Nintendo Switch — desmonte revela pequena bateria e enorme consumo

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Na civilização o novo console da Nintendo custa 299 dólares, sem nenhum jogo incluso (crédito: Tech Advisor)

Durante o final de semana, vários sítios na civilização puderam examinar a fundo o Nintendo Switch. Embora a Nintendo o venda como console de mesa que eventualmente vira portátil, toda a engenharia contida no dispositivo diz o contrário: ele é um pequeno tablet que se conecta ao televisor por meio do dock.

Em boa parte dos tablets, a bateria ocupa a maior parte do interior do aparelho. No caso do Switch, digamos que a bateria é grande, mas talvez não o suficiente para alguns gamers mais entusiasmados.

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Nintendo Switch é uma bela peça de engenharia (crédito: iFixIt)

A bateria do Switch possui carga de 4.110 mAh, que a 3,7 V confere um fornecimento máximo de energia de “apenas” 15,2 Wh (16 Wh nominalmente). Se só podemos jogar três horas do aclamado The Legend of Zelda: Breath of the Wild com a carga total do aparelho, ao rodar o jogo o console portátil então drena 5 W.

Essa potência elétrica é basicamente o dobro da de um iPad conectado ao Wi-Fi (3 W). Um dos segredos da grande autonomia dos tablets é justamente o não-uso deles. Sim, isso mesmo: boa parte das pessoas só usam os tablets para tarefas leves ou mesmo para ficar de prontidão, em stand-by.

Não é o caso do Switch: a Nintendo o projetou para ficar basicamente em dois extremos, ligado e dormindo.

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Placa-mãe do Nintendo Switch (crédito: iFixIt)

Quando ligado, o console só utiliza toda a potência (GPU a 768 MHz) quando está no dock, ao exibir os gráficos dos jogos em 1080p. Neste modo, o Switch exige tão-somente o dock oficial e a ventoinha do console fica em sua velocidade máxima.

Fora do dock, ou seja, como portátil, o console está num modo onde sua potência gráfica é apenas a necessária para apresentar os mesmos gráficos em sua tela 720p. Quando na bateria, o Switch serve apenas para jogar, tanto que a Nintendo aparentemente dispensou os quatro núcleos de tarefas simples, Cortex A53, na customização do chip. O nVidia Tegra X1 presente no Nintendo Switch possui apenas os quatro núcleos ARMv8 (64 bits) Cortex A57 como CPU. Como GPU, provavelmente estão presentes todos os 256 núcleos CUDA da arquitetura Maxwell.

Tendo em vista todas essas características, duas boas perguntas têm sido feitas.

Qual a especificação elétrica para recarregar o console usando um powerbank ou carregador USB Type-C comum?

Bom, na traseira do tablet em si tem a especificação máxima de 1,2 ampère a 15 V (ou 18 W), mas o Anand Tech foi saber quais as outras especificações mais comuns de recarregamento do Nintendo Switch. Sim, outras: o console segue o padrão USB Power Delivery, onde o dispositivo teria um teto máximo de corrente nas diferentes tensões elétricas do padrão.

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Relação entre corrente e fornecimento elétrico no padrão USB Power Delivery 1.0 (crédito: Anand Tech)

O pessoal daquele sítio foi descobrir qual seria esse teto de corrente. Bom, o número encontrado foi dois ampères (na verdade, 1,94 A a 4,68 V). E além dos 15 V o console pode ser carregado em 5 V ou 9 V também, dependendo do tipo de carregador USB-C. Carregadores de 20 V seriam subutilizados, pois o Switch não trabalha com tal voltagem tensão no USB-C.

Como traduzimos isso? Bom, se você tiver um powerbank USB-C que forneça 2 A ele irá recarregar o Switch (incluindo os Joy-Cons) sem problemas, embora o recomendado seja o carregador oficial da Nintendo. Ou seja: basta um carregador USB-C de 15 W para recarregar o portátil, pois ele exige no máximo 10 W (na verdade, seriam 9,6 W; sendo 1,08 A a 8,88 V quando o console estiver dormindo em modo sleep) de um carregador externo.

E nem adianta comprar carregadores mais potentes: somente o carregador oficial da Nintendo (39 W) seria autorizado a fornecer os 17,7 Wh exigidos pelo console quando este estiver sendo exigido no máximo. E a culpa é em parte do dock.

Há algum substituto para o dock oficial da Nintendo?

Não. Por enquanto, não. Embora o Switch tenha saída DisplayPort pela interface USB-C, esse sinal de áudio e de vídeo só pode ser transformado em HDMI pelo dock oficial. E o dock oficial é o único dispositivo autorizado a também carregar o console com a especificação máxima enquanto faz isso. Um detalhe interessante é que no dock o Switch de vez em quando descarrega a bateria até os 88%, justamente para conservar a vida útil dela.

Os fissurados que quiserem recarregar a bateria do Switch aos 100% o tempo todo vão precisar eliminar o dock da jogada. Seja ele oficial ou não.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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