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Quando a Microsoft anunciou o Zune HD com "spec techs" de dar inveja e mais aquela montanha de serviços, imaginava-se que a empresa queria competir de igual pra igual com a Apple e seu iPod touch. Mas a coisa não pára por aí, vem muito mais pela frente.
O Zune HD, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano, é apenas uma pequena peça de toda uma rede de produtos e serviços, que integra o Zune Marketplace e a Xbox Live e, pelos rumores que circulam, vai ganhar mais um companheiro: o Zune Phone, codinome "Pink".

Previsões apontam para 2010 como a possível data de lançamento do Pink. Já se especulou se ele seria apenas mais um apanhado de serviços ou um aparelho de fato, mas de acordo com novos rumores, é realmente um aparelho que está a caminho. Uma fonte do ZDNet divulgou uma lista de especificações técnicas para o possível telefone da MS.
Não é de se admirar. A Microsoft tem ampla e notória experiência no que diz respeito a hardware, software e distribuição de serviços e conteúdos digitais. Então, apesar de haver empresas muito bem consolidadas brigando por clientes para seus aparelhinhos, dá pra se dizer que a empresa do "outro Steve" tem muita bagagem, além de já atuar na área, mas em outro segmento. Com o novo Zune, o terreno estará bem preparado para a chegada de mais um produto no ramo hiper-concorrido de telefonia móvel.
[via Engadget]
O SCH-W760 é um celular basicão para os padrões coreanos: MicroSD de até 8GB, tela de 2,8 polegadas AMOLED, sintonizador de TV, resolução WQVGA, 4 horas de conversação 360h de stand-by, câmera de 3MP, 3G HSDPA de 7,2Mbps, japinha not included.
O diferencial é que ele vem com uma câmera com capacidades de infravermelho/visão noturna.
Imagino (não vi mas conheço a cara-de-pau) que o racional do marketing (bom nome para um grupo de pagode) seja que o dispositivo funcione para videoconferências e transmissões em condições de baixa iluminação, ou documentação de eventos e flagrantes a qualquer hora do dia ou da noite, bla bla bla. Não interessa. O que interessa é que o recurso é muito bem-vindo, e espero que seja tornado padrão em todos os celulares.
Motivo? Sejamos realistas, visão noturna em celular serve para uma única e exclusiva coisa:

E o mundo é um lugar melhor com mais sextapes.
Fonte: Akihabara News
O iPhone é uma espécie de Nastassja Kinski. Isoladamente nenhum dos componentes brilha, mas no conjunto a experiência é imbatível. Mas como a concorrência vem atrás, alguns dos pontos mais fracos foram revisitados. Entre eles a câmera.
Não tentamos contato com Steve Jobs atrás de uma unidade de testes, pois a resposta poderia não ser positiva. (what the fuck is a meiobit?)
Mesmo assim nossa incrível rede de contatos é composta dos mais variados tipos, inclusive o macmaníaco-ainda-no-armário Israel Nobre, que acabou de comprar um iPhone 3GS, e nos enviar a imagem abaixo, onde podemos ver a diferença entre as câmeras do iPhone antigo e do novo:

clique para ver em resolução cromulenta
Com essa ampliação para 3,2MP decentes (o decentes é importante) o iPhone já pode ser considerado um telefone com câmera apto para uso do dia-a-dia e mesmo registro de eventos menores.
Ah sim, ele agora grava vídeos, e com resolução/definição igualmente decente. Vejam outro teste que o Israel fez:

Celulares não, pelo menos não com esse aparelho. Mas a boataria é parcialmente confirmada e vem rondando o mundo da tecnologia desde ontem. Bem, o que sabemos é que o gadget será pequeno, navegará na internet, terá o sistema Android do Google, será um pouco maior que um iPod Touch ou o iPhone, porém ele não terá as funcionalidades de um celular.
O tal gadget poderá ser lançado até o fim do ano e já possui dois protótipos em teste. E o que seria esse tal aparelho? Celular? Não. Mp3 player? A Dell disse que não. Um mini Netbook? Humm...uma pessoa dentro da Dell disse que a empresa pensa em distribuir tal aparelho pelas operadoras de celular, uma prática que vem crescendo e dando muito certo nos EUA.
E que tal um MID? A Dell tinha planos de um Mp3 player para concorrer com a Apple, mas abortou o projeto no fim do ano passado e parte dos engenheiros foi trabalhar nesse novo projeto. A recente contratação de Ain McKendrick, executivo que ficará a cargo de Mobile Internet Devices dá uma certa brecha do que a Dell pode estar desenvolvendo.
Apesar de tudo isso e de tal hardware, ainda foi confirmado que a Dell está desenvolvendo alguns Smartphones que entrarão no mercado no fim desse ano, todos com sistema Android.
Link: The Wall Street Journal

A LG vem investindo pesado na área de Smartphones com Windows Mobile e acaba de trazer mais um modelo para o mercado brasileiro. O GT810 é um celular com touchscreen seguindo a tendência "iPhonística", com uma tela de 3 polegadas e suporte a Wi-Fi e 3G (básicos hoje não?). A tela rotaciona de acordo com o posicionamento do celular e possui teclado QWERTY. Vem ainda com pacote Office Mobile, A-GPS, câmera de 3.0 Mega Pixels e ainda o Windows Mobile 6.1. O preço sugerido pela LG sem quaisquer pacote de operadora é de R$ 1.299,00.
Link: LG Electronics
Todo mundo já passou por isso. Está no restaurante com uma menina tentando impressionar, na mesa ao lado um Isento (tm Morróida) com um celular comprado em 3434 vezes nas Casas Bahia, de cartão, demonstrando os 1532 toques engraçadinhos que baixou das Internetes.
Depois do que pareceram anos, o isento escolhe o toque de Missão Impossível, que faz questão de mostrar, na íntegra, a cada um dos 28 colegas do Depto de Expedição, todos reunidos para comemorar a promoção do Ariosvaldo, que agora é sub-auxiliar administrativo IV.
Horror o suficiente? Então imagine que nos EUA a ASCAP, uma entidade que lembra (no mau sentido) o ECAD quer ganhar dinheiro em cima disso.
Embora cada ringtone vendido tenha incluído no preço um justo percentual de royalties, destinado aos autores, a ASCAP quer mais.
Eles consideram que um ringtone tocado em um ambiente público representa... Execução Pública.
Isso mesmo, eles querem ganhar royalties como se aquele MIDI maldito do Bonde do Tigrão fosse uma música executada por um profissional, para uma platéia.
Diante disso só tenho uma pergunta: Fritas acompanham?
Fonte: EFF
Antes que você pergunte, Kim Yu-na é uma patinadora coreana de 19 aninhos (too old, diria o Pedobear) que é celebridade lá na terra dela. Como aqui tivemos o Celular da Sandy, lá também há um grande mercado de celulares e acessórios associados a figuras famosas.
Por isso a série de 50.000 capas exclusivas (como 50.000 de algo pode ser exclusivo?) homenageando a (certamente homenageada pela juventude) patinadora.
O curioso é que nas fotos ela aparece segurando o celular DE FRENTE, ocultando a tampa traseira, que seria justamente o produto anunciado.
Demonstra claramente que o produto em si é irrelevante, vale a associação com a celebridade.
Isso é uma forma de tentar ressucitar um mercado que já foi muito lucrativo: Acessórios de personalização.
No início da telefonia móvel ninguém pensava em trocar de celular a cada 3 meses. Após a venda do aparelho as operadoras precisavam manter o fluxo de dimdim vindo dos clientes, e isso foi conseguido com acessórios.
Eram fones de ouvido, cabos de dados e capas, principalmente capas. Se hoje os celulares em grande maioria são "fechados", antigamente era posssível trocar toda a carcaça. Havia gente que colecionava, era um celular e 10, 15 caixas com estampas diferentes. Sim, havia a maldita estampa de oncinha.
Também era a época dos conectores proprietários. Aparelhos do mesmo fabricante, às vezes evoluções do mesmo modelo vinham com cabos diferentes, conectores diferentes. Aquilo que se ouve hoje em escritórios "alguém tem um carregador de Nokia?" era impensável.
Com o aquecimento do mercado, operadoras começaram com programas de pontos, descontos e fidelização, passou a ser interessante trocar de aparelho regularmente. A um ponto em que celulares eram vendidos sem NENHUM acessório. Quando comprei meu V3 não havia sequer baterias avulsas nas lojas. Mesmo capas eram de difícil obtenção. Os camelôs do Rio não tinham capas para diversos modelos.
Nessa época o Santo Graal eram os acessórios sem-fio, como teclados infravermelhos e fones Bluetooth, a última novidade. Começamos uma coleção de periféricos que não seriam mais jogados fora com a troca de aparelhos.
Então surgiram os smartphones. Com a vida online toda rodando em volta de um aparelho (muito) caro, a troca de celulares de novo se tornou indesejada. Para complicar a popularização das linhas gerou aparelhos com mais recursos, que caíram em um nicho onde nem eram descartáveis propiciando troca rápida, nem eram caros o suficiente para garantir bons lucros.
A saída está sendo voltar ao modelo de capas e acessórios de grife, já que os aparelhos hoje costumam ter recursos mais que suficientes para o usuário normal, e mudanças seriam caras demais para interessar. Não dá pra sair de um MotoRokr para um iPhone.
O que aprendemos disso é que a indústria é cíclica, problemas semelhantes trazem soluções semelhantes. Ao mesmo tempo atitudes abusivas não se repetem, como o caso dos carregadores para um só aparelho.
Quem quiser investir e perdeu o ciclo atual é só se preparar para o próximo.
Por falar nisso, Io-iôs já voltaram a moda?
Calma, viúvas da Palm. Não é a inevitável escalada da Palm de volta a seu Lugar de Direito, é só uma estatística, embora significativa, não é o número mais importante. Na notícia que traz os 650.000 downloads após 11 dias de lançamento há a informação de que o Palm Pre está condenado ao fracasso.

Qual a informação, que me faz condenar todo o até então bem-visto Palm Pre?
O SDK só sai em uns 3 ou 4 meses e no momento a Palm Store só tem 30 aplicações.
Isso mesmo. Você compra um Pre agora, e só terá programas de 3os em 3 ou 4 meses. Depois que a novidade tiver passado, depois que o sujeito deixar de achar que tem a última bolacha do pacote e entender que tem um excelente telefone, mas carente de aplicações.
O próprio fato das aplicações não estarem surgindo à revelia mostram a falta de interesse dos desenvolvedores. No caso do iPhone o SDK foi lançado UM ANO depois do telefone, mas toda uma cultura de jailbreak e desenvolvedores foi criada, em 3 meses o iPhone tinha mais aplicações "ilegais" (no bom sentido) do que há na loja da Nokia HOJE.
Onde estão esses desenvolvedores? Bem, no caso da Palm ou morreram de velhice ou estão aposentados. A nova geração está preocupada em desenvolver pra Apple e Android, com um grupo menor cuidando de Symbian, RIM e Windows Mobile.
Há espaço para mais um player nesse mercado? Não creio. A não ser que seja algo extremamente revolucionário, coisa que o Pre não é.
Em uma decisão que vai deixar muita gente irritada entre os quase 1% de usuários Linux, a Nvidia decidiu adotar o Windows CE como sistema operacional de seus netbooks Tegra.
A Tegra é uma solução de único chip englobando CPU, GPU, memória, barramentos, etc. É baseada no processador ARM, feita para ter baixo consumo e alta performance, uma das características é suportar no mínimo execução de vídeo HD 720p.
O Zune HD, que vem por aí é baseado no Tegra, e os netbooks virão a reboque.
A decisão de usar o CE não foi capricho. A Nvidia chegou a produzir um port do Android para a plataforma, mas considerou que o sistema tem muitas limitações, ainda não está pronto para o Netbook. Outras soluções como Linux até possuem port para ARM, mas versão 7, sem otimização para o ARM11, base do Tegra.

O GRANDE calcanhar de aquiles do Windows CE é a parte de navegação. O Internet Explorer Mobile é o responsável único pelo traço de IBOPE que é a presença da Microsoft na Web Mobile. Não desejo o Explorer Mobile nem para o Stallman. Eu prefiro usar o HURD do que o Explorer Mobile.
Felizmente a Nvidia fez um acordo com a Opera para produzirem uma versão otimizada de seu excelente navegador que muita gente usa (no mundo mobile) e para não ficarem presos a uma única solução, apresentaram uma versão do Firefox 3.5 compilada para a plataforma.
A Nvidia está apostando muito, mas as exigências dos consumidores apontam justamente para essa direção. Muita performance na área de multimídia. O ponto questionável, a plataforma ser Windows CE e não Windows Windows PODE se tornar fonte de frustração. Há uma alternativa, entretanto: Seguir os passos da Apple, criar uma loja online concentrando aplicações, gratuitas ou não.
A diferença é que o consumidor de netbooks quer programas iguais ou semelhantes aos que utiliza no desktop. 400 aplicações de flatulência, como no iPhone, não são atraentes.
Irão conseguir? Bem, em termos de eye candy, a solução Microsoft tem tudo para dar certo. Perceberam, depois de séculos que a interface do Windows Mobile é... chata. Feia. Lembra Windows 95, com muita boa vontade. Portanto vão desconsiderá-la e usar uma interface baseada em Silverlight. Vantagem? Integração com o SO, performance, gráfica muito decente e grande posibilidade de customização.
Mesmo assim, é melhor que esperemos o Zune HD. O cemitério está cheio de produtos tecnologicamente avançados, mortos antes de sua hora por marketing ruim, falta de aplicativos ou mesmo por falta de entendimento do público.
Fonte: Ars Technica
Desde os tempos em que a Palm era relevante o QuickOffice já era uma das suites de aplicativos mais populares em dispositivos mobile. A ponto da Nokia disponibilizá-lo em algumas linhas de smartphones.
No meu E71 veio a versão 4.1.35, que já atendia perfeitamente, mas a versão 6.0 está matadora. Vejam o que traz de novidades:
E mais um monte de outras funções. Quanto isso vai custar? Poderia ser US$39,00.Mas calma, por 24 horas esse maravilhoso programa pode ser seu por US$19,00.
Não está bom o bastante? Então pegue seu Nokia serie E, abra o QuickOffice, chame a opção “Updates&Upgrades” e procure pela versão nova. Ela estará lá, só para você, totalmente de graça. Isso mesmo, é só baixar.
Dá para não gostar da Nokia?