Este é o Black Shark, o smartphone gamer da Xiaomi

A Xiaomi seguiu os passos da Razer: confirmando rumores a companhia chinesa apresentou na última semana o Black Shark, seu primeiro smartphone voltado para um dos dos perfis de consumidor mais exigentes e com alto poder aquisitivo, a Glorious PC Gamer Master Race.

Assim com a Razer fez com seu primeiro smartphone, em que contou com a experiência da Netxbit (companhia que ela havia comprado anteriormente) para lançar o Razer Phone, a iniciativa da Xiaomi é o resultado de uma parceria com a Black Shark Technology, especializada em acessórios gamers e que recentemente recebeu um investimento da empresa. O Mi Gaming Desktop também seria um produto dessa empreitada.

O Black Shark possui design robusto e chamativo, alinhado com os gostos da comunidade gamer notado nos recortes nas laterais e traseira, além dos detalhes em verde. Por dentro o hardware é de ponta: SoC Snapdragon 845, octa-core com quatro núcleos Kryo 385 Gold de 2,8 GHz, quatro Kryo 385 Gold de 1,8 GHz Kryo e GPU Adreno 630 que é considerado ideal para esse perfil de uso; segundo a Qualcomm, seu mais novo chip premium tem total suporte a recursos de AI, reprodução de conteúdo em HDR e Realidade Virtual, com uma performance cerca de 25% maior em relação à geração anterior.

 

Para manter o Snapdragon 845 comportado a Xiaomi utiliza um sistema de refrigeração líquida e um botão dedicado, chamado de “Shark Key” que serve para ligar ou desligar o modo de alta performance facilmente. Assim, o usuário pode utilizar o Black Shark como um smartphone premium comum no dia a dia e soltar a coleira quando decidir jogar o PUBG nosso de cada dia. O aparelho conta ainda com um novo processador gráfico da MEMC que oferece melhor qualidade de cores e performance, mas só quando necessário.

O display é um LCD IPS de 6 polegadas com proporção 18:9 e resolução de 2.160 x 1.080 pixels (403 ppi) e o aparelho conta com versões de 6 GB e 64 GB de armazenamento, ou 8 GB e 128 GB respectivamente. Porém, de forma incompreensível e Xiaomi não incluiu uma entrada para cartões microSD, o que chega a ser hilário: como games por natureza consomem bastante espaço, o usuário terá que escolher muito bem quais vai instalar de modo a manter o espaço livre para outras coisas.

Na parte das câmeras, temos um conjunto principal duplo de 12 megapixels com abertura f/1,8 e pixels de 1,25 µm e 20 MP com abertura f/1,8 e zoom óptico de 2x, dotadas com autofoco Dual Pixel de detecção de fase, Flash LED duplo Dual-Tone,  HDR e capacidade de filmar em 4K a 30 fps, enquanto a selfie oferece respeitáveis 20 MP, abertura f/2,2 e capacidade de gravação em Full HD. Completa o conjunto uma necessária bateria de 4.000 mAh com tecnologia Quick Charge 3.0 de carregamento rápido, leitor de impressões digitais na parte frontal do aparelho, Dual-SIM, Bluetooth 5.0, AD2P, BLE, A-GPS, GLONASS, BDS, contector USB Type-C e Android 8.1 Oreo, com a camada de customização MIUI.

Por se tratar de um aparelho para os gamers, a Xiaomi e Black Shark apresentaram também um acessório muito necessário, um gamepad que oferece um joystick analógico; a promessa é que mais periféricos sejam apresentados em breve.

Por enquanto exclusivo do mercado chinês, o Xiaomi Black Shark de 6 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno é vendido por ¥ 2.999 (R$ 1.634,45 em valores de hoje, 16/04/2018), enquanto a versão com 8 GB de RAM e 128 GB de espaço sai por ¥ 3.499 (R$ 1.906,05); o gamepad tem preço sugerido de ¥ 179 (R$ 97,55).

A Xiaomi não mais atua no Brasil (nem pretende voltar tão cedo) e se você ficou interessado, só lhe resta apelar para o amigo importador.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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