Vai um Playbook aí, freguesa? É pra acabar, leva três paga dois! (é, chegou a esse ponto)

peixao

O estado dos iPad Killers é lastimável, mas como provavelmente disse Marvin, nada é tão ruim que não possa piorar. O Motorola Xoom, que seria o fim da Apple (ao menos na cabeça dos fanboys) no 3o Trimestre de 2011 entregou para as lojas 100 mil unidades. O Playbook da RIM no 2o Trimestres entregou 200 mil. Notem, entregar para as lojas não é vender. Eles não divulgam unidades vendidas, quem faz isso é a Apple, que no 3o Trimestre vendeu 11,1 milhões de iPads.

Agora para tentar salvar a pátria a RIM apelou para uma estratégia de fim de feira. Aceitando a inevitabilidade da xepa, transformaram seu carro-chefe, seu produto mais caro e motivo de orgulho em peixe velho.

Compre dois Playbooks e leve um terceiro INTEIRAMENTE GRÁTIS!

Mas calma, não ligue ainda, para os primeiros 834723472398 que ligarem você vai levar além desse incrível tablet que todo mundo quer se não tiver opção de injeção no olho um kit completo de acessórios, com um carregador extra, uma capa de couro e um cabo HDMI de 2m!

Depois do fracasso retumbante do HP TouchPad, vendido a preço de mariola pra limpar os armazéns e evitar MAIS um prejuízo, o VP Executivo da empresa vem dizer que os boatos do fim do WebOS são totalmente infundados.

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Todd Bradley, VP Executivo da HP – Imagem aproximada

Ele negou que a HP queira abandonar o negócio de PCs e que o WebOS tenha acabado, diz até que lançaram uma atualização para o 1 milhão de usuários do WebOS. OK, mas qual a lógica de investir em um sistema operacional que ninguém licencia e os únicos produtos venderam menos que tatuagem com áudio da Claudia Leitte?

A grande esperança dos tablets Android é a Amazon, mas o Fire está se saindo uma excelente plataforma fechada. A Amazon não quer competir com a Apple, quer vender um excelente produto voltado para seus 300 porrilhões de consumidores.

Agora complicou DE VEZ

Pra zonear mais ainda o meio de campo, adivinhem quem está de olho no mercado de Tablets e Smartphones: Isso mesmo, Ubuntu. Mark Shuttleworth odeia ser visto como o melhor time da segunda divisão, e como não resolveu ainda o Bug Número 1 do Ubuntu, decidiu diversificar.

A Canonical vê o Android como seu principal competidor, e quer se aproveitar do desconforto entre fabricantes com a compra da Motorola Mobility pelo Google.

Será que o Mercado consegue absorver MAIS um competidor? A Microsoft está comendo o pão que o Stallman amassou para emplacar o Windows Phone, a Nokia está vendo seus Symbians morrerem como moscas, o Maemo FALECEU e o Meego é uma piada.

Claro, não podemos deixar de lembrar de outros competidores no páreo, como o OpenMoko e o TuxPhone

O oligopólio não é muito melhor que o monopólio, mas a fragmentação pode ser muito ruim pra esse Mercado. Principalmente para o consumidor,que quer comprar o aparelho e usar, não ficar tentando descobrir qual versão, qual loja e qual sistema usa.

Isso para não falar nos desenvolvedores, que precisam produzir dezenas de versões de seus programas, para manter um mínimo de lucratividade.

Fonte: ATD

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Saint-Clair Stockler

    Desculpe a ignorância, mas qual é o Bug Número Um do Ubuntu?

    • Anônimo

      “Microsoft has a majority market share”.
      O Google é nosso amigo… 🙂

    • Irvin Bezerra

      Funcionar…. é não adianta aquela historia que la no meu comptuador em casa funcionou, mesmo tendo que passar 2 a 4 dias catando migalhas de suporte em forum para funcionar uma simples placa wireless… esse tipo de comportamento do sistema não faz mais sentido no dia de hoje o usuário quer apenas ligar o gadget e usar é por isso que a apple abocanhou o mercado.

      • Anônimo

        Fica uma competição injusta, pois o Ubuntu não vêm pré-instalado.

        Basta haver técnicos competentes para instalar e usuários dispostos a experimentar, o que não é comum, pois sai da zona de conforto.

        Alguns técnicos conseguem impor o uso para familiares, etc., aí é melhor pois esses usuários dependem muitos dos técnicos da vida, e ter um em casa que entende de Ubuntu já ajuda muito. É só o cara dizer que não tira mais vírus do Windows, nem nada disso. Se quiserem usar é Ubuntu.

        • Daniel Almeida

          Pois é, mas o Windows não precisa nem de técnico competente pra instalar, eu mesmo faço. Também instalei o Ubuntu, também usei até encher, diria que estou entre o usuário comum e o técnico comum. É brabo ter que depender de técnicos experientes para fazer qualquer coisa funcionar no computador.

        • Eu tentei sair da zona de conforto. Webcam: não funcionava. Mesa digitalizadora: não funcionava. Impressora: Não funcionava. Outyras coisas quando funcionavam, não funcionavam direito.

          Voltei para a zona de conforto onde as coisas funcionam ao invés de comprar novos hardwares (sem saber se iriam funcionar ou não).

          • Creio que para muitos, o tesão da coisa é esse mesmo… ficar resolvendo problemas que eles não teriam com outro SO.

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      • Bruno Codeman

        engraçado, pq aqui no trampo eu tenho dual boot e o ubuntu reconheceu mais dispositivos do que o windows. Tive que entrar pelo ubuntu no site da Lenovo para baixar os drivers Windows para o thinkpad…

        • Bruno Alves

          eu fico pensando a mesma coisa. não sou expert em nada, nem ao menos micreiro (eita, essa palavra ainda existe?) – apenas um curioso. E instalei o ubuntu aqui e tudo funcionou sem problemas: impressora, scanner, wifi, som, vídeo, webcam…. e nem precisei digitar uma linha sequer de código (que não sei nem prá onde vai).
          aí toda vez que vejo comentários e/ou discussões acaloradas entre usuários linux/windows/mac/wathever sobre qual o melhor, o menos pior, blá blá blá eu acho graça. 😀

          • Ruy Acquaviva

            O esporte dos fanboys aqui é xingar o Linux. Ele é incentivado pelo Cardoso porque gera grandes flamewars. E eles xingam sem conhecimento de causa.
            O Ubuntu é mais fácil de instalar, de usar e reconhece os dispositivos que o Windows, mas nunca vai ser bom para eles. Eles vão morrer jurando que é difícil de usar e tem de instalar pela linha de comando.
            Quando teve a febre dos netbooks a Canonical desenvolveu o Ubuntu Netbook Remix com grande facilidade. Essa distro era excelente para aquele tipo de dispositivo. Não tenho dúvidas que farão excelentes versões para dispositivos móveis, usado toda a flexibilidade que o Linux fornece.
            O objetivo do Ubuntu não é conquistar o mundo, é apenas oferecer um sistema de alta qualidade que é usado por muitas pessoas. Não importa que é uma fatia ínfima de mercado, ele ainda dá um bom lucro para a empresa e conquista um público fiel e satisfeito.E isso já garante a sobrevivência do sistema.
            Concordo com você, o negócio é rir das discussões inúteis de fanboys a respeito dos sistemas operacionais.

  • Marcos Ramos

    Desde o lançamento do Unity eu já estava esperando por isso.

    Provavelmente eles estavam esperando o Wayland(e outras coisas) amadurecer para não terem que usar o Xorg(e outras coisas) e assim conseguirem um sistema mais enxuto.

    Mas é certo que se isso aí vingar vamos ver o Ubuntu em hardwares secundários, nunca os top de linha.

    A meu ver a Canonical ainda não tem maturidade pra esse tipo de estratégia.

  • Sabe todos aqueles pads que aparecem em Startrek? Sim, falo daqueles que o Picard joga na mesa e não está preocupado se quebrou ou se perdeu embaixo da cadeira de comando porque sempre tem mais um a vista… Então, é tudo desova dos iPad killers ainda deste século.

  • Anônimo

    Achei os comentários finais equivocados, já disse isso em algum post antes, a verdade é que hoje no mercado de smartphones só existem dois concorrentes (so’s apenas).
    Fale a verdade, quantas as pessoas que você conhece que se preocupa com a versão do sistema que roda no smartphones quando vai comprar? Apenas as pessoas que estão de alguma forma relacionadas a área.
    Os demais querem apenas algo que funcione, independente de qua seja o sitema.
    O que manda no fim é o mercado, se todos dizem que um certo produto é melhor, as pessoas vão querer esse produto, independete de marca, sistema, etc…
    Não sei porque insistem com essa conversa de fragmentação, porque nesse blog todo concorrente que aparece a apple e google são tão duramente criticados, não tem próposito, sempre o mesmo blábláblá… que o mercado tá saturado, que se a microsoft não consegue, o que dirá dos outros. É sempre a mesma coisa.
    Outra coisa porque essa preocupação com os desenvolvedores? Acho muito pior pra qualquer ramo de atividade, depender de uma ou duas empresas, não acha?
    Se contar que ninguém desenvolve apenas para estar em uma plataforma, se não der lucro simplesmente não desenvolva, tenho certeza que a “fragmentação” como dizem aqui, não é uma preocupação pra esses desenvolvedores.

    • Porque aqui não é UOL tecnologia, não escrevem para os usuários que não se preocupam com nada, senão seriam posts do tipo “Esse é um Android, aprenda 10 coisas novas que vão mudar sua vida” copiar e colar fácil, como trocar o plano de fundo do seu aparelho, gravar novos contatos em 3 passos etc.

  • Anônimo

    Essa feira da Agrapeixe serve um ótimo peixe frito no fim de semana. Gravataí manda lembranças.

  • Anônimo

    Apesar dos pesares, ainda quero comprar o EeePad Transformer 2.

    Já tenho em mente algumas aplicações do (meu)dia-a-dia que quero portar para rodar nele.

    • Quero um desses também.

  • Eu trocaria o Android pelo Ubuntu numa boa!
    Para tablets o android é uma adaptação. o Ubuntu seria muito mais adequado.
    Libreoffice no Android não tem similar e vai demorar para ser portado….
    Ubuntu já!

  • Eu trocaria o Android pelo Ubuntu numa boa!
    Para tablets o android é uma adaptação. o Ubuntu seria muito mais adequado.
    Libreoffice no Android não tem similar e vai demorar para ser portado….
    Ubuntu já!

  • A verdade é a seguinte: a Apple foi tão marota que conseguiu definir o segmento com seu produto.

    Você não compra um tablet, você compra um iPad da HP, ou um iPad da Amazon, ou um iPad ChingLing. O mercado quer iPads e nem quer saber o que são tablets. Tanto faz quais são as últimas novidades do IceCreamWhatafuck, o pessoal quer mesmo é rodar Angry Birds sem travar e conseguir ler todas as novidades interessantíssimas de seus amiguinhos no Facebook. Num iPad, claro.

    Vai demorar um bom tempo para que o mercado comece a perceber que existem equipamentos com qualidade e preços semelhantes ao iPad. Só que quando esse dia chegar, algumas dezenas de cabeças estarão decepadas no alto escalão das gigantes da tecnologia. E, pra piorar, você será visto como “o nerd esquisito que usa algo que não é um iPad”. Sinistro.

  • Vamos ser francos… Estava demorando o Ubuntu querer dar as caras nesse mercado, né? Porque afinal de contas, se em Desktop até agora eles não conseguiram conquistar o mundo, quem sabe agora, né?

    Deprimente vai ser ver tela de console rodando num pobre tablet… E o pior, gente retardada o suficiente pra achar isso maneiro!

    • Hehehe, nada como um tablet para digitar as linhas de comando!!

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  • Eu tava pensando aqui… Em 1983 a indústria de videogames tava numa crise muito parecida com essa dos tablets hoje. Parecida até demais. Mais produtos meia-boca nas lojas do que o mercado era capaz de absorver, e as fabricantes de software se virando como podiam. Pra cada aplicação (leia-se: jogo) boa haviam milhares de aberrações no mercado, justamente como as lojas de aplicativos hoje.

    A Nintendo na época fez o mesmo que a Apple fez nos últimos anos, um produto forte, de qualidade e top of mind, e foi assim que ela acabou com a crise e modelou o mercado.

    A diferença entre quase trinta anos atrás e hoje é que agora a informação flui bem mais rápido e o consumidor tem uma impressão melhor do que quer. Na verdade uma boa parte da mercado é super-fidelizada (o fanboyismo atual é relativamente recente).

    E as empresas que querem matar o iPad de qualquer jeito continuam insistindo no erro das empresas que foram apagadas do mercado, como Mattel, Coleco, Fairchild e Magnavox.

  • Anônimo

    Mas que bela bhosta heim.

  • Ruy Acquaviva

    Ora, se os concorrentes do iPad são tão poucos e estão tão mal, por que falar então em fragmentação do mercado e que os desenvolvedores teriam que desenvolver dezenas de versões dos seus programas para ter lucratividade? Basta fazer para iPad e a lucratividade está garantida…

    O fato é que este post é uma grande propaganda da Apple.

    O que o autor propõe? Que os concorrentes desistam e não lancem nenhum produto, deixando o mercado todo só para a Apple?

    Isso não vai acontecer.

    Muitas empresas vão dar muitas cabeçadas, com certeza, mas a concorrência vai continuar existindo.

    De minha parte eu espero que o mercado de tablets não fique como o do desktop, dominado por um único sistema operacional. Isso é ruim para os consumidores, ainda pior que a fragmentação. O ideal é haver diversidade com padrões abertos que permitam interoperabilidade ou pelo menos que facilitem os ports de um sistema para outro. Mas o ideal dificilmente acontece e frequentemente ficamos longe dele.

    Porém é certo que a Apple por ter um sistema fechado, onde não licencia nem o sistema operacional nem a produção de hardware não vai monopolizar o mercado. Sempre haverá outras empresas querendo emplacar seus produtos.

    Também acho que todas as tentativas feitas até agora falharam miseravelmente e acho improvável o surgimento de um único produto produto “iPod killer”, mas os concorrentes podem aprender com seus erros, o frisson do iPod um dia vai diminuir e aí a concorrência pode ir aparecendo pelas beiradas e dividindo uma fatia do bolo que hoje faz a fartura e a gordura da Apple.

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