Efeitos Visuais — Perdido Em Marte, Star Wars e Mad Max: o fim da CGI?

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Computação Gráfica é o equivalente cinematográfico de transgênicos. As pessoas não compreendem como funciona, para que servem, o trabalho envolvido, mas por default dizem que odeiam. Gente esperta que quer aproveitar o hype, corre para dizer que não gosta também e não usa, mas quer saber a verdade? Todo mundo usa.

A computação gráfica virou a vilã da trilogia nova de Star Wars, quando ela nunca foi o problema, e sim a falta de roteiro, Mesmo assim as pessoas preferem apontar o dedo para o Jar-Jar, esquecendo que o Yoda também era CGI.

Os detratores da computação gráfica, que ignoram todo o trabalho de composição envolvido em um filme adoraram o novo Mad Max, ainda mais quando George Miller se gabou de só usar efeitos práticos. Efeitos esses que na prática não serviriam de nada sem… CGI. Ele sabe disso, e se odiasse CGI não teria feito… Babe.

O segredo foi usar CGI de forma inteligente, simulando efeitos práticos. Veja um dos vários vídeos das casas de efeitos visuais que trabalharam em Mad Max: Fury Road. Há cenas inteiras todas em CGI:


CGRecord Team — Mad Max: Fury Road (2015) VFX breakdown by iloura

Parece até Star Wars, né? No mau sentido, mas espere: o JJ não tinha dito que o filme seria todo com efeitos práticos?

Bem, segundo o diretor de fotografia 1/3 das vezes que o BB-8 aparece, é computação gráfica. Todos os cenários foram aumentados, até a areia era CGI, há cenas que começam com efeitos práticos, ficam mistas e terminam 100% computação gráfica. Assista, é um show:


BB-8: From Sketch to Screen – Star Wars: The Force Awakens Featurette

Efeitos gerados em computador não são inimigos do cinema, são ferramentas, ampliam as possibilidades. Nos levam para uma galáxia muito, muito distante, para Hogwarts ou para Marte. Todos esses filmes têm algo em comum, além do uso intensivo de CGI: ótimas histórias e personagens cativantes.

Portanto, da próxima vez que você não gostar de um filme, não culpe o pessoal dos efeitos visuais. Culpe a história. Não existe isso de muita CGI. Se o filme for bom como o Perdido em Marte até o visor dos capacetes pode ser computação gráfica e você não irá reclamar. Aliás, não irá nem perceber.


mpcvfx MPC — The Martian VFX breakdown

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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