Estaríamos vivendo a era de ouro da foto impressa?

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Imagem aleatória impressa em uma HP doméstica baratinha.

Houve uma época, crianças, em que nem todo mundo andavam com um celular no bolso, muito menos capaz de tirar fotos. Para isso tínhamos um equipamento chamado câmera fotográfica, que usava algo chamado filme. Era uma fita de material sensível à luz, igual seu primo gótico. Cada filme fazia no máximo 36 fotos, e você não tinha como ver o resultado na hora. 

Depois de usado o filme você levava o rolo ou cartucho para uma loja onde ele seria relevado. Caro, você receberia as fotos em uma hora. Barato, em alguns dias. Aí vinha a fase de mostrar aos amigos e parentes. Mandar para os avós em Pingolim do Mato Dentro, Acre do Sul, significava pegar os negativos, levar na loja e pagar por cópias.

Por mais de 100 anos foi assim a rotina de quem tirava fotos: o resultado final era uma versão impressa. Mesmo com essa burocracia toda, por volta do ano 2000 estávamos tirando (e em grande parte imprimindo) 80 bilhões de fotos por ano.

Parece muito, mas hoje, quando seu celular é uma câmera decente e dá pra guardar fotos em qualquer canto, iremos tirar 1,3 trilhão de fotos em 2017. Somente uma fração delas serão impressas, é o fim do papel, certo?

Não necessariamente. O Digital Trends argumenta que o impresso como um todo não está morrendo, ao menos não tão rápido. Nos EUA o número de revistas se mantém o mesmo desde 2008, com melhorias na qualidade de impressão, do papel, etc.

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Eu complemento dizendo que o Porta-Retratos Digital, que iria mudar o mundo também não pegou. Eu tenho um, mas e a preguiça? Baixa resolução, tem que ligar na tomada, gravar fotos e jogar pra cartão de memória, ou usar um Wi-Fi cheio de segurança ou você acordará cercado de fotos de jirombas…

A foto em papel tem todas as vantagens possíveis, e as pessoas sabem disso. Quando compram impressoras a primeira exigência é “Imprime foto?” — geladeiras ainda são decoradas com fotos de papel e serviços de impressão continuam populares, sejam os comuns, sejam os mais hipsters como os tais Moo Cards.

A Polaroid se reinventou com câmeras com impressoras acopladas, e ano passado a linha de câmeras instantâneas na Fuji representou 7 dos 10 ítens mais populares nas vendas de fotografia da Amazon.

Jovens e crianças ADORAM gratificação imediata e para eles mesmo o simples processo de ir até um PC imprimir uma foto é demais. Câmeras que fotografem e imprimam na hora são brinquedos irresistíveis.

Paredes ainda são decoradas com fotos, não LCDs. Nosso mundo sem fio e sem papel continua repleto de coisas impressas e pra cada cabo que se perde é um carregador que se ganha. Hoje temos menos porém melhores fotos.

Quanto aos jovens, estão fomentando um mercado de gadgets, trambolhos ou não, capazes de imprimir fotos na rua, às vezes direto do celular. Fica a dica pros modernistas: o papel veio para ficar e não está pensando em ir embora tão cedo.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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