Agora que o iPad já é uma realidade, uma das grandes perguntas pré-lançamento começa a ser respondida. Afinal, ele é um “Kindle-killer”, ou o iBooks só está lá para cumprir tabela?

iPad: Kindle-killer ou e-reader de muletas?
Li algumas opiniões, já que testá-lo ainda está longe das minhas possibilidades, e a opinião unânime é de que, não, não é um matador de Kindle. O motivo principal já era previsto e, na prática, por melhor que seja a tela que a Apple colocou no seu tablet, não é capaz de bater uma de e-ink para leitura. Quer fazer um teste? Leia um livro no monitor você usa no dia-a-dia. Mas lembre-se de parar antes que seus olhos saltem das órbitas.
Ontem, mais um texto do tipo saiu no TechCrunch. Em outra opinião parelha à de que o iPad não é a melhor coisa do mundo para se ler livros, Paul Carr tocou na ferida de maneira magistral: quem exalta o iPad como e-reader não é, e potencialmente nunca foi, leitor de verdade. Entenda que, nesse contexto, não considera-se leitor quem passa o dia lendo o Meio Bit, ou o G1, ou qualquer outro site, retwita os posts, e fica nesse loop infinito. Entenda como leitor aquele cara que pega uma resma e lê com a mesma naturalidade que um leitor de Internet lê um hands-on, uma análise qualquer.
“O iPad não é, definitivamente, um dispositivo para leitores sérios: as únicas pessoas que o consideram, com convicção, um “Kindle killer” são aquelas a quem a ideia de ler por prazer morreu anos atrás, ou sequer jamais existiu. As pessoas gritarão bobagens como “eu leio numa tela o dia todo!” quando na realidade querem dizer “Eu leio os três primeiros parágrafos de um artigo do nyt que encontrei no Twitter antes de retwitá-lo; então repito o mesmo procedimento pelas oito horas seguintes nas quais eu deveria estar trabalhando.”
Se o futuro do iPad como e-reader é tenebroso, existe uma saída. Horas depois da publicação daquele post do TechCrunch, o mesmo blog publicou uma opinião conflitante, escrita por Cody Brown, um jovem de 21 anos. Com poucos e certeiros argumentos, Cody ratificou a opinião de Carr, deixou claro que, para leitura, e-ink é insuperável no estado atual, mas nem por isso descartou o iPad como plataforma literária.
O título do post de Cody já dá uma vaga ideia da sua proposta: “Queridos autores, seu próximo livro deveria ser um app, não um iBook”. Por que se limitar a apenas letras quando a plataforma oferece muito mais que isso? Por que não aproveitar-se das inúmeras possibilidades que o SDK do iPhone OS oferece, expandindo livros para além das fronteiras multimídia e, de quebra, chamando à leitura quem abandonou-a há muito, ou nunca lhe deu uma chance?
Em termos práticos, Cody propõe a criação de apps, não de iBooks. Crie livros policiais com jogos ao final de cada capítulo, quase um Scooby Doo interativo. Deixe as pessoas participarem da história, deixe espaços em branco, dê opções. Insira conteúdo multimídia. Cobre o quanto quiser, livre-se das amarras da iBooks Store. Escrever um livro tendo o iPad como fim, como o local principal para “publicação”, é besteira.
“Existem técnicas literárias, existirão técnicas de iPad.”
É uma abordagem extremamente interessante que todos, inclusive Jobs e a Apple, não vislumbraram. Quem gosta de ler, e procura um gadget para leitura, não abrirá mão do Kindle, não comprará um iPad para isso. Do jeito que a coisa foi apresentada pela Apple, o iBooks é só um tapa buraco, um recurso (inútil) a mais para… sei lá, justificar o preço, dar uma desculpa extra para potenciais compradores convencerem-se a si mesmos de que é uma compra necessária, do tipo “… e além de tudo isso, ainda posso ler livros aqui!”.
“Tenho 21 anos, e posso dizer, com muita confiança, que os “livros” que definirão a minha geração serão impossíveis de serem impressos. Isso é ótimo.”
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12 de abril de 2010, 10:27
Fico imaginando a cena:
O cara compra um e-toy desses, não consegue completar o joguinho do penúltimo capítulo, e, por conseqüencia, não consegue terminar de ler o livro.
Ai, vai para o Tweeter perguntar se alguém tem um cheat…
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12 de abril de 2010, 10:28
Bem citando o lado multimídia de um livro, (e pra que acha que isso é novo hoje) isso já era prática lá pelos idos da década de 80 com a série Infanto-juvenil “enrola e desenrola” da Editora record Onde o leitor poderia tomar um caminho diferente na trama do livro; tinha que apenas tomar a decisão a ou b ou c e seguir para a página correspondente…. Devorei horas e horas de livros na minha adolecência… pena que o aborrecentes de hoje nunca puderam ter um prazer destes….
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12 de abril de 2010, 10:45
Bom mas isso de trasnformar o livro é um app interativo é mais tarefa dos desenvolvedores. Isso sim mostra as verdadeiras potencialidades do ipad, coisa que o kindle não possue.
Imagine ver sua revista preferida lá, e ver também o making-of das cenas, pensou em playboy né safado?…
Isso vai bastante da criatividade do desenvolvedor e acho que a apple poderia fazer parte disso melhorando o formato e-pub, já que inseri tantos recurosos em um unico arquivo poderia impossibilitar de ser lido em outros aparelhos.
Enfim, as possibilidades são muitas.
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12 de abril de 2010, 10:51
Podem até inventar mil coisas pra enfiarem nos livros eletrônicos para torná-los mais “atrativos”, mas ler sempre será decifrar palavras e expressões e compreender o significado dos textos. Não há cheats na leitura, não há walkthroughs nem dicas e macetes, ler é ler e não há como mudar isso.
ps.: Não confundir ler com LER, Lesão por Esforço Repetido
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12 de abril de 2010, 10:53
Vamos lá…
Eu li vários livros com essa filosofia do enrola e desenrola em papel mesmo. Tem um clássico do Cortazar que segue esse caminho, inclusive… Isso não é lá tanta novidade assim. Usar jogos para ensinar também não é lá grande novidade… Enciclopédias multimídias também não… Enfim: não, não vai ser agora que o bom e velho livro vai ser substituído tão facilmente… Quem um bom exemplo: vejam o quanto de livro se produz na área de tecnologia,… vejam o número de páginas dos livros de informática… Enfim, mudou do papiro para papel, e vai do papel para a tela digital. Vai permitir ter links, um filme aqui e ali, mas ainda vai demorar um bocado até o conhecimento (aquele que é necessário para a produção) mudar sua forma clássica de apresentação. Vejam a TV, por exemplo, mesmo com tantas séries científicas, ainda procuramos livros e artigos para aprofundar o conhecimento…
Enfim, não acho que essa idéia vá vingar, os custos de se fazer isso não são baixos, praticamente próximos ao de se fazer um jogo… E aí, vejam o sucesso dos jogos educativos… Exceto onde o professor faz uso, ninguém mexe… Quando alguém quando quer jogar, em geral não quer compromisso com a leitura
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12 de abril de 2010, 11:48
Depois dá análise do Rouinj, não tenho a minima vontade de ter um iPad.
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abril 12th, 2010 @ 11:55
@M.Italo, Opá errei o nome dele. Foi mal aí.
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12 de abril de 2010, 11:49
A experiência de leitura no papel é impossível de se copiar. Nunca tive a oportunidade de ler em um Kindle, muito menos no iPad.
O que posso dizer é que o Kindle é feito para agradar um público que gosta de livros, isso é mil vezes mais complicado do que o iPad que é um produto “novo” que não tem uma finalidade específica.
Gosto muito de ler livros em seu formato tradicional, se um dia for trocar isso, acredito não notar muita diferença entre um Kindle, ou um iPad ou qualquer outro produto que possa ser criado com tecnologias ATUAIS <- ATUAIS!!! (Tradução: ATUAIS!!! Sem coisas de Star-Trek)
O iPad pode ser tratado como um pato no quesito iBook, ele nada, anda e voa, mas não faz nenhuma dessas atividades como um peixe, um cavalo ou uma águia
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12 de abril de 2010, 11:51
Uma coisa que eu acho que ficaria legal seria a possibilidade do livro ter uma trilha sonora.
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abril 13th, 2010 @ 2:04
@cquintela, é so ouvir um MP3 player enquanto ler um livro! :p
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abril 13th, 2010 @ 12:46
@sampaoz, Que condiz com a história do livro!
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12 de abril de 2010, 11:55
Não dá para levar a sério uma pessoa que responde à restrição de se ler no ipad propondo que se transformem os livros em jogos.
Livro é livro. Eu quero ler um romance, ou um tratado histórico, ou qualquer coisa que seja. Não quero jogar, não quero multimídia, não quero nenhum adicional, como trilha sonora. Quero letras, bem desenhadas, de fácil leitura e que não me cansem a vista.
E sim, também li/joguei/brinquei com alguns daqueles livros interativos dos anos 80. Era legal, mas nunca me acostumei com esta história de fazer o próprio final de um livro. É interessante, mas não chega a ser nada demais.
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12 de abril de 2010, 11:58
Hahaha, olha só o pensamento do cara.
fato: o iPad não serve como bom e-reader. Como lidar com esse fato? Encarar o fato de que isso é uma limitação e que se a pessoa quer realmente um e-reader deve procurar outro produto? Claro que não!!!!! afinal produtos apple não tem limitação em nada do que se proponham(ou do que os consumidores acham que se propõem) a fazer. Resultado lógico: A culpa é dos escritores, eles devem se adaptar ao iPad e escrever livros que aproveitem as características do iPad. Ou seja, adpate o resultado à ferramenta. Isso é um absurdo. Se um escritor tem vontade de participar num projeto de um jogo, de mídia interativa ou se lá o que, isso é bacana, mas não é escrever livro, livro é livro, jogo é jogo. Cooperação entre as duas coisas é bem vinda. Mas que fique bem claro: a culpa do iPad não ser um bom ebook reader NÃO É DOS ESCRITORES!
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12 de abril de 2010, 12:20
Eu não tenho nenhum produto apple nem kindle, nunca vi um e-ink pessoalmente, mas uma coisa eu garanto, é mi mi mi desse povo reclamar de leitura em LCD.
Eu ja li mais de uma centena de livros nos meus pcs, desde que tinha um monitor de tubo e é perfeitamente possível, sobretudo quando você não tem a grana que pedem pelos livros.
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abril 12th, 2010 @ 13:10
@HeryckDM, se você puder pegar um e-ink mudará de opinião devido à portabilidade e, principalmente, à qualidade de imagem desse tipo de tela, que torna a visibilidade do conteúdo escrito bem melhor que uma LCD, pelo menos em minha opinião. Exceto quando a leitura é feita num ambiente pouco ou mal-iluminado: aí a iluminação das telas LCDs faria muita falta.
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12 de abril de 2010, 12:59
Os livros, estão diminuindo o uso de impressão, logo, quando as plataformas de leitura digital estiverem mais popularizadas como o celular, as editoras farão edições especiais impressas, pois todo o resto será digital.
Creio que para o iPad ficar melhor na leitura, deve ser feito um ajuste a tela, para a mesma ser menos brilhosa mas mostrando o conteúdo( o livro).
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Alguém perdeu os comentários?
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abril 12th, 2010 @ 17:37
Duda, estamos importando para o Intense Debate. Os comentarios anteriores voltarão, e os novos ja estao sendo aceitos normalmente.
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Assustei agora, já achei que a síndrome do zé estava de volta
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Só não concordo que se possa chamar isso de livro…e tampouco que autores de livros convencionais venham a se tornar grandes criadores desses "kits multimidia???" que devem aparecer em breve.
Essa coisa (na falta de um nome) me lembra muito (e não estou sendo sarcástico e nem diminuindo a coisa) aqueles sites infantis que contam histórias para crianças junto a videos/jogos/etc. mas é claro que com o efeito Apple + desenvolvedores a coisa pode se transformar em uma nova forma de arte com certa semelhança a um livro.
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Essa coisa ou nova forma de arte costumava ser conhecida como "jogos eletrônicos". Mas acho que já é hora de darem um novo nome.
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Esse era o mesmo discurso de quando surgiu aquela outra mídia que iria revolucionar a leitura: o cd-rom.
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Ou a enciclopédia multimídia, ou os jogos educativos, ou as séries educativas na TV, e outros tantos blábláblás que vão matar os livros… Claro livro eletrônico vai matar livro de papel, como os de papel mataram os de papiros, como a imprensa matou a tarefa de copista,… mas daí a achar que jogos dentro de livros vão ser a grande virada… não, não engulo essa
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Não será a "grande virada", será uma adição.
Ninguém tá dizendo que os "livros interativos" vão matar a versão em papel, essa já está morta, a adoção em massa da versão digital já começou, os livros interativos serão apenas uma das muitas possibilidades que a passagem para o digital nos fornece.
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Citando:
“Queridos autores, seu próximo livro deveria ser um app, não um iBook”.
“Tenho 21 anos, e posso dizer, com muita confiança, que os “livros” que definirão a minha geração serão impossíveis de serem impressos. Isso é ótimo.”
Não essa fala aí não é de adição, Rafael, é de quem acha que esse modelo de app é uma virada, não apenas algo a mais. E é isso que não concordo, … o livro vai apenas mudar de meio, vão ter alguns com uns vídeos, umas animações (o que já acontece em várias versões online de alguns livros, ou alguns que tem CD extra)… Mas virarem software, jogos, não, isso vai demorar muito ainda…
Alguns ainda chamariam de "RPG"….
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Já estão preparando esse novo modelo de livro: http://info.abril.com.br/noticias/internet/pausa-...
Abraços!
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abril 12th, 2010 @ 23:08
E tal modelo deve ser o menos parecido com o tradicional, o de papel. O ‘novo modelo de livro’ tem que prender a atenção do público, este tão maravilhado e disperso com a web “multimídia” e “multitarefa” dos portáteis (e desktops)…
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Já temos casos de 'entretenimento multimídia', vide Matrix (com filmes, games, animações), Lost, Grau 26… Mas aqui teremos o 'multitarefa', no qual em um único dispositivo teremos várias mídias. Sou fã de livros e não me empolgo muito em ler em um e-reader, mas o progresso é inevitável e se o futuro dos livros for ser multitarefa, why not? (Pergunta retórica, mas se alguém quiser desenvolver…).
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Eu ainda prefiro os livros de rpg antigos….
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Ainda prefiro meus velhos livros de RPG.
Mas concordo que tem que mudar o conceito,ler livros em uma plataforma promissora como a do iPad é desperdício,para isso existe o Kindle.Apps multimídia que podem e devem revolucionar o modo de leitura no iPad,isso sim vai render dinheiro.
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Adoro meus livros de RPG antigos…mas nada como um Character Builder (D&D4e) para facilitar as coisas. Quando se pensa em RPG aparece uma série de opções que fazem o iPad parecer bem mais atraente.
Mas o conceito de livros com "recursos adicionais" pode-se aplicar a livros antigos também. Não seria nada mal ter acesso a uma lista das criaturas extraordinárias do Senhor dos Anéis com um clique em um cantinho da página (melhor ainda se tiver a opção de só listar as que já apareceram no livro até a página que está sendo lida).
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Livros? Só de papel, tirando os didáticos/pesquisa. O resto é outra coisa, provavelmente boa.
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13 de abril de 2010, 02:08
esse iPAD ta virando um gameboy um pouco maior! rss
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Isso já tá rolando, procure por "Alice" é uma app do livro com interações estilo Aquaplay, gira o gadget as coisas caem na tela e outras coisas.
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A partir do momento que há interatividade, a partir do momento que há algo mais do que a leitura simples e pura, já não estamos falando mais de um livro.
O que o autor do post do TechCrunch descreve é um jogo eletrônico, e não um livro.
PS: Por que agora, com o intensedebate, eu não consigo postar pela minha própria conta do Meio Bit? Ela se tornou obsoleta agora?
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O livro eletrônico deve ser considerado uma biblioteca, um banco de dados. A leitura através dele, não deve ser habitual mas como consulta. O mesmo para os livros em txt, doc, exe ou pdf, O livro de papel, levou milhares de anos para chegar a ser o que é. É insubstituível como o lápis que existe desde que o mundo é mundo.
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Comecei a perceber isso quando passei a ler livros em PDF.
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Ótimo texto, Rodrigo. As usual.
Esse é o futuro da literatura hiperlink, que chegou a alcançar certa popularidade na década passada e depois morreu na praia.
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Muito sóbria a opinião do jovem Cody, é realmente uma boa visão de futuro que mal conseguimos conceber ainda.
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