Resenha: Discovery — Trek is Back, baby! (meio sem spoilers)

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Star Trek começou a questionar abertamente seu maniqueísmo ainda na Nova Geração, mas só em Deep Space Nine ficou claro que a Federação não era aquele poço de bondade e altruísmo. Colônias abandonadas nas mãos dos Cardassianos foram dizimadas cruelmente, gerando a semente dos Maquis, um grupo terrorista que deu bastante trabalho. Cronologicamente 3 anos antes, em The Undiscovered Country, foi mostrado do ponto de vista dos Klingons que a Federação era apenas mais um império expansionista.

Discovery, a nova série de Jornada nas Estrelas começa com um monólogo de um klingon. O império está em ruínas, todas as Casas do Conselho estão espalhadas pela galáxia, é preciso reunificar o Império, “Para nos unirmos contra aqueles que usam a saudação mortal: viemos em paz…”

A ação corta para um planeta onde a Capitã e a Imediato da USS Shenzhou estão em uma missão de rotina: ajudar uma espécie primitiva sem violar a Primeira Diretriz, ou como chamam usando o nome correto, Ordem Geral 1. Elas caminham para um poço que havia secado por causa da radiação de um asteróide Star Trek, não pense muito) e usam um rifle-phaser para furar o leito de rocha e ressuscitar o poço. YAY, a espécie está salva, não fizeram contato e agora é voltar para casa.

A tempestade que se aproxima está afetando os comunicadores, a imediato começa a se preocupar, já a capitã continua calma, e segue andando. Sendo a primeira humana a estudar no sistema educacional vulcano e se formar na academia de ciências de lá, Michael Burnham mistura lógica e emoções, nem sempre para seu próprio bem.

PS: se você está estranhando uma mulher chamada Michael, relaxe. É o século XXIII, nomes esquisitos imperam. A capitã é uma japa chamada Philippa Georgiou. Eu culpo o Pabblo Vittar.

Enquanto caminham a capitã comenta que a imediato está pronta para seu próprio comando. Michael estranha a calma da comandante, mas a confiança entre as duas é evidente. A imediato começa a imaginar o que fará se ficar presa no planeta por décadas, pois a tempestade durará 89 anos e elas são pequenas demais para ser localizadas da nave.

Na vez da capitã ela diz o que faria: “É simples, eu escaparia”. Elas encontram as próprias pegadas, a Imediato acha que estão caminhando em círculos. “Não, não em círculo”, diz a capitã. Nisso a Shenzhou sai das nuvens em meio à tempestade, paira sobre ambas, as teleporta e vai embora. No chão o desenho feito com as pegadas das duas:

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A Shenzhou chega ao som dos acordes do tema clássico, só oito notas, o mínimo necessário para assinar a mensagem que todos recebemos: Star Trek está de volta. A longa noite se foi. Depois de 12 longos anos desde que o Comandante Riker desligou o Holodeck e encerrou as aventuras de Enterprise ansiamos por uma nova série. Sim, JJ fez um bom trabalho reacendendo a chama e arando o terreno para uma nova série, mas Jornada nas Estrelas é televisão. E Discovery é televisão de primeira.

Esqueça todos os temores da USS Tumblr. Discovery não veio dar lição de moral. Se há algo que essa nova série corrigiu em Star Trek é que todo mundo é muito mais solto. Os diálogos são mais reais, as pessoas brincam. Há uma diferença visível das outras séries de Star Trek, onde as cenas “descontraídas” eram isoladas da parte “séria”.

O mundo real não é assim, até como alívio de tensão, as pessoas brincam. Vide a famosa porta de um silo de mísseis nucleares…

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A fascinação com Ciência e o Universo está presente, de forma explícita. A história na nave começa com o diário de bordo da Imediato, demonstrando como está impressionada com um sistema binário que estão visitando, para identificar a causa dos danos em uma bóia sinalizadora da Federação.

Basicamente a Imediato faz caquinha, coloca a nave em perigo, conseguem salvar a nave, tentam de novo e dessa vez ela consegue. Estraga o dia de uma forma que coloca em risco todo o Quadrante. Digamos assim, a Comandante Michael Burnham não perde em nada pro Jar-Jar Binks. No final do segundo episódio ela, que estava prestes a ganhar um comando, perde tudo. Tudo.

Os dois primeiros episódios foram apenas as preliminares, descobrimos que não vimos NADA de Discovery ainda, mas vimos muito de Star Trek. Os Klingons estão de voltas, mais feios e malvados. Ainda praticam seu Grito de Morte, os consoles das naves da Federação ainda explodem se você olhar feio pra eles, e capitães ainda insistem em sair em missões perigosas.

Trekkers de longa data se sentirão em casa, a Shenzhou é uma mistura de interfaces modernas com referências que remontam à série clássica, como boa parte dos efeitos sonoros. O visual do Alerta Vermelho veio direto dos filmes com a tripulação original. As naves são hiper-detalhadas mas com um ar retrô. O ritmo da história é bem mais ágil do que os seriados anteriores, é uma demanda dos novos tempos, mas mesmo assim conseguiram encaixar ótimas cenas com Sarek.

Os Personagens

Michael Burnham é a única sobrevivente de um ataque terrorista Klingon. Ela foi acolhida por Sarek, pai de Spock e segue a cultura vulcana, embora seu lado humano a torne emocional demais para isso. Fica claro que ela mudou bastante, da arrogância vulcana original a uma situação confortável onde ela confia e aprecia seus companheiros de farda.

O Tenente Suru é o oficial de ciências, um Kelpien, criatura extremamente desconfiada, já que em seu planeta sua espécie evoluiu como presa, não como predador. Extremamente inteligente, adora soltar umas piadinhas bem sarcásticas. Dizem que a espécie tem um sexto sentido para perigos de morte. É meu personagem preferido. Em uma cena ele sacaneia Michael em uma referência direta a Galaxy Quest.

T’Kuvma é um klingon com pretensões messiânicas. Ele acredita ser a reencarnação do grande Khaless, e em certo momento se expõe a um ataque da Federação. A Capitã quer cair com tudo, já a Imediato usa de sua lógica vulcana e lembra que se T’Kuvma for morto se tornará um mártir, unificando as Casas do Conselho Klingon em uma guerra contra a Federação. É imperativo que ele seja capturado vivo.

Fora esses, não há nenhum outro personagem realmente relevante. Sim, Sarek é legal, o Almirante Bucha aparece no horário certo pra morrer, mas quando terminamos o segundo episódio percebemos que ficamos o tempo todo basicamente acompanhando Michael e a Capitã. É um excelente exercício de roteirização algo assim não ficar chato. E no final ficou o oposto de chato, os dois episódios passam voando. Sobra espaço até para um mini-trailer do resto da temporada. É necessário, pois do jeito que termina parece ser a série mais curta já feita: no segundo episódio deu tudo errado pra todo mundo, the end.

O Visual

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Eu vou confessar, levei algum tempo para me acostumar. Cinema tudo bem, tela grande, aquela epopéia visual do JJ funciona, mas Star Trek na TV sempre foi uma coisa mais simples, mais contida, um fundinho de matte, uma maquete de nave, mais nada. Cenários limpos, pois é o que o dinheiro deu pra comprar. Discovery tem a qualidade visual dos filmes, chega a distrair. Os mais simples adereços e objetos cenográficos são detalhados num nível cinematográfico.

Compare esta d’k tahg klingon usada na Nova Geração

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Com esta usada em Discovery:

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Mesmo assim não é cenografia que faz Star Trek. Star Trek está nos detalhes, está no espírito da série. Em um momento, logo antes de morrer o Alferes Expendable McRedShirt, sofrendo de uma concussão pergunta à imediato… “Por que estamos lutando? Nós somos a Frota Estelar. Somos exploradores, não soldados…” E isso, crianças, é Star Trek. Você luta por ser preciso, é seu último recurso.

O Elenco

Doug Jones parece repetir em seu Tenente Saru o sarcasmo e impaciência de seu Abe Sapien, em Hellboy. Por mim tudo bem, o personagem é excelente e ele é um ótimo character actor. Boa parte de sua atuação é visual, e ele abraçou perfeitamente a persona de um alienígena excepcionalmente alto.

Michelle Yeoh como sempre dá um show, desta vez em um papel bem mais contido, e fugindo da trope de portadora de sabedoria ancestral oriental. Ela é uma excelente capitã, que consulta e confia em seus oficiais. Os fãs de Marco Polo vão adorar ver sua atriz favorita de volta.

Sonequa Martin-Green não vai deixar ninguém dormir com sua atuação (sim, foi horrível. Não gostou me processa). Ela gerou uma reação visceral e negativa entre muitos floquinhos acostumados com seus Picards perfeitinhos e sem manchas. Curioso é que Tom Paris em Voyager era basicamente um presidiário convocado pra uma missão, e metade da tripulação era de terroristas Maquis, mas ver a personagem fazer as besteiras, errar e errar feio ofende a alma pura dos Trekkers de Butique. Não se enganem, ela vai superar toda essa desconfiança, que é compartilhada entre os personagens.

Ah sim, bom perceber que mesmo no século XXIII ainda existe o Daft Punk.

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Os Uniformes

Discovery traz uniformes que lembram uma versão moderna dos usados pela Enterprise de Archer, ainda não há a divisão de cores do tempo de Kirk, ainda uns 10 anos no futuro. Isso quer dizer que fica muito mais divertido apostar em quem vai morrer, já que ninguém usa camisa vermelha.

Mas é Melhor que Orville?

Sério. Parem com isso. Vocês estão destruindo o mundo com essa mania nojenta de transformar tudo em guerrinha, tudo em competição, onde sua série preferida fazer sucesso não é suficiente, é preciso que a dos outros seja um fracasso. São séries diferentes, ambas são Star Trek de raiz, mas Orville tem uma pegada mais Série Clássica, Kirk Spock e McCoy. Há um quê de inocência em Orville que não existe em Discoverye não há problema nenhum nisso.

Eu cresci amando Battlestar Galactica. Eu gravava os episódios em fita K7 para ouvir de noite. Quando saiu a versão de Ronald Moore os personagens eram esquisitos, a série era sombria, Starbuck era mulher e eu queria transar com uma cilônia. Qual a melhor? Nenhuma das duas, não vou violentar minha memória afetiva criando uma disputa artificial. Meu coração tem espaço para as duas séries. Dá para gostar de todas igualmente, a pergunta é sem-sentido como perguntar qual dos seios de sua namorada você gosta mais, do esquerdo, do direito ou o do meio, e se você entendeu essa sem pensar em Total Recall, +50 pontos pra Gryffindor.

Star Trek Discovery ainda não começou. Tivemos apenas um prólogo, os dois primeiros episódios prepararam o caminho para uma jornada muito mais ambiciosa. No final d’A Terra Desconhecida Kirk dedicou o futuro às novas tripulações, que continuariam explorando o Universo. Se depender de Discovery, essa jornada chegará aonde ninguém jamais esteve.

Star Trek: Discovery está disponível na Netflix.


Star Trek: Discovery | Official Trailer [HD] | Netflix

Cotação:

januaria

5/5 Janeways só vendo a turma celebrando a primeira série com protagonista mulher.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Atrollando Natuacara

    “Meu coração tem espaço para as duas séries. Dá para gostar de todas”

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  • Assisti os dois episódios de uma vez, e só posso dizer
    AMEI TUDO!
    J J pode até ser odiado pelo “outro fandom”, mas aqui tá aprovado, pode mandar o resto.

  • Allan Brazute Alves

    Po, sério, eu não odiei, até gostei, mas aí dar 5 Janeways foi só pra ser do contra. Eles ignoram anos de história de Star Trek e além da aparência alteraram até a cultura Klingon. Mas tudo bem, eu aceito e posso aprender a gostar, afinal depois de tantos anos, ST meia boca é melhor que ST nenhum.

    Ps. Só não aceito e não vou aprender nunca a gostar do comportamento desnecessariamente infantil entre o oficial bundão de ciências e a jar-jar.

    • 😔 Hal 9000 N.L. ™

      Aquele oficial de ciências não me pareceu muito confiável né? Meio hesitante. Se eu fosse capitão da nave trocava.
      :-

      • Ele é oficial que está lá pra entender de ciências. Fim.

        • Henry

          Avisa isso pra Michael Burnham. Ela quem deu um “chega-pra-lá” no oficial de ciências pra mexer no console dele, como quem diz “seu incompetente, deixa que eu mesma faço isso”.

          • Sim, mas é ESSA a ideia do plot: como ela começou a fazer um monte de merda e deu no que deu.

          • 😔 Hal 9000 N.L. ™

            Ela tava se achando né?

  • Vitor Costa

    Não lembro se era normal nas outras séries de Star Trek que estão na Netflix. Mas essa tem legenda em Klingon! Não que eu vá usar, mas tem.

    • nerddiaries

      Vi isso tb e achei FO-DA!

    • Dou uma e se for bom dou mais

      Porra, nem tinha visto essa. Ai os caras tão de parabéns mesmo… não que eu entenda porra nenhuma de Klingon, mas que isso é um presente nerd é.

    • Arnoud Arnoud Rodrigues

      Só eu achei que o idioma Klingon estava totalmente diferente? E eu não entendo nada em Klingon!

  • Alvaro

    So uma coisa me deixou incomodado… aquela coisa de vale da estranheza… KLINGONS CARECAS!!!! serio… anos assistindo o Klingons com uma cabeleira e barbas fartas… vendo esses carecas… não parece Klingon parece outra raça… se ainda fosse so a casa do T’Kuvma… Ok… mas fizeram TODO mundo careca…

    • Dou uma e se for bom dou mais

      Considerando tudo que já vimos de klingos por todas as séries, inclusive na DS9 aquele episódio usando Pingos e falando sobre klingons com aparência humana, a discussão sobre a cor do klingon “branco”, não me surpreenderei se aparecer algum tipo de desculpa como eles sendo monges klingons que ao invés de raspar a cabeça se modificaram geneticamente.

      • Alvaro

        Sim eu me lembro desses episódios, a própria série Enterprise explorou isso também, mas sei lá um klingon sem a vasta cabeleira não e um Klingon… e como um anão sem barba pô…

        • Dou uma e se for bom dou mais

          Ué, tá faltando o personagem com Síndrome de Asperger também e até agora não vi o povo reclamando uaheuaheuaehaeuaehuae

    • Agora s´[o falta vc me dizer que tem humanos que tem cores diferentes, formatos dos olhos diferentes e todo mundo raspa a cabeça, enquanto em outras sociedades humanas pessoal prefere vastas cabeleiras e barbas.

      Vocês ADORAM reclamar. Quando não encontram motivo, fabricam um

      • Alvaro

        Se fosse sei la a casa do T’Kuvma inteira de carecas OK… mas esta bem claro que a RAÇA KLINGON INTEIRA agora é careca, seja criança (memórias do T’Kuvma brigando com a molecada) ou mulher… TODOS os klingons, mesmo as outras casa do conselho estão CARECAS… seria o equivalente na minha concepção pegar asiáticos e tirar os olhos fechados! descaracteriza o povo… como eu disse parece uma raça nova do que os Klingons que estávamos acostumados…

        • Cristiano.ferr

          mas dá série clássica ou da TNG em diante?
          Na série clássica eles eram basicamente humanos lembrando um pouco o povo Mongol, na TNG eles começaram a ter aquela testa espinhada.
          Eu vejo como evolução da representação da raça na série. Estranha mas acostuma.

        • OverlordBR

          Bom, os Klingons de ST:TOS pareciam o Fu Manchu!

      • Se botassem Klingons Clássicos, reclamariam que a nave sarcófago é mais avançada que as D7.

    • Nilton Pedrett Neto

      Esses klingon ainda são raça pura… Os que nós conhecemos são híbridos que sobreviveram a um ataque genético que ainda não aconteceu.

      • Cristiano.ferr

        se não me engano isso ocorreu na série Enterprise, não? Cronologicamente antes da Discovery.
        A TOS se passa 10 anos após a Discovery, não teria como ir daquilo à forma humana em 10 anos.

      • Alvaro

        Na verdade o ataque que vc se refere aconteceu na era Archer (serie Enterprise) que aconteceu 100 anos antes… e afetou milhões de cidadãos Klingons… a Serie Original que se passará 10 anos no futuro da Discovery Kirk encontra Klingons humanos, episódio que tambem foi usado na DeepSpace 9 quando Cisco viaja no tempo e junto com o Worf fica espantado com a forma humana dos Klingons e o Worf se limita a dizer que isto era um assunto pessoal e vergonhoso da história Klingon…

    • OverlordBR

      As armaduras Klingons ficaram sensacionais mas achei o visual deles meio persa… 🙂
      Muito luxo para um império dividido.

  • Vi os dois episódios e gostei. Gostei muito na verdade. Em resumo, me senti em casa. E é esquisito dizer isso pois essa série tem o melhor visual EVER entre todas as séries ST e justamente isso me preocupava.

    Quando vi o primeiro filme do JJ achei um lixo pois ao contrário da ST raiz que eu conhecia e tinha efeitos toscos mas uma história que valia 500x o que eu via, fiquei decepcionado. Foi uma enorme agitação visual pra uma história beeeem rala. Tudo bem que compensaram no 2o filme, mas divago.. Aqui não. Visualmente é de cair o queixo mas não é uma distração, tudo encaixa perfeitamente.

    Mas honestamente, já no primeiro episódio, deu uma sensação que, perto de Discovery, The Orville é brincadeira pra crianças, tentando fazer algo sério. STV É algo sério e clássico ao mesmo tempo. Não que eu deixe The Orville de lado, estou louco pra ver o que McFarlane tem pra aprontar com seu humor ácido em contraste com temas sérios, mas comparar com ST no texto anterior foi um big mistake IMHO Cardoso. Estes dois episódios provaram pra mim que ST é única sim e Seth ainda tem muitos parsecs* (*eu sei) a percorrer.

  • Lucas Linki

    Um sonho virando realidade. Agora, eu praticamente tenho duas séries de star trek para assistir ao mesmo tempo.

  • Didi Moco Sonrisal Colesterol

    “Dá para gostar de todas igualmente, a pergunta é sem-sentido como perguntar qual dos seios de sua namorada você gosta mais, do esquerdo, do direito ou o do meio, e se você entendeu essa sem pensar em Total Recall”

    E tem outro jeito de entender!? Sim, estou velho!

    • Bruno do Acre – (Etevaldo)

      Mas afinal, o Doug era mesmo um agente secreto, ou eram as lembranças do Rekal??

      • Fabio Falco

        IMHO é o mesmo estilo aplicado em Dom Casmurro (Capitu e Bentinho), o autor cria informação para defender suficientemente as duas vertentes da história, ou seja, não é possível afirmar qual a correta. O que ocorre é que nosso cerébro binário nao lida bem com situaçoes sem resolução e tenta validar uma das vertentes, se convencendo de uma ou outra vertente, quando na verdade o próprio autor criou propositalmente uma história sem solução.

        • Bruno do Acre – (Etevaldo)

          Igual o Inception do Nolan? É que justamente no ultimo domingo estava de bobeira e assisti novamente o Total Recall original, e reparei que antes de começar o processo, o técnico que estava preparando a “viagem” pra o nosso amigão Arnold ( ou Arnoldo em terras tupiniquins ), olha o roteiro da viagem e fala: “Céu azul em Marte? esse pessoal faz cada coisa”, e ai reparando nisso comecei, pensei que fosse a deixa para falar que tudo fazia parte da”viagem” do Rekall mesmo.

          • Davi

            Nolan é declaradamente fã e influenciado pela obra de Philip K. Dick

      • O mais extraordinário é que esse e outros filmes famosos são baseados em contos do Philip K. Dick que… São porcarias! Sério, só quem já caiu na armadilha de comprar os livros com as histórias que deram origem aos roteiros é que pode avisar: É CILADA, BINO!

        • Bruno do Acre – (Etevaldo)

          Eu não esperaria muito de um cara cujo sobrenome é “Dick”…ou seja a obra dele deve ser um caralho….

        • Davi

          Philip K. Dick ruim??? Véi, o cara é um divisor de águas e uma das maiores influencias de toda a literatura de ficção científica, tendo influenciado vários escritores posteriores importantes de Sci-Fi e até filósofos como Baudrillard e desginers como Philip Stark. PKD é bom com força!

  • Henrik Chaves

    Vou confessar que quase chorei vendo o primeiro episódio. É lindo ver o espírito de Star trek de volta! E será a primeira vez que vou acompanhar uma série de ST “em tempo real”.
    Que dure muitas e boas temporadas!

    • BearGuy

      ÁMEN !

    • Caio Barros

      Eu não fiquei só no “quase” . Em poucos momentos me sinto feliz por estar sobre a terra e, assistindo esses dois episódios, foi um desses momentos.

  • 13582196

    Ah! está indo por esse caminho, hein.

    Então já sei quem são os vilões da federação:
    o Trump e o Bolsonaro
    Quem são os coitadinhos que precisam ser salvos da tirania:
    Estado Islâmico
    Quem é o herói:
    Bernard “bernie” Sanders
    Se leu os spoilers azar o seu…

    Não tô muito afim de assistir..

    • Volta pro G1, oferenda.

      • 13582196

        Não querida, não quero assistir política! se eu quisesse esse tipo de coisa eu ia direto pra TV globo ou assinava a Fox News…

        • Arnoud Arnoud Rodrigues

          Tudo bem você não assistir. Do mesmo modo que tinha gente que não assistiu DS9 por causa dos Profetas.

          • 13582196

            Eu também não curti essa história dos profetas no DS9, ao contrário do que você possa imaginar, não sou religioso!

          • Arnoud Arnoud Rodrigues

            Não fiz ilações! Apenas citei o caso como exemplo de pessoas escolhem desculpas para desgostar desta ou daquela serie.

        • Nilton Pedrett Neto

          Se vc não quer ver questões políticas, não assista star Trek.

      • 😔 Hal 9000 N.L. ™

        Pô Cardoso viu quantas vezes você usou a palavra “sarcasmo” no texto? Sério que você gostou dessa “pegada” ?

        Achei aquela tripulação muito egocêntrica. de um jeito bem ruim.
        Será que vi TNG demais?

        😐

        • Dou uma e se for bom dou mais

          Sim, você viu TNG demais. Na boa, Janeway pegou mais gente que o Picard. E olha que ela tinha o tico-tico-no-fubá dela aqui na Terra.

          • 😔 Hal 9000 N.L. ™

            Cada uma das séries tem uma pegada diferente realmente, mas respeitam certos limites do universo de Star Trek. Não senti isso em Discovery. Num primeiro momento, me pareceu carnavalesca demais.

            E sim. Eu posso julgar Discovery baseado no que eu espero do universo de Star Trek. Não obstante, como disse lá em cima: Foram só dois episódios. Vamos aguardar.

          • Dou uma e se for bom dou mais

            No que você espera pode julgar sim. Mas querer julgar por comparação não dá. E não, o único limite que todas séries de ST respeitam é o fato de se passarem apenas na via láctea. Nenhuma foi a Pégassus ainda.

          • 😔 Hal 9000 N.L. ™

            Claro, por comparação não. Mas tem uma Marca, uma pegada que é exclusiva de Star Trek espero que eles mantenham isso. Sem despirocar.
            😐

          • BearGuy

            Putz !
            Falou TUDO !
            rs rs rs

        • Sim, viu. E Picard era um cuzão.

          • 😔 Hal 9000 N.L. ™

            Era não… Mas o Lore era.

      • Comandante, solicito formalmente execução Ordem Geral do Protocolo Zica.

        É o mais lógico a se fazer

        • 13582196

          http://geradormemes.com/media/created/r0wtjy.jpg

    • Fernando xct

      Os criadores da serie realmente já deram entrevistas e mais entrevistas dizendo que o objetivo dela é agradar a extrema esquerda norte americana mas por enquanto até que ela está palatável.

      • Nilton Pedrett Neto

        “extrema esquerda”… Não vi nenhum pantera negra na série. :/

  • 😔 Hal 9000 N.L. ™

    Sei não… Sei Não…

    Vi Discovery ontem e…. Como sou super fã de Star Trek (Já assisti tudo em todas as ordens possíveis) Não vou falar que não gostei, mas sei lá… A primeira impressão não foi boa.

    Nos primeiros vinte minutos, parecia a aventura de duas lésbicas sarcásticas no comando de uma nave cheia de tripulantes engraçadinhos e descolados. E eu pensei: Deus do céu! É Friends do espaço! ou algo assim.

    Os personagens parecem dividir o mesmo cérebro, todo mundo “sarcasm On” o oficial de ciências não me pareceu muito confiante de sua capacidade também. (Como assim?).

    Não me levem a mal, como disse, já assisti tudo de Star Trek. Adoro! E no caso da Discovery, todo mundo pareceu muito deslocado naquela ponte. Ok foram só dois episódios é pouco para sentenciar a série.

    Espero me aclimatar a essa nova visão de Jornada com o passar do tempo. Talvez o problema seja minha visão de da construção do universo de Star Trek. Quem sabe?

    Não obstante, achei que eles carregaram demais nos efeitos especiais e fugiram muito da estética tecnológica de Star Trek. Luzinhas demais! Enfeites demais! Enfim não parece Jornada. Se é bom ou ruim? Ainda não sei.

    Mas como amo o universo criado por Gene Roddenberry: Toda a sorte do mundo para Discovery.

    😐

    • BearGuy

      Sério?
      Well, tempo ao tempo, tomara que se acostume, e que a serie evolua e vá crescendo no seu conceito também.
      É claro, agradar a todos é impossível. Sempre haverá quem se sinta órfão de algo mais fiel a raiz, aos conceitos originais aos dogmas estéticos ou culturais já estabelecidos.
      Isso faz parte também.
      Pessoalmente, achei FANTÁSTICO.
      Reconheço os mesmos “pontos fracos” que você, mas não os vejo como problemas tão grandes / decepcionantes , não acho que tenha nenhum “sacrilégio” esse lance dos visual dos Klingons, ou dos uniformes, ou da Oficial da Ciência, acho que existem muitos pontos fortes também, que são em número muito maior no final e no geral.
      Veremos oque os próximos episódios nos reservam.

      • 😔 Hal 9000 N.L. ™

        Sabe o que eu vou fazer? Vou assistir novamente e com mais calma no fim de semana. Agora que a empolgação inicial passou,

        • BearGuy

          Pois é…
          A expectativa, como diz o ditado “é uma decepção premeditada…”
          Acho que o show tem que ser visto como um “recomeço uma nova fase” , moldada também para o público de hoje (afinal é comercial, tem que dar lucro)… Não se pode romper completamente com tudo que se estabeleceu antes, mas também não dá pra ser fiel até a alma a todos os preceitos!
          Quer dizer… opinião minha também.
          Acho mesmo que temos que esperar a série evoluir mais.
          E deixar um tanto de lado, alguns dos “dogmas”.

        • BearGuy

          E aí?
          Assistiu de novo?
          Tá acompanhando, qual opinião até agora?

          • 😔 Hal 9000 – Le Misantrope™

            Cara!!! Cara!!! MEO DEOS! Engregou! O negócio engrenou né?

            Parece que gradualmente Discovery está ficando cada vez mais com cara de uma seria do Universo Star Trek.

            Os Klingons estão meio exagerados para o meu gosto ainda (Quero ver encaixar isso todo no cânone) e o ultimo episodio foi meio: Star Trek Stranger Things Discovery , mas tá legal.

            A única tristeza é ter que esperar uma semana por um Ep. novo.
            🙁

          • BearGuy

            Que bom!
            rs rs
            Tenho exatamente a mesma impressão.
            Sobre a mistura de elementos de outras séries, acho que é a forma (e pode ser boa, dependendo da dose) que encontraram de trazer a narrativa para o nosso tempo.
            Estou achando muito legal.
            Tem umas coisas que me me desagradam, mas no geral tá bem interessante…
            As atuações estão boas e os efeitos visuais continuam de primeira!
            E sim é uma agonia esperar um por semana.
            rs rs rs

          • 😔 Hal 9000 – Le Misantrope™

            Amanhã cara! Amanhã! Eu to assistindo tudo duas vezes mesmo.
            😐

  • Maom

    Os efeitos especiais estão de cinema mesmo… Incrível. Netflix é foda! Aí eu chego no fim do mês e pago 200 reais de net por canais infestados de propaganda e quando vou assistir netflix de maneira tão simples, confortável e de tamanha qualidade que parece que estou praticando pirataria por pagar um décimo da net.

    • BearGuy

      Falou ABSOLUTAMENTE tudo !
      Tenho a mesma sensação vendo as várias produções de qualidade do netflix.
      Por isso que considero um dinheiro MUITO bem investido.

      • Jeovando SANTANA

        Esqueceram de falar da legendas em klingon… Isso mesmo tem como ler em KLINGON…
        Só a Netflix pra fazer algo incrível tá disponível pra qualquer terrestre insignificante.

        • BearGuy

          “Detalhes” que fazem diferença e merecem mesmo ser mencionados…
          rs rs rs

    • Realmente, é tão bom e nos deixa tão satisfeitos que nossos governantes e legisladores estão correndo, alucinados, para estragar tudo o mais rápido possível.
      E isso é supra-partidário: o Deputado Federal do PT trabalha com afinco para detonar Uber & Cia., enquanto que o Prefeito-Sensação do PSDB dá discursinho chiliquento em favor da taxação dos serviços como Netflix e Spotify.
      E você? Você paga a conta e fica quieto. Essa é a sua parte.

    • Guilherme

      Me parece que nos States esta série não é da Netflix. Ela deve só distribuir por aqui. Mas o argumento de TV a cabo ainda rola.

  • Leonardo Carneiro

    Realmente eles prestaram muita atenção aos detalhes. Vários efeitos sonoros são familiares, como o red alert, e até mesmo o som das portas abrindo! É igual ao das portas da série original, aquele som meio pneumático.

  • Davi

    Assisti os dois episódios no Netflix e achei que é ST de primeiríssima qualidade. Gosto muito da ideia de personagens complexos, que tem medos e incertezas, que são guiados por seus pressupostos que nem sempre estão corretos, que fazem merda. Assim são as pessoas! Na minha opinião, isso gera muito mais realismo para a série.

    Achei muito legal também mostrar os Klingons mais “de dentro”, o ponto de vista deles do conflito, não só aquela coisa de “odiamos humanos” e “hoje é um bom dia para morrer”. Os caras também tem motivações, também tem que fazer escolhas difíceis. Mais um ponto positivo nesse aspecto.

    Como ponto menos positivo, achei tudo um pouco centrado demais nas duas personagens principais, com um leve alívio cômico com o Oficial de Ciências. Mas são apenas os dois primeiros episódios, ainda tem muita coisa que precisa ser desenvolvida. Vamos torcer que a complexidade aumente também com o aparecimento de novos personagens importantes do lado da Federação.

    O F… só vai ter que esperar uma semana para cada episódio, essa eu queria assistir toda de uma vez.

  • Pensador Louco

    O seriado tem um excelente potencial e só o fato de estar na continuidade da série clássica e não em algum universo paralelo já é um ponto positivo.

    Tomara que invistam em outras civilizações alienígenas além dos Kinglons e que tragam personagens inusitados como o Q de Next Generation e que explorem a tecnologia da inteligência artificial através dos dilemas filosóficos de algum ser cibernético.

  • “Dá para gostar de todas igualmente, a pergunta é sem-sentido como
    perguntar qual dos seios de sua namorada você gosta mais, do esquerdo,
    do direito ou o do meio, e se você entendeu essa sem pensar em Total Recall, +50 pontos pra Gryffindor.”

    EXISTE OUTRO CONTEXTO PRA ESSA PIADA QUE NÃO SEJA TOTAL RECALL?
    D: D: D: D: D:

    Pergunta sincera.

    • Maom

      Assista a série Gilmore Girls que vc vai entender. Mais precisamente as 2 primeiras temporadas.

      • “Assista a série Gilmore Girls” hahaha não vai rolar hahaha
        Mas obrigado por esclarecer a dúvida.

    • Abner Oliveira

      Star Trek Enterprise, S1E1.
      Tripp e Mayweather, conversam sobre uma raça onde as fêmeas possuem 3 seios.

      • Sinto que essa era a resposta certa (ou tá bem mais próxima dela, pior das hipóteses xD)

        Obrigado.

      • OverlordBR

        Bem antes disto: Star Trek V: a Fronteira Final, tinha o Kirk entrando em um bar em Nimbus III e a dançarina com 3 seios.

        • Abner Oliveira

          Podemos ver que Gene Roddenberry era um homem de gosto refinado.

  • Eder Brizolla

    Só eu demorei para perceber que a atriz que fazia a capitã Janeway era a Red do Orange is the new black? (eu sei, sou devagar)

  • Então. Eu não manjo patavina de Star Trek. Sei que tem várias séries, um monte de filmes e tal. Mas se eu quiser acompanhar “desde o começo”? Cronologicamente falando em relação às séries e filmes? Qual deles é o primeiro na timeline? Qual recomendam assistir primeiro?

    Desculpa a noobice e não desistam de mim…

    • André Melo

      Tecnicamente, a ordem seria a de lançamento: Star Trek: The Original Series; The Next Generation; Deep Space Nine; Voyager; e Enterprise. As quatro primeiras estão em sequência cronológica, já os acontecimentos de Enterprise, a última série lançada, ocorrem antes da série original e antes da atual, Discovery.

      Na prática não é necessário seguir a ordem. Embora hajam citações de acontecimentos de uma série em outra, e alguns personagens terem participações em mais de uma série, não há nada que atrapalhe (com exceção do “vilão” Q, de The Next Generation, que tem participações nas duas séries seguintes e você pode ter uma impressão completamente diferente dele se não assistiu pelos menos os dois primeiros episódios de TNG).

      Fora isso, cada uma das séries tem um estilo diferente, e fãs que defenderão arduamente que a sua preferida é a melhor. No meu caso, acho The Next Generation muito superior às demais.

      • Q tomando um porradão de Benjamin Sisko

        “Picard nunca me bateu”

        “Eu não sou Picard”

        Melhor cena

        • André Melo

          Eu fiquei decepcionado com o que fizeram com Q em DP9 e Voyage. Quando é que ele aceitaria uma coisa dessas de Picard ou Riker sem transformá-los num micróbio ou coisa pior. Se bem que mesmo em TNG ele morria de medo da Whoopi Goldberg.

          • Picard e Ryker eram dois bundões. Se bem que Picard era francês e até mesmo em condições de superioridade de armamento ele se rendeu

          • OverlordBR

            O único capitão que presta é o Kirk.

            O resto são só diplomatas de merda.

          • Arnoud Arnoud Rodrigues

            Agora você entendeu porque a nota é dada em Janeways?

    • Série Clássica
      Nova Geração
      Deep Space Nine
      Voyager
      Enterprise
      Discovery

      Aí você tem material pra alguns anos, e nem chegamos nos filmes, mas pode assistir a Nova Geração isolada, funciona muito bem.

      • Imagino que tenham todas na Netflix, né? Lembro de ter lido por aí que tinha.

        • AHSOliveira

          Tem sim, de quebra ainda tem a série animada (pós série clássica), Alguns documentários e o After Trek, uma mesa redonda discutindo os episódios de Star Trek Discovey…

          • Nós não falamos da série animada.

          • AHSOliveira

            Foi só para citar um “plus a mais” para o nosso amigo padawan, digo… cadete.

  • Dou uma e se for bom dou mais

    Pros aficionados por TNC… ops TNG https://www.youtube.com/watch?v=-6Zc8Co2H3w

  • CoreUX

    Esta serie é muito top a unica ressalva é a espera de uma semana para assistir o próximo episodio… Star Trek is Back, baby! 🙂

  • Henry

    Achei a solução da capitã para desabilitar a nave klingon um tanto… desonrosa. Só reforçou o ponto de vista dos klingons, e aumentou a motivação deles para irem à guerra contra a Federação.

    • OverlordBR

      Achei a solução da capitã para desabilitar a nave klingon um tanto… desonrosa.

      Verdade.
      Achei mais desonrosa do que aquela proposta da imediato baseada nas informações que o tutor dela deu sobre os Klingons.

  • Cesar Augusto Othero Tiossi

    Assisti e não gostei. A primeiro oficial é tudo, menos vulcana. Essa garota tem um comportamento egocêntrico e carece de auto afirmação. Parece uma criança. A série inteira jorra violência. Uma palavra descreve a série: lacradora. Os kingons são uma decepção a parte. Parecem tudo, menos klingons. A câmera nervosa e o ambiente claustrofóbico e escuro torna a série sombria. Parece um bando de macacos agindo de forma aleatória. E o foco exagerado nas duas senhoras me lembra as críticas a todas as séries de Star Trek: Para que naves gigantes, com centenas de tripulantes, se só quem atua são os oficiais mais graduados?

    • Arnoud Arnoud Rodrigues

      Você assistiu DS9 ou Voyager?

    • Nilton Pedrett Neto

      A.primeira oficial é humana achando que é vulcana… É óbvio que ela terá a arrogância vulcana com o destempero humano… É a receita pra precisar se afirmar de maneira conflitante em duas culturas antagônicas. Ela foi muito bem construída. Se ela não fizesse merda atrás de merda é que seria estranho.

  • Queria agradecer ao Cardoso, confesso que tinha cedido ao preconceito e achei que ia ser a Star Trek Millennial e na verdade é Star Trek de raiz repaginada.
    Tem tudo que deveria ter e é palatável aos novos públicos.

  • Nilton Pedrett Neto

    Todos sabem que a primeira protagonista de star Trek é 7 de 9 😀

  • Assisti o primeiro episódio e não gostei. O resumo do Cardoso – “fez caquinha” – é fraco para descrever a série de burradas que a personagem da Sonequa cometeu. E aí vem o problema da personagem não ser uma personagem e sim uma cota-ambulante.

    Não bastava ser mulher, tinha que ser mulher-e-negra. Estou até achando que, mais para frente, ficará insinuado que ela também é lésbica para fechar um combo. Aí, fica esse desconforto: Estou criticando a personagem por preconceito? E se fosse um hetero-branco fazendo essas tolices?

    Farei assim: se eu tiver tempo livre, acompanho as duas, mas como isso é pouco provável, minha preferência fica com Orville, pelo simples fato que é mais autêntica, mais RAIZ que a nova Jornada nas Estrelas!

    “A série feita graças ao entusiasmo de um fã de Jornada nas Estrelas é mais autêntica que a continuação da franquia oficial”. Tem uma certa beleza irônica nisso aí.

    • Um sujeito que se incomoda com uma mulher negra em Star Trek corretamente não deve assistir Star Trek.

    • Nilton Pedrett Neto

      Sua resposta é sim: seu foco recaiu na raça, gênero e performance sexual dela. “Cota ambulante”. É uma pessoa, alguém que não é perfeito … Que faz merda. Ninguém quer ver um herói perfeito que faz tudo direito. É o princípio básico de uma boa construção de personagem…

      Mas me equivoquei: crianças gostam de personagens unidimensionais.

      • Seu texto está um pouco confuso, mas acho que consegui entender.

        Tome um café que lá vem textão (porque o tema é polêmico e, se eu tentar resumir, acabarei acusado de algum “ismo”).

        Meu foco está exatamente no lugar para onde ele foi levado quando os criadores desta série anunciaram que o “Kirk e Spock” da vez seriam mulheres. Não creio que eles tenham tomado essa decisão para “celebrar a diversidade”, mas sim porque trazer polêmica para uma obra de entretenimento aumenta o público interessado. No mundo da Publicidade e Propaganda há quem afirme: “Falem mal, mas falem de mim”. Inclusive, celebrando a diversidade, os Estados Unidos têm hoje um presidente LARANJA, bilionário, que na campanha gastou se promovendo um décimo do que seus adversários gastaram falando mal dele.

        Enfim, criaram a polêmica e isso nos coloca numa situação em que, ao invés de estarmos acompanhando as aventuras de tripulantes de uma nave nos limites das fronteiras conhecidas do espaço “e além”, estamos aqui discutindo se quem presta atenção na cor da pele e no gênero dos personagens deveria ou não estar assistindo o seriado. Como eu disse: a primeira em comando da capitã já surge na história com uma bagagem. Antes de conhecermos sua personalidade, antes de sabermos se ela vai “fazer merda ou não”, já sabíamos que seria mulher e negra. E, NÃO SENDO INGÊNUOS, já sabíamos também que isso foi feito para se aproveitar de uma polêmica dos nossos dias.

        Isso irrita. Doctor Who foi destruído na última temporada justamente porque a “companheira de aventuras” do Doctor era, antes de ser uma personagem, um mulher-negra-lésbica-pobre. E, em CADA episódio da temporada, ela chamava a atenção para algum traço da sua composição. Simplesmente não tinha espaço para avaliarmos o que ela sentia ou pensava como personagem, pois ela não era isso, era um MANIFESTO-AMBULANTE, representando uma minoria ou outra, nunca ela mesma. Mesmo com o melhor ator a interpretar o Doctor, a audiência nunca esteve tão baixa desde que o Doctor voltou em 2005. Ah, ano que vem, será A Doctor. Nada como dobrar a aposta para maquiar um problema. Nada como se ESCONDER na polêmica do sexismo, quando a realidade é que o politicamente correto está tomando todo o espaço que deveria pertencer a um BOM ROTEIRO.

        BOM ROTEIRO! É isso que não temos no primeiro episódio da série que estamos comentando aqui. Não tem nada a ver com a “unidimensionalidade dos personagens”. O fato que importa é que, se você está contando uma história do universo de Jornada nas Estrelas, se você está usando uma nave onde uma tripulação vai explorar o universo, então essa tripulação precisa agradar a quem está assistindo as aventuras tanto quanto Kirk, Spock e Cia. conseguiram agradar.

        Vamos lá, vamos ver de que Ms estamos falando, afinal de contas:

        1. Tem um objeto estranho que, se for proveniente de uma civilização alienigena, está provavelmente SE ESCONDENDO num ponto conhecido do Universo. Usando a premissa da série (explorar e conhecer) como uma desculpa esfarrapada, a imediata convence a capitã de que é uma boa ideia deixar ela sair da nave, mesmo com VINTE MINUTOS DE VIDA lá fora, e ir até o objeto onde a comunicação não funciona bem e não existirá possibilidade de resgate.

        2. Ela vai vestida de astronauta (porque era IMPOSSÍVEL chamar reforço, mandar nave-robô, ou esperar para ir até lá com algo melhor que “vinte minutos antes de morrer”). É uma construção alienigena. Apesar dela ter sido educada em Vulcano, e a despeito do fato de que qualquer terráqueo com um cérebro melhor do que o de uma salsinha logo teria raciocinado que “se é uma construção alienigena, então a hipótese de ela estar escondida aqui é a mais provável. Logo, pode ser algo PERIGOSO”. Mas quê! Ela só tem vinte minutos de vida mesmo e tem uma cobra alienígena bizarra ali na frente, porque não tocar nela, não é mesmo? Então, ela POUSA na coisa alienigena-desconhecida. Dá M, claro.

        3. Surge um Klingon. O porquê da construção alienígena-desconhecida não conter nenhum traço da arquitetura Klingon é algo que nem nós, nem os roteiristas, sabemos. O fato é que o Klingon, que estava ali ESCONDIDO, resolve se revelar. Soluções como mandar um raio, eletrocutar a imprudente que pisou na estrutura, ou até desviar um meteoro (ah, sim, deixam ela ir sem nave até o objeto que está escondido no meio de um CINTURÃO DE ASTEROÍDES), enfim, nenhuma dessas soluções é pensada pelos Klingons ocultos. Pior, quando ela pisa no objeto alien, ele resolve se abrir todo e então ali está esse Klingon e o único motivo de tudo isso é para que ela saiba que tem Klingons ali, sobreviva e seja resgatada.

        4. Ela acorda de volta na nave. Passou os vinte minutos lá fora e está toda QUEIMADA de radiação. Os cânceres dela estão com câncer. Então, em uma nave que consegue teleportar gente da superfície de um planeta, seria de bom tom supor que existe um WALKIE-TALKIE que permita a ela falar com a capitã sem sair de seu suporte de vida que a está salvando. OU, talvez, de um modo mais prosaico, quem sabe dizer para o médico que a está observando: CHAME A CAPITÃ AQUI IMEDIATAMENTE QUE O BICHO PEGOU! Mas nossa imediata recebeu educação em VULCANO, a simples lógica dos terráqueos não se aplica ao caso. Ela sai do suporte, rosto ainda todo queimado, e corre, semi-pelada; adentra a sala de comando; e informa dramaticamente que tem Klingons na área. A capitã tem a escolha de achar que alguém que quase morreu por radiação e que está tão tresloucada que abandonou o suporte de vida sem ter lembrado de usar um comunicador deve estar delirando; ou pode acreditar na sua imediata. Bom, para alguém que havia acabado de concordar com uma M. de deixar sua imediata sair da nave com vinte minutos de vida para dar uma olhada num treco desconhecido, vale a máxima: “O que é um P. para quem está todo C.?”. E, assim, ela acredita que há klingons na área.

        5. Ainda não acabou! Nossa imediata, já recuperada, vai buscar orientação com o Pai do Spock e fica sabendo que para um Klingon te respeitar você precisa dar um soco na cara dele. Não vamos entrar em detalhes sobre a unidimensionalidade de um pensamento desses, pois já vi que você é bem sensível a essas “coisas de criança”. Mas o fato é que a imediata passa a, novamente de maneira exaltada, tentar convencer a capitã de que a única saída é “jogar uma bomba atômica e destruir completamente a Coreia do Norte dos Klingons”.

        6. Finalmente a capitã se impõe e chama a imediata para uma convesinha e lhe passa um esporro. A imediata mostra, finalmente, a ÚNICA coisa que parece ter aprendido com os vulcanos – o truquezinho de fazer uma pessoa desmaiar usando dois dedos – e apaga a sua comandante. Tudo para tentar jogar a bomba nos Klingons.

        O pior é que, pelas dicas do roteiro, os Klingons realmente estão em guerra contra “quem quer a paz”, de modo que, TEMO, o futuro revelará que todos esses absurdos que a nova Spock cometeu vão se mostrar “o caminho certo”.

        Agora, leia o que o Cardoso escreveu: é no final do SEGUNDO EPISÓDIO que a imediata realmente faz a M. suprema e perde tudo. TUDO.

        Aí, te proponho que você assista Orville. O Seth McFarlane faz uma paródia do capitão Kirk, mas, ao mesmo tempo, fica mais humano, MENOS UNIDIMENSIONAL. Por exemplo, ele coloca todos seus capitães perfilados para cumprimentar todos eles e começar a conhecer um pouco mais sobre cada um. Às vezes escorrega no que vai dizer, noutras se surpreende com as informações recebidas. Se EU estivesse no lugar dele, seria exatamente assim, mais humano, menos aventureiro-galã como o Kirk.

        E a Spock de Orville? A primeira em comando dele é mais inteligente e, mesmo tendo menos falas, claramente domina as cenas. Ela É o SPOCK! E é mulher, mas NINGUÉM liga para isso. Ela poderia ser negra e continuaria estando tudo bem, porque ela é uma BOA PERSONAGEM e o foco está no papel que ela interpreta e não no cotismo que ela representa.

        É isso. Achei que valia a pena discursar sobre o assunto.

        (realizei pequenas edições no texto para torná-lo mais claro.)

        • Davi

          De boa, companheiro? Acho que ninguém prestou atenção que ela era mulher e negra. Eu não prestei. Com o mais absoluto respeito a sua opinião, você dar tamanha importância para essa característica nos diz mais sobre você do que sobre a série em si.

          Aliás, você se ligou que ela tem um nome que no século 21 é nome de homem? Que a capitã oriental tinha um nome grego?

          Achei que eles quiseram exatamente TIRAR o foco de traços de gênero e raça, inclusive dos Klingon, que alguns criticaram na série por serem bastante diferentes até entre si.

          Chamou mais minha atenção ela ter sido o primeiro humano a ter sido aceito na academia Vulcana, e ter conseguido se formar. Oi??? Até o Spock era criticado na academia, por ser “humano demais”! Isso é tão importante que seria provavelmente um fato conhecido no cânone.

          • Então, Davi, passamos a palavra para Bryan Fuller, o showrunner que idealizou Startrek Discovery:

            “I couldn’t stop thinking about how many black people were inspired by seeing Nichelle Nichols on the bridge of a ship [as Lt. Uhura in The Original Series],” Fuller says. “I couldn’t stop thinking about how many Asian people were inspired by seeing George Takei [as Sulu] and feeling that gave them hope for their place in the future. I wanted to be part of that representation for a new era.”

            (…)

            “Adding at least one gay character was important to the show’s executive producer Bryan Fuller, who told reporters in August, ‘Absolutely we’re having a gay character.’ Fuller, who is gay, noted that while working on Star Trek: Voyager, he received a file’s worth full of hate mail after there was a rumor that a character on the show might come out. Fuller said he was determined that if he ever did his own Star Trek show, there would be a character who is gay. ‘We’ve come a long way since then.’”

            (…)

            Yet the piece of Fuller’s vision he was most specifically passionate about for so long — casting a woman of color to lead a Trek revival — was achieved. Producers hired Martin-Green a few months after Fuller left. Ironically, it was the production delays that made her casting possible.

            Many months later, Fuller saw the Star Trek: Discovery trailer. How did he feel watching that? Fuller pauses. “What I can say is…my reaction was that I was happy to see a black woman and an Asian woman in command of a Starship.”

            Fonte: PelamordeDeus, pegue qualquer frase dessas e jogue no Google que você encontra as matérias e entrevistas de julho de 2017.
            ———————————–

            Então, caro Davi, quando você diz “Acho que ninguém prestou atenção que ela era mulher e negra” você percebe o quanto isso, se verdade fosse, seria uma BAITA decepção para o IDEALIZADOR do seriado? O showrunner que falou abertamente da importância de colocar um MULHERES NEGRAS e ASIÁTICAS em posições de poder na espaçonave!

            Eu não dúvido da honestidade da militãncia social do Davi Fuller, mas duvido que ela se estenda aos demais produtores, tanto que ele acabou chutado da produção meses antes das filmagens começarem. Alias, isso talvez explique o QUEIJO SUÍÇO repleto de furos que foi o primeiro episódio (você leu minha lista dos sete absurdos?).

            De todo modo, Jornada nas Estrelas não deveria ser sobre a importãncia de termos personagens gays e mulheres negras e asiáticas em posições de comando! Você entende agora que ele não pensou em personagens bem construidos, mas sim em BANDEIRAS para as causas que ele acha importante? Se os roteiristas que trabalharam com ele tivessem visto na personagem da Sonequa não uma “mulher-negra-no-comando”, mas sim a “primeira humana a se formar numa academia em Vulcano”, teríamos esse roteiro no qual a personagem é o Jar-Jar-Binks do início ao fim do primeiro episódio?

            Resumindo: “Um sujeito que cria os personagens de StarTrek pensando a partir de uma agenda de inclusão social corretamente não deve produzir StarTrek.”

    • OverlordBR

      Não quero fazer spoiler mas se a personagem da Sonequa tivesse conseguido fazer o quê ela queria depois de conversar com o Sarek, tudo ficaria bem e a série terminaria ali. 🙂

      • Hehehehe. Olha, como eu temia, faltou tempo para seriados e acabei deixando esse de lado.
        Mas continuei com Orville e não me arrependo. Só o episódio terceiro, quando um casal de alienigenas machos descobrem que chocaram uma fêmea e que, por isso, precisam levá-la para fazer uma cirurgia e “corrigir esse defeito”, já é um dos melhores que vi na TV nos últimos anos (IMO).

  • Jeovando SANTANA

    Esqueceram de falar da legendas em klingon… Isso mesmo tem como ler em KLINGON…
    Só a Netflix pra fazer algo incrível tá disponível pra qualquer terrestre insignificante

  • JuNioR

    “como perguntar qual dos seios de sua namorada você gosta mais, do esquerdo, do direito ou o do meio, e se você entendeu essa sem pensar em Total Recall, +50 pontos pra Gryffindor”.

    Desculpa, mas a primeira coisa que pensei foi em Jerry Smith (Rick & Morty S03E09, pra ser exato.)

  • Nilton Pedrett Neto

    Qual é o problema com vcs? Passamos 90% do tempo com Spock e Kirk ( e seus substitutos) sendo o foco : ninguém chamou a série de gay. Agora temos (inicialmente) duas mulheres e vcs dão chilique e chamam a série de “lacradora”? Eu diria que vcs têm problemas sérios com a masculinidade de vcs, mas aí seria diagnóstico e poderiam caçar meu crp…

  • Abner Oliveira

    Star Trek Enterprise, ganhei 50 pontos ?

  • Lcnorm

    Todo site que fez uma análise detalhada dos dois primeiros episódios poderia fazer outra (ou atualizar) depois do episódio três. Os dois primeiros foram só um prólogo, foram ótimos, mas o terceiro mostrou todo o potencial da série. Foi dukaralho!

  • OverlordBR

    Só digo uma coisa: E TEM PINGO, se mexendo e fazendo seu barulho clássico!

    mas ver a personagem fazer as besteiras, errar e errar feio ofende a alma pura dos Trekkers de Butique.

    Besteiras?
    Se ela tivesse seguido com o plano dela e conseguido disparar aquele torpedo, a série terminaria ali e a Federação estaria salva. 😉

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