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Second Life: O que que estão esperando para fechar o caixão ?

 

Já viu um Chester vivo? Não? Já viu um enterro de um anão, ou um filho de mulher de vida fácil chamado "Júnior"? A maioria não viu. Pois, creio eu, ser mais fácil ver tudo isso em um só dia que encontrar um usuário freqüente do Second Life.

Desde que o cliente brasileiro foi lançado, a quantidade de usuários onine vem caindo: De 120 mil na estréia, hoje temos uma média de 30 mil, com picos de 50 mil. As previsões de 2 milhões de usuários registrados em fevereiro deste ano micaram: hoje são apenas 700 mil. Só estes números já seriam base suficiente para enquadrar a iniciativa de trazer o SL para o país como um fracasso retumbante (observem o post do Cardoso detalhando o número de acessos do seu blog pessoal e compare os números). Entretanto, a situação atual do metaverso que ninguém usa está se deteriorando por dentro: o Second Life está virando um mundo-cão, digno de programa do Datena.

Prostituição


É um mundo virtual, certo? Neste mundo, você necessita trabalhar. A economia precisa se desenvolver. Só que emprego não é fácil.
Dado o nível de desemprego dentro do SL, muitos avatares partiram para a prostituição, e muitos dos developers se especializaram em criar movimentos e roupas eróticas para os avatares. Há até uma recriação da famosa rua de Amsterdam aonde as mulheres ficam expostas em vitrines.

Criminalidade


Há bandidos no second life. Neste caso em especial, foi necessária a intervenção do "BOPE virtual" para coibir o tráfico e os "assassinatos" que ocorrem na favela virtual "Cidade de Deus". O avatar Rmo Kurka explica: "Eu entrei nessa vida de bandido porque não consegui arrumar emprego no SL. Dentre os policiais, os traficantes do morro só falam com os "corruptos", que dão para eles Lindens (moeda virtual) e armas". Há usuários sugerindo a criação de delegacia virtual. E há estupros no metaverso também.

Revolução de Shopping Center e Terrorismo

Com o uso de bombas atômicas virtuais, o Exército de Libertação do Second Life explode lojas e construções, exigindo a abertura do capital do SL pela empresa responsável.

Recessão econômica e falência

Neste post no fórum oficial do SL Brasil, um avatar reclama da falência de sua pessoa jurídica virtual e pede medidas protecionistas para "pequenas empresas" dentro do SL. A equação é simples: a culpa é dos usuários que "pirateiam" os itens comprados e o excesso de cópias os desvaloriza. É óbvia a falta de procura para tanta oferta, já que, frequentemente, a primeira pergunta do brasileiro ao entrar no SL é "como ganhar dinheiro?".

Para quem não sabe, a principal atividade monetária do SL que não seja compra e venda de terrenos e ítens (depois da prostituição) é ficar sentado em locais apropriados ou dançando.
Já neste caso, a situação é mais complexa e alarmante: este site lista as consequências em cascata que a maior magnata do SL (uma Ayumi Hamasaki depois do inverno tenebroso, que parece ter encontrado no metaverso uma maneira legal de ficar bonita sem plástica) pode causar ao sistema econômico do negócio por vender ítens baratos demais, como as grandes cadeias de lojas americanas fazem. De acordo com a análise, sozinha ela pode falir a si mesma e levar junto a própria Linden Labs devido ao colapso monetário dentro do ambiente virtual.

Poluição Visual e Cidades Fantasma


O senso estético dos criadores de imóveis no SL claramente é de gosto duvidoso. Prédios bizonhos, casas esdrúxulas, e anúncios em painéis gigantes para todos os lados. Como de início o hype em torno do negócio era grande, muitas grandes empresas ergueram construções enormes no ambiente e, dado o esvaziamento do sistema, as abandonaram.

Hoje, algum desavisado caminhando no Second Life por certos locais, escutando o assovio tenebroso do vento e entrando em edifícios vazios sem enxergar nenhum avatar "vivo", pode se sentir como o Tom Cruise no filme "Vanilla Sky", ou o Will Smith no "Eu sou a Lenda": a sensação de pós-hecatombe-nuclear é realmente assustadora. Faltou só o velhinho sentado no que era a minha casa me entregar uma cebola.

Além destes problemas, note que não foram citados os evidentes avatares inconvenientes (muitos), o fato do programa ser pesadíssimo e exigir quase tanta banda quanto o Joost e a absoluta falta de sentido no negócio, mesmo que tais problemas não existissem.

Fora do ambiente virtual, semana passada, o fundador do SL deixou a empresa. A representante do SL no Brasil acordou para a realidade e mudou o foco de seus investimentos. Mesmo assim, o número de participantes continua caindo. O hype acabou e hoje a imprensa malha (embora comedida, não sei o motivo). O último a sair, que apague a luz.

Alguém aqui frequenta este negócio, e quer advogar em seu favor?

Autor: Fabião

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  • Alexandre Luckenzy

    Graças a God, no momento em que todos falavam desse jogo, eu havia escolhido a “Pílula Vermelha”, não tive arrependimento.

    …pensando bem, se eu fosse um Avatar neste meio, eu seria um Mad Max…

  • Eu usei esse “jogo” por 3 minutos, minha banda/VGA pediram misericórdia e abandonei de cara, isso foi antes do lançamento no brasil, ou seja quando aquilo ainda era usável. Porque em todo jogo que tem muito brasileiro estraga.

    _____________________

    Muita Pimenta para sua vida!

    Primeiro Pro-Commenter da Blogosfera Brasileira.

    • “Porque em todo jogo que tem muito brasileiro estraga.”

      Adoraria te chamar de preconceituoso, mas sou obrigado a concordar integralmente.

      Pena que são só os jogos

      Poemas open source em Memórias fictícias de Alex Popst

    • mau.dias

      eu diria que não só jogos..

      tem um outro serviço.. peraí, vou lembrar o nome.. acho que é.. algo com iogurte, yakult, work out..

    • O problema é que brasileiro tem que se dar bem em tudo que entra

      Defô?Defú?Defáulti?

      • E geralmente procura um jeito de burlar o sistema para obter vantagem. 🙁

        As vezes da vergonha de ser brasileiro, ainda bem que morei fora do país e tenho um ingles decente, ai da pra fazer as pessoas me conhecerem antes de falar que sou brasileiro. Porque se no meio on-line você chegar falando que é brasileiro já te atiram meia duzia de pedras e com toda razão.

        _____________________

        Muita Pimenta para sua vida!

        Primeiro Pro-Commenter da Blogosfera Brasileira.

  • Também fui o que saiu após alguns minutos. Perdia feio para qualquer MMORPG meia-boca, onde você com 5 segundos no comando do seu personagem podia sair correndo com WASD ou clicando com o mouse.

    Eu não conseguia nem andar e ficava com um personagem semi-nu parado sem fazer nada enquanto nem mesmo o chão havia sido carregado em 30 minutos de jogo.

    Nos minutos em que o jogo era carregado (sem sucesso) eu aproveitei para dar olhada nos menus e helps. Não havia nada que eu pudesse vestir (ou pelo menos assim pensei) sem que tivesse que comprar com a merreca que eu ganhei de início ou com dinheiro real.

    Ora, se é uma vida real, onde até dinheiro é difícil de conseguir. É de se esperar que surja problemas da vida real, como prostituição, crime, assaltos, assassinatos, pirataria e atentados terroristas.

    Começo até a achar que um The Sims Multiplayer Edition seria bem melhor recebido.

    • Hawk

      Idem…

      Então não foi só comigo, demorava muito tempo para um simples comando “W” responder, estava peladão andando/voando e para piorar o meu personagem era uma mulher! VTNC!!!

      Tentei encontrar alguma coisa nos menus, mas não tinha nada interessante.

      Este SL já vai tarde, oh coisa mais sem noção.

  • Só posso dizer uma coisa: Já vai tarde.

    E que descanse em tormentos o SecondLife.

    [abrace a campanha “Eu não vou criar uma distro Linux”]

    [Petição para o Windows 7 suporte apenas 64 bits]

  • Falta a tampa… eles não tem dinheiro para comprar a tampa do caixão..

    Não que eu goste de SL, mas vou dar uma vasculhada hoje para ver o que ainda existe.. hehehe

      ——————————–
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  • Shomer

    Também fui outro 5′-user (five-minute). Não deu, tentei e por fim cansei antes de começar. Talvez eu seja velho, impaciente (isto é estranho pois os jovens é que são ditos impacientes) ou talvez eu tenha simplesmente me decepcionado mesmo, tendo sido inicialmente movido para aquele lugar por força da mídia, pela curiosidade.

    A idéia parecia interessante mas creio que o motivo do “fracasso” está vinculado a sua fórmula que, tristemente, não foi bem resolvida, cujos componentes são a quantidade de banda exigida, ou ao menos a sua correta otimização e a interação (GUI) que para mim, achei confusa. A qualidade visual somada a atual tecnologia podia ter melhor aproveitamento, desde que o primeiro componente estivesse resolvido.

    Em fim, se o SL pode estar com os dias contados, sinceramente não sei, eu entretanto sei que outros virão no alvorecer. Aguardemos novas experiências.

  • Alexandre Luckenzy

    Para falar a verdade, para um projeto grandioso como foi o Second Life já estava fardado a isso: ou ter sucesso e inchar o numero de usuários ou ‘falir’ pela falta de perspectiva e razão no jogo. E isso já explicavam desde o começo quando o jogo foi lançado!

    A 2° opção ganhou.

    esse tal de SL esta passando por uma espécie de “Idade Média”, onde há significado uma coisa tão grande ter vida própria por por sí só? (ainda mais da noite para o dia) sem, no mínimo, critério de sobrevivência a não ser apenas por existir como avatar? enjoa e abandonamos o barco mesmo!

    Jogo pesado e excesso de banda + falta de critérios no jogo + formas reais de sobrevivência virtual + ilusionismo da aparncia = Um lugar mal compreendido, vazio e melancólico. Preferimos morar em mosteiros.

    Eu formaria um exercito Punkanarquico e conquistar reinos vizinhos e pessoas (isso sim é adrenalina) já que parece ser “uma terra de ninguém”… Por isso a idéia de ser um Mad Max numa terra devastada.

    tsk…

    • Ricardo Bicalho

      Sabe, isso que você disse sobre Mad Max poderia virar um Case para a LindenLabs: pegar esse povo todo e usar essa massa de usuários para vender um jogo online de verdade.

  • Eu sempre achei o Second Life bizonho… Nunca entendi isso de um mundo virtual, quando eu li na super interessante, que tinha gente gastando dinheiro real, pra melhorar a vida dos seus avatares, :jawdrop: me juntei com a galera da faculdade, e nos acabamos de rir por umas duas horas… E olha que as piadas foram proféticas, vide favela, prostituição e bandidagem… 😉

  • Eu entrei e “joguei” esse “Casinha Virtual” por uns 15 minutos no máximo. Achei lento, tosco e chato. Eu não conseguia ver o que tinha de tão bom para ser tão falado. Não conseguia enxergar como alguém ganhava dinheiro com aquilo. Mas daí eu larguei mão do “jogo”, desinstalei e nunca mais vi no que deu. Só fui saber no que deu agora. hehehe.

    Ps.: Já vi um enterro de um anão.

    ———-
    Ricardo Serathiuk

  • magno, existe um “The Sims Online”. Só que foi um fracasso e agora é free…

    http://geekpobre.890m.com/
    Acesse, Vale a pena.

    • Eu sei que existe. Mas nunca achei aquilo parecido com The Sims.

      Acho que uma versão Multiplayer do original (igual a Diablo, com limite de 4/8 pessoas) ou MMORPG seria mais indicada. Diria que aquilo ali foi um teste bem mal-sucedido.


      Evite a extinção de uma espécie ameaçada: use corretor ortográfico!

  • Na época do hype eu experimentei por uns 15 ou 20 minutos e não vi nada que me motivasse a continuar. 🙁

    IGOR BRITO ALVES
    (Cultura Nerd)

  • Lobinhu

    Uma vez eu vi na lan que eu frequento um cara de la seus 4x ~ 5x anos,obeso, semi careca e “feio a da cum pau”, o avatar dele, era um garotao de la seus 23 anos, spike hair(nao o moicano pin head), saradão sem camisa, com 2 desert eagle na cintura trovando uma garota, eis que ela pergunta como ele eh, e ele responde que eh parecido com o avatar…
    Perdi o minimo de vontade que tinha de conhecer SL nesse dia

    • mau.dias

      HAOSHDOHSDAOHSDOHDOSAHOSDHDOSHOSAHOSDADSOAHSDO

      é exatamente a imagem que eu tenho desse tipo de serviço.. second life, bate papo 3d (lembram quando tentaram inventar isso??), habbo hotel..

  • Sleep

    Podia ir o tosco SL e vir o WOW! 🙂

    *sonho*

  • Second Life, quando o vi achei o máximo, queria me inscrever mas deu muito trabalho, o arquivo era muito grande.

    Talvez sejam esses os motivos que acarretaram na decadência dele.

    Ei! o texto já acabou!!!

  • Já tentei jogar duas vezes, mas um joguinho daqueles usar praticamente todos os recursos do meu pc e internet e ainda assim não apresentar gráficos descentes e uma boa usuabilidade fizeram com que eu desistisse em menos de 2 dias.

    Creeeeeeeeeu

  • TheDarkMaster

    Não tive problemas de desempenho, mas com um pc alien (não, não é alienware) seria meio difícil acontecer algum problema.

    O que me irritou (e me fez desistir do jogo 20 minutos depois) é o óbvio perfil “pague-para-fazer-qualquer-coisa-além-do-básico-do-básico”, aquilo não é focado na diversão e sim no ganhar dinheiro. E qualquer jogo que se foque apenas em “dar dinheiro pra o produtor” está fatalmente fadado ao fracasso. Eu até tentei ver como era dirigir veículos, visitar outros cantos e etc, mas quando vi que quando quisesse usar qualquer coisa alardeada como usar outras roupas ou arrumar outros veículos teria que pagar com dinheiro real, larguei mão.

    Se você consegue ler esta mensagem então o seu computador irá se auto-destruir em dez segundos, tenha um bom dia 🙂

  • felipels

    O pior de tudo é que o caderno de Tecnologia do jornal Estado de S. Paulo ainda tem uma seção exclusiva pra isso, falando das últimas “novidade” do SL…

    Eu nunca tive coragem nem de baixar essa joça pro meu PC, troço inútil….

    O legal seria encontrar todos os “Especialistas em informática” que na época do Hype falavam que isso era o futuro, que todos os negócios dos pontos de venda poderiam ser feitos através dele e mais aquele momento de m…. que falavam…

    Devem estar procurando alguma coisa relacionada à Web 3.0 já… }:)

  • Está parecendo GTA em rede.

    Eu também tentei jogar… mas minha banda não aguentou, além do mais, não tinha o que fazer naquele mundo, totalmente sem graça.

    ————-
    TechCube

    • cafuin

      Deus do céu…. se fosse GTA em rede eu jogaria todo dia e pagando mensalidade na boa.

      Aquilo, como já dito em outro artigo aqui, é um F_cking Chat!

  • Heero

    A empresa Kaizen Games não é nada, nada adorada pelos gamers brasileiros. No mais, o Second Life apenas espelha nossas tendências. Nunca passou aquilo de um orkut misturado com the sims. Quem sabe senão falir melhore, tal qual o orkut.

    • th Ogoshi

      Falia não creio que vá porque sempre tem alguma empresa fazendo algum evento dentro do SL (coisa imbecil master, mas…).

      E tb fui um 5’s-user, o jogo (se é que pode ser chamado assim) não é intuitivo, não tem graça, objetivos, caminho… ou seja, vc ‘nasce’ na pele de um objeto 3D e tem que viver outra ida. Já basta a vida real!

    • De fato: No meio da “pesquisa” que eu fiz, haviam um monte de páginas e posts espalhados por blogs do país todo reclamando das atitudes da Kaizen.

      Porém, como eu não tinha a contraparte da empresa, achei melhor não citar. Mas acho difícil que todo mundo esteja errado e a empresa certa.

      Um fato “legal” é que no SL original, as pessoas podem comprar terrenos com a moeda própria do metaverso. Isso estimula a economia lá dentro e deixa as coisas um pouquinho mais divertidas.

      Aqui, inexplicávelmente, numa atitude meio terceiro-mundista, a Kaizen proibiu isso: terreno, apenas com dinheiro vivo, numa tentativa de forçar as empresas interessadas a gastar.

      Não sei lá nos EUA, mas, aqui no Brasil, a intenção do lançamento do SL era “Ganhar dinheiro de qualquer jeito”; tudo foi focado nas empresas que comprariam os terrenos e construiriam coisas lá dentro, e quase nada nos usuários que iriam visualizá-las:

      Eu não sei se aqui todo mundo conhece, mas, farei uma analogia que explica bem a intenção da Kaizen: Sabem aqueles programas que certas emissoras passam, principalmente as do interior, aonde “repórteres” gravam quadros aonde entrevistam donos de lojas para falar sobre as promoções, e o programa se resume a isso? É mais ou menos o que a turma que trouxe o SL pra cá quis fazer.

      • Heero

        Praticamente todas praticas que você relatou ocorreram antes no jogo Priston Tale.

        Tornaram itens importantes do game praticamente inacessíveis para quem não os compra através da loja do site e passaram a vender itens que não são vendidos no servidor original coreano. Sem falar na má administração, sobrecarga constante dos servidores do forum e do jogo gerando lags terríveis(no forum oficial durante uma certa epoca só era possível o acesso durante a madrugada), economia do jogo distorcida em comparação as de outros países em que o game está presente, com suspeita de corrupção envolvendo alguns game masters do jogo (usuários que foram banidos permanentemente tendo suas contas recuperadas, e favorecimento de clans) etc…

        Estava entre um dos grandes clans e tinha uma posição razoável no ranking do jogo, só que estes fatores me levaram a parar. Parei já faz quase dois anos e os poucos amigos que continuam jogando contam que as mesmas práticas persistem e estão cada vez mais visíveis. Mesmo no forum oficial do jogo é possível ver o clima negativo que a empresa gerou.

  • O início do fim do SL foi a proibição dos casinos, o que fazia girar muito dinheiro. Era fácil ganhar 20 ou 30 dólares em poucas horas.

    Faltou também o Google comprar a Linden, mas pelos vistos a rapaziada de Mountain View não se deixou levar pela onda.

    []´s JV

    • mau.dias

      graças a Jobs, digo, graças a Deus

      [iTard mode off]

  • xultz

    Agora o Second Life vai voltar com força total: saiu a versão beta do cliente para Linux.

  • kotter

    usei o jogo por 10 minutos, achei ridículo.

    na época eu preferi continuar com o IMVU, um bate papo 3D, que também envolvia dinheiro, dava pra construir casas e comprar objetos, móveis, roupas. não era um mundo virtual como o Second Life, mas era divertido.

    com o tempo desisti do IMVU também.

    achei muito bom teu texto Fabio, eu não sabia que tudo isso vinha acontecendo no Second Life. pelo menos a linden labs conseguiu o que queria, criar um mundo virtual de verdade, com tudo que tem no mundo real, onde o ser humano contribui pra destruição de tudo, e o governo é uma merda 😀

    • Valeu.

      Comentando um pouco se apoderando o que você disse:

      O ser humano destrói tudo mesmo.

      Sou ateu, mas uso deus nesta frase: Acho que deus desistiu de criar dilúvios por um motivo: Sempre sobra um lazarento vivo, e ele reproduz, reproduz, e reproduz, até ter bastante cópia. Ai começa a matar, roubar, se vender, se drogar, e chegamos a um mundo corrompido, até que o homem lá de cima se irrita e destrói, para sobrar mais uns, que começam tudo de novo…

      Por estas e outras que eu acho que pelo menos uma parte da população salsinha poderia se engajar nisso aqui.

  • Eu não gostei desse simulador, já tenho uma vida de verdade para me preocupar.
    É uma coisa realmente tosca e pesada.
    Acho que até Mu Online (que odeio) é melhor que isso.

    Edit: Uma foto da explosão: http://bp2.blogger.com/_AGx7po2xfwg/ReHT7ddG9iI/AAAAAAAAAIw/r03s7ZvQ5mw/s320/20070225a.jpg

    WorldOrg

  • Nunca joguei o SL e para mim ele continua sem sentido. Porque se ter um SL se as pessoas nem vivem direito a “first life”?


    Computadores fazem arte, geeks fazem dinheiro

  • Daaavid

    Se for pra viver num mundo virtual que seja num MMORPG… muito mais interessante.

  • rafaelmb

    Assim como alguém citou no início, usei por 5 minutos, até notar que minha banda larga é insuficiente e abandonei o troço, exatamente como abandonei o Joost, que oferece um serviço de qualidade, mas tem que ter largura de banda.
    Quanto ao SL, o último a sair apaga a luz por favor.

  • mau.dias

    nunca pensei que minha placa de vídeo velha fosse me salvar de algo.. graças a ela eu não consegui instalar o “pograminha” aquele

  • Ricardo Bicalho

    Interessante é observar quando o fogo de palha acaba, o suporte também. Quando eu escrevi um artigo indo contra aquela onda da mídia, chamando o Second Life de LIXO total, apareceram vários defensores. Acho que eles devem estar jogando World of Warcraft ou Guild Wars.

    • O mais esquisito nisso, nem é a falta de usuários defensores, mesmo porque eles simplesmente não existem. Aquele marcador lá no site deles deve estar errado, você anda pelo ambiente e não há ninguém lá dentro.

      O que mais me deixa ressabiado é o fato que a própria mídia especializada reluta em admitir que o Second Life já era faz tempo: Uma procura simples no google, vai mostrar N reportagens na mídia “de verdade”, como nos grandes portais, aonde o teor é sempre de “Second Life, Fracasso? Nem sim, nem não”, ou coisas do gênero.

      No início, a mídia estava completamente apaixonada pelo negócio: Elogios pra lá, puxação de saco pra cá: Era como se o SL fosse a nova maravilha da web, e quem não estivesse lá viraria automaticamente um outsider. Creio que muitos aqui (eu, inclusive), tentou ver como era nesta época.

      Visto que aquilo não faz o menor sentido, a maioria absoluta viu, detestou e sumiu. O cadastro ficou lá pra constar nos números que a Kaizen usa para promover o projeto, mas, o usuário que é bom, nada.

      Lá pra meados de outubro, era evidente que algo estava muito errado. As empresas começaram a abandonar os projetos, o público só caía e estava óbvio que aquilo não duraria muito tempo.

      Contudo, o mais bizarro nisso tudo, é que a imprensa, até hoje, se recusa a admitir isso: A maioria absoluta das matérias que se lê, é indicativo de que tudo vai bem, que tá tudo numa boa e que o projeto continua firme e forte. O negócio perdeu mais da metade dos seus usuários periódicos em menos de um ano, ninguém mais faz campanhas lá, e mesmo assim as matérias ignoram tudo isso e falam do negócio como se nada estivesse acontecendo.

      Foi isso que me levou a escrever o artigo. De um jeito muito estranho, até suspeito, parece que o povo da mídia tradicional se recusa a admitir que isso foi pro buraco. Blogs fora, porque em blogs nego mete o pau no SL desde seu início.

  • tcelestino

    Tudo não passa de simplesmente “hype”, quando esse fogo se apaga, literalmente o serviço tende a cair. Quem diga o Joost, que todo mundo quis testar (até eu), era uma enxurrado de pedidos de convites e que no final metade do pessoal desistiu.

    Tiago Celestino – http://tcelestino.com.br/blog

  • kotter

    como seria o ‘fim do mundo second life’?
    os católicos dizem que o primeiro fim do mundo foi com água (o tal dilúvio, arca de noé, bla bla bla), e o próximo será com fogo.

    quando a linden labs estiver falindo e precisar realmente acabar com second life, seria legal ter um fim de mundo digno, não apenas um ‘game over’ ! haha

    • rafaellmartin

      Eu estava pensando nisso e na analogia com o A Lenda. Proponho a todos que ainda tem usuários lá (não é meu caso) que se reúnam em grupos de seres semi-selvagens, caçando em bando, fugindo do Sol, e eliminando o 1% da população que lá sobrevive. Só peço que DEIXEM O PASTOR ALEMÃO EM PAZ! Tadinho… }:)

  • Bacana, não tinha nada no SL. Tava mais morto que sei lá o que. :p

      ——————————–
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    • Diga se não parece uma cidade fantasma.

      Aquele barulho de vento, e o fato de você não achar ninguém, dá medo…

      Eu fico na expectativa da sirene tocar e o mundo alternativo aparecer.

      • Silent Hill, puta filme (e jogo)…

  • laertesss

    Sei lá, acho que o usuário enjoa fácil disso, um amigo meu tentou usar e nao conseguiu rodar, isso o fez desistir na hora pq não encontrou facilidade. E muitos fazem o mesmo, pelo jeito o troço vai falir…

    “Sou analfabeto, não sei assinar.”

  • ghustavo

    isso são pessoas que nunca viram nada melhor
    depois que minha namorada conheceu o Lineage 2 nunca mais quis saber desse SL.

    I Work All Night, I Work All Day, to Pay de Bills I have to Pay
    Ain’t it sad

  • Quando iniciei no SL, achei tudo lindo e maravilhoso. Mas a falta de informações de como-fazer-alguma-coisa me deixou desanimado, e abandonei o jogo.

  • Pessoal, sei que vou ser alvo de comentários ácidos, mas prefiro postar minha opinião do que ficar escondido. Serei o primeiro a defender o Second Life no Meio Bit. 🙂

    Façamos um paralelo com o início da Internet. Quem aqui nunca ouviu a frase: “você trabalha com Internet? Para com isso, vai trabalhar com alguma coisa de verdade!”. Pois bem, sinto o mesmo tratamento em relação ao Second Life.

    É um sistema novo, com certeza com muito desenvolvimento para acontecer, mas é o primeiro de todos os sistemas 3D para utilização em massa na Web que deu certo – mérito da Linden Lab.

    Não o considero um joguinho, mas um sistema de relacionamento 3D completo, onde você poderá utilizar além da construção de espaços virtuais, as ferramentas de comunicação, como VoIP aliado a plataformas visuais, facilitando conferências de equipes e outras coisas semelhantes.

    No aspecto de negócios, o Second Life está longe de ser algo morto. São atualmente mais de 500 mil usuários ativos no sistema em padrão mundial, e no Brasil somos mais de 30 mil usuários ativos. Lógico que comparado ao um blog como o MeioBit, os números parecem pequenos. Mas mesmo nesse ponto, posso falar com conhecimento, pois sou o dono do maior blog brasileiro com temas referentes ao Second Life (www.mundolinden.com). O problema no Brasil é a Kaizen Games, que fornece um produto com péssimo atendimento.

    Em relação aos números, no final de 2007, postei no http://www.mundolinden.com, uma análise que pode ser acessada aqui: http://mundolinden.blogspot.com/2007/12/o-second-life-est-morrendo-por-jean.html#links

    Quem quiser ler, por favor, visite o post.

    Mas em resumo, o sistema, que o Cardoso (aliás um cara que admiro e leio constantemente, o MeioBit e o Contraditorium) pede para fechar, está longe de não dar resultados para a empresa que o criou. Ou seja, a Linden Lab fatura por ano, mais de 100 milhões de dólares com o “joguinho”. E se o joguinho fosse um país de verdade (eheheh estou longe de defender isso ok?), teria atualmente um movimento interno mensal bruto maior que 45 milhões de dólares americanos em sua economia virtual.

    Conheço empresas brasileiras, que lucram mais de USD$5000 por mês, produzindo recursos e vendendo estes no tal “joguinho”.

    Programadores sérios, podem desenvolver muitas aplicações úteis com base nos códigos OPEN SOURCE (chamados OPENSL – http://www.opensimulator.org), entre elas, já existem sistemas inovadores de VOIP e mundos virtuais paralelos em desenvolvimento, mais otimizados que o próprio Second Life. Inclusive para utilização profissional em empresas e universidades (participo do desenvolvimento do brasileiro Life Sim).

    Portanto, acho que o sistema pode ter perdido o apelo que as agências de marketing construiram, para atrair grandes anunciantes com campanhas muitas vezes absurdas dentro do SL, mas, certamente muitas coisas boas surgirão em relação ao desenvolvimento de mundos 3D na internet, que fujam apenas do interesse lúdico, como um jogo.

    Quem quiser ler algum conteúdo sério sobre o Second Life, convido para o meu Blog http://www.mundolinden.com, atualmente temos uma visitação diária de 250 unique views (nada mal para um blog restritivo né?).

    Grande abraço e até mais.

    Jean Liberato
    Liberato Lindman (Second Life)

    • Storm

      Paralelo com a internet? Quando o número de pessoas na internet reduziu pela metade?
      Esses mundos virtuais são apenas isso, mundos virtuais. Qual a vantagem de uma palestra no second life a um vídeo-tutorial? Prefiro o segundo… Show no second life? Fala sério, um cd da banda ao vivo tem o mesmo efeito. Comprar lá? Prefiro entrar diretamente no site e comprar, rápido e prático, e fala a verdade, fazer test-drive de qualquer coisa lá passa infinitamente longe da sensação de experimentar o produto real.

      • Storm,

        concordo em partes contigo, na verdade a experiência 3D é interessante por vc ter um “quê” mais lúdico. Considere que mais de 80% dos usuários convencionais de Internet são ou foram usuários de games.

        A familiaridade com um universo 3D é um motivo a mais para dar start em algo diferenciado. Certamente, pode não agradar a todos, principalmente pessoas que estão acostumados a usar meios usuais de B2C, mas uma conferência de equipe no Second Life é infinitamente superior a uma conferência via Skype, ou qualquer outra ferramenta de VoIP em grupo.

        A IBM atesta tal facilitador, pois administra seus grupos de trabalho no Second Life a mais de 1 ano. Com reuniões pré-definidas no metaverso como teste e até mesmo reuniões do board ocorrem no Second Life.

        Comprar objetos, ou ouvir shows ao vivo, são meros detalhes. A compra de uma Ferrari virtual não passa de uma brincadeira, que agrada a uma parcela de usuários, mas se vc tem uma empresa de design ou planejamento de interiores, o Second Life pode ser uma ferramenta muito útil tb, pois permite a produção fiel de seu projeto em 3D e libera um acesso totalmente diferenciado, sem a necessidade do usuário final dominar softwares 3D. Basta criar um login comum para seus clientes e abrir o acesso deste para que o cliente veja o resultado de seu trablho, onde quer que esteja.

        O que acha? Para mim, é realmente um facilitador, ao invés de criar vídeos do projeto, tutoriais, ensinar a pessoa a usar o emulador 3D e exportar meshs 3D para que ela execute em seus softwares.

        Grande Abraço.

        Jean Liberato

    • Vamos por partes:

      “Pessoal, sei que vou ser alvo de comentários ácidos, mas prefiro postar minha opinião do que ficar escondido. Serei o primeiro a defender o Second Life no Meio Bit.”

      Toda opinião é bem vinda.

      “Façamos um paralelo com o início da Internet. Quem aqui nunca ouviu a frase: “você trabalha com Internet? Para com isso, vai trabalhar com alguma coisa de verdade!”. Pois bem, sinto o mesmo tratamento em relação ao Second Life.”

      A internet começou na parte de pesquisa, não era apenas alguns universitários brincando de mandar e-mail com piada. A internet começou de forma séria. Quando eu via jornalistas na televisão, eu imaginava toda uma intranet organizada dentro da empresa, bem como conexões entre esses jornalistas e centros de notícia no resto do mundo. Eu não imaginava a internet desse modo que você citou.

      “É um sistema novo, com certeza com muito desenvolvimento para acontecer, mas é o primeiro de todos os sistemas 3D para utilização em massa na Web que deu certo – mérito da Linden Lab. Não o considero um joguinho, mas um sistema de relacionamento 3D completo, onde você poderá utilizar além da construção de espaços virtuais, as ferramentas de comunicação, como VoIP aliado a plataformas visuais, facilitando conferências de equipes e outras coisas semelhantes.”

      Lá pelos idos de 1998 havia MUDs/IRC com mais de 800 pessoas por servidor e já havia projetos que os havia transformado em verdadeiros centros de conferência, inclusive com todas as variantes do AA (sim, alcoólicos anônimos). Os newsgroups eram centros de referência sobre todos os assuntos (de mecânica quântica a Sim City), função delegada hoje aos fóruns. Os sistemas 3D começaram muito antes do Second Life, com Mundos Virtuais e, logo depois, MMORPGs. O ICQ já permitia conferências em VOIP na internet discada desde a versão 98. (não que fosse muito bom.

      “Mas em resumo, o sistema, que o Cardoso (aliás um cara que admiro e leio constantemente, o MeioBit e o Contraditorium) pede para fechar, está longe de não dar resultados para a empresa que o criou.”

      O autor do artigo é o Fábio Cardoso, não o Carlos Cardoso. Mas tudo bem, acontece, muita gente acha que todos os artigos do Meiobit são do Carlos Cardoso, mesmo os da Fabiane.

      “Ou seja, a Linden Lab fatura por ano, mais de 100 milhões de dólares com o “joguinho”. E se o joguinho fosse um país de verdade (eheheh estou longe de defender isso ok?), teria atualmente um movimento interno mensal bruto maior que 45 milhões de dólares americanos em sua economia virtual.”

      Quarenta e cinco milhões de dólares de PIB não é muita coisa para uma empresa. Há uma “regra de ouro” que diz que uma empresa grande fatura, sem contar as despesas, cerca de 200 mil dólares por empregado. Quanto a movimentar, uma única loja grande pode movimentar “isso tudo” por mês.

      P.S.: Como ela pode faturar 100M e movimentar só 45M? Alguém está sonegando o IR. 😀

      “Conheço empresas brasileiras, que lucram mais de USD$5000 por mês, produzindo recursos e vendendo estes no tal “joguinho”.”

      Conheço “pessoas” brasileiras que lucram a mesma coisa com trabalho assalariado e comissões. Pena que eu não sou uma delas.

      “Programadores sérios, podem desenvolver muitas aplicações úteis com base nos códigos OPEN SOURCE (chamados OPENSL), entre elas, já existem sistemas inovadores de VOIP e mundos virtuais paralelos em desenvolvimento, mais otimizados que o próprio Second Life. Inclusive para utilização profissional em empresas e universidades.”

      Mundos virtuais já existiam e novos podem surgir sem código legado do Second Life.

      Portanto, acho que o sistema pode ter perdido o apelo que as agências de marketing construiram, para atrair grandes anunciantes com campanhas muitas vezes absurdas dentro do SL, mas, certamente muitas coisas boas surgirão em relação ao desenvolvimento de mundos 3D na internet, que fujam apenas do interesse lúdico, como um jogo.

      Marketeiros nunca entenderam mesmo como a coisa funciona. Pior que eles só algumas empresas de RH.

      Quem quiser ler algum conteúdo sério sobre o Second Life, convido para o meu Blog http://www.mundolinden.com, atualmente temos uma visitação diária de 250 unique views (nada mal para um blog restritivo né?).

      Tá anotado.

      Liberato Lindman

      Flying Man! (ok, piada sem graça)

    • Então Jean.

      Primeiro, pra esclarecer, eu sou “Cardoso”, mas não sou “O” Cardoso.
      Aliás, meu nome é Fabio Cardoso mesmo. Mas, nenhuma relação com o Carlos Cardoso. Pelo menos não que eu saiba.

      [quote]É um sistema novo, com certeza com muito desenvolvimento para acontecer[/quote]

      Eu já discordo, neste caso, bastante. Quer ver ?

      Data de lançamento do Second Life: Junho de 2003
      Lançamento do Orkut: Janeiro de 2004

      Datas oficiais.
      No caso, nem cabe comparar o tamanho do sucesso do Orkut com o “tamanho do sucesso” do Second Life. E falamos também de “áreas novas” na tecnologia: Um, um site de relacionamentos, outro, um metaverso virtual.

      Logo, “ser novo”, não cola mais. Já é um projeto maduro.

      [quote]Não o considero um joguinho, mas um sistema de relacionamento 3D completo, onde você poderá utilizar além da construção de espaços virtuais, as ferramentas de comunicação, como VoIP aliado a plataformas visuais[/quote]

      Pergunto: Se o Second Life já enfrenta dificuldades para rodar em uma banda de 2M (256kbytes/s) com um avatar e os prédios vazios, me responda: Como ele vai aguentar uso intensivo de plataformas visuais e comunicação VoIP?

      A menos que a Linden reconstrua a engine do zero, porque, da maneira que ele gasta banda, só acho que ele COMEÇA a ficar razoável para usuários com banda de uns 4MB pra cima.

      [quote]e no Brasil somos mais de 30 mil usuários ativos. Lógico que comparado ao um blog como o MeioBit, os números parecem pequenos. [/quote]

      Não. Comparado até ao Kaillera, que é aquela rede gratuita de jogar emulador (Traduzindo, aquela em que eu espanco pobres inocentes no KOF e no SFIII… eheheh…), se contar todos os usuários online ao mesmo tempo, deve chegar neste número.

      Considerando o investimento feito, 30 mil usuários é um número absolutamente ridículo, me perdoe.

      E contesto também se é inteiramente culpa da Kaizen: Você é a primeira pessoa com a qual eu falo, que participa ativamente do SL. Juro, de todos os meus amigos, colegas, conhecidos, amigos virtuais, inimigos virtuais, TODO MUNDO, és a primeira pessoa.

      Veja a quantidade de “usuários de 5 minutos” que o negócio teve: A questão é muito mais complexa do que uma possível culpa da Kaizen…
      O negócio é rejeitado mesmo, pela maioria absoluta de quem tenta.

      [quote]Mas em resumo, o sistema, que o Cardoso (aliás um cara que admiro e leio constantemente, o MeioBit e o Contraditorium) pede para fechar, está longe de não dar resultados para a empresa que o criou.Ou seja, a Linden Lab fatura por ano, mais de 100 milhões de dólares com o “joguinho”. E se o joguinho fosse um país de verdade (eheheh estou longe de defender isso ok?), teria atualmente um movimento interno mensal bruto maior que 45 milhões de dólares americanos em sua economia virtual.[/quote]

      1 – Bom, devidamente explicado que eu sou Cardoso, mas não sou o Cardoso.

      2 – Eu realmente gostaria de mais detalhes sobre este montante de faturamento que você citou.

      Aqui temos as estatísticas econômicas do SL.

      Tomemos Fevereiro por exemplo. O Faturamento da Linden:

      191,235,829 L$ vendidos. Pel câmbio médio de 250/1, isso dá 750 mil dólares. Que vão pro cash da Linden. Coloquemos aí 9 milhões no caixa dela.

      No seu blog, você cita as contas pagas: Dá uns 7 milhões. Some junto.

      Mais a comercialização dos terrenos e as taxas cobradas: No máximo, uns 20 milhões.

      Logo, eu não creio num faturamento de 100 milhões de dólares anuais. E, mesmo que isso ocorra, no mínimo a metade vai embora com servidores e banda. Outro tanto para os funcionários. Tem as contas comuns às empresas, outras despesas, impostos, bla bla bla…

      Pela magnitude, mesmo que seja 100mi, é muito pouco dinheiro.

      No mais, não é que eu “queira” a extinção do serviço. Tenho de ser sincero: Não dou a mínima pro SL em sí. Resolví escrever isso porque lí algumas matérias “indecisas” da imprensa se recusando a apontar o negócio como fracasso; opinião que, mesmo com a sua argumentação, infelizmente sustento.

      A rejeição ao produto é altíssima, o número de usuários é baixo e o custo de manutenção do negócio tende a ser estratosférico. Se a Linden montasse um MMORPG qualquer, teria mais usuários e gastaria muito menos.

  • Wallacy

    A realidade é um droga!!

    Uma segunda droga virtual??

    Quando sair um game igual o “The World” do .hack//Dusk vai ser bom!!!

    —–
    No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.
    Henry Wadsworth

    • Wallacy,

      quem faz a realidade somos nós humanos. Quem faz a segunda realidade também.

      Por aí tiramos a conclusão que o problema não é a base e sim que manipula ela certo?

      Abração.

      Jean Liberato

  • Oi Brasil! Recebi tantos acessos ao meu site a partir deste blog eu tive que responder. Eu costumava translate.google.com a escrever este comentário.

    Eu sou o criador do “feio” Second Life edifício. Esta foi a minha primeira vez no edifício Second Life e foi feito cerca de três anos atrás. Tenho vindo a fazer ambientes 3D durante muitos anos. Eu construir muitos lugares bonitos desde então. I explorar um mundo virtual desenvolvimento firme apelo Toque no crânio os E.U.. Trazemos para as empresas em mundos como Second Life.

    Não concordo com a sua avaliação sobre virual mundos. Penso que estes mundos representam o futuro da web para entretenimento, negócios, colaboração e investigação. Enquanto Second Life pode não ser o vencedor, no final, este campo está aí para ficar.

    Graças ao tráfego!

  • Luca Maynard

    Depois de ler os comentários acima, vi o quanto falta de informação sobre Second Life e ainda como parece o brasileiro ser culpado por certas atitudes no metaverso.

    Fácil dizer que a justificativa de algumas atitudes inconvenientes no second life – sl, seria por conta do “jeitinho” brasileiro, mas será que quem diz sabe sobre educação mundial?

    Boa parte de quem divulga essas notícias nunca viajou pelo mundo e desconhece a atitude ignorante de um francês ao tratar um turista, a frieza de um britânico e o “jeitinho” italiano. Dizer que o brasileiro é mau educado, pode até ser as vezes, mas não estão sozinhos! Brasileiros têm qualidades e defeitos e nem por isso estragam jogos como o sl. O que falta talvez seja o seu próprio povo brasileiro valorizar o que é de bom do seu país, em vez de copiar o resto gringo.

    Costumo procurar jogos online nas minhas longas esperas nos aeroportos, buscando me distrair. E conheci o Second Life – SL em uma dessas eternas esperas, diga-se de passagem em um aeroporto em Lisboa e não no Brasil. Quando acessei o SL fiquei perdido com tanta coisa e pouco conhecimento. Ao longo do tempo que fui acessando fiz amizades e encontrei uma nova vocação que não havia percebido na realidade – RL, qual seja, empresário.

    Nessa distração chamada Second Life observei a genialidade da mente humana em algumas Islands, lembrando patrimônios da humanidade como a Capela Sistina. Cada construção maravilhosa, uma mina de ouro para os designers!

    Em festas nas ilhas da Holanda conheci Djs internacionais, como o DJ Luigi (México), Axion (Irlanda) e até a quase gringa Maxxim em suas baladas ao vivo.

    Ganhei dinheiro brincando, em uma simples negociação de terrenos lucrei 50,00 dolares, isso em 15 minutos. Será que ficaria rico jogando o dia todo? O Second Life não foi feito pra isso, seria minha resposta intuitiva a pergunta gananciosa.

    Conheci uma pessoa incrível, que somos grandes amigos. Fui em casamentos virtuais com padre e tudo que poderia existir em um casamento na rl.

    Participei de eventos em ilhas como a de Nova York e a de São Paulo.

    Bom, o que vi no Second Life era arte, muito mais do que um GTA que o objetivo é ser desonesto, ou quaquer outro jogo que quando se chega no THE END, descartamos o jogo já ultrapassado.

    Sobre o fato do Second Life as vezes dificultar o carregamento de um cenário por completo, advogo em defesa dizendo: COMPRE UM COMPUTADOR MELHOR, não tente andar com uma carroça em uma pista de fórmula 1.

    Sobre aqueles que disseram acima não existir objetivos dentro do Second Life, concordo plenamente, tendo em vista que o próprio nome do jogo já diz tudo SEGUNDA VIDA, como na primeira quem faz os objetivos da vida somos nós. Se quer viver como um parasita no Second Life ou na Realidade, isso foi uma escolha sua. Agora, se quer ser um magnata, um jornalista, um Dj ou um conquistador no sl, isso depende da sua vocação, e não de uma missão.

    Dinheiro no sl é como na rl vem com suas virtudes não de graça.

    Se não quer ser um boneco semi nú no começo do jogo então faça por onde, pesquise como mudar a aparência, descubra sua vocação no jogo.

    Sobre os aspectos negativos do Second Life como ladrões e prostituição, digo apenas que o jogo chama Segunda Vida, não existe a utopia de se viver no que é moralmente considerado correto.

    Com relação a diminuição de acessos ao Second Life, isso pode ser explicado, tendo em vista que tudo que é novo tende a ter uma explosão de acessos, logo depois os acessos estabilizam, oscilando em uma média de referência. Todavia, pode acontecer um aumento de acesso a partir deste mês com a nova versão em Inglês 1.19.

    Por fim, deixo aqui minha contribuição de um francês com sotaque italiano e coração brasileiro, achando que o caixão já fechou mas não era do Second Life.

    Luca Maynard (luca.maynard@hotmail.com)

  • porthus

    bom, na minha humilde opinião e como usuário do second life, digo que críticar sem conhecer é fácil demais e, second life é para quem quer interagir com novas culturas de todo o mundo e também conhecer pessoas e criar uma rede de contatos… mas de fato ele esta caindo no Brasil, no entanto se mantém estável em numero de usuário a muito tempo com um levre crescimento…

    bom é isso aí

    abraços

  • erikeandrade

    Eu concordo com o q todo mundo disse….

    …É verdade q se vc “jogar” 15 minutos não vai entender o SL e por isso não vai gostar. E ele é pesado pra caraca. A mídia super-estima o SL. A maioria dos brasileiros se “auto-marginalizam” em todos os jogos on-line. Os gringos (norte americanos) são xenofobos e não ajudam em jogos on-line (os europeus costumam ser mais amigaveis). E outras “cocitas mas” ditas por todos.

    Mas O Ponto Principal Desse Post É : As cidades fantasmas. O SL tá recheado delas (eu já jogo faz um tempo e essas coisas estão me tirando o tesão de participar). Como o Fabião disse tem muita coisa bizonha, não dá vontade de explorar.

    O Grande problema do SL é q a lindem (e a kaizen aqui no Brasil) nó querem ganhar dinheiro, eles acham que o universo virtual vai ser bonito, agradável e interativo porque o povo q compra as ilhas vão se esforçar pra isso…

    …. Quanta ingenuidade, o cara q compra ilha só quer dinheiro, vc acha q o dono de uma mega empresa/corporação como o bradesco ou o mackenzie participam do SL??? Eles nem sabem o q é isso. Eu nunca ví nenhuma estimativa da idade dos participantes desse “simulador” como alguem em sã conciencia vai investir dinheiro numa publicidade a qual não se conhece o público alvo???

    Burrices a parte, eu como participante ativo do SL digo: ELE VAI MORRER E JÁ ESTÁ AGONIZANDO!!! pois esse universo virtual é feio, chato, e sem objetivo.

    Eu entrei cheio de espectativas quanto ao tal simulador mas hoje eu uso como chat-3D (verdade seja dita, eu conheci uma galerinha legal lá, mas hoje tem tanta gente escrota que eu tenho evitado conversar com gente estranha).

    Na boa, estou procurando outros jogos no mesmo moldes, mais leves e com menos recursos (não quero criar nada dentro de jogos) ou pelo menos com algo mais pra fazer…
    … se eu encontrar, posto aqui.

    Para os que reprovam o SL, animem-se ele vai morrer;
    Aos que gostam, chorem , pois ele vai morrer!
    E aos demais, até mais!

  • Prof. de Cibercultura (FANOR/COMUNICAÇÃO SOCIAL)

    Galera, o seguinte: pelo que foi exposto até então, proponho algumas reflexões e discussões focadas nas circunstâncias atuais em relação a este ambiente virtual, que é o Second Life. Primeiro, esclareço que atual se contrapõe a virtual, e que ambos são realidades de fato!
    A partir de então, as minhas pontuações como USUÁRIO e pesquisador do ciberespaço:
    1- é uma IRrealidade acreditar que a tecnologia está acessível a todos, e assim sendo, que todos tenham uma compreensão clara do que seja uma comunidade virtual. Logo, nesta concepção construída vai nortear toda a discussão acerca do tema, que pode ser sistemática e apropriada, ou, simplesmente, sentida individualmente, e por isso, embora signifique a verdade daquele que fala, não pode ser uma verdade exposta como válida cientificamente;
    2- a questão de acessibilidade esta presa, então, a dois fatores: um de ordem econômica, ou seja, a necessidade de um equipamento com uma configuração de hardware arrojada, e com uma boa conexão em rede; e outra de ordem cultural, que é o conhecimento de uma língua estrangeira – no caso, ainda, o inglês. Já que o programa foi desenvolvido nos EUA e sua administração física ainda se concentra ali. Isso faz com que pessoas que não conseguem se enquadrar a, pelo menos, um desses fatores, já sejam excluídas de sua utilização;
    3- até então, parece que advoguei apenas a favor do SL, mas o ambiente apresenta um aspecto contraditório à natureza imediatista do mundo virtual: é um ambiente que exige tempo e prática para a manipulação do avatar e para os recursos gerenciais disponíveis, como construção, fabricação e animação. Muitas vezes esses recursos exigem conhecimento técnico de outras ferramentas e linguagens, como é o caso da fabricação de roupas e peles (skins), que utilizam o photoshop ou dos scripts que utilizam a linguagem html, javascript, entre outras. Tudo isso, vai criando uma forma de concentração de poder que determina as classes sócio-econômicas desse ambiente virtual;
    4- como último elemento aqui apresentado, mas não o que encera a discussão acerca do tema proposto pelo colega Fabião, proponho que pensemos em como as redes sociais são construídas. A primeira questão é: o SL é um jogo ou não, e não sendo um jogo, o que seria então? Uma nova forma de fazer-se sociável? E, desta vez, sem os limites geográfico-culturais determinantes das particularidades? Não vejo (nem utilizo) o SL como um jogo, sem pensá-lo como uma atividade que estabelece e fixa relações. E estas relações se constroem por trocas de ações psicológicas, linguísticas, instrumentais, filosófico-teológicas, e de tantas outras ordens. Por isso, muitas vezes, a frustração, a desmotivação. Porque somos forçados a fazer a coisa acontecer, de uma forma não habitual, não automática, como muitas de nossas ações cotidianas. Seria, então, uma forma de unir frustrações atuais (entendo atual como aquilo do/no qual estou dependente/inserido) com uma liberdade virtual, possível de ser concretizada, ainda que num espaço que exija a reinterpretação do conceito de tempo-espaço, o ciberespaço. Falamos, então, de cibercultura. Não a neguemos! Ela existe! Tentemos entendê-la e experimentá-la na melhor das suas potencialidades. E não com a intenção de reproduzir, transferir ou fugir (d)os valores atuais através do “mundo” virtual.
    Lembremos que o SL é apenas UMA das redes sociais virtuais, assim como o orkut, twitter, facebook, LinkedIn, entre outros.
    Com essa reflexão como ponto de partida, estou levando os alunos dessa disciplina a se questionarem sobre o que é virtualização, como os processos de construção e representação de pessoas, de bens e de valores se constituem no ciberespaço, e qual (ou quais) o(s) perfil(is) de seus usuários, levando em consideração as suas particularidades nesse ambiente. E essa reflexão é feita DENTRO DO PRÓPRIO AMBIENTE!
    “Jogar”, “pesquisar” ou “viver, jogar e pesquisar” no SL vai ser uma experiência única para cada um deles. E será construída a partir de todos esses elementos levantados.
    Aos interessados e que queiram contribuir com esta “ousadia insólita”, fica o convite para conhecer o nosso site:

    http://professorlins.blogspot.com/

    Abraços virtuais.

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