App do Dia: Pocket, ex-Read it Later
Mais do que escrever, a habilidade essencial para quem vive de fuçar a internet catando coisas legais para kibar publicar é organizar o material coletado. Descobri que quebra muito o ritmo, principalmente se você utiliza um tablet, parar a navegação para copiar a URL da página para algum lugar.
Há um monte de serviços que se propõe a resolver isso, mas a maioria se concentra em armazenar o conteúdo, o que é excelente no tablet, mas overkill no PC.
Com várias extensões para a maioria dos browsers, uma versão web sem frescuras e integração com tudo que é aplicação mobile das mais diversas plataformas, o Read It Later é excelente por exemplo para ler notícias no Flipboard, salvar com dois cliques e continuar lendo sem interromper a experiência.
A única desvantagem dele é que era pago, mas até isso resolveram. Como não conseguiram funciona no modelo de negócios cobrando $5 pela aplicação, decidiram colocar tudo de graça. Não me pergunte como, funciona lá pras bandas deles.
O funcionamento é o mais simples possível: Você se cadastra, vai nos programas agregadores que costuma usar, configura username e senha (ou configura um email autorizado a enviar URLs) e pronto. Mais de 300 aplicações mobile possuem suporte ao Pocket (falei que o Read It Later mudou de nome, né?). Se quiser nem precisa baixar o cliente no seu dispositivo móvel.
No computador você acessa www.getpocket.com, e suas URLs salvas serão automagicamente combinadas, formando um layout de revista (de nada, Flipboard). OU, se você usar uma extensão do browser, terá sempre uma lista prática com as URLs salvas no cantinho da tela.
Você pode marcar como lida, ela some da lista, ou no caso da versão mobile ou web da “página”, mas permanecem num arquivo morto, que é essencial e já salvou minha vida várias vezes.
Dá para escolher se você quer o conteúdo completo, somente as fotos salvas ou somente os vídeos.
A leitura é feita naquele modo limpo, como o Reader do Safari, torna o download muito mais rápido e aproveita totalmente a área do dispositivo ou do browser.
Se eu já recomendava antes, recomendo mais ainda.
Would you like to know more?
- Onde achar: Aqui, no GetPocket.com
- Roda em quê: iPhone, iPad, Android, Windows Phone, Blackberry, WebOS e até Symbian S60
- Quanto custa: Zica, Nada, zeroth
- Qual a melhor extensão pra Chrome? Essa diaba impronunciável aqui.
Asus libera mega-gambiarra para consertar GPS do Transformer
A coisa tá feia pra Asus, é como se o Fantasma do Michael Bay estivesse assombrando o novo tablet da empresa. Não bastasse o processo da Hasbro, que não gostou de usarem o nome Transformer Prime, não bastasse a vergonha do aparelho ter vendido a nulidade de 2000 unidades na pré-venda, agora surgiu um problema bem pior que a falta da Megan Fox:
Os Asus Transformer Prime TF201, tablets CAROS, que em sua versão de 64GB custam US$1049,99 podem ter preço acima do iPad mas a qualidade deixa a desejar. Os early adopters descobriram que o GPS dele simplesmente não funciona.
A primeira solução da Asus? Sugeriu que o tablet não é um “gps profissional” e por isso a recepção não é perfeita. Beleza, mas meu bom e velho Nokia E71 também não é e não tem qualquer problema.
A segunda solução da Asus? REMOVEU das especificações do Transformer qualquer referência a GPS. Assim o consumidor otário compra um tablet topo de linha, o Google Maps acha GPS, todos os programas acham GPS, o GPS não acha satélites, mas como não está nas especificações oficiais, é um suporte “fantasma”, a Asus tirou o dela da reta.
A terceira solução da Asus? Soltou um patch. Que não funcionou, claro.
A Solução Final da Asus? Vai distribuir um dongle, um penduricalho gratuitamente para que os tablets passem a funcionar corretamente com GPS. Isso mesmo, mais uma coisa pra você perder, não vai poder usar junto com o teclado (conector é o mesmo) e é, essencialmente, uma gambiarra.
Será que ninguém testou essa bagaça? Não estamos falando de um Antenagate do iPhone, que a mídia tratou de forma exagerada e no final derrubava uma ligação em 100. Estamos falando de GPS, um recurso nobre, em um dos tablets mais caros e modernos do mercado.
Será que o desespero para lançar iPad Killers é tanto que estão abrindo mão dos testes ou será que a mentalidade “produto descartável”, que sempre foi pervasiva no mercado de eletrônicos, está sendo dominante entre os fabricantes de tablets?
Espero que não, pois é uma das formas mais burras de ganhar dinheiro rápido, e uma das mais eficientes de alienar o consumidor para a próxima compra.
Fonte: GG
Atmel anuncia sensor de toque flexível
Em Caprica, seriado de vida curta, prequel e sucessor de Battlestar Galactica a personagem Zoe, interpretada pela totosíssima, Alessandra Torresani (google, eu espero) usa uma interface pouco comum para acessar seu brinquedo preferido, um mundo de realidade virtual: A interface é… papel. No caso uma espécie de e-paper, flexível, dobrável e que não carece de maiores cuidados, veja:
Tem gente pesquisando displays flexíveis, mas um sensor de toque que se adeque a superfícies assim é bem mais complicado. Ou era, a Atmel está divulgando o desenvolvimento de uma tecnologia que permite mapear superfícies côncavas, convexas ou qualquer outra forma citada nas músicas do Roberto Carlos.
No vídeo de demonstração sugerem até um celular em formato-cinzeiro que a Nokia dos velhos tempos sairia correndo para projetar:
Pense nas possibilidades: Um sensor que não fica preso a uma tela reta, pode seguir a curva e funcionar na lateral do telefone, talvez até na traseira. Um joystick onde a própria superfície é parte do controle,
Esse tipo de invenção é importante, não pelo que conseguimos pensar em fazer, mas pelo que deixa de proibir. Quanto menos limitações, mais liberdade, e assim como tomates, designers adoram liberdade.
Fonte: ET
¼ das casas do planeta possuem WIFI, só que não.
Um velho ditado diz que existem mentiras, mentiras cabeludas e estatísticas. É verdade. Se eu comer um frango e você nenhum, estatisticamente cada um comeu meio frango. Se o Eike Batista se mudar pro seu bairro, sua renda familiar média subirá que é uma beleza.
O problema é que rola uma conivência entre quem faz as pesquisas e quem compra. Rola um clima de revista de carro dando prêmio. Você publica uma pesquisa que diz o que o cliente quer ouvir, e ele comprará a próxima contigo.
Claro, isso é suicídio quando você precisa dos dados reais, mas não é problema quando a pesquisa só serve para comprovar o que você já decidiu fazer.
É o exemplo dessa pesquisa do Strategic Analytics. Depois de pesquisar 17 países, concluíram e extrapolaram que 25% de todas as residências da Terra possuem redes sem fio.
Legal, só que de mais de 100 países (fiquei com preguiça de googlar) no planeta pesquisaram 17, e tudo filé, os mais pobrinhos eram Brasil, México e Índia. Só a Coréia do Sul deve ter tido um efeito Eike Batista puxando pra cima todas as estatísticas. São 80.3% das casas com WIFI por lá.
Na prática 1.3 bilhões de pessoas vivem sem eletricidade no planeta, e outro bilhão tem acesso, mas não confiável. É um monte de gente que vive com menos de US$2 por dia e definitivamente tem mais com que se preocupar (tipo o almoço) do que instalar WIFI em casa.
Pesquisas como essa da Strategic Analytics (que aliás custa US$7 mil) vendem uma idéia falsa de mundo, vendem a idéia de uma tecnocracia, de um “futuro comercial do Google”, ao mesmo tempo que passam um otimismo igualmente irreal.
Afinal, se 25% do planeta tem WIFI, deve ter notebook, iPhone, iPad, né? Não estão tão ruins assim.
O que acontece é que 17 países concentram tanto a tecnologia que ofuscam as outras 189 nações do planeta.
Para uma Dlink da vida, o relatório é otimista e vale o preço, pois será usado como argumento para investir em novos produtos, dado o sucesso do WIFI. Já para quem pesquisa inclusão digital, é um choque de realidade, mostrando o quanto estamos longe da utopia tecnológica que irá salvar o mundo.
Não há problema nenhum em chegar a conclusões distintas partindo de um mesmo conjunto de dados. Errado é fingir que só vale como “mundo” quem tem luz elétrica e água encanada, e prever bobagens como “em 2016 42% das casas do mundo terão WIFI”.
Fonte: The Verge
Sete erros da R7 sobre o novo iPad que dariam raiva a Steve Jobs
A R7.com fez uma matéria falando sobre os sete problemas do novo iPad que são “matadores” no novo tablet. Cá entre nós, ou a pessoa que fez não conhece nada de tecnologia ou é um mac hater (ok, temos muito aqui nesse blog, mas por favor, fazer uma matéria citando “erros” que não são “erros”, mas sim má interpretação de texto é demais). Comecemos.
O primeiro erro da matéria é “a boa câmera de 5MP” e que “quando dá zoom, vê o detalhe começando a pixelar“. Uma foto em tamanho 5MP terá cerca de 2560×1920 pixels. Só que como todos nós sabemos, quantidade é diferente de qualidade. E diferentemente do iPhone, a lente do iPad parece ser outra. Uma bem pior. As fotos tiradas no iPhone, com certeza ficam bem melhores do que de uma tirada no iPad. E eu ainda não entendo a razão de tablets terem câmera na parte de trás. E é claro que, mesmo que eu coloque para a minha Nikon D3000 tirar uma foto em 5MP, ela sairá bem melhor do que no iPad e no iPhone. O problema não está na quantidade de MPs e sim na qualidade do sensor.
App do Dia: Denúncia, o jogo mais quente do iOS não é um jogo!
Existem vários segredos publicamente conhecidos sobre como fazer um jogo de sucesso para celular, mas é raro achar quem aplique corretamente essas regrinhas, obtendo assim o resultado esperado: Sucesso Monumental.
É o caso do Draw Something, uma App de iPad, iPhone, iPod e Android que acertou EM CHEIO no gosto popular e em 5 semanas acumulou 30 milhões de downloads e mais de 14 milhões de usuários ativos.
A idéia é MUITO simples, ele é uma espécie de Imagem & Inação, pois é assíncrono. Você recebe uma palavra, desenha e seu parceiro (não adversário) tem que adivinhar. Se ele acertar, você ganha moedas. Na próxima rodada, a coisa se inverte e é a vez do parceiro (eu sei, isso ficou desnecessariamente gay).
Acabou. É isso. Só que é extremamente divertido.



