Wonder Boy: The Dragon’s Trap — Review

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Se tem uma coisa que não eu não podia dizer, é que era um grande fã da série Wonder Boy. Como nunca tive um Master System, meu único contato com a franquia foi com o Turma da Mônica na Terra dos Monstros, aquela versão criada pela Tectoy e que era baseado no Wonder Boy in Monster World, para Mega Drive.

Sendo assim, eu não deveria estar muito interessado no remake do Wonder Boy III: The Dragon’s Trap que a Lizardcube estava fazendo, mas desde a primeira vez que vi imagens da nova versão, fiquei bastante empolgado com o título. Felizmente a expectativa foi correspondida.

Lançado recentemente para PlayStation 4, Nintendo Switch e Xbox One, com a versão para PC estando prevista para chegar em junho, o Wonder Boy: The Dragon’s Trap tenta reimaginar o clássico lançado há quase 30 anos, mas como disse o programador Omar Cornut, fazendo o possível para manter a essência da criação de Ryuichi Nishizawa.

No jogo assumimos o papel de um aventureiro (ou aventureira) que acaba sendo amaldiçoado após derrotar um dragão. Transformado em um homem-lagarto, precisaremos percorrer um vasto mundo a procura de uma cura e é justamente aí que entra a principal qualidade do jogo.

Embora no seu exterior pareça apenas um típico jogo de plataforma 2D, onde teremos que pular, desviar de armadilhas e derrotar inimigos, The Dragon’s Trap adota vários elementos característicos de RPGs, como a possibilidade de mudarmos de armas, escudos e armaduras. Além disso, com o tempo seremos transformados em outros monstros, o que nos dará poderes especiais.

Outro detalhe é que além de passagens secretas espalhadas por todos os lados, os estágios estão interligados, nos permitindo seguir o caminho que quisermos, mas com alguns pontos só podendo ser alcançados se tivermos a habilidade necessária.  De certa forma, é mais ou menos como acontece nos jogos estilo Metroidvania, mas lembre-se que estamos falando de um remake de algo lançado em 1989.

Mas sejamos francos, para quem jogou o Wonder Boy III: The Dragon’s Trap, nada disso surpreende. A novidade aqui está no irretocável trabalho feito pelo pessoal da Lizardcube tanto na parte visual quanto na sonora. Com gráficos feitos a mão, o visual desta nova versão ficou belíssimo, com os cenários e as animações dos personagens parecendo desenhos animados.

O que torna essa repaginada visual ainda mais legal é que a qualquer momento podemos alternar entre os novos gráficos e os originais, apenas ao apertarmos um botão. Ver a dedicação do estúdio em recriar o clássico é algo fascinante e embora isso pudesse servir para diminuir o original, acaba tornando a fonte de inspiração ainda mais fantástica.

O outro ponto que julgo digno de aplausos é a nova parte sonora. Aproveitando (e respeitando) as músicas compostas por Shinichi Sakamoto para o Wonder Boy III, Michael Geyre conseguiu criar uma das trilhas sonoras mais bonitas que ouvi recentemente. Devido a tecnologia atual, o novo compositor conseguiu fazer uma abordagem mais específica para cada região e com isso ouviremos uma música no estilo japonês quando estivermos no estágio com essa característica ou algo mais “egípcio” quando estivermos na região das pirâmides. Ah, a trilha também pode ser alternada a qualquer momento.

Para os dias atuais, o Wonder Boy: The Dragon’s Trap pode até ser considerado por alguns como um jogo curto, com o seu final podendo ser atingido com apenas poucas horas, mas saiba que sem os itens corretos o desafio pode ser bem alto e devido aos muitos segredos espalhados pelo seu mundo, conseguir tudo exigirá bastante esforço e paciência.

No entanto, talvez o mais fascinante nesta nova versão é o potencial que ela tem para agradar tanto os novos quanto os antigos jogadores, nos fazendo ainda sonhar com inúmeros outros títulos daquela época que ficariam lindos se recebessem o mesmo tratamento. Só fico pensando no que a Lizardcube poderia fazer se colocasse as mãos em um Alex Kidd in Miracle World, um Shinobi ou um Streets of Rage…


Vida de Gamer — Wonder Boy: The Dragon’s Trap | Live Gameplay

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Podiam fazer remakes assim para muitos bons jogos antigos como adventure island, battle toads,

    ninja gaiden, final fantasy mystic quest, entre outros jogos que mesmo simples são interessantes, mas o grafico desestimula as pessoas a jogarem.

    • Kudos por ser mais um que se lembra de Final Fantasy Mystic Quest.

      • Tem muito jogo bom que pouca gente se lembra ou conheceu, conto nos dedos quem jogou secret of evermore , terranigma ou E.V.O.: Search for Eden para snes , por exemplo . De Mega drive também tem jogos bons que ficaram na lembrança de poucos, como Vectorman, Comix Zone, Beyon Oasis, entre muitos.

        • PugOfWar

          EVO tinha muito potencial, se não fossem as fases que eram basicamente andar até o final.

          • Concordo, dava pra melhorar a mecânica do jogo, mas mesmo assim conseguia ser divertido.

        • Juaum

          Beyoncé Oasis, o melhor game do gênero. Até a chegada de Legend of Oasis para Saturn..

    • Doomed

      Secret of Monkey Island Special Edition (tem no GOG). Mesmo esquema que esse aí (dá até para alternar gráficos).

  • VitorCruz

    Dori, faltou dizer um ponto importante: desejando respeitar a escolha de gênero, o jogo foi adicionado uma personagem feminina, que não tinha no jogo original. A personagem está no modo original quanto no remake.

    • “No jogo assumimos o papel de um aventureiro (ou aventureira)”

  • Esperando a versão de PC onde algum maluco vai eventualmente criar um skin de Turma da Mônica em: O Resgate.

    • Bruno Aveiro

      O Turma da Mônica na Terra dos Monstros pra Mega Drive eu joguei pra caramba!
      Certeza que se as crianças de hoje em dia jogassem esse jogo hoje ficariam frustradas.
      Oooooo jogo difícil (pra mim pelo menos)!

  • JORGE_TC

    @Dori Prata:disqus, ajeita aí: “Mas sejamos fracosn” (sejamos “francos”).

  • pollux_master .

    O mais impressionante dessa história é que o Omar Cornut é o responsável pelo MEKA, o melhor emulador de Master System que existe. No site SMSPower, ele mesmo afirma “MEKA is dedicated to that wonderful game that is Monster World II, or so called Wonder Boy III: The Dragon’s Trap in Western countries”.
    Então o que se aprende dessa história é que a emulação SIM preserva a memória dos videogames como um todo (alô, Nintendo?!?), e quando usada somente para esse fim, sem os espertinhos que querem ganhar um $$$ em cima do trabalho dos outros, merece MUITO ser aplaudida. E de pé. []’s

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