Feche os olhos para ganhar no “Pedra, Papel, Tesoura”
Esse é o tipo de dica que faria um mega sucesso no jardim de infância, quando decisões importantes, como quem começaria com a bola na pelada do recreio, se faziam pela milenar disputa do “pedra, papel, tesoura”, também conhecido como “joquempô”.
Você pode não perceber, mas seu senso moral melhora com o passar do tempo
Qual a sua reação ao ver alguém batendo em outra pessoa? E quando um amigo quebra um objeto qualquer? As respostas dependem diretamente do seu senso moral e envolve diversas variáveis.
Independente das suas respostas, é bem provável que, hoje, elas sejam mais maduras do que há alguns anos. Ao longo da vida, temos sempre a sensação de estarmos evoluindo, inclusive em aspectos morais. Seja numa mudança de hábito ou numa nova visão sobre determinado tema polêmico, amadurecemos.
Essa sensação foi fruto de um estudo conduzido por Jean Decety e publicado na Cerebral Cortex. Intitulado “A Contribuição da Emoção e da Cognição à Sensibilidade Moral: Um Estudo do Neurodesenvolvimento”, ele é tido como o primeiro do gênero a estudar a relação do cérebro e das relações comportamentais a decisões morais sob o ponto de vista do neurodesenvolvimento.
Monges escaneados: novos avanços da neurologia

O Dr. Zoran Josipovic da Universidade de Nova Iorque tem gosto por uma atividade profissional um tanto incomum: enfiar monges budistas dentro de uma máquina de FMRI (Ressonância Magnética por Imagem Funcional) e rastrear seu fluxo sanguíneo e atividade cerebral enquanto meditam.
Graças a trabalhos como o dele, hoje podemos identificar novas fronteiras sobre o que acontece com o cérebro enquanto meditamos. O objeto das pesquisas de Zoran é principalmente a sensação de “unicidade” e de não-dualidade atingida pelos monges e praticantes mais aprofundados de meditação.
Ciência a serviço de genros e governos
Quer seja você um genro de saco muito cheio ou o encarregado de uma nova agência secreta com a missão de silenciar de uma vez Julian Assange, seus problemas podem estar caminhando para um fim.
Para a ciência e Vincent Walsh, líder de um interessantíssimo projeto de “estimulação magnética trans-craniana” pela University College de Londres, é um novo começo.
Na demonstração encarada por um editor da New Scientist no centro de estudos de neurociência da universidade, é possível vislumbrar a que ponto as coisas poderão chegar em bem pouco tempo.
Jogos não melhoram seu QI

Seria bom se fosse fácil assim...
Unir o útil ao agradável é uma busca constante do ser humano. De uns anos para cá, essa máxima chegou aos jogos, através de títulos que prometem exercitar o cérebro enquanto divertem. Infelizmente, a coisa não é tão simples quanto os marketeiros tentam vender.
Telespectadores do programa da BBC Bang Goes the Theory, com idades entre 18 e 60 anos, voluntariaram-se para um estudo de seis semanas a respeito dessa questão. 8600 deles foram impelidos a jogar 10 minutos desses jogos diariamente. Outro grupo, de 2700 pessoas, não jogou, mas sim gastou o tempo navegando na Internet e respondendo questões gerais. Ambos foram submetidos a um teste simples de QI antes de iniciar o experimento.
Os resultados foram meio decepcionantes. O grupo que jogou os aumentadores de QI não ficaram mais espertos, e em certos casos, o grupo que não jogou apresentou resultados melhores.
Um pesquisador independente, Art Kramer, disse que jogos do tipo podem até ter algum efeito positivo sobre o cérebro humano, mas apenas se as atividades virtuais tiverem algum impacto no mundo real. O tipo de jogo e o nível de dificuldade também são fatores que contam, e de modo geral, Kramer diz que se um jogo diverte mais do que o desafia, ele não melhorará o cérebro do jogador. Na prática, apenas jogos realmente difíceis surtem efeito.
No mais, ainda assim é mais benéfico praticar exercícios físicos ou aprender um novo idioma. “Para estimular o intelecto, é preciso um desafio de verdade. Ficar mais esperto é uma tarefa dura”, disse Kramer.
Fonte: Discovery News.


