O que fazer, e o que não fazer, com o seu cartão de memória

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A história é básica. As pessoas se preocupam com a compra de câmeras, lentes, e se esquecem de que a mídia de armazenamento é muito importante. Confesso que cada vez menos as pessoas reclamam de perda de imagens em cartões corrompidos. A tecnologia tem avançado e eles estão cada vez mais seguros. Porém isso ainda acontece. Essa semana mesmo tive aqui o caso de uma fotógrafa que teve várias fotos corrompidas de um evento que ela fotografou. Minha esposa também teve esse problema com um cartão de memória relativamente novo. Então nada melhor do que dar uma olhada no texto que o fotógrafo Jeff Cable fez para o Petapixel

Cable trabalhou por anos como diretor de marketing da Lexar e, depois de sair da empresa, se viu motivado a escrever um texto sobre o que fazer e o que não fazer com o seu cartão de memória para garantir o seu correto funcionamento. Como as dicas dele são muito legais decidi comentar aqui algumas delas. A lista tem 8 itens muito importantes.

Antes de começar, Cable nos avisa que nos cartões de memória existe algo chamado File Allocation Table, conhecida também como tabela FAT. A tabela FAT é um índice e as fotos (ou vídeos) são os capítulos. Quando você formata um cartão, na verdade está limpando a tabela FAT. Os arquivos continuam lá e só são realmente apagados quando outra foto é feita por cima. Por isso que conseguimos recuperar imagens de cartões formatados com relativa facilidade.

1 — Não apagar imagens do cartão de memória em sua câmera

Você faz uma foto e não gostou. Automaticamente você apaga ela para economizar espaço no cartão. Cable afirma que isso não é o indicado. Embora as câmeras fotográficas sejam equipamentos de avançada tecnologia, elas são muito ruins em gerenciar a tabela FAT de seu cartão de memória. Apagar imagens individuais é uma ótima maneira de embaralhar o sistema de arquivos. Cartões de memória estão baratos e cada vez com mais capacidade de armazenamento. Tenha cartões extras para não precisar apagar imagens.

2 — Formatar os cartões de memória em sua câmera e não no computador

Cada fabricante de câmera tem uma forma de formatar o cartão. Inclusive isso pode mudar entre modelos do mesmo fabricante. Para não ter problemas de compatibilidade da tabela FAT cada cartão deve ser formatado na câmera onde vai ser utilizado. Então formatar o cartão em um computador não é uma boa ideia. E também não é uma boa ideia tirar o cartão de uma câmera e utilizar em outra sem formata-lo na câmera de destino. Eles vão funcionar, mas podem ocorrer problemas.

3 — Formatar o cartão a cada utilização

Depois de uma sessão fotográfica, mesmo que tenha sobrado muito espaço de armazenamento, é uma boa formatar o cartão para a próxima sessão. Isso deixa o sistema de armazenamento mais limpo e livre de possíveis erros.

4 — Utilize um bom leitor de cartão

Muita gente tenta economizar nessa parte. Mas, Cable aponta que cada cartão de memória possui, dentro, um controlador de leitura e gravação de dados. Os leitores de cartão também possuem um leitor de leitura e gravação interno que pode causar danos a seu cartão se não for de boa qualidade. Segundo ele a maior causa de cartões corrompidos que eram devolvidos a Lexar com reclamações eram por conta de leitores de cartão de baixa qualidade.

5 — Nunca preencher um cartão completamente

Assim como HDs, quanto mais cheios, menor é a capacidade de gerenciamento do controlador do cartão em gerenciar todos os dados. Cable afirma que o ideal é trabalhar com o cartão até 90% de sua capacidade.

6 — Não retire o cartão de memória da câmera durante a leitura ou gravação de dados

Sim, pode parecer óbvio, mas o fotógrafo aponta que a maior parte das câmeras ainda está gravando dados no cartão mesmo depois que a luz vermelha (ou verde) que indica a escrita ou leitura se apagar. Então, é sábio esperar mais alguns segundos depois que a luz se apaga para desligar a câmera ou retirar o cartão de memória. Isso vale para os leitores de cartão também.

7 — Utilize o slot duplo de cartão para gravação redundante

As câmeras com 2 slots de cartão foram uma grande evolução. Porém, a maioria utiliza esse recurso para aumentar a capacidade de armazenamento. O indicado é que você utilize o segundo slot para gravação de um backup do primeiro cartão. Maneira garantida de não perder nenhuma imagem.

8 — Compre cartões de qualidade

Conheço fotógrafo que, para economizar uns trocos, investe em cartões de marcas duvidosas. Isso não é aconselhável. Cartões SD estão muito baratos atualmente. E a diferença entre cartões SD normais e os fabricados para uso profissional também é muito pequena. É um equipamento minúsculo, mas sem eles não há fotografia. E confiabilidade é tudo nessa parte.

Esses foram os conselhos do fotógrafo e todos eles são muito válidos. Vejam o artigo completo aqui no Petapixel. Espero que isso tenha ajudado a alguns de vocês a terem práticas mais saudáveis quanto ao uso do cartão de memória.

 

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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