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Descoberta a utilidade dos Millennials: o sangue deles serve para rejuvenescer velhos ricos

Breaking News: eles têm utilidade sim! Uma clínica dos EUA está oferecendo tratamento de rejuvenescimento com transfusão de sangue de Millennials.

2 anos atrás

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Parabiose é um nome bonito para uma experiência meio frankensteinesca: unir o sistema circulatório de dois organismos, uma espécie de Centopéia Humana, mas com outros bichos. É uma idéia antiga, tem mais de 150 anos e os resultados desse tipo de experiência foram surpreendentes.

Foi descoberto que se você une um rato velho com um rato novo, o rato novo vive na praia com os brothers e falando mal do rato velho, mas volta pra receber a mesada e… — ok experimento errado. No caso foi detectado que após um tempo o rato velho ficou mais forte, mais disposto. Com a disponibilidade de tecnologia para identificar as mudanças, mais detalhes surgiram:

O rato velho ganhou novas células tronco musculares, que revitalizaram seus membros. Foram detectadas melhorias na medula espinhal, no fígado e no cérebro. A capacidade de aprendizado do rato velho melhorou, o hipocampo, área do cérebro responsável pelas memórias também ganhou um upgrade.

Pesquisando mais a fundo os cientistas descobriram que ao menos um dos fatores é uma proteína chamada GDF11, Fator Diferenciador de Crescimento 11, muito mais abundante no sangue jovem. A proteína já foi patenteada e está sendo estudava por equipes de Harvard, mas é cedo para saber se teremos uma Pílula da Juventude.

Claro, nem todo mundo quer esperar, e como o procedimento em si é uma simples transfusão, e não envolve drogas, não é regulado fortemente pelo FDA. Isso abriu portas para clínicas aproveitarem o hype e oferecerem o “tratamento”.

Estranhamente a Ambrosia não fica no México, mas em São Francisco e Tampa, que oferecem o “tratamento com sangue jovem”, onde pacientes passam por um tratamento onde recebem transfusão de 1 litro de sangue jovem, retirado de doadores (espero que sejam doadores) saudáveis e selecionados, entre 16 e 25 anos de idade.

O tratamento existe desde 2016, mais de 120 pacientes pagaram US$ 8.000 pela transfusão de plasma (mais seguro do que sangue puro e com o mesmo efeito, ao menos em ratos).

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DIZEM os responsáveis que os resultados são excelentes, mas não é um teste clínico de verdade: não há grupo de controle, duplo-cego e, principalmente, o tratamento está sendo oferecido de forma comercial. Cientistas de fora se mostram bastante céticos em relação aos supostos benefícios, humanos em geral costumam ser bem mais complexos do que ratos, e nem sempre os dois organismos funcionam da mesma forma, vide o fiasco da Talidomida, perfeitamente segura em ratinhos.

É possível que os efeitos sejam reais? Talvez, podem não ser, podem ser pequenos demais para justificar o investimento ou podem ser a base de uma descoberta revolucionária que ampliará nossa expectativa de vida em décadas.

A única certeza é que essa resposta não virá de uma clínica atropelando os protocolos de pesquisa, mas eles estão literalmente sugando sangue de Millennials, então não tenho como ficar realmente contra essa gente.

Fonte: Inverse.

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