos que lembravam ouriços. A proteína humana mais estudada por estar diretamente ligada ao desenvolvimento cerebral recebeu o nome de Sonic Hedgehog (também conhecida como SHH), em homenagem ao mascote da Sega.

A pesquisa envolveu manipular geneticamente ratos de laboratório de modo que os mesmos desenvolvessem uma condição que emulasse a Síndrome de Down: a saber, portadores possuem massa encefálica ligeiramente menor, principalmente o cerebelo, que chega a apresentar 60% do tamanho normal. Tais espécimes receberam no nascimento (quando o cerebelo ainda está em desenvolvimento) uma única dose de uma droga com uma molécula chamada SAG, destinada a estimular a via de sinalização das proteínas de sapatinhos vermelhos.

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A imagem acima apresenta o cerebelo de três espécimes adultos distintos. O da esquerda é de um ratinho portador da Síndrome emulada que recebeu a SAG. O do meio é de um portador não tratado, e o da direita de um adulto saudável. Nota-se que o cerebelo cresceu quase que normalmente.

Isso melhorou seu comportamento e até mesmo sua memória, em testes os ratos tratados com a droga se deram tão bem quanto adultos saudáveis, o que não era esperado. Segundo o dr. Roger Reeves da Escola de Medicina da Universidade John Hopkins e líder da pesquisa, “não esperávamos os desdobramentos no aprendizado e na memória, geralmente controlados pelo hipocampo e não pelo cerebelo”. O mais provável é que a droga ajudou a melhorar a comunicação entre o hipocampo e o cerebelo como um todo. A pesquisa foi publicada na Science.

Entretanto ainda há um longo caminho para que a SAG seja sequer cogitada a ser testada em humanos. Como ela estimula o crescimento celular no cérebro, há a possibilidade do processo químico se alastrar pelo corpo e fugir do controle. Em outras palavras, pode aumentar o risco de câncer. O próprio dr. Reeves disse que a droga “não é uma bala de prata que vai reverter a condição magicamente”. Além do mais, mesmo que viável ela não seria uma cura para os problemas de memória e aprendizagem adquiridos. Mas já um passo importante, conseguir tal resultado com apenas uma dose já é incrível por si só. A pesquisa prossegue, portanto esperemos boas notícias no futuro.

Fonte: PopSci e SD.

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