A Perdida Arte da Datilografia

O computador que me desculpe, mas a grande revolução nos escritórios do mundo todo foi a máquina de escrever. Até o final do Século XIX toda a papelada era manuscrita, consumia-se um tempo absurdo com canetas, mata-borrão, rasuras, etc.

A máquina de escreve mudou tudo isso. Com o advento das fitas corretoras até errar se tornou aceitável. A velocidade de escrita era incomparável. Um datilógrafo treinado conseguia a média de 100 palavras por minuto.

Embora ainda sejam usadas no mundo todo (inclusive nos EUA, a Prefeitura de NY comprou milhares em 2009, para as repartições) na absoluta maioria dos escritórios o computador substituiu a máquina de escrever, e por mais românticos que os saudosistas sejam, a única coisa que dá pra sentir falta é dos teclados da MARAVILHOSAS IBMs elétricas.

Na minha infância lembro que era comum o chamado “curso de datilografia”. Saber escrever à máquina era um diferencial. Na verdade datilógrafo era uma profissão para a qual estudavam milhares de jovens, em sua maioria mulheres. Era estranho passar por aquelas lojas, abertas para a rua com fileiras e fileiras de máquinas e o pessoal escrevendo maniacamente.

 

Nunca fiz um curso desses, mas escrevi muita coisa com minha fiel Remington portátil. Nem de longe chegou aos poderes das trevas dos grandes datilógrafos, mas me assustei quando algo que é natural para mim pareceu magia negra para uma amiga: Eu digito sem olhar para o teclado.

A PRIMEIRA coisa que a gente aprende em datilografia é a posição das teclas. Com o tempo é tão natural quando usar o polegar para apertar a barra de espaço. Mesmo assim algo tão simples foi visto como encanto de Mago Nível 60.

Percebi então que a datilografia não existia mais, havia morrido, como a sua filha mais nova, a “digitação”. Hoje escrever com teclado não é considerado mais do que obrigação. Mesmo quem chega sem “entender de computador” tem a lição inicial focando no mouse. Ninguém mais explica o funcionamento do teclado.

O chato disso é que ao ignorar as técnicas de digitação, cria-se toda uma geração regida pelo menor denominador comum. A regra é todo mundo catar milho, olhar pro teclado, ficar procurando onde está o acento da vez e –como já vi- sequer entender a função do CAPS LOCK.

A perda de produtividade deve ser imensa, na casa de bilhões de dólares, mas é um problema insolúvel. Digitar é apenas um detalhe primário na complexa tarefa “mexer com computador”, hoje ninguém “perderia” tempo fazendo um curso de informática que ensinasse a escrever. Pediriam é o dinheiro de volta.

Se há uma recomendação que posso fazer é que você escreva, bastante, aprenda com a Eliana a usar os dedinhos. Você tem 10 (ou 12, se for a Cicarelli) então não faz sentido deixar 8 ociosos podendo terminar seu trabalho muito mais cedo e voltar aqui pro MeioBit para negativar os posts do Dori 🙂

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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  • Caramba, eu lembro dessa época. Eu mesmo quase fiz um curso de datilografia. Lembra que depois eles foram substituídos pelos cursos de digitação (trocaram as máquinas pelos computadores, mas o princípio foi o mesmo)?
    Acabei não fazendo o curso, mas recebi as dicas de posicionamento dos dedos de uma tia, que tinha feito o de datilografia, e fui praticando na minha Oliveti tijolão (pesava uma tonelada, aquela coisa). Não uso eficientemente todos os dedos, mas aprendi a digitar muito mais rápido, todo mundo que me vê digitando, também sem olhar para o teclado, fica bobo sem entender como eu consigo fazer isso. Para mim é algo tão natural que eu é que não entendo como as pessoas que mexem direto digitando em computador não são capazes de já ter alguma versatilidade no teclado 😛

  • Eduardo Barreto

    Hehe… eu tenho diplomas de datilografia e digitação. Me sinto bem velho agora, após ler este post. Já passei por experiências como a do Cardoso. Realmente as pessoas olham pra vc, digitando sem olhar para a tela, com um olhar “embasbacado”, como se fosse algo absurdo.

    • Antonioctr

      kkkkk 🙂 Isso também acontece comigo. Tenho diploma de datilografia também. O pessoal fica admirado quando estou digitando alguma coisa no computador sem olhar para as teclas nem para o teclado. Pior ainda é quando estou conversando com alguém, olhando para a pessoa e digitando ao mesmo tempo. O pessoal deve achar que eu sou de outro planeta. kkkkk 😀

      • Antonioctr

        Correção: … sem olhar para a tela nem para o teclado…

        • E quando vem alguém falar com a gente, continuamos digitando, viramos pra pessoa e conversamos? Só faltam gritar “BRUXARIA!”

          • hahaha. isso mesmo. Fiz curso de datilografia quando as máquinas ainda eram analógicas. Depois do diploma (e ainda ganhei um certificado de datilógrafo mais rápido) meu pai me presenteou com uma Olivetti portátil.
            a datilografia foi um dos testes eliminatórios para meu primeiro emprego (um banco) e o gerente ficou assustado quando me viu datilografar sem olhar pro teclado!
            depois disso chegaram as máquinas elétricas.
            Já no serviço público, chegaram as máquinas eletrônicas da IBM, um verdadeiro computador sem monitor: tinha cartucho de memória, armazenava modelo de ofícios, tinha corretor automático, fazia mala direta e o escambau.
            Passei duas semanas fazendo um curso da IBM para aprender a usar. Seis meses depois chegaram os terminais com wordstar e impressoras matriciais. As IBM foram para o almoxarifado. O resto é história.
            Mas continuo assustando gente que me vê digitando sem olhar pro teclado. 😀
            Excelente texto!

          • Antonioctr

            kkkkkk 🙂 Isso mesmo. Da maneira como você falou agora, me lembrei da cena do exorcista, quando a menina começa a girar a cabeça. Acho que eles pensam que é isso que vai acontecer.

          • Antonioctr

            kkkkkk 🙂 Isso mesmo. Da maneira como você falou agora, me lembrei da cena do exorcista, quando a menina começa a girar a cabeça. Acho que eles pensam que é isso que vai acontecer.

          • Anônimo

            Quando fiz isso da ultima a “moça” ficou “puta” comigo. Disse que eu estava me exibindo.

        • Tá, mas isso é ser multi-tarefa. Fazer um curso de datilografia nao te ensina a fazer duas coisas ao mesmo tempo. Minha mae começou a trabalhar como teletipista e, depois, virou datilógrafa (isso era um CARGO, dentro de um banco). Ela datilografava sem olhar para o teclado, apenas olhando para o papel manuscrito. Mas, se alguém chegasse para falar, ela parava de datilografar.

  • Pierre Lehnen

    Eu devo viver em um mundo paralelo então, achei que o “catar milho” havia deixado de existir, nessa geração em que as crianças já tem contas em todas as redes sociais antes mesmo de nascer.
    Sempre que vejo alguém usar um PC, escreve “direito”.

  • Pierre Lehnen

    Eu devo viver em um mundo paralelo então, achei que o “catar milho” havia deixado de existir, nessa geração em que as crianças já tem contas em todas as redes sociais antes mesmo de nascer.
    Sempre que vejo alguém usar um PC, escreve “direito”.

  • Pierre Lehnen

    Eu devo viver em um mundo paralelo então, achei que o “catar milho” havia deixado de existir, nessa geração em que as crianças já tem contas em todas as redes sociais antes mesmo de nascer.
    Sempre que vejo alguém usar um PC, escreve “direito”.

  • Eskimoh

    O chefão de onde eu trabalho e o assessor dele, passam o dia inteiro praticamente respondendo e-mails, e na base do cata milho, com dois dedos só, eu já insisti que eles fizessem um curso de digitação, desses genéricos que vc compra o CD, instala e vai seguindo as tarefas, sempre argumentando que a produtividade deles ia aumentar uns 200%… mas quem disse q eles ouviram alguma coisa? Como dito no post, ninguém se importa mais com isso, ninguém imagina que isso faz uma diferença notável quando vc digita muito o dia inteiro.. acho q até pra quem xinga muito no twitter 😛

  • Eu nem agradeço a aulas de datilografia… devo minha habilidade de “digitar sem olhar” ao saudoso mIRC.

    • hahahaha, são dois, como eu adorava #pizzaria no brasirc

  • fui instrutor de informatica basica por alguns anos, na época sempre tirava 10 minutos das aulas e colocava os alunos pra treinar digitação. Muitos nao aceitavam aquilo e alguns até pediram a troca de instrutor e acabaram trocando pra um que não fazia isso. eis que ontem encontrei alguns de meus ex-alunos e os mesmos me agradeceram por fazer com que eles treinassem digitação e os que pediram a troca, quando me encontram se dizem arrependidos. é algo surreal que por vezes muitos não dão a devida importância, porém é de um diferencial inimaginável.

  • Kronno .

    Pelo clima do texto em geral, creio que o autor esteja desatualizado. As gerações mais novas usam computador o tempo inteiro. Cursos de digitação não são mais necessários porque digitar é como falar, é usado pra se comunicar com os amigos o tempo inteiro. Aumentar a velocidade de digitação se torna cada vez mais necessidade do dia-a-dia, não só mais uma habilidade profissional. Talvez o “catar milho” ainda seja comum entre as gerações de transição, que não chegaram a aprender a datilografar, mas também não utilizam tanto o computador (a internet, em particular), mas já está virando coisa do passado.

    Também achei um absurdo a afirmação de que a máquina de escrever foi uma revolução maior que o computador para os escritórios. Com o computador, muita coisa é (ou será) digitalizada, ou seja, facilmente transportável e editável. Não precisamos mais de corretivo! Com a internet, muita coisa pode ser feita (e é ou será) à distância! Eu posso digitar o que eu precisar da minha própria casa ou do meu celular. Creio que o autor está pensando demais no passado e negligenciando o presente e o futuro.

    • Eu entendo o seu ponto de vista mas não concordo com ele, o computador foi uma revolução lenta em relação a maquina de escrever, e o “mulekada” que nasceu no era da informatica não sabe nem escrever quanto mais digitar, claro isso é uma opnião minha

      • Kronno .

        Fica a dica: Será que a “mulekada” não sabe escreverdigitar ou vc que não entende o que eles dizem?

        • Com ma escrita sofrível e o vocabulário analfabético deles? Vc nunca foi professor, pelo visto, nem nunca parou 2 minutos pra ver como esses aborrecentes se “comunicam” hoje em dia. Bem, comece fazendo uma pesquisa sobre um idioma chamado “miguxês”.

          • Kronno .

            Na verdade é exatamente o contrário. Eu sou professor, embora não esteja exercendo no momento. Eu penso diferente justamente porque não fiquei só 2 minutos tentando entender a comunicação dos “aborrecentes”. Sei muito bem o que é miguxês, embora não use. Sugiro que releia a minha dica.

        • Com ma escrita sofrível e o vocabulário analfabético deles? Vc nunca foi professor, pelo visto, nem nunca parou 2 minutos pra ver como esses aborrecentes se “comunicam” hoje em dia. Bem, comece fazendo uma pesquisa sobre um idioma chamado “miguxês”.

        • Perfeito, quando era adolescente era comum ouvir que a “máquina de escrever” estava tornando todo mundo preguiçoso, que ninguém mais escrevia e que por isso escreviam mal quando precisavam, enfim, muda-se a época, muda-se o demônio, mas o povo continua pensando que na sua época era melhor e que os jovens são perdidos.

        • Kharstagir

          Cara, eu sou professor e, muitas vezes, não entendo o que eles dizem, ou escrevem, tal é a falta de intimidade que eles tem com a língua portuguesa. Mas até ai, tudo bem. Antes de ser professor, trabalhei em indústrias, sempre próximo ao RH, e vi muitos desses garotos descolados, bons digitadores e bem falantes perderem a vaga de emprego almejada, por que o recrutador também não entendia o que eles diziam, ou escreviam. Eu sempre digo, aos meus alunos, “vocês podem falar como quiserem e como puderem se fazer entender, mas, ao escrever, procure ser formal!”

          • Jonas Klinger

            Meu caro professor Kharstagir: V.Ex. escreveu “vocês podem falar como quiserem e como puderem”. Embora seja opcional, um professor jamais coloca o infinitivo no plural.
            A frase – mais elegante portanto – seria:“vocês podem falar como quiser e como puder”.

          • Kharstagir

            Jonas.

            Muito Obrigado!

          • Uau, até eu curti a dica do rosano444… ô.0

          • Uau, até eu curti a dica do rosano444… ô.0

        • Kharstagir

          Cara, eu sou professor e, muitas vezes, não entendo o que eles dizem, ou escrevem, tal é a falta de intimidade que eles tem com a língua portuguesa. Mas até ai, tudo bem. Antes de ser professor, trabalhei em indústrias, sempre próximo ao RH, e vi muitos desses garotos descolados, bons digitadores e bem falantes perderem a vaga de emprego almejada, por que o recrutador também não entendia o que eles diziam, ou escreviam. Eu sempre digo, aos meus alunos, “vocês podem falar como quiserem e como puderem se fazer entender, mas, ao escrever, procure ser formal!”

        • Anônimo

          Fica a dica: a mulekada é analfabeta funcional, por isso tem dificuldades sérias em se comunicar fora do gueto.

        • quando se usa uma giria pra alguma coisa eu posso até não entender o que significa agora quando se “escrivinha oge naum vo pro chopin pq mim ta sem $$$” me da uma certa preocupação com os mulekes, pra quem frequenta forum de video games ou outros conteudos que os menores de 15 anos tem interesse podem ver esse tipo de “internetes”

        • Anônimo

          KroNnu…AxXxu Ki VUxXxE NAum ENtendEu……
          si KaDAH 1 iNvenTAh a sUAH ORTOGrAFIAh Vai FicaH MTu DIficIu A kOMuNICaXXAum esCRITAH……
          NaH VerDaDI KRIarEmuxXx “IlhaxXx” di PEXXOaxXx KI dOMINAM AkelAh OrTOGRaFiah ESpeCifICAh……
          ou sEjAH…a LInGUah KOmu INsTRUMEntU DI KOMUNicaXXAUM eNtre PeXXoaxXx kI Naum SI KONHeCi vAI DExXxAH DI exXxIsTI……
          a HUmAniDADI pAXXARAh A te inumeRaxXx “LiNgUAH dU P”……
          VAi FiCAh bEm + DIFIciu……

          Em Neo-Miguxês – Dialeto Orkut, Fotolog, …

          Se você não entendeu posso simplificar um pouco.

          • Kronno .

            Entendo, sim. A questão é que a maneira de se comunicar vai mudando com o tempo. Algumas pessoas ficam pra trás, outras não. Neo-miguxês é coisa de adolescente, é como se fosse uma gíria, um código. Vão parar de usar essa coisa. Mas com o tempo algumas coisas vão se manter… E quem vai “decidir” ou não o que vai se manter são as novas gerações. Quem ficar só reclamando vai ficar pra trás.

  • Nunca fiz curso, mas digito bem rápido. Uma vez eu peguei uma lixa dágua e lixei todas as letras do meu teclado. Sofri bastante com ele, mas a minha velocidade de digitação aumentou bastante com isso. Mas, imagino que pelo fato de eu não ter feito curso, não digito com todos os dedos. Não consigo usar os mindinhos =P

    • Pierre Lehnen

      Também não uso os mindinhos. Nem consigo me imaginar usando eles o.O

      • O problema é que o mindinho esquerdo fica responsável pela importantíssima letra A, mas o direito fica com o… CEDILHA.

        • Pierre Lehnen

          Eu mal consigo colocar as duas mãos em cima do teclado pra escrever assim.
          Acho que se eu escrevesse com todos os dedos, nunca faria o menor movimento com as mãos e viveria com dor nos pulsos.

          Eu vou até as letras T e G com a mão esquerda. O B e todas as teclas seguintes eu escrevo com a mão direita mesmo.

  • Quando me mudei para internet, lá por 99 ou 2000, eu digitava porcamente – com dois dedos e olhando pro teclado. Mas aprendi a digitar sozinho com meu computador literalmente desligado nos três meses que meu Conexant HCF demorou para chegar, após a queima do meu US Robotics. Isso foi no segundo semestre do ano 2000. Eu ficava batendo teclas retardadamente, asdfg, asdfg, asdfg, qwert, qwert, qwert, pois com 100MHz não tinha muito o que fazer ligando o pecê… Depois comecei a digitar palavras.

    Quando o tal do Conexant chegou e eu voltei para internet, minha surpresa é que eu estava digitando sem sequer olhar para baixo. Automagicamente.

  • Kronno .

    Sobre a história dos mindinhos… Seguindo um modelo mais moderno de aprendizado, não é difícil encontrar programas que te ensinem a digitar, basta procurar no google. Se alguém estiver precisando realmente melhorar sua velocidade de digitação (por exemplo usando os mindinhos), consegue com algumas semanas de treino em um desses programas.

  • Anakinpendragon

    Eu aprendi a digitar em maquinas de escrever, era escola publica, então as maquinas eram doadas, e pareciam maquinas do tempo do imperio de tão antigas. Mas usar varios dedos e um diferencial muito grande, além de poder escrever sem cansar tanto, mais rapidamente, ainda podemos escrever melhor, pois não precisamos ficar abreviando tanto. Eu comparo pelo tempo de resposta dos meus amigos no msn, a cada três palavras abreviadas que eles escrevem, eu escrevo uma frase. No msn não tenho problema das pessoas não entenderem oque eu escrevi, eu não preciso mandar um e-mail duas vezes por que não entederam oque eu quis dizer. Ou seja apesar de toda a modernidade, temos carencia de pessoas que conhecimento de escrita, tanto no quesito datilografia quanto português adequado. Só que as pessoas so se dão conta disso na hora que vão trabalhar, como a maioria dos gerentes também não sabem digitar nem usar a lingua corretamente não conseguem cobrar isso de niguém.

  • Skjayanthi

    Para quem não sabe como eram esses cursos de Datilografia, aqui vai o modelo (fiz o curso da Remington). O teclado era coberto para que não se vissem as letras. Só podia olhar para o caderno onde constava o exercício. E ficava-se uma hora no asdfg hjklç. Noutra aula era a fileira de cima, posteriormente a de baixo e assim por diante. O exercício final era digitar o abecedário no menor tempo possível. Eram seis meses a um ano de curso.
    Valeu a pena? Sim. Mas não é o único meio de se aprender. Definitivamente usar os 10 dedos e não precisar olhar para o teclado é mais eficiente. Mas nem para todos isso é alguma vantagem.
    Apenas como curiosidade: todos os teclados têm um marca tátil nas teclas f e j, para posicionamento correto dos dedos no teclado, sem que tenha que se olhar para ele. O mesmo vale para o número 5 no teclado numérico.

  • Eu consigo digitar 60 palavras por minuto na média sem passar de 10% de erros, sem usar aquele metodo fixo de manter os dedos nas mesmas casas.
    Eu uso um elaborado metodo de pensar na frase, fazer buffer de todas as posições em que os dedos deverão estar a partir da onde estão, e depois passo os commandos para o dedo mover, sem olhar para o teclado, enquanto isso já vou pensando na proxima frase.
    Segundo a wikipedia chama isso de Buffering, mas eu não olho para o teclado, eu simplesmente penso e já sei a posição das teclas.
    O dedo fica onde estava depois de digitar uma tecla, ele não tem que voltar para a casa padrão, isso evita aquela sindrome de carpal.

  • Xultz

    Eu tive uma máquina de escrever elétrica da IBM, era muito boa mesmo. Digitei muito trabalho de escola nela, era muito chique naquela época. Pena que muita professora não aceitava…
    Eu não fiz curso de datilografia (custava caro), minha fez quando era jovem, ganhou diploma de datilógrafa e teve até cerimônia de formatura 🙂

  • Xultz

    Eu tive uma máquina de escrever elétrica da IBM, era muito boa mesmo. Digitei muito trabalho de escola nela, era muito chique naquela época. Pena que muita professora não aceitava…
    Eu não fiz curso de datilografia (custava caro), minha fez quando era jovem, ganhou diploma de datilógrafa e teve até cerimônia de formatura 🙂

  • Anônimo

    Na escola tecnica eu fiz datilografia e quando dei aula na grande vermehla ai em São Paulo em 2007 a gente dava aulas de digitação, com possicionamento dos dedos e atividades, até tinha o famigerado programinha de digitação, mas em geral mesmo o pessoal achava muito chato, então cabia o palhaço do professor tornar a brincadeira mais interessante.

  • Aqui na empresa ainda temos uma máquina elétrica da IBM, realmente o teclado é uma manteiga… Pena que ela já está indo pro vinagre… Você digita uma tecla e ela escreve uns 10 caracteres de marte no papel 🙁

  • EU nuncal preciseia fazaeraula dae datilaografia pqrue semrpe escrevi mutioa r´apido e satiasfatoriamemnte bem.

  • O mundo ainda vive de burocracia (que nao necessariamente é ruim) e formulários pré-impressos. A máquina de escrever é a única forma de preenchê-los sem ser à mao livre e que aceite qualquer formulário. Fora que ainda tem a história do carbono e seus descendentes.
    E sobre a velocidade de escrita, alguém aqui já usou um teclado Dvorak? É realmente mais rápido que o qwerty?

  • Anônimo

    eu já fiz curso de datilografia e realmente não é minimamente necessário olhar para as teclas, agora nunca percebi que outras pessoas têm dificuldade nisso.
    Que bom pra mim, vai virar um diferencial ao meu favor, quem diria que depois de 20 anos o cursinho de datilografia na Taquara ainda me seria útil profissionalmente, srssrssssrrsrsrs

  • Mtheus Jf

    Ainda tem uma IBM82C lá em casa, funcionando perfeitamente.
    Dá gosto ouvir o motorzinho funcionando, cansei de fazer trabalhos escolares nela.

  • SEN-SA-CIO-NAL !!!

  • Daniel Almeida

    Eu aprendi a digitar relativamenter rápido e sem olhar para o teclado em salas de chat, icq e msns da vida. A maior parte da navegação para quem não faz nada disso é sem o teclado, boa parte do uso do computador também, a não ser por alguns comandos que usem Ctrl+clique do mouse, por exemplo.

    Conheço muita gente que não conhece o básico Ctrl C + Ctrl V e substitui o Shift pelo Caps Lock pra colocar letra maiúscula.

    • Fernando

      Treinei muita digitação participando de alguns jogos no IRC… era quase um STOP, porém usando a divertida interface do IRC…
      Pra compensar o delay da conexão discada, tinha que ser rápido no teclado 😉

  • Isso é verdade. Em geral escreve sem olhar para o teclado e no trabalho o pessoal estranha. É bem bizarro ficarem te olhando e comentando por isso.

  • Eu sou o unico dos meus amigos e um dos ultimos da minha geracao que se inscreveu no curso de datilografia do SENAI. Naquele momento, nao tenho nada pra fazer mesmo, vamos tentar aprender alguma coisa nova, me inscrevi e acho que ter feito o curso foi extremamente util. Ate no Blackberry e no iPad, ainda digito mais rapido e com mais precisao que muita gente que conheco. MEsmo tendo ficado quase surdo com os TEK TEK das maquinas do SENAI.

  • Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg Kant nasceu em Koenisberg

    • Kharstagir

      E, se não me engano, morreu lá, também!!!

      • T E Lawrence

        Só faltou repetir essa afirmação 28 vezes.

        ______
        42

        • Saint-Clair Stockler

          Não sei se vocês “pescaram” a referência, mas é assim que se aprendia datilografia. Você repetia a digitação de uma frase uma página inteirinha, até aprender a datilografá-la sem nenhum erro. Este é um típico exercício desta Arte Arcana 😀

  • Eu fiz o curso em minha adolescência, e me ajudou muito quando comecei a usar o computador… também consigo digitar sem sequer olhar o teclado e bem rápido graças ao curso de datilografia, meus erros em digitação são minímos, pois um dos requisitos nos cursos e nas provas (que media o tempo e a quantidade de erros ao digitar) era errar o mínimo possível, aliás, quase “nunca” errar…

  • Aprendi a datilografar na máquina manual do meu pai, mas meu xodó foram mesmo as elétricas. Adorava a sensação de poder que elas davam. Depois foi fácil a transição para o computador, na época um Tk3000 e depois um magnífico XT. Meus pais são ambos jornalistas e pra mim sempre foi um prazer tentar imitar a velocidade e a forma como digitavam. Hoje digito sem olhar para o teclado e muito rápido… mas são raros que acompanham a minha velocidade num chat – acabo escrevendo “cartas”. Recentemente parei pra perceber a importância que o teclado tinha em minha vida, e resolvi coçar bolso pra comprar um Microsoft Curve. Não é nenhuma Olivetti, mas é gostoso de escrever. Às vezes damos muita importância a processsador, placa de vídeo etc, esquecendo da ergonomia.

  • Anônimo

    eu fiz curso de informática há uns 10 anos atrás que ensinava princípios básicos de datilografia. mas eu nunca consegui me habituar a escrever com todos os dedos. eu consigo usar 4 dedos e digitar em uma velocidade boa até, mas o “primeiro contato” dos dedos com o teclado precisa de uma olhada básica pra saber pelo menos onde tá a letra A.

    mas, excelente texto. tem gente que me vê digitando sem olhar pro teclado com apenas 4 dedos e mesmo assim se impressiona. e eu fico dando risada dos meus amigos que ficam catando milho.

    já tão acabando com a caligrafia, e ao invés das novas tecnologias gerarem uma sociedade expert em digitação, tão gerando catadores de milho analfabetos.

    • Vinny Fonseca

      Quer um truque? A letra “J” e “F” tem uma saliencia. Serve pra tu se localizar no teclado sem precisar olhar, desde que tu tenha uma posição inicial definida.

      • Anônimo

        bem lembrado, eu sempre esqueço das benditas saliências. esse é o tipo de coisa que deviam ensinar como princípio básico de informática.

  • Felipe Lima

    o meu primeiro contato com a informática foi justamente por causa da datilografia.

    as pessoas que fizessem o curso de datilografia, ganhava um curso grátis de informática.

    hoje eu utilizo essa “magia negra“ também, de teclar e conversar sem olhar pro teclado.

    att+

  • Joao

    Que absurdo! A primeira frase quase me fez vomitar. Não consigo acreditar que alguém possa escrever tanta bobagem.

  • Eu fiz um curso de datilografia, nem lembrava mais desse periodo obscuro!!! akkakakakka
    Sou programador… olhando as pessoas ao meu redor trabalhando num computador, eu vejo que o curso de datilografia(com extensao pra maquinas elétricas) valeu muito a pena.

  • Cipriano

    O que vocês achariam que uma criança diria ao ver uma maquina de escrever?

    Nossa! A gente vai digitando e ela já vai imprimindo.

  • Tales

    No meu primeiro “trabalho” que tive, eu era monitor em uma escola de informática que dava cursos de digitação grátis para os alunos. Mas era uma imposição da franquia e por isso em vez de mandar alguém minimamente qualificado, mandaram os monitores. Eu era monitor de manutenção, não tinha a menor habilidade com teclado, era um perfeito exemplar de catador de milho, mas querendo impressionar (e ser efetivado) corri atras de material e aprendi umas técnicas básicas e imprimi com um “mapa” com a posição correta dos dedos no teclado e por isso minha turma foi uma das poucas que teve desempenho aceitável. Mas legal mesmo foi que aprendi a digitar, já que emprego que é bom…

  • rodrigo elesbao

    Momento nostalgia:

    – primeira lição do curso de datilografia: uma página de asdf asdf asdf asdf asdf…;
    – o trrrrreeec trrrreeeec da folha sulfite passando no rolete;
    – entrelinha configurada na mão: alavanquinha em 1, 2 ou 0; margem, idem;
    – trocar e rebobinar a fita de tinta;
    – se orgulhar de digitar sem olhar pro teclado, mas teclar o a com o mindinho é um cu;
    – não lavou as mãos após trocar a fita, agora fica carimbando as folhas com suas digitais;
    – segunda lição: asdfg asdfg asdfg…
    plinc!, um sininho indica que o parágrafo está terminando;
    – hora de empurrar o rolete pra direita;
    – você pressionou duas teclas ao mesmo tempo, e os martelinhos se engancharam um no outro;
    – pressionou o TAB sem querer, e o rolete correu de uma vez até o final da linha;
    – letras saindo metade vermelha, metade preta;
    – a folha acabou; você soube porque o sulfite se desprendeu do rolete e saiu voando;
    – carregar sua Olivetti portátil por aí e se sentir um rei (portátil= 5 Kg);

  • Sou um infeliz elemento que não sabe o que é datilografia: raramente ouvia falar sobre cursos de digitação e só comecei a mexer em computadores quando aborrescente. Estou numa espécie de lacuna. =¬|

    É, cato milho no teclado, mas cato milho mais rápido que alguns outros… Só não me pergunte a posição das teclas, não sei fazer bruxaria de conseguir virar o pescoço para outro lugar sem ser o teclado enquanto digito um texto. =¬/

  • Sou um infeliz elemento que não sabe o que é datilografia: raramente ouvia falar sobre cursos de digitação e só comecei a mexer em computadores quando aborrescente. Estou numa espécie de lacuna. =¬|

    É, cato milho no teclado, mas cato milho mais rápido que alguns outros… Só não me pergunte a posição das teclas, não sei fazer bruxaria de conseguir virar o pescoço para outro lugar sem ser o teclado enquanto digito um texto. =¬/

  • Saint-Clair Stockler

    Eu cheguei a fazer o curso de Datilografia do SENAC aqui no Rio. E sou muito feliz por tê-lo feito. Na época, chegava a 300 palavras por minuto. Hoje, consigo digitar sem olhar para o teclado do computador, coisa que (não sei o porquê) assombra todo mundo que me vê digitando. Pra mim é super natural. Fui treinado a NÃO olhar para o teclado (a velocidade de digitação cai muito) nos meus tempos de SENAC. E também sou canhoto com o mouse, mas sou destro no “mundo real” 😀

  • Saint-Clair Stockler

    Comentário lateral: o vídeo do Jerry Lewis é MARAVILHOSO! Estou aqui rindo sozinho. Já não se fazem mais comediantes americanos como antigamente… =/

  • Andrade Andrade

    4 Anos depoisssssssssssssssssssssssss

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