As misteriosas estações de rádio numéricas

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Quando eu era criança coloquei as mãos em um daqueles rádios de ondas curtas cheios de faixas. Eu não fazia idéia do motivo, mas de noite conseguia captar estações distantes, e isso era mágico. Em uma época sem internet, sem TVs por satélite, onde DDDs custavam caro e DDI era algo que ninguém fazia, ouvir em meio a chiados a BBC de Londres literalmente ampliava horizontes.

Eu anotava as rádios que conseguia identificar, e trocava com os colegas no colégio, mas algo em especial chamava nossa atenção. Em meio a músicas exóticas de terras misteriosas, achávamos ocasionais estações que só transmitiam… números. Uma sequência de bipes anunciava o início de um bloco, e uma voz invariavelmente feminina começava a ditar. 5… 34… 13… 18… 75….

Minha imaginação ia a mil, em minha mente surgiam mil cenários de espiões recebendo mensagens de altíssima importância para a segurança da Inglaterra, segredos atômicos escondidos naqueles números… em alguns casos achava estações com ruídos estranhos, e até estações transmitindo em Código Morse.

Foi talvez a única ilusão de infância que estava absolutamente certo. As Estações Numéricas eram sim de países distantes e — embora ninguém admitisse — eram ferramentas para transmitir mensagens para espiões. Aquele garoto que eu era, debaixo do cobertor vidrado no rádio estava ouvindo uma mensagem que era destinada ao equivalente real de James Bond.


Dark5 — 5 Creepiest Number Station Sounds Ever Recorded

Boa parte dessas mensagens eram e continuam sendo indecifráveis, pois usam um método muito simples mas extremamente eficaz: as tabelas de cifras aleatórias. Inventadas em 1882, são uma idéia muito simples e brilhante.

Digamos que eu quero transmitir para meu agente na Melhor Coréia a mensagem “GUERRA”.

Primeiro de tudo eu atribuo um valor numérico a cada letra do alfabeto:

 

LETRA VALOR
A 0
B 1
C 2
D 3
E 4
F 5
G 6
H 7
I 8
J 9
K 10
L 11
M 12
N 13
O 14
P 15
Q 16
R 17
S 18
T 19
U 20
W 21
X 22
Y 23
Z 24

Assim temos:

G U E R R A
6 20 4 17 17 0

Até aqui, uma cifra simplíssima, Alan Turing resolveria isso esfregando a mensagem na testa. Só que falta… a chave. E aqui o bicho pega. Digamos que você tenha um gerador de números aleatórios, muito bom mesmo, usando decaimento radioativo, incidência de raios cósmicos ou o número de gêneros que o Tumblr inventou em terminado dia. Você gera 6 números entre 0 e 24, atribui as mesmas letras a cada um e obtém sua chave:

 

F M A Z P O

Usando os mesmos valores numéricos, some o primeiro caractere da mensagem original, “G” com o primeiro da chave, “F”. 6 + 5 = 11. O primeiro caractere da mensagem encriptada é então “L”.

No segundo caractere temos um problema. U, com valor 20 somado a M, valor 12 dá 32 e só temos 24 letras do alfabeto (calma eu explico depois). Usamos então adição modular, imagine um contador que vai até dez, como um odômetro.

odometer_spinning_md_wm

Em módulo 24, quando o resultado da soma ultrapassa esse valor, subtraímos 24, então 32 – 24 = 8, a terceira letra é I.

ORIGINAL 6 20 4 17 17 0 G U E R R A
CHAVE 5 12 0 24 15 14 F M A Z P O
MOD 0 32–24 0 41–24 32–24 0
MSG 11 8 4 17 8 14 L I E R I Q

Ao final a mensagem encriptada é LIERIQ. Não importa que por pura coincidência duas letras tenham se repetido. Isso não facilita em nada a tarefa de quebrar a cifra.

Não há repetições significativas na mensagem em si, não é possível um ataque com base em frequência de letras. A chave não segue nenhum padrão também. É uma sequência 100% aleatória, e deve ser usada apenas uma vez. Não há como quebrar parte da mensagem, pois cada caractere individual não tem relação nenhuma com qualquer outro. Quebrar uma cifra dessas é o mesmo que colocar um computador para gerar letras aleatórias e esperar que algo faça sentido.

Essa segurança é que permite às estações numéricas transmitir mensagens altamente sigilosas de forma totalmente aberta, captadas no mundo todo.

Ah mas então por que todo mundo não está usando essas cifras?

Simples, pequeno gafanhoto: você precisa dos códigos, que não podem ser repetidos e devem ser individuais para cada agente. Na Guerra Fria os contatos dos espiões entregavam blocos de códigos, com cifras para um mês no máximo, e instruções complexas tipo “se for dia par e meio de semana, use as colunas da direita, se for dia ímpar e feriado, use as do meio”. A imaginação é o limite.

Obviamente era complicado enviar as cifras para a maioria dos agentes, por isso outros métodos eram preferíveis, mas as estações numéricas continuam até hoje. Cobrindo do Irã à Melhor Coréia, e associadas a todo mundo, da Inteligência Russa ao MI6 e ao Mossad. Faz sentido. Por mais que seja conveniente usar a internet, em alguns lugares você pode ser fuzilado se aparecer com equipamento suspeito como um notebook, já um radinho de ondas curtas ninguém dá bola.

E para finalizar, aqui um primor de retrocomputação: um sujeito usa um Commodore 64 para decodificar uma estação numérica que transmite em Código Morse:


Steven Hanglands — Commodore 64 Decodes Morse Code ‘Spy/Numbers Station’ 4XZ/M22

P.S.: a decodificação fica mais difícil ainda no meu exemplo, pois o retardado que vos escreve esqueceu de incluir a letra “V” no alfabeto.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Dandalo Gabrielli

    Nunca pensou que usar os números para jogar no bicho ou na Senna???

    • Loteria é um imposto cobrado de pessoas que não entendem probabilidade.

      • jacob

        Tento explicar isso para o meu velho pai, mas ele não entende. “Nunca se sabe o dia que vai chegar a sorte grande”, diz ele.

        • RG

          É que o valor gasto é relativamente baixo em relação ao premio. E tem outra estatisticamente falando é fácil encontrar algum conhecido que já ganhou ao menos uma quina, etc, ai psicologicamente reforça a esperança de também ganhar e vc ignora a ínfima chance que realmente tem rssss. Não somos tão racionais quanto pensamos que somos.

          • Lucas Timm

            Num prédio que eu morei, tinha um porteiro que era “pé quente”. Sempre ia nesses jogos underground (dupla sena, quinta, etc) e ganhava com alguma frequencia. Muitos moradores do prédio davam dinheiro e pediam pra ele fazer os jogos, com relativo sucesso entre eles.

          • Esse aí é o verdadeiro “cagão da sorte”. Eu já ganhei várias vezes (quadra e quina) usando técnicas de análise numérica.

          • alvaro lordelo

            Por favor discorra sobre, achei interessante… Se tiver algum tutorial aí guardado em PDF.

          • Sempre que eu faço bolão no trabalho, eu uso matriz de rotação numérica, que nada mais é que uma planilha com uma combinação numérica que elimina determinadas combinações (as mais improváveis).

            Nessa planilha você preenche com um determinado número de dezenas, por exemplo, eu tenho uma planilha em que você coloca 12 dezenas com fechamento na quina (a intenção da planilha não é acertar a sena e sim a quina). Se as 6 dezenas da megasena estiverem contidos nas 12 dezenas que você selecionou, com certeza absoluta você acertou pelo menos 1 quina e 4 quadras. Você pode acertar mais de uma quina (uma vez aconteceu isso num bolão meu).

            Então como eu escolho as dezenas? Existe um conceito de tendência numérica e “calor” (que são comportamentos sazonais). Você até pode falar “bah! a probabilidade é idêntica para todas as dezenas”, mas quando você coloca numa matriz dos sorteios, você vê claramente o rastro de calor e tendência.

            Procura na internet por essas matrizes e técnicas que tem vários sites ensinando (alguns até postam a foto de jogos premiados na quadra/quina da megasena).

          • E tem outra estatisticamente falando é fácil encontrar algum conhecido que já ganhou ao menos uma quina

            A teoria estatística acabou de ser comprovada. Prazer…

        • Você aumenta muito a probabilidade se usar certas técnicas para jogar na loteria, tais como matriz de rotação numérica, tendência e calor. Eu já ganhei várias vezes na quadra e algumas poucas na quina (da megasena, não a categoria principal) usando essas técnicas. Claro que demanda um pouco mais de dinheiro e um bom tempo de análise.

      • Sr. Luiz

        Eu só jogo no bolão do trabalho porque não quero ficar pobre sozinho.

        • Eu tenho a mesma lógica. Imagina sair bolão e você ser o único a ter que aturar o patrão enquanto recebe ZapZap de mulheres, Iates, mulheres, carros, mulheres…

          • Aconteceu isso num restaurante bem famoso no Rio (Cervantes). O pessoal da cozinha fez um bolão e eles ganharam! O único cara que ficou de fora, não participou porque faltou justamente no dia que fizeram o bolão.

            Com pena dele, os demais doaram uma pequena fração do prêmio, só pra ele não ficar zerado.

            Reportagem: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/06/vinte-funcionarios-de-tradicional-restaurante-do-rio-ganham-bolao.html

      • Mas ao mesmo tempo, alguém tem que ganhar (mesmo que acumule por algumas semanas).

        • O fato de TODA SEMANA ter números sequenciais é algo interessante, por sinal

          • Eu atribuo isso a diferença mínima de peso entre as bolas.

          • Oberaldo Gilmentoo

            teoria conspiratória?

          • Pior que não. É praticamente impossível as bolas terem exatamente o mesmo peso, num nível da menor gramatura possível.

        • O maU elementaU

          Sim, algum politico muret…eh…que deus ajuda. Como era o nome dele mesmo? Joao de deus?

          • João Alves

            Não lembro do nome

          • Mas no caso dele era lavagem de dinheiro, muito simples por sinal. Dizem que teve vários jogos que ele gastou mais que o próprio prêmio, pois a intenção é lavar o dinheiro e declarar que ganhou de forma lícita, o que faz muito sentido. Por exemplo, o prêmio é de 12 milhões, então ele gasta 14 milhões fazendo os jogos com combinação numérica.

          • Oberaldo Gilmentoo

            Não acho que seja assim que se lava dinheiro com loteria, “combinação numérica” é coisa de nerd!
            Anão do orçamento não tem disso. 😉
            Mesmo gastando 14 milhões no guichê da lotérica com bilhetes, mesmo assim não há qualquer garantia de que se vai ganhar um prêmio de 12.
            E ainda precisa de computador para calcular as combinações, de gente para preencher todos os cartões (ou operar as impressoras), etc. Ele teria que espalhar essas apostas todas em um monte de lotéricas, milhares de cartões jogados em cada uma… a logística ficaria impraticável.
            As notícias diziam que o João Alves fazia diferente, tipo, ele comprava por 100 mil, digamos, um cartão premiado que dava direito a prêmio de 80 mil.
            O verdadeiro ganhador é tinha de se virar para não aparecer com a grana. Mas se o valor do prêmio é “administrável”, tem jeito.
            Então, o João Alves fazia o esquema com prêmios de loteria “intermediários”, e por isso mesmo que deu na vista quando ele declarou ter recebido dezenas de prêmios de loteria… aí é que a imprensa fez as contas estatísticas para, com a probabilidade normal, quanto que ele “teria” que ter apostado para ter recebido tantos prêmios… ele falou na CPI uma frase que ficou famosa, “Deus me ajudou e eu ganhei dinheiro”.
            Quem ganha 25 milhões na MegaSena não vai fazer “rolo” para receber 27 milhões; e quem precisa lavar 25 milhões não vai descolar 27 milhões em dinheiro para comprar cartão de loteria.
            Isso é feito com prêmios intermediários (por exemplo, a quina da MegaSena paga uns 30 mil) pode muito bem vender o bilhete por 35 mil.

          • Bem lembrado. Me recordou que saiu uma matéria na imprensa sobre isso.

            Com relação a logística, seria ruim se precisasse preencher cartões de 6 dezenas, mas tem a opção de cartão com até 15 dezenas (o que custa um pouco mais de 12 mil, eu acho) e que tem uma probabilidade de 1 acerto em 10 mil (sim, ainda assim é muito baixo a chance de acerto).

          • Oberaldo Gilmentoo

            João Alves / Anões do Orçamento

      • alvaro lordelo

        Tem até um post antigo aqui do meiobit sobre isso

    • Ed. Blake

      Jogar números no Senna é profanação de sepultura.

      • Só se deve jogar barras de direção

        • Mas se ganhar, o prêmio é uma pancada

          • É uma “roda” de fortuna.

          • kleber peters

            A quantidade e a qualidade dos trocadalhos do carilho está melhorando consideravelmente.

          • Pensei a mesma coisa! 😂😂😂

          • Jean Franco

            Diria que levar esse prêmio seria uma mão na roda.

          • Diego Marco Trindade

            São tantos trocadilhos que me perdi, passei reto e levei na cabeça.

          • Porra essa foi tão rápida que eu nem vi passar, e ainda não sei como fez a curva.

          • Tu passou direto, seu loser.

        • Claudio Roberto Cussuol

          Lugar no inferno reservado com sucesso.

  • Antero Coelho

    Excelente artigo, como sempre…Muito bem escrito..Parabens…
    Só faltou falar que além de tudo, com essas radios, os ET’s nunca iriam descobrir nossos planos de contra ataque…hehehe

  • Atrollando Natuacara

    No Acre se usa “código secreto marciano” descrito no manual dos escoteiros mirins…

    https://uploads.disquscdn.com/images/b22b7c443d606f6dc943c46e6f66a3aeda8f6aa0070c31827f129d23215e8d4e.jpg

    • HAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!

      Salvou minha quinta!

      Não acredito nisso…

    • Ed. Blake

      Para vender, o que importa é a apresentação.

      Apresente uma idéia com referências que a mídia desconhece (Manual do Escoteiro Mirim e pentagramas de anime) para anunciar seu livro e se torne o Paulo Coelho por 15 minutos da internet.

      • Petrus Augusto

        Mas não esqueça de sempre beber água fresca.^^

    • Mas, ouvi dizer que tem que sumir por 4 anos. (se bem que o ditado diz que quem está no Acre não existe).

    • Russo

      Muito bom, nem me lembrava que eu tinha esse livro ahahaha

    • Marcelo Santos

      Esse código dos escoteiros é interessante porque ele poderia ser criptografado com operações de simetria.

    • Marcelo Eiras

      Na verdade era, entre outros, alfabeto maçônico. No manual do escoteiro mirim, para não falar que kibaram na cara dura inverteram as ordens dos símbolos. Os jornaleiros, burros como uma porta, é que falaram que era alfabeto do escoteiro mirim.

      Os livros do jovem acreano também tem coisas escritas em alfabeto Geórgiano e outros alfabetos e cifras.

      Tem até site com decifrador


      http://decifreolivro.com

      • Lucas Timm

        O fato de um cara escrever os livros e fazer todo esse furdunço em busca de atenção não me espanta.
        O que me assusta na humanidade é alguém fazer um site para decifrar o que esse retardado escreveu. 😛

  • Kirk

    Não posso dizer que é um hobby, mas já escutei morse e os tais números em ondas curtas. O morse foi fácil identificar, mas os números são esquisitos mesmo. Não sei se dei sorte, mas eu lembro que não precisei ficar muito tempo procurando, bastou ligar o rádio algumas vezes no começo da noite. Existem grupos ativos de radioamadores que pesquisam isto, mas no geral poucas pessoas tem interesse.

    • Cassio Eskelsen

      Até que tem bastante gente no radioamadorismo usando Código Morse, principalmente para fazer “pontos” em contatos internacionais. É mais comum nessas faixas de frequência:

      1800-2000 kHz
      3500-3600 kHz
      7000-7200 kHz
      10100-10150 kHz
      14000-14150 kHz
      18068-18110 kHz
      21000-21200 kHz
      24890-24930 kHz

      • Kirk

        Valeu mesmo.

    • Cassio Eskelsen

      Perto dessas frequências pode-se ouvir também um som melodioso. É o JT-65, um modo digital onde um software gera os tons que são transmitidos pelo rádio.

  • André Luiz

    A comunicação militar por rádio sempre foi criptografada?

    Ou isso é pós segunda guerra e antes bastava “sintonizar” o inimigo pra escutar de boa?

    • Bastava sintonizar. Por isso contratar Allan Turing foi pura perda de dinheiro dos aliados.

      • André Luiz

        🙁

        Me expressei mal, eu estava me referindo as comunicações em um nível mais baixo, tipo pelotão ou batalhão.

        Tem uma historia que radio amadores nos EUA ouviam as transmissões do Rommel no norte da Africa

        A enigma que o Turing quebrou não era para as comunicações em nível estratégico?

        • Roger that! Cardoso explicou acima.

        • Davi Teixeira

          Ouvir,pode até ser..o problema é decifrar o que escuta..

    • Não. Quando você precisa de um ataque de artilharia AGORA não dá tempo de um nerd ficar encriptando uma mensagem para o nerd do outro lado decriptar. Mesmo na Segunda Guerra não havia equipamento para criptografia em nível de pelotão. Acima disso comunicações importantes usavam cifras. Desde César.

      • André Luiz

        Legal, e estas comunicações em nível de pelotão eram/são protegidas como?

        Nao me leve a mal, meu máximo de experiencia com o meio militar foi jogando *Company of Heroes.

        Sei que tinha o maluco lá que levava ao radio nas costas e que nos filmes é o primeiro a ser morto

        *Acho que não conta muito

  • AfterBurner

    “colocar um computador para gerar letras aleatórias e esperar que algo faça sentido”

    Uma vez eu estava brincando com um daqueles conversores de strings em binário que tem aos montes na internet. Peguei uma frase qualquer e transformei, depois converti o binário em Base16, a combinação “GAY” apareceu diversas vezes no meio da hash, eu realmente espero que isso não tenha qualquer sentido.

    • ƦƠƊ Ơ’ƦƠƊ HƛƓƓƖƧ

      Ops! Olha o seu Nick: “Depois Queimador”
      Hahahahhaha!

      • AfterBurner

        AfterBurner significa “pós-combustor”, mas eu entendi a piada.

    • Gerares de chaves alfanuméricas precisam de uma enorme tabela de palavras proibidas, pra evitar por exemplo que seu serial seja G4HA2-V14D0.

  • ²He

    U=V, segue o jogo!

    • ƦƠƊ Ơ’ƦƠƊ HƛƓƓƖƧ

      R=Ω
      I=A

      Hehehehehe! Rally Ho!

  • Matheus Vieira

    A primeira vez que li sobre isso foi quando achei um artigo falando sobre UVB-76.

  • ƦƠƊ Ơ’ƦƠƊ HƛƓƓƖƧ

    Tudo bem. No latim antigo V e U eram as mesmas letras! Hehehhe!

  • Mateus Silva

    Obrigado pelo artigo Cardoso, valeu a pena sugerir =) Desconhecia a parte de como é feito a codificação dessas transmissões.

    • Na verdade nem todas usam cifras de substituição, algumas usam códigos pré-combinados específicos, tipo “Ordem Geral 66”, e é possível que haja quem use criptografia tradicional, mas eu duvido.

      • Mateus Silva

        O mais doido é que esse tipo de comunicação ainda está ativo em 2017, concordo que rádio chega no mundo todo com equipamentos bem simples, mas estamos em 2017. Duvido que o James Bond vá para suas missões com um rádio receptor no terno e uns metros de arame para fazer a antena.

        • Oh, aposto que muita gente ainda usa dead drop

        • Low Technology é bom porque funciona sempre. Como você mesmo disse: bata um radinho ridículo

          • Diego Marco Trindade

            Tecnologia pé de boi sempre vai ter uso.

        • ochateador

          Quanto mais tecnologia especializada envolvida, mais treinado tem que ser o sujeito. Só com isso dá para ver a merda que acontece em uma deserção/traição.

          Já tecnologia pé de boi…. qualquer zé ruela pode ser treinado em 5 minutos e se ele fugir não dá nada, pois basta colocar uma segunda sequência aleatória que só o emissor/receptor da mensagem conhecem.

  • Renato Lopes de Morais

    Meu Deus! Eu. Eu vasculhei aquela lista do alfabeto três vezes e não vi que estava faltando o V!!!

  • Faltar a letra V não é um erro e sim uma feature!

  • fenixcload

    na serie colony mostrou uma cena sobre a transmissão de mensagem codificada por rádio

    • O filme Código de a Defesa, com John Cusack, aborda exatamente estas estações e esses códigos

  • PugOfWar

    — .- -. -.. .- / -. ..- -.. . …

  • Diego

    Os locais de transmissão dessas rádios são conhecidos? Triangulação?

  • Fabio

    Quando era criança eu pegava o rádio do meu pai pra ficar ouvindo estações misteriosas à noite, também. Em morse eu lembro de várias, assim como algumas de sons estranhos, mas não lembro de ter ouvido uma numérica. Pena que tive que parar de fazer essas incursões quando meu pai não me deixou pegar mais o rádio porque fazer isso “estragava”o aparelho.

  • Rodrigo Henrique

    será que aqueles rádios tipo Baofeng UV-5R pegam essas rádios? tem q ter licença mesmo se for só pra ouvir?

    • Davi Teixeira

      Não..esse Baofeng é VHF UHF…essas estações são HF..ondas curtas..

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