Na próxima guerra ninguém terá um ás na manga e isso é um problema

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O nome desse sujeito na foto é Erich Hartmann. Ele era um Jedi, ou mais precisamente (sim, eu sei que seus olhos de águia perceberam a suástica) um Sith. Erich era piloto de planadores na Alemanha dos anos 30, mas como lá como cá um filho seu não foge à luta, em 1940 ele se voluntariou para a Luftwaffe. Depois de 2 anos de treinamento foi aprovado como piloto, ganhou o apelido “Menino” e partiu para a frente russa. Lá os pilotos inimigos logo arrumaram um outro nome para ele: o Demônio Negro.

Erich abateu seu último inimigo em 8 de maio de 1945, poucas horas antes do fim da guerra. Era sua 352ª vitória. No total ele voou 1.404 missões de combate, enfrentou inimigos em 825 delas e derrubou 352.

Ele é o maior ás de toda a História. O mais próximo dele é Gerhard Barkhorn, também alemão, com 301 vitórias.

A rotação de pilotos mandava os jovens pra casa depois de um certo número de missões e, por causa disso, o maior ás americano, Thomas McGuire, teve 38 vitórias. A lista de ases da 2ª Guerra é impressionante, fica difícil acreditar como a Alemanha perdeu a guerra aérea.

Nos EUA você era considerado um ás se atingisse 5 vitórias. Do ponto de vista alemão isso era ridiculamente pouco. Mais ou menos como os pilotos americanos que eram mandados pra casa com 10 missões, e os brasileiros do 1º GAC continuavam e vários terminaram a guerra com mais de 100 missões.

Quanto mais você voa (e sobrevive) mais ganha experiência. Nada substitui o combate real, e esse é o grande problema hoje em dia. Ninguém mais tem experiência.

Entre 1990 e 2015 os pilotos americanos derrubaram um total de 59 aviões inimigos, a maior parte durante a Primeira Guerra do Golfo. HOJE não existe NENHUM piloto com categoria de ás nas forças armadas americanas. E em nenhum outro lugar.

Os conflitos desde a segunda metade do século XX têm sido assimétricos. Russos no Afeganistão ou na Chechênia, americanos no Afeganistão ou Iraque, é sempre um lado com aviões modernos e barulhentos, e o outro, assim como o Eduardo, de camelo.

Temos excelentes pilotos para missões de ataque a solo, mas quase nenhum tem experiência de enfrentar outro caça, de igual pra igual. Isso complicará bastante os futuros e inevitáveis conflitos. E também afeta o desenvolvimento tecnológico, pois armas funcionam de forma diferente em demonstrações e simulação, comparado com o uso em condições reais de pega-pra-capar.

Ou seja: os filmes de ficção estão corretos, quando os alienígenas invadirem seremos abatidos como moscas, pois nossos pilotos não têm experiência em combate aéreo.

Quanto a Erich Hartmann, ele se entregou aos americanos, que o entregaram aos russos. Lá ele se recusou a trabalhar para a Força Aérea da Alemanha Oriental. Como punição inventaram acusações de crimes de guerra, ele foi condenado a 25 anos de trabalhos forçados. Libertado depois de dez anos, em 1955, voltou para a Alemanha, se alistou na Força Aérea e se tornou o primeiro Comodoro do Ar do Esquadrão Richthofen, mas acabou pedindo baixa em 1970, depois de tentar inutilmente evitar que a Alemanha adotasse o F-104, o caça conhecido como “fazedor de viúvas”.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

    E a Suzane? Era a maior bomba do esquadrão?

    • Too soon?

      • Diego Marco Trindade

        Já tá no semi-aberto. Não é too soon.

    • Humberto Jorge

      O irmão dela tá o maior crack do esquadrão. Só vendo.

    • Mó avião.

  • Cocainum

    Ou seja: os filmes de ficção estão corretos, quando os alienígenas
    invadirem seremos abatidos como moscas, pois nossos pilotos não têm
    experiência em combate aéreo.

    Se um dia formos invadidos por alienígenas com tecnologia para atravessarem as distâncias que nos separam de outros sistemas estelares, trazendo toda uma frota de invasão, não sei se a experiência de combate aéreo faria tanta diferença assim.

    • Se tem nego queimando miojo hoje em dia, imagine o “despreparo” de tropas numa situação assim….

      Senhor alien, seu criado….

    • Diego Marco Trindade

      Pois é. Por isso que saúdo nossos futuros Overlords Artificiais (Skynet, Matrix, etc), desde que eles matem menos gente que a gente já mata hoje.

      • OverlordBR

        Obrigado pela saudação!

        Pode deixar que, quando a invasão começar, você será poupado!

    • Ed. Blake

      Pode não fazer muita diferença, mas é melhor poder contar com um Erich Hartmann do que o ‘Eduardo’ de camelo.

    • A questão é determinar para que invadiriam.

      Uma civilização avançada o suficiente para cruzar estrelas tecnicamente possui conhecimento suficiente para automatizar e não precisa de escravos então não invadiriam para isso, dado que daríamos muito trabalho para aceitarmos com agrado “o trabalho”, assim como os índios em 1500.

      Sobra então:

      1. se estão atrás de criar uma colônia totalmente alien, não precisam invadir. Basta bombardear do espaço ou espalhar SBP (terrível contra os humanos, contra os humanos) e depois limpar a sujeira e colocar o novo site na internet galáctica.

      2. proteínas. O que eu considero mais provável. Neste caso seríamos tratados como uma grande fazenda sendo abatidos de tempos em tempos.

      Em todos os casos, não vejo cenas de conflito aéreo igual a Independence Day.

      • Cocainum

        Borgs. Invadir e assimilar, hehehe.

        • Este é um bom caso. Mas ao contrário de Jornada, basta lançar do espaço as nanosondas borgs e deixar a contaminação fazer o seu trabalho.

          Adicionalmente: Um planeta Borg deve ser a maior praga possível para qualquer alien. Desde o ar, até um corte de pele por uma grama e você estaria assimilado.

          • Cocainum

            Será que as nanosondas funcionam ao ar livre? Os Borgs precisam “recarregar” nos seus nichos periodicamente. Talvez elas não possam obter energia fora de um corpo.

          • Adaptação. O que não falta no meio ambiente são formas de conseguir energia, ou manter-se em stand-by até precisar assimilar.

          • Claudionor Buzzo Raymundo

            Então, em algumas referências obscuras as nanossondas tem um tempo de vida relativamente alto em modo hibernação. Encostou em uma forma de vida, ativa e volta a se reproduzir. Ainda pelo que me lembro, elas são únicas, ou seja, cada uma tem um “código genético” próprio e adaptável. Bichinhos formidáveis 🙂

          • OverlordBR

            Verdade.
            Por isto tem que ser “injetadas’.

          • Paulo Henrique Duarte

            Boa discussão! Sou fã dos borgs.

      • Petrus Augusto

        SBP (terrível contra os humanos, contra os humanos)
        Bixo… Como eu rir com isso! hahahahaa

      • Seu comentário me lembrou do paradoxo de Fermi.

      • Felipe Braz

        Não sei se nos usariam como fonte de proteínas, nossa gestação leva muito tempo e nascem poucos por parto (só um, na maioria dos casos). Acho que teriam outros animais aqui com melhor uso para este fim;

        Outra hipopótese (eu sei) que que contrapõe a isso é que, se no nosso estágio de evolução, embora ainda caro, já conseguimos “cultivar” carne, no estagio deles é bem provável que se compre carne produzida no laboratório que fica nos fundos do boteco intergalático da esquina.

        • Eric Locatelli Martini

          Tudo depende do sabor, rs

        • Jaffy

          Tudo é transformação de energia. Sou muito mais de achar que aqui seria uma fonte de minérios do que de matéria orgânica.

          • Felipe Braz

            Minérios acho mais facil achar no espaço. Se nós já estamos planejando em capturar asteroides ricos em minérios, eles devem dominar isso muito bem.
            Acredito que seria mais fácil eles minerarem asteroides do que ter que se incomodar em esmagar 7,2 bilhões de insetos antes.

        • Por isso usei o termo “abatidos de tempos em tempos”. Acho que o melhor termo seria “farmar” o planeta: Cada entre-safra podendo ser: 50 em 50 ou 100 em 100 anos… Ou apenas uma colheita e seguir em frente para o próximo planeta habitado…

          Contando só os humanos (sem outros animais) estamos falando de 7 bilhões de pessoas, mas para aliens, creio que a conta seria diferente: potencial de 5 bilhões de toneladas de carne, assumindo um peso médio de 70 kg p/pessoa. Dá para um ótimo churrasco planetário e ainda sobra carne para o dia seguinte.

          • Felipe Braz

            Isso depende de quantas bocas aliens tem pra alimentar e também partindo do pressuposto que a forma de vida deles seja similar a nossa.
            mas mesmo caso positivo, não consigo ver como sendo a estratégia mais inteligente. a não ser que planetas como o nosso sejam abundantes no universo que eles possam se dar ao luxo de ir de planeta em planeta exterminando as populações.
            Como a natalidade tende a ser exponencial, se eles farmarem só uma parte da população poderia levar séculos até chegar no ponto de colheita novamente.

            OBS: Já me sinto num episódio de Big Bang Theory nessa discussão =P

      • Yskar

        Nem isso, antes de poder chegar aqui eles já seriam o equivalente humano a deuses, perverter as leis da física seria fichinha pra tecnologia deles, eles poderiam facilmente criar cópias perfeitas de todos nós via extrato temporal e fazer dessas cópias puras putas de luxo ou não!

        Aliens capazes de vir aqui fazem o que bem entender, bomba atômica seria estalinho perto de uma civilização que pode roubar nosso sol ou jogar a terra num buraco negro só de zuá!

        Quem domina o espaço-tempo, matéria, energia e pode perverter as leis da física não tem outra nomenclatura perto da nossa insignificância além de DEUSES.

      • Thiago Bachi Rehbein

        “2. proteínas. O que eu considero mais provável. Neste caso seríamos tratados como uma grande fazenda sendo abatidos de tempos em tempos.”

        Na série Crysis acontece algo mais ou menos assim, com os aliens usando a carne humana como matéria prima…

      • Sophos Nsm

        Já viu bleach? Por mais avançada que seja a civilização eles vão querer bichinhos de estimação petiscos e ratos cobaias

    • Rodrigo M

      Eu acho que a experiencia em termos de guerrilha seria mais adequada, me vindo a mente o Vietnam

      • Daniel

        Só funciona com tecnologia arcaica, no exemplo de Aliens, eles provavelmente seriam oniscientes de onde estão todos, gosto da ideia de se esconder mas acho que não seria possível.

    • elielcezar

      Acredito que faria total diferença sim. Sem esse tipo de experiência o presidente dos EUA jamais seria capaz de liderar um contra-ataque de proporções mundiais.

      • Cocainum

        Coordenado em código morse…

    • Lucas Timm

      Acredito que, se alienígenas viessem dominar a terra, seria basicamente para explodi-la e fazer uma auto estrada no lugar. Exatamente como no Mochileiro.

    • Nilton Pedrett Neto

      Como naquela cena clássica que se passa na ponte da Macross:
      “-Capitão, acabo de captar um salto de naves atrás da Lua.
      – De quantas naves?
      – Capitão, depois de um certo número, não faz mais diferença.”

    • OverlordBR

      Que nada!

      É só colocar um vírus na nave mãe deles e pronto!

      • SignaPoenae

        Cara, eles devem estar preparados, com a última versão do windows e com Avast habilitado.

        A única forma de nos salvar é fazer com que eles instalem o baidu.

    • Daniel

      Não sei se “qualquer coisa” faria diferença… a não ser um burburinho aqui e ali. E com essa tecnologia muito provavelmente não seria necessário uma frota de invasão, no máximo meia dúzia de drones, o que seria ainda mais frustrante, ser aniquilado sem ao menos ver o tipo do algoz.

    • Yskar

      Antes de se atingir uma tecnologia de dobrar o espaço ou viajar mais rápido que a luz esses alienígenas já conseguiram a tecnologia para invocar matéria do absoluto nada, invocar energia do absoluto nada, imortalidade, conexão por teleporte, então COM SORTE só estaremos salvos se não formos descobertos, pois eles nem teriam de vir aqui para nos matar se eles forem do estilo que mostram os filmes de invasão.

  • Gustavo Rotondo

    A não ser que exista um will smith perdido por ai

    • Diego Marco Trindade

      Ele morreu num teste dos novos aviões com tecnologia alienígena, lembra?

      • Gustavo Rotondo

        Um Will Smith e não O Will Smith

        • Diego Marco Trindade

          Independence Day fellings….

  • Germano

    Er… bombas atomicas, lembram?

  • JuNioR

    Quer dizer que esse Erich Hartmann era mais habilidoso que o Manfred von Richthofen?

    • Diego Marco Trindade

      Ele sobreviveu não sobreviveu? Então sim…

      “im on a highway to helll……”

      • Depende de qual Manfred. Se for o que viveu até 1918, então sim, ele sobreviveu a guerra, já o outro, foi morto pela filha.

        • Rodrigo Arnoud

          Ele morreu em abril de 1918, portanto morreu na guerra!

        • Flávio Pedroza

          Foi abatido em combate, não sobreviveu,

    • Guerras diferentes, realidades diferentes. O Barão Vermelho começou a voar em combate em 1916 e morreu em abril de 1918, era tudo muito mais lento naquela época, as 80 vitórias dele são comparativamente bem mais que as do Hartmann.

    • Você sabia que Manfred von Richthofen também era o pai da Suzane von Richthofen?

      • Diego Marco Trindade

        Foi nesse que pensei…

  • ffcalan

    Na verdade Richard I. Bong é o primeiro americano, com 40 vitórias.

    OBS: há um brasileiro na lista, Egon Albrecht, com 25 vitórias. Mas esse lutava pelo lado negro da força.

    • Lucas Timm

      Na verdade o lado ariano da força

  • jairo

    Apenas evolucao , a tecnologia evolui ,.em breve caças tripulados serão equipamentos obsoletos , estamos na era dos Drones , os atuais caças faraó companhia aos encouraçados , assim como.os blindados (MBT) tripulados.

    • Germano

      E que venha a Skynet antes dos alienígenas 🙂
      Piadas a parte, sim, isso é so um dos motivoes pelos quais “ases” são coisas do passado.

      • jairo

        A outra seria a atual excelente eficiência dos mísseis ar-ar

  • Ou seja: os filmes de ficção estão corretos, quando os alienígenas invadirem seremos abatidos como moscas, pois nossos pilotos não têm experiência em combate aéreo.

    “A Reconquista” concorda com você em até 9 minutos.

    Depois, com as aulas de vôo em caças for dummies, discorda.

    • Cocainum

      Lembro que, na época, foi considerado o pior filme de todos os tempos. Nunca assisti.

      • Nem tente. Vai queimar sua retina. Eu só lembro devido ao efeito fantasma sempre que fecho os olhos.

        • Cocainum

          Hahaha! Eu ri alto. 10/10.

        • Diego Marco Trindade

          Não vou nem googlar. Vc pode dar um pequeno resumo?

          • Rodrigo M

            Da wiki: “No ano 3000, a Terra está dominada pela raça alienígena Psychlos, que invadiu o planeta em 2000 e em menos de nove minutos deram fim na humanidade. A raça humana agora vive em tribos esparsas, e um humano, Jonnie Goodboy Tyler (Barry Pepper), é capturado por Psychlos enquanto explorava as Montanhas Rochosas. O chefe de segurança local, Terl (John Travolta), decide fazer fortuna mineirando ouro em áreas radioativas, e decide ensinar Jonnie no método Psychlo para que ele execute seu plano – mas Jonnie acaba por criar uma rebelião.”

            O maior problema é que esses rebeldes encontram armas e caças dos anos 2000 e rapidamente aprendem a voar em aviões que milagrosamente estão funcionando depois de tanto tempo abandonados.

            Sobre a produção: “Travolta, um cientologista de longa data, procurou por muitos anos fazer um filme sobre o llivro de Hubbard. Ele não conseguiu financiamento de nenhum grande estúdios devido a preocupações sobre o roteiro, perspectivas e conexões com a cientologia”

          • Diego Marco Trindade

            Caraio, lembro desse filme, acho que da sessão da tarde. Que bela bosta. Mas valeu!

          • Sim. Segue:

            NÃO VEJA. Fim.

        • SignaPoenae

          Putz cara, só foi ler o título e lembrei do ETzão aprisionado no FortKnox.

    • Inquisidor

      a raça humana só terá igualdade e união quando algo de fora tipo aliens atacarem, aí não havera ricos, pobres,brancos,negros, pelo menos enquanto durar o quebra pau , aí será raça humana VS alienígenas.

      • Carlos Marin

        Vai sonhando que serão enviados batalhões para protegerem ou evacuarem as favelas. Se bem que com o poder de fogo atual é capaz de resistirem mais que o próprio exército rsrsrsrs

    • Flávio Pedroza

      Um amigo meu viu no cinema. Foi ao cinema com uma turma, e na hora ficaram na dúvida entre A Reconquista e O Gladiador. Escolheram o primeiro…

  • Inquisidor

    será que não? e se o harp for uma arma de terremotos/furacões etc igual a galera maluca fala? e se os eua tiver misseis no espaço pronto para serem lançados? e se houver armas altamente fodalhonas nunca antes imaginadas fora da ficção cientifica em alguma base por aí? se algum exercito tiver uma carta na manga ele justamente não irão mostrar para evitar os copiões .
    alguns anos atrás eu li um arquivo de texto “supostamente” vazado do pentagono lá no fundo da deepweb, em um site altamente estranho, nunca mais achei, supostamente os EUA tinha armas biologicas que atacavam/matavam/incapacitavam seila pessoas de um certo país/etnia/raça/ou portador de algum gene, seila, vou jogar uma arma biológica que só ataca pessoas com o tipo sanguíneo A, ou pessoas que tem algum gene que/DNA russo etc.
    claro que a deepweb não é confiável, mas esse documento me fez pensar.

  • Rafael Rodrigues

    Depende. Hoje boa parte das armas ar-ar têm alcance além da visibilidade do piloto. Ser “ás” não é mais tão necessário quando você consegue abater um inimigo que só foi visto pelo seu radar.

  • cloverfield

    Imagino que a Força Aérea de Israel ainda deve treinar pesado combate ar-ar.
    Isso fez muita diferença na Guerra dos Seis Dias.

    • Diego Marco Trindade

      Nem teve Ar-ar direito cara, pegaram os aviões no chão…

      • ThiagoCasao

        Mas na missão Opera teve…

        • kleber peters

          Na Opera também não teve combate aéreo.

  • André Luiz

    Essa dos americanos mandarem o cara cedo pra casa era exatamente para estes experientes treinar em outra fornada de pilotos. Decisão acertada, sistema que os alemães por orgulho ou sei lá o que não implantaram

    Tem uma máxima militar que diz
    ” você luta como treina” ou seja nas principais forças aérea do mundo não tem noob os caras ainda manjam muito de combate aéreo, seja o dogfight clássico ou o BVR

    • Rodrigo M

      Isso é discutido e comentado aqui: https://history.stackexchange.com/questions/11062/what-led-to-american-air-superiority-over-the-axis-in-world-war-ii

      “@Michael, that’s a difference in philosophy, rather than a difference in skill. German top aces were left in combat, to continue racking up the kill count. American and British top aces were rotated back to the home front, to train up the next class of fighter pilots. Net result: Germany (and the USSR, and Japan) had a small number of elite pilots and a large number of adequate-at-best pilots; the United States and British Empire had a large number of reasonably good pilots”

      • Goodtimes

        Faz todo o sentido pra mim.

  • Nilton Pedrett Neto

    Ah, mas quando os Aliens do mal chegarem aqui nós não precisaremos nos preocupar: estaremos mortos e a Skynet dará conta do recado .

  • Acredito que se houver uma guerra no mesmo nível da última (ou pior), as IAs é que irão comandar, com ou outro humano em um joystick.
    No caso de uma invasão alien, não será tão fácil infectar o Windows dos computadores das naves invasoras, ou seja: Posso anotar seu pedido Sr.

    • SignaPoenae

      Se houver outra guerra em escala global, pode se preparar para muitos Vietnãns.

  • Samuel

    O poder do lobby é tão grande que o maior aviador da história foi abatido por políticos na decisão de qual avião comprar…

  • Rodrigo Dias Javornik

    “e os brasileiros do 1º GAC continuavam e vários terminaram a guerra com mais de 100 missões.”

    Alguém sabe me informar se o Cardoso já escreveu sobre a FAB na Segunda Guerra?

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  • Ruan Rodrigo

    Uma opção: seriamos fonte de modelos mentais, “mas os caras são avançados demais, bem mais inteligentes que a gente”, o problema é: nossa evolução produziu intelecto adaptado para resolver alguns problemas específicos, acho complicado que outro intelecto inteligente seja igualmente inteligente como o nosso, no sentido de ter as mesmas estruturas desenvolvidas pela evolução para lidar com os mesmos problemas em dado nível evolutivo. Um exemplo, todo mundo conhece um “matuto” sem instrução que é genial em algum sentido, esse cara representaria um “desvio” evolutivo na característica inteligência, enquanto que outras pessoas são excepcionalmente boas em inteligência espacial e jogam videogame como se aquilo fosse parte do corpo já. Acredito fielmente que na busca de modelos mentais extraordinários seriamos úteis de alguma forma.

    • SignaPoenae

      Na fazenda onde trabalhava, tinha um senhor analfabeto ( só sabia desenhar o próprio nome) que era fera em matemática.

      • Pedro Neto

        se fosse anarfa saberia fazer contas ?…NÃO!!!

        • SignaPoenae

          Ele não escrevia as contas, fazia de cabeça. Inclusive ele tinha umas charadas fodas, uma delas ele só me revelou o resultado depois que paguei uma garrafa de 51 pra ele.

          • Goodtimes

            Manda a charada aí Champs. Vai que tu ganha uma 51 também…

  • André K

    Não é tão simples assim… se forem Vogons, por exemplo, não faria a menor diferença. Já se forem alienígenas para invadir mesmo, podemos tentar o Ten. Hopper. Afinal o USS Missouri continua lá, à disposição.

  • chiappa

    Muito respeito pra um cara que serviu no Esquadrão Richthofen, imagino o peso e a responsabilidade de honrar a memória daquele que é considerado “O” ás dos ases, atuando num nível pelo menos perto, são sapatos muuuito grandes, mesmo…. Mais que isso só mesmo alguém como Johannes “Macky” Steinhoff , que nomeou o esqadrão onde serviu, ou talvez Max Immelmann, que entre outras façanhas inventou a manobra que leva seu nome…

  • “Quanto mais você voa (e sobrevive) mais ganha experiência. ”

    quanto é de x pra upa um level? =|

  • Pedro Neto

    To kgando e andando… garrafa de vinho quase no final… Sou nobre, meu avo se voluntariou para guerra do Paraguai… e que na guerra… matou 2.734 muambeiros…
    com tiro na cabeça… hoje tem uma pastelaria em Foz do Iguaçu… mas a azeitona é sem caroço… o pastel custa 5 “real”… tenho orgulho… Beijos.

  • Hemeterio

    …mas aí quando duas forças aéreas de verdade entrarem em combate, digamos, hipoteticamente, França e UK, os jatos já serão autônomos e megainteligentes – e com capacidade de manobra irreal, posto que sem piloto. A era dos ases do volante acabou.

    • Rodrigo Cavalcante da Silva

      Num cenário como esse que você descreve não seria mais economicamente interessante o uso de mísseis mais eficientes, rápidos, que pudessem atingir o país inimigo? Caças não tripulados são desperdício de dinheiro se apenas se engalfinharem contra similares, na minha opinião.

      • Hemeterio

        A função dos caças tb é a de escolta, patrulhamento, apoio a missoes maiores e é claro, ataque. Num cenario de guerra, digamos q meu F16 esta acompanhando o 747 do presidente. Se aparecer um Mig, eu vou ter q avisar pro comuna se afastar ou brigar. Um missil n faz isso.

  • “HOJE não existe NENHUM piloto com categoria de ás nas forças armadas americanas”

    Por isso estão trazendo o Tom Cruise de volta.

  • Goodtimes

    Cara dá um tesão quase indescritível ver uma matéria com foto de abertura ostentando uma suástica!
    Parabéns Cardoso!

  • “Ou seja: os filmes de ficção estão corretos, quando os alienígenas invadirem seremos abatidos como moscas, pois nossos pilotos não têm experiência em combate aéreo.”

    Tenho fé que a força aérea israelense irá nos salvar.

    • SuzukaDriver90

      Acho que a estratégia deles de atacar as aeronaves inimigas ainda em solo não funcionaria contra os aliens. LoL

  • Não entendo o porquê de isso ser um problema. Se não existem mais ases em nenhum lugar, então tá todo mundo em pé de igualdade.

    No máximo, as batalhas vão durar mais pelos “vesgos” só acertarem o vazio.

  • Nos EUA você era considerado um ás se atingisse 5 vitórias. Do ponto de vista alemão isso era ridiculamente pouco. Mais ou menos como os pilotos americanos que eram mandados pra casa com 10 missões, e os brasileiros do 1º GAC continuavam e vários terminaram a guerra com mais de 100 missões.

    Os alemães mentiam prá cacete nas contagens de vitórias em batalha de seus pilotos.

    Em sendo quem eram, os nazistas colocavam a propaganda acima da verdade.

    Não que os pilotos alemães não fossem bons, claro que eram, mas se
    derrubassem tanto avião inimigo quanto diziam eles teriam vencido a
    Batalha da Inglaterra.

    Já os americanos, como sempre, pragmáticos e eficientes.

    Os pilotos cumpriam um número relativamente pequeno de missões e
    depois eram liberados da linha de frente para se tornar instrutores dos
    novos pilotos, multiplicando sua experiência adquirida em combate.

    Assim, os Estados Unidos formaram levas e levas de aviadores cada vez
    mais bem instruídos, enquanto japoneses e alemães mantinham seus
    melhores quadros voando até morrerem.

    Não é de admirar quem ganhou a guerra.

  • Cesar Bianeck

    Opa, o Brasil teve um ás, e era curitibano!

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