A explicação para a bizarra capa do Phalanx

phalanx

O pessoal mais velho provavelmente lembrará da época do Atari, quando boa parte das capas dos jogos não tinham muito a ver com aquilo que eles nos ofereciam. A estratégia encontrada pelas editoras para vender mais cópias certamente frustrou muitos consumidores, mas também deu origem a algumas ilustrações muitos bonitas e que se tornaram ícones.

Mas conforme a tecnologia evoluía, as capas se tornaram mais fidedignas, representando melhor os jogos e cada vez menos ostentando um ar de propaganda enganosa. Porém, alguns títulos ainda contavam com artes que nunca foram muito bem compreendidas e um dos principais nomes neste sentido era o Phalanx.

Desenvolvido pela ZOOM Inc. e pela Kemco, aquele Shoot ‘em up para o Super Nintendo nunca se destacou por sua jogabilidade, mas sim pela terrível capa que recebeu ao chegar nos Estados Unidos. Apontada por muitos como uma das mais feias de todos os tempos, a embalagem daquele jogo trazia um senhor barbudo tocando um banjo enquanto uma nave passava ao fundo, uma mistura simplesmente ridícula e que sempre nos fez questionar o que diabos estava acontecendo ali.

Então, para responder essa pergunta o site Destructoid decidiu procurar os responsáveis por este símbolo dos games e após conversar com Matt Guss, ele deu a seguinte explicação:

A minha agência de publicidade tinha a conta da Kemco e a nossa tarefa era desenvolver a embalagem e o material de marketing para mais de 40 títulos. A Kemco normalmente comprava seus jogos de desenvolvedoras terceirizadas no Japão. Alguns eram bons, outros não. Os jogos mais fracos precisavam de mais ajuda gráfica para se destacarem nas prateleiras. Queríamos que as pessoas pegassem a embalagem, se envolvessem com a história e comprassem os malditos jogos. A embalagem também ajudava a Kemco a vender os jogos para os varejistas, então ela precisava fazer com que compradores pensassem que o jogo poderia vender bem em suas lojas.

 

A maioria dos jogos da época estava em uma categoria parecida: mesmo gênero, mesmo tipo de gráficos. Nada os diferenciava uns dos outros. Keith [Campbell] não era um jogador e na verdade, nenhum de nós da agência era. Mas o Keith era um brilhante cara das ideias e sempre foi. Sabíamos que o jogo não tinha muito a oferecer, mas queríamos fazer com que a embalagem chamasse a atenção. O Keith chamava isso de ‘um forte fator huh’. Se não pudéssemos fazer nada mais, tentaríamos fazer com que o comprador em potencial olhasse para a embalagem e tentasse entender o que estava acontecendo. Hoje isso poderia ser chamado de momento WTF.

 

Então o Keith poderia ter feito uma previsível porcaria de tiroteio espacial que seria como qualquer outro jogo por aí. Ou ele poderia criar uma história que fizesse as pessoas parar e pensar sobre ela. E acho que uma prova de que foi uma boa ideia é que as pessoas continuam falando sobre isso. O Phalanx era um jogo bem mediano com uma inesperada capa. Ele precisava de uma ótima/estranha ideia para se destacar na multidão.

Quanto ao homem que posou para a foto, seu nome é Bertil Valley. Durante 25 anos ele trabalhou como Papai Noel voluntário, além de cuidar da sua própria empresa de construção. Infelizmente ele faleceu em 2004, mas graças a uma das ideias mais bizarras da indústria dos games, acabou eternizado como aquele velhinho tocador de banjo que aparecia na capa de um jogo de tiro futurista.


oxxor77 — Super Nintendo: Phalanx – Longplay

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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