Quem é Vivo?
O anúncio da compra da Telemig – operadora líder em Minas Gerais com 31% do mercado – e da Amazônia Celular – terceira operadora em serviços móveis na região norte do Brasil – pela Vivo agita o mercado financeiro desde quinta-feira passada, dia 3 de agosto.
Jornais especializados vêm exaltando a Vivo pela a aquisição das ações das duas companhias, pois as mesmas reforçam ainda mais a já conquistada liderança no mercado brasileiro, mas estes mesmos jornais sempre relembram que tais transações estão sujeitas a aprovação da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) e do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Apesar da redução do prejuízo registrado em seus últimos balanços publicados – em especial do último trimestre comparado a 2006 – o fato de a Vivo ter declarado que a origem do dinheiro para tais aquisições é proveniente do próprio caixa, demonstra claramente o interesse por uma expansão nacional.
O que os jornais especializados não enxergaram em um primeiro momento é que a estratégia da Vivo pode estar muito mais em um, digamos, outro foco mercadológico – atualmente a maior parte de sua receita está em linhas concedidas, ou seja, infra-estrutura, ao contrário da TIM, que obtém uma receita significativa em serviços acoplados – pois diante da recente declaração do presidente do Google em interesse numa concessão de telefonia móvel e na recusa da Vivo pela oferta de exclusividade do iPhone no Brasil, talvez possa ser interpretada que a Vivo esteja ainda guardando sua cartada final para o futuro.
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