Produtor diz que não teme saturação dos jogos de luta

Há alguns anos vimos a Capcom usar como desculpa para não trabalhar no relançamento do Capcom vs. SNK 2 o medo de que o mercado poderia ficar saturado com jogos de luta, mas a mesma linha de raciocínio não impediu que a empresa lançasse inúmeras atualizações para seus jogos de forma física, o que deixou muita gente indignada.

Com tantos games assim sendo lançados nos últimos meses e diversas empresas trabalhando em mais jogos de luta, o produtor Yoshinori Ono foi perguntando durante a Comic-Con se isso não poderia acabar sendo ruim para o gênero e a sua resposta foi a seguinte:

Sim, você pode dizer isso sobre vários outros gêneros também. Para os jogos de tiro em primeira pessoa você tem o Call of Duty, Battlefield, Medal of Honor e outros títulos. É fantástico ver os jogos de luta tendo se tornado tão grandes. Não acho que iremos chegar tão longe, mas penso que seja possível para os jogos de lutar prosperar. Veja por quanto tempo os FPSs se sustentaram sem entrar em colapso e acho que podemos fazer o mesmo.

O ponto principal é não apenas atrair novos fãs, mas manter os atuais satisfeitos, mantê-los conectados e interagindo com a comunidade através do blog Capcom-Unity e eventos como esse. Precisamos ter certeza que a voz dos jogadores está sendo ouvida e que estão se sentido cuidados. Desde que tratemos os fãs da maneira correta e os satisfaçamos, acho que continuarão com a gente por um longo curso. Não acredito que veremos a bolha estourar como aconteceu na década de 90.

Está aí, ele disse exatamente o que eu estava pesando sobre “a bolha estourar como aconteceu na década de 90.” As criadoras de jogos de luta já tem a experiência de ter entupido o mercado com criações ridículas onde tudo quanto era porcaria virava lutadores, como bonecos de massinha, dinossauros ou personagens formados por bolas (WTF?!?), mas o pior nesses games era a falta de cuidado com a jogabilidade. Talvez este seja apenas um chato que não consegue se dedicar muito aos jogos de luta falando, mas na minha opinião, tantos jogos assim pode ser algo perigoso.

Mas se você está querendo mais, abaixo está você encontra cerca de 30 minutos da jogabilidade do Street Fighter X Tekken. A qualidade da imagem é um tanto sofrível, mas serve para termos uma ideia do que esperar e sinceramente, não me animei.

[via Siliconera]

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Rafael Vasconcelos

    Parece um Street Fighter 4 com combos mais fáceis, também não me animei.
    Eu estava animado com MVC3 e o novo Mortal Kombat, mas perdi a empolgação por causa do Ultimate MVC3 e quando um amigo meu me disse que todos os personagens de MK9 são muito parecidos.

  • Diogo

    Os exemplos de “criações ridículas” foram muito infelizes e demonstra uma aparente falta de conhecimento de causa para falar sobre.
    Não é porque não é um Ryu ou Sub Zero que eram porcarias. Em seu contexto, há pelo menos *15* anos, estes foram games bons e importantes, dentro de suas limitações.
    Existiram, sim, grandes porcarias em jogos de luta (Shaq Fu, alguém?), mas os exemplos citados deveriam ser apreciados pelos gamers tentando contextualizá-los sobre o momento em que foram lançados.

    • Não é aparente não, eu realmente não sou um especialista no assunto, mas isso não me impede de dizer que acho os três jogos ridículos, assim como o citado Shaq Fu, que por sinal foi criado por um dos meus ídolos, Paul Cuisset.
      Agora, me diga no que foram importantes para a indústria o Primal Rage, ClayFighter e Ballz? Títulos tão importantes e com temáticas tão absurdas que nem ganharam sequências.
      E não, não é porque não tem Ruy ou Subzero, e está o King of Fighters, o fatal Fury e até mesmo o World Hero aí para provar.

    • Não é aparente não, eu realmente não sou um especialista no assunto, mas isso não me impede de dizer que acho os três jogos ridículos, assim como o citado Shaq Fu, que por sinal foi criado por um dos meus ídolos, Paul Cuisset.
      Agora, me diga no que foram importantes para a indústria o Primal Rage, ClayFighter e Ballz? Títulos tão importantes e com temáticas tão absurdas que nem ganharam sequências.
      E não, não é porque não tem Ruy ou Subzero, e está o King of Fighters, o fatal Fury e até mesmo o World Hero aí para provar.

      • Windson Mateus

        Concordo, cara. Primal Rage e Ballz são horríveis mesmo. Clay Fighter, na minha opinião, era menos ruim que esses. Mas este teve uma continução sim. Uma edição “Tournament Edition” e o 2 saíram pra SNES. E o 3 saiu pra Nintendo 64.

        • Verdade tinha esquecido dessas sequências, mas ainda sim, acho os jogos fracos, não chegando nem pero de brigar com os grandes nomes do gênero.

  • Manuel

    Dori, você conhece a história do video game bem demais pra chamar Primal Range, que foi um jogo bom pra crítica e público da época, de jogo ridículo. Pelos menos deixe mais claro que é a tua opinião pessoal sobre o jogo, senão fica parecendo que o jogo foi considerado assim na época.
    Também não acredito nessa de bolha dos jogos de luta da década de 90. O que ouve não foi bolha (como a do atari), mas o público simplesmente mudou seu interesse do 2D para o 3D, tanto gráficos quanto jogabilidade. Prova disso é que não foram só os jogos de luta 2d que sumiram dos consoles na era pós 16 bit, mas quase todos os gêneros 2d. Outra prova que a questão foi o facínio do 3D é que jogos de luta 3d continuaram fazendo bastante sucesso (Virtua Fighter, Tobal, Tekken, Soul Calibur, etc…). O que acontece é que o 3D com o tempo deixou de ser tão novidade e o público geral readquiriu o gosto pela jogabilidade 2D.