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E3 2011 • Ubisoft

8 anos e meio atrás

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No ano em que completa 25 anos de existência, a Ubisoft realizou sua conferência na E3 usando a façanha como tema e já no início um do seus fundadores, Yves Guillemot, fez questão de aparecer no palco para agradecer o apoio do consumidores, responsáveis por fazer com que a companhia se tornasse tão grande. Logo depois ele convidou Michel Ancel e David Punset para mostrar um pouco do Rayman Origins. Com uma jogabilidade em duas dimensões, suporte a até quatro jogadores e gráficos muito bonitos e coloridos, ele agradará principalmente aqueles que gostam dos jogos de plataformas da época dos 16 bits e durante a demonstração pudemos ver referência a diversas estilos, como os Shoot 'em ups e até mesmo o Tetris, com as peças caindo na fase.

Fomos então apresentado a um interessante trailer do Driver: San Francisco e assim como nos dois primeiros jogos da franquia, as perseguições de tirar o fôlego marcaram presença. Gostei bastante dos gráficos mostrados, da recriação da cidade e da possibilidade de jogarmos com a câmera interna de trás do volante, mas depois de ter perdido força com os últimos lançamentos, este é um jogo que prefiro esperar seu lançamento para ver os comentários e então decidir se vale a compra.

Logo depois começou o ponto alto da conferência, mas ao mesmo tempo o mais controverso. A demonstração mostrada na tela era de um jogo em primeira pessoa no meio da selva em que o personagem presencia algumas execuções, para em seguida ser capturado. Como alguns imaginaram durante a exibição, se tratava do FarCry 3, na minha opinião o problema do que foi mostrado ali não estava na violência, mas na maneira como tudo se desenrolou. Por se tratar de um título de mundo aberto, a ação me pareceu coreografada demais e fiquei com a sensação de que o vídeo não estava acontecendo em tempo real, embora um sujeito no palco estivesse supostamente jogando.

Caso a versão final funcione realmente daquela maneira, a Ubisoft tem nas mãos um dos FPSs mais promissores dos últimos tempos, com gráficos muito bons e uma jogabilidade bastante imersiva. Mas reforço, ainda não estou convencido de que tudo será tão fluído assim.

Mas a Ubisoft ainda tinham duas outras surpresas interessantes para serem mostradas. A primeira foi anunciada pelo CEO da Gearbox, Randy Pitchford e veio na forma do Brothers in Arms: Furious 4, novo jogo da franquia. O teaser de divulgação indica que o título foi claramente inspirado no Bastardos Inglórios, com um grupo de soldados aniquilando nazistas durante a Seguda Guerra. E por falar em filmes, Steven Spielberg e Peter Jackson apareceram num vídeo falando sobre a necessidade de a animação do Tintin ganhar um bom jogo e um trailer apresentou como ele será. Eu gostei bastante do que foi mostrado e fiquei com a sensação de que o game terá uma jogabilidade parecida com a do Shadow Complex, porém mais voltado para a aventura.

Ainda tivemos um trecho do Ghost Recon Future Soldier, que mesmo parecendo um bom jogo, não me chamou muito a atenção, vimos um trailer (sem imagens ingame) do TrackMania 2 Cannyon, um novo Raving Rabbids para o Kinect com forte apelo ao multiplayer local e vários especialistas tentaram nos convencer de como é fácil aprender a tocar guitarra com o Rocksmith. E para terminar, é claro, não poderia faltar o Assassin´s Creed Revelarion. Um trailer em CG mostra o personagem Ezio já envelhecido e depois um pouco da jogabilidade foi mostrada e quem está familiarizado com a série ficará a vontade andando pelas ruas da bela Constantinopla. O ponto alto ficou para o trecho final, onde o protagonista incendeia vários navios usando uma espécie de lança-chamas e fugindo no meio da enorme destruição.

Eu me considero um sujeito bem humorado e vocês podem até me chamar de chato, mas o destaque negativo da apresentação ficou com o apresentador Aaron “Mr. Caffeine” Priceman. O cara era muito chato, a todo momento fazia piadas sem graça e desnecessárias e em certos momentos estava vendo que algum espectador no local subiria ao palco e o tiraria dali a força. Bom, também há de se lamentar não termos visto nada sobre o From Dust de Eric Chahi e o igualmente promissor Child of Eden, de Tetsuya Mizuguchi, nem o diversas vezes adiado I Am Alive. Mas no geral a linha de jogos da Ubisoft parece muita boa.

Ah! E para os fãs do Prince of Persia, pelo jeito este será um ano sem novos títulos para a franquia.

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