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Os melhores comerciais do Super Bowl 2020

Bill Murray no Dia da Marmota, Rick and Morty, Bryan Cranston em O Iluminado, Google e Microsoft: assista aos melhores comerciais do Super Bowl 2020

03/02/2020 às 20:29

O Kansas City Chiefs venceu com toda a justiça o Super Bowl 2020 ontem, mas indo além do esporte e da NFL, tivemos alguns ótimos comerciais exibidos durante a transmissão deste ano. Eu pessoalmente gosto muito de acompanhar os comerciais do Super Bowl, que já deram origem a alguns dos clássicos da propaganda mundial.

Groundhog Day da Jeep foi um dos melhores comerciais do Super Bowl

Além de gastarem bastante para produzir os comerciais, as empresas abrem o cofre para exibí-los no horário mais nobre da TV dos Estados Unidos, no qual 30 segundos saem pela bagatela de US$ 5,6 milhões. Separei alguns dos meus favoritos para este post, mas a lista de comerciais é bem grande, e vai muito bem além do que escolhi para o post.

Pra mim, o melhor de todos os comerciais foi o da Jeep, que convocou Bill Murray para reprisar um dos personagens mais queridos pelo público, o Phil de Feitiço do Tempo (Groundhog Day). A premissa do comercial é simples, Bill Murray, ou melhor, Phil acorda novamente em Punxsutawney, Pensilvânia, no Dia da Marmota, ou seja, seu pior pesadelo, um dia que se repete eternamente em um loop temporal.

Bill Murray volta ao Dia da Marmota em um dos melhores comerciais do Super Bowl

Como estamos falando de um comercial de carros, desta vez, Phil não quer saber de conquistar Rita (Andie MacDowell), o que acaba com o feitiço no filme, o que ele quer mesmo é roubar a picape dos juízes e se divertir por aí com a marmota no banco dos passageiros. Clique abaixo para assistir ao vídeo. O tema da campanha é "com esse carro, nenhum dia é igual ao outro." Além do Jeep Renegade o comercial também mostrou a nova bicicleta elétrica da montadora.

Gostei muito do comercial dos Cheetos, que tem o rapper veterano MC Hammer com sua velha música Can't Touch This e uma premissa bem engraçada, o protagonista do comercial não pode fazer nada ou ajudar ninguém pois está com os dedos sujos depois de comer o salgado.

Outro comercial que achei bem divertido neste ano foi o Mountain Dew, que lançou sua nova bebida sem açúcar, e convocou Bryan Cranston e Tracee Ellis Ross para fazerem uma versão de algumas cenas icônicas de O Iluminado de Stanley Kubrick. O vídeo é engraçado e bem rápido, mas tem uma cena bem perturbadora, Bryan Cranston caracterizado como as gêmeas Grady, além do tradicional rio de sangue do filme substituído pelo refrigerante verde claro no final do vídeo.

A Pringles escolheu a série Rick and Morty para apresentar seus produtos, em um comercial no qual Rick e sua neta Summer estão presos em uma realidade alternativa justamente dentro de um comercial da Pringles, com direito a um exército de malvados Mortys robóticos.

A Doritos mostrou um duelo (de dança) western entre Lil Nas X e Sam Elliott que não funcionou muito bem, mas que resolvi colocar aqui só pelo detalhe curioso do "bigode dançante" do veterano ator.

A Amazon convocou o casal Ellen DeGeneres e Portia de Rossi para levantar um questionamento, como era o mundo antes da Alexa (algo que os mais velhos lembramos muito bem, eu incluso), com direito a uma piada final com Nixon e o escândalo de Watergate.

Enquanto muitos usaram e abusaram do humor, o Google preferiu emocionar todo mundo com um comercial sobre um idoso que faz uma busca de como não esquecer sua esposa que acabou de falecer. Esse é de cortar o coração, mas passa muito bem a mensagem não só da versatilidade dos serviços do Google, mas também do seu assistente.

 

Outro dos melhores comerciais do Super Bowl foi o da Microsoft, que é sobre Katie Sowers, uma das técnicas do San Francisco 49ers, e a primeira mulher a exercer esta função na história da NFL. O comercial começa mostrando fotos de Katie quando ela era criança, além de desenhos e cartas, mostrando todo o seu amor pelo futebol americano.

Katie sempre quis seguir os passos de seu pai, que também era técnico, mas por muito tempo isso foi impossível, até ela ganhar uma chance dos 49ers. O spot de TV termina como jovens que também estão tentando seguir a carreira no futebol americano, mostrando como seu exemplo é poderoso.

A Budweiser resolveu apelar para o patriotismo dos americanos, com o comercial Typical American, e chamou a excelente diretora Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar de direção e melhor filme em 2009 por Guerra ao Terror (The Hurt Locker).

A marca de cerveja também apresentou outro comercial feito em parceira com o Uber, no qual os eletrodomésticos e assistentes digitais das pessoas falam uns com os outros quando os humanos não estão por perto. O conceito é meio Toy Story, e o resultado como é de se esperar ficou bem bizarro, veja acima.

Outro comercial bem estranho é esse da empresa de hipotecas Rocket, no qual vemos como Jason Momoa fica confortável em sua casa, inclusive tirando os braços e cabelo e ficando irreconhecível. O ator certamente se divertiu com a brincadeira, além do cachê que deve ter sido bem alto.

A Porsche apresentou The Heist, um comercial que mostra um roubo de carros no museu da empresa em Stuttgart, possivelmente inspirado na franquia Velozes e Furiosos, com direito a vários belos cenários da Alemanha. O objetivo é mostrar o carro elétrico Taycan ao lado de outros clássicos da história da Porsche.

A Pepsi apresentou seu novo refrigerante sem açúcar com a música Paint it Black dos Rolling Stones em uma versão com Missy Elliott e H.E.R., aproveitando como de costume para dar uma implicada nada sutil com a Coca-Cola.

O comercial da Squarespace mostra minha amada Winona Ryder indo conhecer a pequena cidade Winona em Minnesota, que serviu de inspiração para o nome da atriz, e durante o vídeo ela cria um site usando o serviço, e o Welcome to Winona está no ar como parte da campanha. O vídeo tem três minutos de duração, e no final eu só estava pensando em quanto a empresa tinha gasto.

A NFL também apresentou seu próprio comercial, Next 100, exibido antes do jogo, com suas crianças entrando no campo para saudar os presentes ao jogo.

Antes do Super Bowl, também aconteceram belas homenagens ao eterno Kobe Bryant, como não podia deixar de acontecer. Além do tradicional minuto de silêncio, os jogadores de cada time ficaram na linha de 24 jardas de seus lados do campo por 8 minutos.

Esses foram os comerciais do Super Bowl que mais me chamaram a atenção, mas se você tiver algum outro favorito, não deixe de colocar nos comentários. Sentiu falta dos comerciais com trailers de filmes e séries mostrados no evento? Pode ficar tranquilo que eles estarão no meu próximo post.

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