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AMD A-Series “Llano”: nova APU promete mais autonomia e desempenho para a computação pessoal

AMD apresenta a Série A de suas APUs, apelidada “Llano”, elevando consideravelmente o poder de processamento e as capacidades gráficas e de reprodução de mídia em notebooks, além de prometer 10,5 horas de autonomia para as baterias.

8 anos e meio atrás

amd-fusion-chip-370x229Uma forte tendência na arquitetura de hardware dos computadores atuais consiste em delegar ao processador gráfico parte do trabalho que antes era exclusivo da CPU.

Várias funções, desde a decodificação de formatos de mídia e até mesmo a renderização de interfaces de aplicativos são realizadas com maior eficiência pelas GPUs, que antes cuidavam basicamente de gráficos para games. A nova distribuição de tarefas resulta em mais desempenho, além de menor consumo de energia pelas atividades mais corriqueiramente executadas em máquinas de uso pessoal.

É seguindo essa tendência que a Intel trabalha os processadores da linha Sandy Bridge e que a AMD investe forte no que ela mesma denominou APUs (Accelerated Processing Unit). Em ambos os casos, os produtos finais são placas-mãe que já trazem onboard, em um só circuito integrado, partes que antes eram divididas em CPU e  GPU.

Há algum tempo, tive a oportunidade montar uma máquina equipada com uma APU Fusion e gostei bastante dos resutados. É inegável que, ao adquirir a ATI, uma empresa com forte tradição em chips gráficos, a AMD se capacitou para disputar com muita força um mercado ocupado por soluções  dessa natureza.

Um máquina equipada com uma solução desse tipo não se destina a ser usada por um gamer hardcore, é claro. O objetivo dessas soluções é oferecer o hardware necessário para uma boa máquina de uso pessoal, para acesso à internet e edição de textos, mas que também seja capaz, com folga, de oferecer uma boa experiência em reprodução de diversos formatos de mídia, incluindo conteúdos em alta definição, seja em discos Blu-ray, seja em conteúdos para web veiculados com emprego do HTML5. Alguns games menos exigentes poderão rodar a contento. Ademais, um notebook equipado com esses novos processadores tende a oferecer uma autonomia de uso muito maior, pela considerável elevação no rendimento da bateria.

Tudo bem, está apresentada a APU Fusion e vocês já puderam perceber que eu sou confesso simpatizante da solução, mas qual será o próximo passo?

Na placa que utilizei, os transistores que integravam a APU eram construídos em arquitetura de 40 nanômetros, com CPU (ou a parte da  APU a ela equivalente) dual core. As novas APUs A-Series, que passam agora a equipar vários modelos de notebooks, incluindo a nova linha da HP, trazem CPUs de quatro núcleos construídas com transistores de 32 nm trabalhando a 2,5 GHz. A parte equivalente à GPU ficará a encargo de uma Radeon HD 6620G, com processadores rodando a 444 MHz e memórias a 667 MHz ou 800 MHz. Algumas placas apresentação a possibilidade de somar o próprio poder de processamento gráfico ao de uma Radeon extra instalada no slot PCI-e, através da tecnologia proprietária da AMD, denonimada CrossFire.

Os resultados dessa arquitetura são placas-mãe que podem equipar computadores de dimensões reduzidas, nettops ou media centers (HTPCs), além dos notebooks ou netbooks com ótima capacidade para atender em situações de uso versátil, onde há demanda para um razoável poder de processamento gráfico, para reprodução de vídeos em alta definição, além de atividades corriqueiras de trabalho. Tudo isso elevando a duração das baterias convencionais de notebooks para além das 10 horas de uso, conforme alegado pela empresa.

O vídeo abaixo deixa bem claro o potencial da nova arquitetura, ressalvando-se que foi produzido pela própria AMD.


AMD Fusion APU Llano in a Multi-Tasking Technology Demonstration

Entre os processadores destinados a equipar máquinas com extrema demanda de desempenho, a Intel segue na liderança com seus Core i7, mas na disputa entre a Fusion APU e o Sandy Bridge, a AMD parece vir com muita força, tirando proveito, principalmente, na tradição da antiga ATI em GPUs. Talvez em algum universo paralelo onde a Intel comprou a nVidia e a AMD faz as próprias GPUs, a correlação de forças esteja invertida.

Fonte: AMD.

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