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Revista TIME lista iPad, Apple Watch e Airpods entre melhores gadgets da década

Lista da revista TIME inclui Tesla Model S, DJI Phantom, Chromecast, Raspberry Pi, Nintendo Switch, Amazon Echo e Xbox Adaptive Controller

17/12/2019 às 9:30

E só deu Apple de novo: a revista TIME, que adora criar burburinho com suas listas e escolhas publicou nesta semana uma relação com os 10 melhores gadgets da década, lançados entre 2010 e 2019 (porque aparentemente, os responsáveis pela publicação também não sabem fazer contas e acham que existiu um ano 0). A maçã conseguiu emplacar três itens na lista, sendo o iPad, o Apple Watch e os Airpods.

Os demais selecionados foram o Tesla Model S, o Google Chromecast, o Raspberry Pi, o Amazon Echo, o DJI Phanton, o Nintendo Switch e o Xbox Adaptive Controller.

Steve Jobs e o iPad original / Revista Time

Segundo a TIME, a escolha do iPad como o mais importante gadget dos últimos 10 anos é similar à ocasião em que a revista elegeu o iPhone como o mais influente da história: ele foi um "game changer", um elemento que forçou a mudança do mercado de computação ao seu redor, assim como o smartphone de Cupertino, apresentado em 2007 remodelou a telefonia móvel.

Antes da Apple, a palavra "tablet" era completamente desconhecida no meio e muitos usavam o termo "slate", uma antiga solução proposta pela Microsoft que, assim como aconteceu com o Android, era completamente diferente e foi remodelada do zero após o iPad, sendo hoje a linha Surface. A ideia de Steve Jobs de oferecer um produto pronto para consumo e produção de conteúdo, com suporte a um grande número de aplicativos evoluiu bastante de 2010 para cá, ao passo que hoje o iPadOS e a linha iPad Pro não devem nada a um laptop dos mais parrudos.

Claro, a concorrência teve que correr atrás do prejuízo, desde os tablets Android a laptops híbridos, com telas destacáveis ou 2 em 1, que podem ser usados também como tablets, com suporte a telas touch fornecido pela Microsoft, que também teve que adaptar o Windows.

Sobre o Apple Watch, a TIME afirma que o reloginho esperto não foi alcançado pela concorrência e, assim como aconteceu com o iPhone e o iPad, ditou a direção do mercado de dispositivos vestíveis; de fato, em menos de um ano o acessório dominou completamente o setor, vendendo mais do que todos os concorrentes juntos, que foram lançados antes.

A revista afirma que a hegemonia do Apple Watch se deve principalmente à performance e ao polimento estético do gadget, que não encontra paralelo em lugar algum, ao mesmo tempo que seu foco em soluções para o bem-estar fazem dele um dispositivo muito útil para o monitoramento de pessoas com problemas de saúde diversos, tendo inclusive já feito a diferença em situações de emergência em diversos casos.

Para quem sofre de doenças crônicas e foi salvo porque o Apple Watch detectou uma anomalia e chamou o resgate, não há nada que pague isso.

Sobre os Airpods, a TIME diz que apesar do processo de manufatura, que torna o reparo praticamente impossível, o acessório se tornou um fenômeno por mérito próprio e novamente, apontou o caminho para concorrentes sobre como apresentar fones de ouvido sem fio, pequenos e funcionais que fossem atraentes. Ao mesmo tempo, seu design esquisito e nada discreto fez dele um meme e um indicador de status (você identifica um usuário Apple de longe graças aos fones, por mais que hajam cópias).

Ainda que nem todo mundo ache que os Airpods sejam os melhores fones sem fio do mercado, e nem de longe eles são os mais bonitos, é fato que eles são populares (memes inclusos) e foram mais uma vez usados como referência pelos demais fabricantes.

Entre os demais selecionados pela revista TIME, destacam-se o Xbox Adaptive Controller, o controle produzido pela Microsoft para pessoas com deficiências, de modo que elas também possam curtir seus jogos favoritos foi considerada uma invenção essencial, que deveria ser reproduzida por todas as demais fabricantes de consoles e acessórios para jogos.

O Nintendo Switch, por sua vez foi considerado o console de videogame da década, pela inovação ao permitir os jogadores jogarem onde e como quiserem, mantendo a Nintendo na liderança inquestionável da jogatina móvel em aparelhos dedicados, mercado que ela criou e liderou desde sempre.

O Raspberry Pi foi elogiado por sua simplicidade, preço baixo e possibilidades quase infinitas, ao permitir o usuário a fazer qualquer coisa, de prototipagem a estudar programação, ou transforma-lo em uma estação multimídia.

O Tesla Model S, que é mais um gadget do que um carro foi outro "game changer", em especial para o mercado de carros elétricos, ao provar que eles podem ser potentes e bonitos ao mesmo tempo; na mesma situação se encontra o Google Chromecast, o dongle que tornou extremamente simples transmitir conteúdos de um celular ou computador para a TV, principalmente as antigas sem funções Smart.

Fecham a lista da revista TIME o DJI Phantom, o drone que embora não tenha sido o primeiro, se tornou o mais reconhecível da categoria por ser confiável, fácil de operar e relativamente acessível, e o Amazon Echo, o primeiro dispositivo a trazer uma assistente virtual embutida, no caso a Alexa, hoje muito mais avançada que suas "primas" por ter mais tempo de estrada.

Com informações: TIME.

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