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O Lightroom é uma droga? Problemas causam irritação em fotógrafos

Você acha que o seu Lightroom está com baixo desempenho? Não é impressão sua, pois muita gente está reclamando de vários problemas apresentados pelo software da Adobe.

1 ano atrás

Você é fotógrafo profissional, amador avançado ou apenas um curioso em fotografia? Então você já deve ter ouvido falar, ou utilizado, o programa Lightroom produzido pela Adobe. O programa foi lançado em 2007 (caraca, já se foram 11 anos) e foi uma revolução dentro da fotografia. O que tínhamos até o momento era o Photoshop. Tudo bem, haviam outros programas, mas pouca gente lembra deles. Para fotógrafos com grande carga de produção de imagens o Photoshop não entregava agilidade, o processo de edição era muito lento. Afinal de contas, o software é uma ferramenta poderosa de design que possui algumas possibilidades de edição de imagem.

Pensando nessa dificuldade, a Adobe lançou o Lightroom. Nesse momento tudo ficou mais fácil e rápido. Todas as imagens eram abertas e editadas rapidamente em seu processo. Acima de editar, o software também nos entregava a possibilidade de organizar sua enorme coleção de fotografias em um catalogo com várias possibilidades de classificação entre as imagens. A fotografia social, que produz milhares de fotos por ano, pode ser encarada como antes e depois do Lightroom. Porém, nem tudo são flores nesse caminho.

Em 11 anos o programa cresceu, se expandiu, ficou mais poderoso, adicionou novos recursos e possibilidades de organização, mudou e mesclou comandos, mas não ficou mais rápido. Sim, essa é uma característica que está deixando a maior parte dos usuários do Lightroom com muita raiva. Até a versão 6 tudo era mais ou menos tranquilo. Coincidentemente, essa foi última versão do programa que foi vendida sem a necessidade de assinatura. A versão 7 já se transformou no Lightroom CC, e que depois virou o Lightroom CC Classic, mas os problemas de desempenho continuam, mesmo a Adobe já admitindo os problemas do programa e feito a promessa de lutar contra isso.

Semana passada, Andy Hudson, que é  co-fundador da Photographers Keeping it Real, um site e podcast voltado para fotógrafos de casamento, publicou uma carta aberta para a Adobe levantando os vários problemas apresentados pelo programa e o perigo que a empresa corre de ser destronada de líder do mercado. Alguns dos pontos levantados pelo fotógrafo são notórios problemas do Lightroom e todos já passaram por isso.

O primeiro é a questão do desempenho. Nos últimos comunicados que a Adobe fez sobre o problema, a impressão que tivemos é que eles meio que desistiram de otimizar essa característica do software. Ele é pesado mesmo e que o usuário se vire para resolver isso. Só para vocês terem uma ideia, no site da Adobe eles dizem que o Lightroom pode rodar com um mínimo de 4GB de RAM, mas que o ideal seria 12GB de RAM. Se alguém quiser testar o Lightroom com 4GB de RAM então prepare-se para passar raiva, pois é impossível. Eu uso 16GB na minha máquina e já tenho momentos desesperadores.

Fora o desempenho, Andy também listou alguns bugs irritantes e que nunca desaparecem. Por exemplo, quando você compartilha edições entre as fotos você só consegue ver o efeito aplicado quando você muda a posição ou corta a foto. Girar uma foto no modo de corte tem um atraso gigantesco. Utilizar o pincel de ajuste local deixa tudo muito lento e o efeito é aplicado com atraso. No modo tela cheia, a barra de ferramentas à esquerda costuma aparecer quando você encosta o cursor sobre ela, mas isso só acontece quando o software quer. Quando existe uma atualização para ser baixada o programa fica lento, travando e com vários bugs (isso também acontece as vezes com o windows 10). E por fim o fato do programa travar quando você tenta abrir um catalogo diferente.

Muitos problemas. Em seu texto, Andy também entra em contato com outros fotógrafos e os convida a compartilharem os seus dramas. Vale a pena dar uma olhada no texto original. Dois pontos da carta são bem interessantes. O primeiro é a indicação dos próprios usuários das versões beta de que o Lightroom não precisa de atualizações e sim ser reescrito desde o começo, um programa novo. O segundo ponto, e muito interessante, é que a Adobe está  muito acomodada como líder do mercado. Mas, a recente migração de fotógrafos e cinegrafistas para câmeras Sony, deixando de lado décadas de utilização de equipamentos Canon e Nikon, mostra que a fidelidade do cliente não é uma coisa tão segura assim. Quando coisas novas, melhores e mais rápidas aparecem, as pessoas tendem a priorizar o seu conforto.

Eu faço parte do time das pessoas descontentes. O fluxo de trabalho é afetado por esses problemas e o custo de manter máquinas com o poder de processamento necessário para rodar o programa é muito alto. Mas, continuamos com o Lightroom por ser, ainda, a melhor opção para o tipo de trabalho que queremos desenvolver. Mas, sempre estamos testando novos softwares que estão aparecendo. Quem sabe um dia encontramos algo melhor.

 

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