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Yeti: Google estaria desenvolvendo um console para competir com Nintendo, Sony e Microsoft

Fontes próximas ao Google informam que a companhia está desenvolvendo seu próprio console de videogame, baseado em distribuição via streaming de modo a competir igualmente com Nintendo, Sony e Microsoft.

20 semanas atrás

Os rumores de que o Google estaria interessado em entrar de cabeça no mercado de games estão se tornando mais consistentes: em fevereiro surgiram boatos de que a gigante estaria trabalhando em um serviço de streaming de jogos, mas novas informações apontam para uma plataforma completa, inclusive com hardware dedicado voltado a competir de igual para igual com Nintendo, Sony e Microsoft.

Os primeiros rumores diziam que o serviço, conhecido apenas como “Yeti” permitiria a execução de games em qualquer dispositivo, desde o Chromecast a uma aba do Google Chrome através de streaming, não sendo muito diferente de soluções passadas e presentes como o PlayStation Now, por exemplo; o Google estaria negociando com os principais desenvolvedoras e distribuidoras do mercado de games de modo a entrar no jogo com os dois pés na porta, lançando uma plataforma de cara com uma grande quantidade de títulos, alguns de renome.

No entanto, de acordo com o site Kotaku a ideia amadureceu nos meses seguintes: cerca de cinco fontes que foram direta ou indiretamente informadas dos planos do Google, a empresa estaria desenvolvendo um hardware próprio. Este console, ainda que também funcione tendo o streaming como base teria acesso a funções específicas, como por exemplo permitir que os gamers assistam um vídeo de walkthrough no YouTube ao mesmo tempo que tentam replicar as ações no jogo, na mesma tela.

A ideia de oferecer um sistema que funciona única e exclusivamente por streaming ajudaria a limitar os custos, tanto de armazenamento local quanto de poder computacional dos dispositivos; ao mesmo tempo, os usuários poderiam optar por simplesmente não adquiri-lo e curtir seus games em outros dispositivos. Uma das fontes menciona a experiência de “jogar The Witcher III numa aba do Chrome”,  e a companhia poderia também ir às compras e adquirir estúdios para desenvolver títulos exclusivos. A startup interna Arcade, fundada no início de 2018 seria uma das produtoras voltadas a criar games para o Yeti.

Esta não é a primeira vez que o Google tenta algo do tipo: o Nexus Player, lançado em 2014 era uma proposta entre set-top box, Chromecast e console de videogame que não deu muito certo, sendo mais um produto da onda dos microconsoles que não vingou, principalmente porque a própria empresa esqueceu que ele existia semanas depois. Ainda assim, ele continuou recebendo atualizações do Android até recentemente e conseguia rodar apps localmente.

O Yeti abriria mão de um hardware baseado em smartphones para abraçar totalmente a ideia do streaming, permitindo a execução de qualquer game em seus próprios servidores, mas o grande problema é o mesmo que outros produtos similares enfrentaram anteriormente: nem todo mundo possui internet de alta velocidade e qualidade. Ainda que o Google Fiber seja interessante, ele ainda está limitado a poucas cidades dos Estados Unidos; se o futuro que Yves Guillemot defende se tornar realidade e os próximos consoles abandonarem mídia física e digital em prol do streaming, muita gente vai ficar de fora da brincadeira.

É uma aposta arriscada, mas é fato que o Google está se mexendo para entrar nesse mercado: em janeiro ela contratou Phil Harrison como seu novo VP e diretor geral; este trabalhou por mais de 20 anos em divisões de entretenimento da Sony e Microsoft, bem como foi membro do conselho diretor da Atari e da Gaikai. A companhia também está recrutando talentos de estúdios e supostas futuras concorrentes como EA e a divisão PlayStation, logo há sim interesse em ao menos experimentar o mercado de games e quem sabe, dar uma canseira na Nintendo, Sony e Microsoft.

O Google não se pronunciou oficialmente sobre os rumores, logo só nos resta aguardar pelos próximos capítulos.

Com informações: Kotaku.


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