O futuro dos tablets Android pode estar no Chrome OS

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Não é novidade para ninguém que os tablets estão vendendo cada vez menos; até mesmo a Apple, ainda líder de categoria viu a linha iPad ter cada vez menos saída e se adaptou a tal cenário passando a mirar alto: o iPad Pro é sob todos os aspectos um computador, residindo a mesma faixa de preço do poderoso Microsoft Surface. Já o tablet per se foi posto de escanteio e talvez seja atualizado em 2018, podendo até sofrer um corte significativo no preço.

A situação do Android em tablets não é lá muito melhor: boa parte dos fabricantes desistiu completamente de modo a se focar na produção de smartphones, entre os que ainda resistem estão Samsung, LG, Xiaomi e lá atrás, a Lenovo. Tirando a Samsung que ainda mantém produtos de diversas faixas de preço e a Xiaomi, as demais se focam em produzir tablets para consumidores de entrada, baratos e com hardwares mais limitados; lançar gadgets de ponta deixou de ser interessante principalmente pela limitação na forma de uso, eles seriam poderosos e caros demais para atender apenas tarefas cotidianas e muito fracos para rodas apps mais pesados ou oferecer uma experiência de uso mais próxima de um laptop, até porque lhe falta um teclado.

O próprio Google entendeu isso e no fim de 2017 encerrou a produção do Pixel C, um poderoso tablet introduzido em 2015 que era caro demais para rodar apenas Android e ainda exigia a aquisição separada da capa-teclado, tendo mudado de opinião sobre como lidar com o perfil de usuários de tablets: oferecendo Chromebooks como soluções mais completas, versáteis e acessíveis.

A recente mudança do Chrome OS, que passou a rodar apps da Google Play Store foi o fator decisivo para permitir a fabricantes oferecerem opções mais flexíveis ao consumidor: a Samsung, ainda que pretenda continuar lançando os tablets das linhas Tab S (top de linha), Tab A (intermediária) e Tab E (entrada) já se prepara para introduzir em 2018 um novo Chromebook com teclado destacável, que rodará o sistema dedicado sem a presença do periférico e se tornando o primeiro tablet, por assim dizer com Chrome OS. Mesmo modelos híbridos já no mercado são leves o bastante para permitirem o uso confortável dos mesmos apenas manuseando a tela, com agora a vantagem de instalar todos os apps disponibilizados para o Android; pacote Office incluso.

Na hora de usar como um laptop o Chrome OS faz bonito, inclusive suportando processamento de apps em paralelo: este é e sempre foi um dos calcanhares de Aquiles de qualquer tablet, quando o usuário precisa fazer um uso mais profissional, mas por se tratarem de dispositivos móveis tal decisão de design nem faria sentido. Contar um um tablet acessível que na hora do aperto se converte em um laptop plenamente funcional é algo que muita gente vai querer usar, principalmente se não tiver que gastar os tubos num Surface.

Pode até ser que o Google tenha desistido por completo de investir em tablets, mas se o Chrome OS se provar verdadeiramente versátil veremos cada vez mais Chromebooks de boa performance que poderão ser confortavelmente usados como laptops plenos e tablets, o que a longo prazo pode até mesmo levar ao Android ficar relegado apenas a smartphones. O que é uma coisa boa, no fim das contas.

Fonte: Gizmodo.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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