Análise – Darksiders

Por: em 01/03/10 na(s) categoria(s): Análises, Microsoft, Sony


Lançado para o Playstation 3 e o Xbox 360 no início do ano sem causar muito alarde, Darksiders é o primeiro jogo da Vigil Games, estúdio comprado pela THQ e que tem como co-fundador Joe Madureira, renomado artista dos quadrinhos e que trabalhou como diretor criativo no game.

Saiba o que esperar de Darksiders lendo nossa análise.

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O primeiro cavaleiro do apocalipse

Muito antes do homem ser criado, o Charred Council recrutou quatro cavaleiros que deveriam se manter neutros e zelar pelo equilíbrio entre os reinos do Paraíso e do Inferno. Então, o conselho percebeu que a humanidade exerceria um papel importante nessa disputa e foi criado o terceiro reino, a Terra.

Esses cavaleiros, quando o chamado fosse feito, deveriam vir a Terra, causar o Armagedom e reestabelecer a igualdade, o que acontece quando o sétimo selo é quebrado e War, o primeiro Cavaleiro do Apocalipse vem à Terra.

O problema é que ele foi chamado antes do tempo e acaba levando a culpa pela confusão, já que teria desobedecido as ordens do conselho. Após ser derrotado pelo general do exército do Inferno, War é salvo, mas um século se passa, causando a extinção da humanidade e causando o desequilíbrio. Diante de sua execução, War faz um acordo para voltar ao reino dos humanos, conseguir respostas e tentar arrumar a bagunça.

Quando Kratos encontra a princesa Zelda

Desde o início da produção os envolvidos disseram que a as séries The Legend of Zelda e God of War serviram como inspiração para Darksiders e basta alguns minutos no jogo para confirmar isso.

Os combates contra os inimigos tem muito do jogo da Sony, como a violência extrema e os combos intermináveis, já na parte de exploração é a série da Nintendo que empresta suas característica ao game, como os calabouços disfarçados de prédios ou templos (por sinal, muito bem desenhados), o mapa e até mesmo os itens que permite alcançarmos lugares antes inacessíveis e também podem ser convenientemente usados contra os chefes, sem falar que War, é obvio, também tem um cavalo, o Ruin.

O jogo também pega emprestado várias armas de Link, como uma lâmina parecida com um bumerangue e um gancho para subir em lugares altos, mas aqui as armas evoluem conforme as usamos, se tornando mais poderosas e permitindo a colocação de pedras que as tornam mais eficientes em determinados aspectos, como a coleta de almas (que são usadas para a compra de itens e golpes).

Contudo, é incorreto dizer que Darksiders se resume a uma cópia dos games previamente citados, já que ele também aproveita ideias de outros jogos, principalmente para tentar dar uma variada na jogabilidade, como um estágio muito parecido com o visto no Panzer Dragoon ou mesmo um acessório que nos permite criar portais, mesmo que de forma limitada, no estilo do puzzle da Valve.

O curioso é que mesmo assim o título da Vigil Games consegue possuir uma identidade própria, o que acaba que ajuda a mantê-lo sempre interessante e não se tornando um mero amontoado de mecânicas distintas.

A fauna de Darksiders

Aproveitando-se do conhecimento e da criatividade de Joe Madureira e sua equipe, Darksiders possui uma extensa e interessante lista de inimigos, provavelmente uma das maiores do gênero. A quase todo momento somos surpreendidos por um novo tipo de adversário, isso sem falar nos chefes e sub-chefes que agora residem na Terra.

Essa variedade também ajuda para que o jogo não se torne repetitivo e o trabalho realizado pelos artistas neste aspecto é um show a parte. Os personagem são muito bem desenhados e detalhados.

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O Inferno na Terra

Um dos pontos que tornam o jogo tão legal é ele se passar no nosso planeta. É verdade que os humanos agora só são vistos pelas ruas como zumbis, porém, Muitas das antigas construções ainda resistem de pé e felizmente a parte gráfica se sai muito bem.

Com boa texturas e efeitos de iluminação que dão conta do recado, é bom ver que os envolvidos representaram nossas cidades como se ninguém estivesse mais tomando conta do lugar, com os prédios em ruínas, carros enferrujados e tubulações dos esgotos em frangalhos.

Embora seja possível perceber uma queda na taxa de quadros por vez ou outra, elas não chegam a atrapalhar e se o game não pode ser apontado como o mais visualmente impressionante desta geração, ao menos a direção artística está acima da média.

veredicto
É sempre bom ser surpreendido com um bom jogo que não foi bombardeado pelo hype e Darksiders é um destes casos. Com uma aventura longa e diversos colecionáveis, o game consegue misturar mecânicas de vários gêneros e ainda entrega um produto muito bem acabado e divertido. Altamente recomendado, principalmente para quem sempre quis ver um The Legend of Zelda “mais adulto”.

pros
- Mesmo sendo previsível, o enredo é muito bom;
- Mistura de estilo foi muito bem empregada;
- Poder ir e voltar pelos cenários, permitindo a coleta de itens escondidos;
- Personagens são carismáticos e a variedade de inimigos agrada;
- Dublagem melhor que a de muito jogo renomado por aí;
- Não é qualquer jogo que nos permite ver o fim do mundo, depois que ele acontece.

contras
- Ausência de modo online diminui a vida útil e pode afastar alguns jogadores;
- Apertar vários botões ao mesmo tempo para escolher uma arma ou poder pode atrapalhar;
- Ter que torcer para que o Darksiders 2 tenha um modo cooperativo onde cada jogador controle um dos Cavaleiros do Apocalipse;
- Vulgrim é um tremendo mão de vaca. Onde já se viu pagar apenas 500 almas pelos artefatos?

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  • artszer

    Já havia viso alguns trailers deste jogo e gostado.

    Agora com sua análise ele definitivamente esta na minha lista de compras. ;)

  • Bhado

    Eu adorei. comprei pro Ps3, jogei mais de 40 horas atrás dos artefatos escondidos….. é mto bom….

  • Cazu

    Esse é um jogo que me chamou muito a atenção não só pelos gráficos, mas também pelo enredo do jogo. É sempre bom intercalar jogos mais estratégicos com jogos GoW Like.  :)

  • garoa

    essa espada é maior que a do Cloud! :jawdrop:

  • Histy

    Ao contrario do que o irritado unfear disse, o jogo é muito bom, concordo com quase tudo da review, mesmo sendo a maior mistura ja realizada. Se encontram elementos de varios jogos, como por exemplo algumas macaquices de prince of persia, os combos gigantes do devil may cry, os portais de portal e o pangaré do zelda. O visual é otimo, o som eh legal e a historia batida na escencia mais mesmo assim muito boa.

    Falem o que quiser, xinguem o quanto quiserem, mais se vc gostar de prince of persia e devil may cry vc vai curtir muito esse jogo, esse eu pagava o original, se o xbox em que eu joguei fosse meu =/

    Uma observação, eu vi varias vezes essa comparação com zelda… eu realmente não concordo muito com ela, so uma observação.

  • Rosolem

    Joguei o demo disponivel na PSN, nao cheguei a termina-lo acabei por enroscar no carcereiro =\, e sim a semelhança com GOW e Zelda è ininegavel, como os calabouços, baùs com mapas, a ativaçao de algumas coisas para abrir uma outra, sò faltou a musica que toca em zelda quando voce encontra uma passagem secreta – http://www.youtube.com/watch?v=5A_3gj5n1_8&start=230.

    Sò achei um pouco deficiente o pulo, que por um acaso nao è duplo, pois morri varias vezes ao tentar saltar quando era a beira de alguma plataforma =\

    No mais o game parece realmente bom e apos terminar com inFamous este sera, provavelmente, minha proxima aquisicao.$

    • http://www.vidadegamer.com.br Dori Prata

      Eu também achei o pulo impreciso, mas ele é duplo sim, pelo menos na versão final e logo no início ainda ganhamos um par de asas que nos permite planar por um tempinho.

  • http://www.unfear.com.br unfear

    [ironia] Este jogo é péssimo, uma porcaria nada a ver este maluco e Joe Madureira não desenha nada, afinal não vai sair para PC, eu nem quero jogar mesmo. [/ironia]

  • Rodz

    Dos jogos de ação “de peso” que saíram recentemente, esse é disparado o melhor dos três. Entre Darksiders, Dante’s Inferno e Bayonetta, a pedida é Darksiders. Adorei esse jogo.

     

    O jogo é uma mistura de God of War com Legend of Zelda e é muito bom. Balanço perfeito entre ação e puzzles criativos, personagens maneiros e uma excelente história.

    No jogo, você é um dos 4 cavaleiros do Apocalipse, Guerra. Você é acusado de ter trazido o Apocalipse antes do tempo e causar a destruição da Terra. Você então convence um conselho, responsável pelo balanço das forças do mal e do bem, a voltar e descobrir o que realmente aconteceu. Só que você volta privado da maioria de seus poderes, numa terra devastada pela luta entre Anjos e Demônios. E sendo odiado e caçado por ambas as partes. Aí acontecem várias reviravoltas na história e um final com um gancho animal para o próximo. Quem gosta de jogo de ação, não pode perder esse.
    PS: Cavalgar o RUIN é o que há. Sensação muito boa de poder!!!! :-)

  • http://www.lazermusica.com madgirrrl

    Realmente me decepcionei muito com os comentário que vi aqui e com os cinco minutos que pude jogar o game em uma loja especializada em games. Os graficos realmente sao muito bonitos, se fossem comics em uma revista, na animaçao, perde muito da magia e o jogo faz-se algo entendiante.

    nao posso dar um veredito final sem ter jogado pouco mais de 5 minutos, mas estava esperando convencida que o jogo era incrivel e tudo descombinado!

    =)

    Fefe

    http://www.ingames.com.br

  • henrique.fockink

    Gostei muito do jogo também. Baixei o demo na PSN, aprovei, e comprei ele alguns dias depois. Quebra cabeças muito legais, principalmente nas partes em que se faz uso dos “portais”. Até humor encontrei nesse jogo.