YouTube está desmonetizando vídeos de games com temática de guerra

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O Google entrou em modo full controle de danos desde o êxodo dos anunciantes do YouTube e da plataforma de anúncios tradicional, principalmente pela incapacidade da gigante de fazer algo até então para impedir a vinculação de propagandas com sites e vídeos controversos, de conteúdos indesejáveis e até mesmo de conteúdo extremista, mas por outro lado tinham muitas visualizações.

De lá para cá a companhia se comprometeu a fazer a coisa certa e ficar de olho em que tipo de vídeos os canais hospedam, cortando a grana de quem não mais se adequar em suas novas diretrizes. Ao mesmo tempo o YouTube aproveitou para fazer uma grande faxina, desmonetizando vídeos e canais com conteúdos furtados de outros e reduzindo drasticamente a visibilidade (e consequentemente a receita) dos nuteleiros e dos milhares de jogadores de Minecraft.

A estratégia é simples, a partir de agora apenas os canais com realmente conteúdo decente e que não divulgarem conteúdo controverso irão sobreviver, sem exceções. Só que o YouTube decidiu que games focados em guerra, como as franquias Call of Duty e Battlefield entre outras também é um tipo de conteúdo que não mais será privilegiado, mesmo se tratando de violência ficcional. Em suma, estão cortando a grana dos YouTubers campeiros sem dó.

Tal movimento não é iniciativa das desenvolvedoras e sim do próprio YouTube. Desde março a plataforma de vídeos decidiu que qualquer conteúdo violento real ou fictício, mesmo games não são passíveis de monetização ou na linguagem formal, “inapropriados para advertising”. Desde então os canais focados em produzir vídeos dessas franquias estão vendo sua renda atingir o fundo do poço, rendendo cada vez menos ou sendo até mesmo completamente desmonetizados. Não são raras as vezes em que YouTubers tentam nos últimos dias aplicar vídeos de Call of Duty: WWII ao programa e tomam um “não” na cara.


PrestigeIsKey — We need to talk about this…

As regras são bem claras: em geral, vídeos com conteúdos inapropriados não serão elegíveis para monetização e, mesmo que passem no crivo, na maioria dos casos renderão apenas uma fração de outros tipos de conteúdo, pois não serão aplicados à maioria dos anunciantes que não querem se envolver com tais materiais. O argumento dos YouTubers de Call of Duty e outros games similares não se sustenta pois a plataforma entendeu que violência virtual é violência do mesmo jeito, logo não reverterá sua decisão.

O conselho do Google sobre essa situação é clara como cristal: “façam vídeos de conteúdos amigáveis” ou traduzindo, “larguem de postar vídeos de games de guerra”. Imagine então canais grandes como o do Prestige, que fez fama transmitindo vídeos de Call of Duty tendo que se “reinventar” para continuar ganhando dinheiro, o público simplesmente desapareceria. Em suma, esses canais estão entre a cruz e a espada e o YouTube não lamenta já que é dono da faca, do queijo, do gato e do rato: no fim os anunciantes continuarão investindo e a plataforma gastará menos com repasse para os criadores de conteúdo, mantendo apenas os que realmente rezarem por sua cartilha e forem interessantes e diferenciados.

Pior para quem confiou no Google achando que ele é bonzinho, para a empresa não faz a menor diferença atomizar canais com muitas visualizações, no fim das contas eles são despesa porque querendo ou não eles são o produto, mesmo criando conteúdo. Os clientes de Mountain View são os anunciantes, são eles que decidem os rumos e como demonstrado pela fuga deles, a gigante fará de tudo para mantê-los satisfeitos. Mesmo que isso signifique detonar uma penca de YouTubers grandes que fazem vídeos de guerra de videogame.

Esses canais agora têm duas opções: aceitar que as regras mudaram e jogar de acordo, passando a submeter vídeos de outros conteúdos para monetização ou jogar a toalha de vez e procurar um emprego, algo que o próprio Prestige já considera fazer para continuar colocando comida na mesa da família.

Fonte: Kotaku Australia.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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