Roube-me, por favor

Por: em 18/02/10 na(s) categoria(s): Internet, Web 2.0


Aqui no Brasil a moda ainda não pegou, muito provavelmente pelo preço alto dos planos de dados que as operadoras de telefonia cobra, mas lá fora, redes sociais baseadas em geolocalização são uma febre. Foursquare, Gowalla e Google Buzz, só para citar algumas, conseguem mesclar os mundos real e virtual, mas em troca disso, pedem que ainda mais dados pessoais sejam compartilhados. No caso, um muito importante: sua localização em tempo real.

Essa invasão de privacidade consentida (e como soou paradoxal isso…) é de conhecimento de todos usuários dessas redes, e creio que muitos já tenham se perguntado o quão válido, do ponto de vista da segurança, é contar ao mundo sua localização. No entanto, agora a problemática foi escancarada por um site bastante sugestivo e, ao que consta, absolutamente legal: o PleaseRobMe, algo como “roube-me, por favor”.

pleaserobme-20100218

Utilizando-se de informações do Foursquare, o PleaseRobMe emite alertas, chamados de “oportunidades”, sempre que algum usuário da rede avisa que está fora de casa via Twitter. Claro que tudo não passa de uma brincadeira com fins de conscientização, como ratificam os criadores do novo “serviço”, mas na prática, ali estão informações realmente úteis a um bandido mais determinado e moderno.

Imagino que essas redes sociais baseadas em localização sejam bem divertidas. Justamente por isso, as pessoas em geral pesam duas coisas na balança: a diversão da rede social, contra a preocupação com privacidade. A maioria acaba cedendo à tentação, e ignora os riscos que a divulgação de tais dados implica. Não que roubos derivados de alertas em redes sociais sejam comuns (embora haja precedentes); imagine algo menos gravoso, como bem comentado no ReadWriteWeb, fonte dessa nota: “Você realmente vai querer que seus companheiros de trabalho saibam de todas as noites que você passou em algum bar?”.

A verdade é que, mesmo antes das redes sociais fundadas na localização dos usuários, já expúnhamos muitas informações do gênero de forma quase que inocente. Qual usuário do Twitter nunca avisou, por ali, que sairia em viagem dia tal, para destino “x”?

Esse é mais um dilema que as redes sociais nos impõem. Ceder mais e mais dados em regra deixa a experiência mais divertida, no entanto, na outra ponta aumenta a sensação de insegurança. Até onde vai o limite entre as duas coisas, é algo a ser discutido ainda.

  • http://www.lordpinguim.blogspot.com lordtux

    O pensamento sobre isso vai mudar bastante, creio, quando bandidos realmente passarem a se utilizar devidamente dessas informações, ai até as autoridades vão fazer pressão. Mas a quem goste, ainda bem que o sequestrado não será eu.

  • frafra

    Para quem não lembra, houve e há o caso dos trotes de sequestro falsos – geralmente com fim de ganhar dinheiro ou créditos – feito com informações coletadas em n lugares, como redes sociais.

    Os presidiários do Ceará já tinham isso como hobby.

    • SandroCeara

      [quote=frafra]

      Os presidiários do Ceará já tinham isso como hobby.

      [/quote]

      Fato!

  • Uber

    No Brasil, poderiam lançar o “Sequestre-me, por favor!”

    Se bem que aqui não há tanto perigo, pois não temos banda larga móvel de verdade!

  • Wallacy

    Esse é o problema dos perfis “publicos”, acho que essa coisa de geolocalização etc, acabam sendo validas para um determido grupo de pessoas (amigos e parentes, p.e).

    Nesse ponto o Buzz pensou certo ao adicionar a funcionalidade de só alguns visualizarem algumas de suas mensagens.

    O problema é que muita gente faz questão de “contar para o mundo”! Dai sabe “comé né”?

  • http://twitter.com/igorgama Igor Gama

    Puxa, e todas aquelas pessoas que saem diariamente para trabalhar, deixando seus lares completamente vulneráveis a qualquer meliante e mantendo uma rotina totalmente previsível?!

    Larguem seus empregos, pelo bem da segurança!

  • http://www.eucomotapioca.com abnerneves
    • http://twitter.com/heberfa heberfa

       

      Bom, o G1 postou as 16:58 enquanto o meio bit ás 17:30. Prefiro acreditar que tiveram uma fonte em comum.

       

    • Wallacy

      Eu vi a noticia antes no G1.

    • Simiano

      O site não é propriamente dono da informação só porque postou antes.

      • coliveira

        O G1 deve ser abastecido por uma “roiters” da vida.

        • http://www.eucomotapioca.com abnerneves

          ok ok

          Não acredito que vou ter que fazer isso mas…

           

          </sarcasmo>

           

          Acho melhor começar a usar TAG’s.

    • gopher

      Tirando a parte seu sarcasmo, pode ver que a maioria as notícias, pelo menos de informa´tica, tem as mesmas fonte, os engadget da vida e assm vai. Reuters para notícias internacionais etc.

  • rodrigo_rox

    Sou contra colocar informações pessoais do tipo o que eu estou comendo, com quem eu saí ontem e etc na web.

    Essas informações só servem para fãs se sentirem mais próximos de seus ídolos e como não sou ídolo de ninguém não tem pq espalhar esse informações sobre minha vida privada na web. Por isso mesmo que eu acredito que o Twitter só tenha uma função real para as celebridades.

    Geolocalização?! Para que eu iria querer que alguém soubesse para onde eu estou indo? LOL

     

    • coliveira

      Rodrigo eu voto em vc para sair da casa, pq eu não gostei de vc ter saido da casa naquela hora.

  • http://blogdogalego.cjb.net/ Polyvox

    Pra mim a única utilidade da Geolocalização é embutir esses dados nas fotos em que eu tiro :) Isso sim é bem legal… Fora isso, não vejo muita utilidade… Se desse por ex, durante uma conversa marcar um encontro eu envio minha localização pra pessoa e o cel dela já cria o caminho a ser percorrido…

     

    Será que existe isso? Acabei de imaginar :D Se alguém for desenvolvedor ta aí a deixa pra criar um app e ganhar uns trocos :D Mas não se esquece de mim não :P hahahaha…

    • shimatai

      Isso já existe e se chama Google Latitude. Ele mostra todos os seus contatos (devidamente adicionados e autorizados) próximos a você, então vc pode simplesmente mandar um “topa um chopp agora?” para aqueles que estão próximos.

  • nomadismocelular

    Pra botar um pouco de lenha na fogueira, aí vai 


    How Robbers Did Their Dirty Deeds Before Foursquare

     http://mashable.com/2010/02/19/how-robbers-did-their-dirty-deeds/

     

    Lembrem-se, todos os artigos que trataram do assunto costumam generalizar. Partem do princípio de que todos moram em casa e de que todos saem de casa. As luzes ficam ligadas e ninguém atende o telefone. Ora, vamos questionar um tanto.

    1. Em primeiro lugar, cada lar é um lar. È tão óbvio que é preciso repetir. 
    2. Em segundo lugar, estar ou não estar em casa não impede um ladrão de entrar.
    3. E quem dá endereço falso?
    4. E quem usa o Foursquare pra dizer que foi a um lugar e não foi?
    5. Será que todos que deixam suas casas as deixam “abandonadas”?
    6. O mesmo ocorre com os escritórios?
    7. Já se pensou que o telefone de casa/escritório pode estar encaminhado para tocar no celular ou em outro fixo?
    8. O geotagging está associado a ideia de serviços. É claro que há o sujeito que quer dizer onde está ou aonde vai para se mostrar. Ok. Problema dele. Mas o intuito do geotagging (pelo menos um deles) é dar informações sobre o local. Se o pão de queijo tem qualidade, se o atendimento é nota zero, 5 ou 10. Tudo é um serviço embalado de produto. Em tal local, onde tirei fotos posso imprimi-las, posso comprar canecas, posso passear e o bonde custa x, o trem custa y, o avião custa x+z+y X 10.
    9. O pessoal do pleaserobme já foi impedido de usar um applet para mostrar no twitter. O que não quer dizer absolutamente nada. Aliás, a conta deles foi suspensa porque o povo do foursquare deve ter chiado.
    10. E por último, dá informação quem quer. O buzz, em São Paulo, está servindo para informar as condições de alagamento e trânsito. Em Manhattan, o povo informa que está lendo jornal no Central Park. Cada um na sua e não faz mal. Diversidade é que é legal.  :P   }:)

     

  • http://www.unfear.com.br unfear

    Pena que a reciproca não é verdadeira, seria legal ver a policia brincando com isso hehe.

  • nomadismocelular

    E por falar em desnevolvedores, alguém aí tem dicas para me indicar? Desenvolvedores para aplicativos para iPhone. Pls  8)

  • lfpll

    Nossa nem sabia de tais redes, é provavelmente os ladrões mais preparados tecnologicamente vão utilizar esses sites.

    • coliveira

      Os ladrões mais preparados, fazem o que quizer, a menos que a vitima seja o Chuck Norris.

      Se um ladrão preparado mira em algum lugar, o melhor é não tentar reagir, ele sempre vai procurar uma falha, lógica, fisica, engenharia social, violência.

      Acho que a melhor forma de evitar uma ladrão preparado é não se tornar um alvo em potêncial. Talvez o site de algum auxilio ao ladrão, mas são outros fatores que tornam as pessoa alvos.

  • http://www.rimisan.com.br glauco.basilio

    Imaginei um filme parecido com “60 segundos” onde o roubo de celulares caros são encomendados e os ladrões buscam as vítimas nessas redes sociais. Só uma viagem.

  • ayharano

    Acredito que geotagging é válido somente no caso de fotos… Se as permissões do Google Maps Mobile fossem como a do Buzz, acredito que usaria o Latitude com mais frequência…

  • http://www.digaxfotografias.blogspot.com/ cassioreggae

    hmmm.. seguir os passos, muita gente ia ter muita surpresa ao saber onde o (a) companheiro (a) está kkkkkkk