Disney está moldando suas redes do YouTube de acordo com seus valores

Pode parecer novidade para alguns, mas a Walt Disney Company preza e muito por seus valores enquanto empresa que cria conteúdos para toda a família. Na casa do Mickey material controverso ou voltado exclusivamente para o público adulto não tem vez, violência gratuita muito menos (vide os filmes da Marvel e da LucasFilm, com mortes invisíveis e mesmo as escancaradas, sem uma gota de sangue) e vide o negócio da China que ela deixou de fazer ao abrir mão de comprar o Twitter, por causa de seu conteúdo cáustico ela não está nem aí com quanto deixaria de lucrar caso fosse mais flexível.

Por isso que a situação dos canais do YouTube administrados pela companhia, em especial os que integravam a Maker Studios eram uma fonte de problemas. Acostumados a um ambiente mais libertário de antes da compra eles não eram tão propensos a seguir a cartilha da Disney, e a companhia em si não exercia tanta força sobre os mesmos. A princípio, enquanto a audiência continuasse alta e os criadores não forçassem demais a barra, a relação continuaria bem.

Mas isso foi até Felix “PewDiePie” Kjellberg meter os pés pelas mãos com piadinhas antissemitas, o que levou a finalmente a Disney entrar no modo full controle de danos e chuta-lo para fora da Maker, alegando desaninhamento do YouTuber com os valores da companhia (o que é verdade e antes que alguém venha com a carta do Walt antissemita, isso é de conhecimento público e diz respeito à pessoa que ele foi, não à empresa que ele criou). Para piorar a situação, na sequência grandes empresas retiraram seus anúncios da plataforma do Google, pela incapacidade da mesma em evitar que eles fossem anexados a vídeos controversos, de conteúdo violento a de apoio ao terrorismo (o que anda rendendo outros problemas e não só para Mountain View).

O Google desde então entrou numa sanha de controlar ferozmente o conteúdo que os YouTubers postam na plataforma de vídeos, e está desmonetizando tudo o que não se enquadrar nas atuais regras de “material para toda a família”. A porrada está comendo solta, em especial YouTubers especializados em conteúdos de games, canais de comédia (talvez pelo teor das piadas) e similares estão fazendo muito, mas MUITO menos dinheiro que os voltados para comida, moda, beleza, saúde e assuntos voltados para a família, que tiveram um substancial incremento em suas finanças.

Há relatos de canais que foram de US$ 6 mil por mês a meros US$ 1,3 mil em três meses, mesmo mantendo um alto número de visualizações; Hank Green, que junto com o irmão John (sim, aquele) mantém o canal VlogBrothers há mais de uma década também sentiu a bordoada, e é um dos principais produtores de conteúdo que reclama abertamente da atual política do YouTube; o Google limita-se a dizer que “flutuações poderão ocorrer” e não dá nenhum indício de que as coisas possam vir a melhorar no futuro visto que boa parte dos anunciantes que pularam fora não voltaram, como a AT&T.

A Disney por sua vez entendeu nesse meio tempo que ao invés de permitir que o YouTube filtre os conteúdos dos canais ligados às suas redes, é muito melhor que ela própria faça isso e se encarregue de limar de vez as ervas daninhas. Com isso ela anunciou na última semana a Disney Digital Network, um guarda-chuva comum que irá não só abrigar todos os produtores de conteúdo de suas diversas redes, incluindo a Maker Studios como controlar diretamente o tipo de conteúdo criado.

Em entrevista à Variety, o VP executivo de Mídia Digital da Disney Consumer Products and Interactive Media Andrew Sugerman disse que até então o controle exercido sobre os YouTubers era fraco, o que não mais acontecerá. De agora em diante os produtores terão que se focar em produções voltadas para a filosofia da Disney e alinhadas com os novos produtos que a companhia planeja lançar e isso se aplica especialmente à Maker, que já demitiu cerca de 80 funcionários e cortou relações com mais de 55 mil canais desde o início do ano:

“Nós vamos injetar mais da Disney na Maker, e vice-versa.”

Ao mesmo tempo, seguindo as dispensas em massa Sugerman afirma que a meta agora é encontrar novos YouTubers que antes de mais nada, se alinhem aos valores da Disney e queiram criar material semelhante para incrementar o portfólio da nova rede. Vários novos shows já foram anunciados e um deles é inclusive produzido pela Polaris, sub-rede da Maker focada em cultura gamer: chamada COIN, a série animada é focada em um grupo de adolescentes que lutam para salvar o mundo (sim, bem Disney-like mesmo); já Science and Star Wars, como o nome sugere buscará comparar fatos da franquia com descobertas científicas do mundo real. Esses e outros programas devem estrear no YouTube ao longo de 2017.

De qualquer forma a Disney deixa claro que não mais dará colher de chá e quem quiser fazer parte de sua rede no YouTube terá sim que se adequar aos preceitos da empresa, propondo a criação de conteúdo que agregue e fale a mesma língua para uma audiência similar, para toda a família.

Fonte: Variety.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • Lucas

    em especial YouTubers especializados em conteúdos de games, canais de comédia (talvez pelo teor das piadas) e similares estão fazendo muito, mas MUITO menos dinheiro que os voltados para comida, moda, beleza, saúde e assuntos voltados para a família, que tiveram um substancial incremento em suas finanças

    Ótimo! Pessoas que realmente fazem algum conteúdo estão ganhando dinheiro. Às vezes batia aquele sentimento “por quê eu não tô fazendo bobagem no youtube pra ganhar dinheiro”. Enfim…

    • Levi Leal

      Na vdd, conteúdos como “comi 3 barris de amoeba e olha no que deu” é que farão dinheiro. Visto que existem ótimos canais que colocam muito trabalho para entregar reviews de games. Se você considerar que a maioria dos games bons da atualidade envolvem algum tema obscuro, como terror, guerra, etc. Essas canais farão menos dinheiro. Já os canais de “fiz um picolé de 3 toneladas” é que continuarão em alta.

      • Lucas

        Não é o que os Youtubers estão relatando. Os conteúdos questionáveis estão sofrendo também. Todo esse conteúdo faz mal para a imagem da plataforma. Assim como a TV, o YouTube depende de anunciantes 😉

        • Paquiderme

          Mas é exatamente por conta dos anunciantes que eles estão tomando essa atitude. Os anunciantes grandes e que tem peso que querem uma nova política para não correr o risco de associar sua marca a canais que não estão alinhados com sua imagem.

          Só para ficar claro, o cara ainda pode conseguir e adicionar patrocínio dentro do vídeo, isso é, se a produtora do game quiser te bancar por exemplo. Só não vai ganhar mais a grana compartilhada pelas propagandas adicionais que o Youtube colocava.

        • O YouTube também já está de olho nesse conteúdo de besteirol, porque os anunciantes não querem seus spots aliados a eles. Eles já atingiram o pico, a tendência agora é só cair.

      • Othermind

        Que nada… Pode estar em “alta” mas com pouca monetização… Ou seja… pode fazer as palhaçadas mas vai ganhar uma merreca e uma hora desiste…

  • Levi Leal

    A única coisa que podemos fazer é não assistir ao conteúdo dessas megacorp’s. O YT foi feito para ser livre, e não uma extensão da TV, com um livrinho de regras do que pode e o que não pode.
    Caso continuem com esse mimimi de politicamente correto, as pessoas encontrarão uma nova forma de monetizar. Pelo menos no YT, por enquanto, é a gente que manda.

    • VAMOS BOICOTAR A REDE GLOBO!

      Ops! Canal errado.

    • EmuManíaco

      “O youtube foi feito pra ser livre” de onde vc tirou isso?

      • Levi Leal

        Tirei do fato de que para ganhar dinheiro no YT você não precisa necessariamente dos anunciantes, visto que a plataforma disponibiliza ferramentas de patrocínio e o superchat. Dessa forma, os ‘viewers’ mantém podem manter o canal.
        Se não acredita, tenta alguma vez ver uma stream do PewDiePie. São inúmeras ‘doações’ via superchat, e vários patrocinadores. 🙂

        • EmuManíaco

          vc sabe que o youtube começou em 2005 né?

        • Zalla

          PQP tu é burro ou é só doido mesmo….”não precisa necessariamente dos anunciantes”, vc acha que aqueles quadradinhos que o YT coloca na página exibindo o vídeo de 100k de exbições é o quê? Quem vc acha que paga as contas no fim do mês??

          A unica coisa que aconteceu era que o YT vendia seu anuncio garantindo X visualizações, daí colocava anúncio de BMW em video de minecraft…os anunciantes perceberam isso, pq isso é formula velha….o Ratinho tinha o dobro de audiência que outros programas, mas seu tempo de anuncio valia a metade, por causa da qualidade da audiência.

          Então vale mais a pena a tramontina anunciar panela em um canal gastronomico de 500 mil assinantes, do que no do minecraft com 5 milhões…

          quer que desenhe?

    • Xultz

      Esse papo é tão engraçado…
      O Youtube foi feito para gerar lucro para empresa, independente se ela for uma “plataforma livre de vídeos” ou se transformar num site de venda de produtos de limpeza para banheiros químicos. Ou qualquer outra mais aleatória que isto.
      As pessoas vão encontrar outras formas de monetizar? Talvez. Provavelmente não. Um dos motivos é que o Youtube não tem concorrentes, e o motivo é que o plano de negócios não é lá tão bom, haja visto que até 2015 ele estava no vermelho, começou a dar um lucrinho só em 2016 e mesmo assim, é troco de pinga prá Alphabet.
      O que muitos youtubers estão fazendo prá monetizar seus canais é o mesmo que a televisão faz desde que o primeiro elétron gerou o primeiro fóton no primeiro tubo de imagem: enfiando merchã no meio da programação.

      It’s all about money, afterall…

      • Levi Leal

        Ainda que o YT seja uma empresa feita para gerar lucro, ela foi feita para ser livre, pois ao contrário da TV, quem manda no conteúdo que assistimos, somos ‘nozes’. A gente procura um vídeo e coloca pra assistir, nós fazemos a programação. E se não quisermos assistir algo, passamos pra outro.
        O fato de ser uma empresa não torna o YT uma plataforma engessada, ainda assim ela continua livre.

        “As pessoas vão encontrar outras formas de monetizar? Talvez. Provavelmente não.”
        As pessoas já estão encontrando outras formas de monetizar, como disse no comentário abaixo.

        • Narciso

          Filho, acorde e sinta o cheiro do café! liberdade de c* é r*la.

        • Rafael Rodrigues

          Cara, larga essa maconha aí… A liberdade sai pela porta oposta à qual o dinheiro entra.

        • Zalla

          vc é tão, mas tão desinformado, que a TV quem coloca o conteudo somos ‘nozes’ também…infelizmente a qualidade da programação é diretamente influenciado pela qualidade de sua audiência…se o youtube é cheio de idiotice é pq tem muito idiota assistindo, se a programação da TV é ruim (para o seu gosto), conforme-se…se está lá é pq tem audiência

        • Xultz

          Você está misturando os conceitos. Onde você diz “ela foi feita para ser livre”, troque por “o modelo de negócios”. E se o modelo de negócios não estiver gerando o lucro desejado, ou encontram um outro modelo que gere mais lucro, o que você faz? Isso mesmo, muda o modelo de negócios, isso faz parte da primeira linha do primeiro capítulo do primeiro parágrafo da primeira cartilha da gestão de empresas.
          Então o Youtube não nasceu para ser livre, ele nasceu para gerar dinheiro com um modelo de negócios onde uma as pessoas colocam livremente conteúdo. Um baita negócio, o Youtube fornece a infraestrutura e as pessoas fazem o trabalho pesado de gerar novos vídeos. Deu certo? Os números mostram que não exatamente…

    • Zalla

      “É a gente que manda”….tolinho…
      Esses mileniais são ótimos…risadas garantidas

  • Pingback: Disney está moldando suas redes do YouTube de acordo com seus valores | Notícias Legais()

  • Alvaro Carneiro

    – ” full controle de danos”

    ou é tudo em ingles ou em portugues. Essa mistureba fica feinha.

    • gfg

      É? Vai reclamar de meio BIT também?

      • Cássio Amaral

        Tá de brincadeira, né? Concordo com o colega acima, não há necessidade de empregar estrangeirismo.

        • EmuManíaco

          Não há necessidade de “butthurt” por empregar estrangeirismo. Se esta esperando o B. piropo escrevendo esta no “sitio” errado.

          • Cássio Amaral

            Cara, eu não sou xiita quanto a isso, tanto que eu não falo “sítio” em vez de “site”, mas tem um limite também, esses estrangeirismos não agregam nada ao texto. Então você acha normal esse pessoal afrescalhado de empresas que falam “know-how”, “brainstorm”, “workshop”? Eu acho desnecessário empregar esses anglicismos, você acha que é mimimi meu também?

          • EmuManíaco

            Você pode achar o que bem entender. Só deixe os outros escreverem como eles acham melhor.

          • Cássio Amaral

            Não estou impedindo ninguém de escrever da forma que bem entender, afinal é um blog de opinião em que os autores têm liberdade para escrever como quiserem. Mas também tenho o direito de fazer uma crítica construtiva quanto ao estilo de redação do autor.

          • Victor

            olá, você tem conhecimento-como para fazer uma tempestade de cérebros numa loja trabalho?

          • Cássio Amaral

            kkkkkk. Eu prefiro assim:

            Olá, você tem habilidades para fazer uma ideia brilhante numa oficina?

            Viu, não é difícil evitar esses anglicismos bobos, e ainda por cima torna a mensagem mais clara e fácil de entender.

          • Zalla

            na boa..ficou feio paca…eu prefiro usar a expressão no original…tem coisa mais feia do que chamar mouse de rato?

          • Tom

            traga um termo melhor para a singela técnica de brainstorm que traga todo o seu significado

          • Rafael Rodrigues

            Nunca, jamais, e sob nenhuma hipótese, cite o GRANDE MESTRE Benito Piropo em vão.

            E sim, a escrita dele é soberba. Uma pena ter se aposentado.

          • EmuManíaco

            Sim a escrita dele é soberba.Mas a postura dele anti estrangeirismo sempre me pareceu exagerada demais.Me lembro que um dos principais motivos de comprar o jornal toda semana era para ler a coluna dele.

  • Alvaro Carneiro

    ah sim e o que não falta é gente embarcando de cabeça em ser youtuber profissional, achando que nada vai mudar, nunca.

    pode mudar para melhor ou para pior.

    • EmuManíaco

      a tendencia e sempre piorar. em qualquer negocio.

      • Eduardo Scharf

        Menos funerárias, eu acho.

  • Não é como se houvesse censura né… A plataforma está aberta para todo mundo postar seus vídeos de graça lá. Ela só não vai pagar pelo conteúdo já que não tem anunciantes. A liberdade de expressão não foi cerceada… Só o dinheiro é que saiu da jogada.

    • Othermind

      Não é censura… A pessoa pode continuar a comer amoeba e subir o video para o youtube… Mas o anunciante pode optar por não colocar o banner dele nesse vídeo e pronto.

      • EmuManíaco

        E a gente pensando que nao poderia aparecer nada pior que o programa da vovo mafalda e bom dia e cia com caue e jessica.

    • major505

      Justamente. Embora eu ache exagerado da parte do google fazer da noite pro dia a desmonetização, e casos extremos, tipo Forgoten Weapons, que é um canal sobre mecanica e história de armas e foi desmonetizado.

      Sorte deles que o faturamento já era quase que exclusivo pelo Patreon.

      • EmuManíaco

        “da noite pro dia” anunciantes retiraram seus anúncios do youtube. Quem manda é quem paga .

    • Zalla

      E mesmo se tivesse é uma empresa privada, ela tem direito de exercer censura sobre o conteudo que vai exibir na plataforma DELA…
      é como criticar uma galeria de arte exibir só o que ela quiser exibir

  • Othermind

    Antes: Sujeito não tinha direito a voto, e quando criticava abertamente o “governo” poderia receber a visita de militares o levando para dar uma “voltinha”.

    Hoje: Sujeito passa nutella na bunda e coloca online, o youtube não coloca anuncio no vídeo (nao monetiza) pois as empresas não querem patrocinar esse tipo de conteúdo, vinculando sua marca a isso. “Ainnnnnnnnnnnnnnn o youtube ta me censurandoooooo”

    • EmuManíaco

      Talvez o problema sejam os pais. Aqueles pais que arrumam forma de tipificar todos que pensando diferente deles
      geralmente com uma palavra. Exemplos : “Pelego, Coxinha, Facista, Nazista, mortadela, Reaça, Golpe” e todo esse monte de lixo que vemos diariamente por aí. Se pasteurizam a informação para si imagine pra essa juventude que passa o dia no youtube aprendendo besteira e sem nenhuma base para filtro.

      • Maom

        E aqueles caras que tipificam alguém chamando-o de “os pais”? kkkk

      • Zalla

        que que eu tenho a ver com essa merda que essa geração anda aprontando?

    • Flávio Pedroza

      Pelo que entendi vão expurgar apenas conteúdo violento/polêmico? Acho que os amoeba/nutellas da vida continuam. Os que vão sofrer são justamente canais que discutam temas relevantes ou que tenha opiniões mais fortes e divergentes.

      • Tom

        Problema não é deixar de monetizar porque não tem anunciante, é não deixar que anunciem, ou você acha que canal de guerra/polemica não teria anunciantes dispostos a trabalhar com a pessoa?

        • George Schildth

          O canal guerra/polêmica pode até ter anunciantes que queiram trabalhar com eles, só não vão fazer isto na plataforma YouTube, já que os DONOS da plataforma não querem que isto aconteça por lá.

  • DiMais

    no caso da Dysney não é questão de censura, é de mostrar que mesmo uma empresa do tamanho dela tem plenas condições de manter o controle sobre tudo que esteja ligado ao seu nome e valores.
    para o Youtube? segue o exemplo, senão a torneira não vai fechar.

    • Tom

      é mais de evitar que vinculem o nome dela a conteúdos mais adultos, mas o youtube é frescura, tem anunciante pra qualquer tipo de conteúdo

  • Ronaldo Brito

    Ótimo artigo. Parabéns.

  • Bruno L.

    Isso me lembra um artigo que eu li no falecido Jalopnik (hoje Flapout) sobre a Ferrari. Se não falar bem deles, você não pode fazer matérias sobre eles.

  • Edmilson_Junior

    E isso aumenta a cada dia a monotonia do YouTube

    • Rafael Rodrigues

      Se sua monotonia só é quebrada por quem passa nutella na bunda…

  • KappaKeepo

    sem querer ser o cara chato, mas ja tava na hora do google fazer algo assim..eu não consigo entender um cara que faz um puta tutorial sobre uma aplicação ganhar 3 centavos e outro que pula em banheira de nutela ganhar 50 mil

  • Meganegão

    não sei porque tanto mímimi. Os videos de besteirol continuam lá, ninguém está proibido de postar novos vídeos do mesmo tipo. Só que agora quem paga escolhe o que quer patrocinar, o que tem de errado nisso?

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