Restaurante chinês troca garçons por robôs — e pela primeira vez faz sentido —

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Você não está enganadx queridx leitorx (sério, imagina que horror escrever assim o dia inteiro) você já viu essa matéria antes, toda semana algum restaurante atrás de marketing grátis anuncia seu serviço de “garçons-robôs”, unidades humanóides que andam com bandejas seguindo linhas no chão, pouco mais complexas que um robozinho de kit de Arduíno.

Tipo isto:

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É bonito fofinho mas nada prático: esses robôs são pouco mais que brinquedos, com sensores rudimentares. Em verdade é uma péssima idéia colocar robôs andando entre humanos. Pessoas são criaturas ruins, adoram sabotar o trabalho dos robôs, e mesmo na inocência acabam esbarrando neles, na falta das indicações sutis de linguagem corporal que permitem que a gente ande numa multidão sem se esbarrar.

Agora a Alibaba aquele mega-conglomerado chinês está testando uma solução robótica bem mais… prática.

Eles têm uma rede de 57 mercadinhos em 13 cidades, semi-automatizados. Você faz as compras através de um aplicativo de celular, e só vai pro mercado pra pegar o carrinho com tudo separado. Eles querem expandir colocando restaurantes nas lojas, mas isso tem um custo.

Um garçom em Shangai custa US$ 1.500,00 por mês (sim, achei estranhamente caro mas devem estar tentando justificar o investimento) e quando você começa a colocar vários garçons e dois turnos, pra loja ser lucrativa, os custos decolam.

A solução da Alibaba é usar carrinhos-robôs que levam os pedidos até as mesas. Nada futurista ou incrível, apenas prático, veja:


AFP news agency — Robots replace waiters in China restaurant

Não é glamouroso nem “uau parece Star Wars”, mas resolve. E é uma tecnologia que a China domina, inclusive é responsável pelas nossas muambas da Ali Express chegarem tão rápido. Veja que lindo a separação de pacotes com robôs:


Serwis Nawigacji GPS — Robots on China post

Fonte: Robodaily.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

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